Sarampo: Vacina de Reforço e Bloqueio Vacinal

“O Sarampo é uma doença viral prevenível pela vacina, que já está presente no calendário de vacinação do SUS, no Brasil, há vários anos. Chegamos a receber certificado de erradicação da doença, no país, pela Organização Pan Americana de Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em 2016. No entanto, o vírus está de volta! Até o início de junho, o Ministério da Saúde confirmou 123 casos, sendo que, destes, 31 foram reportados. A reintrodução do vírus no país é consequência da grande migração de venezuelanos. Mas, a responsabilidade não é deles, se houvesse uma cobertura vacinal acima de 95% isso não teria ocorrido. Ou seja, muitas pessoas não estão se vacinando.

Na maioria dos casos, o sarampo é de baixa gravidade, mas pode levar a complicações que oferecem risco de vida, como pneumonia e meningite, e deixar sequelas neurológicas graves. Além disso, é uma doença altamente contagiosa e não há tratamento específico contra ela, ou seja, não existe um remédio que combata diretamente o vírus. Por isso é tão importante a prevenção através da vacina, que é extremamente eficaz.

Com o aumento do número de casos da doença, muitas dúvidas são levantadas. Uma delas é a diferença entre a “vacina de reforço” e a “vacina de bloqueio”.

A “vacina de reforço” é indicada para crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação das duas doses aplicadas – ela potencializa a dose anteriormente recebida. Já, a “vacina de bloqueio” é comum quando há surtos e uma pessoa da comunidade contrai o vírus, todos no seu entorno devem se vacinar para impedir que a doença se espalhe na região. Chamamos também “vacina de reforço” às aplicadas em crianças entre 1 ano e 3 meses e dois anos – faz parte do calendário de vacinação.

Entenda mais sobre o sarampo, as vacinas e suas doses:

Para ser considerada protegida, a pessoa deve ter tomado duas doses da vacina na vida, aplicadas a partir de 1 ano de idade.

Para as crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomendam como rotina duas doses da vacina tríplice viral (SCR - sarampo, caxumba e rubéola): uma aos 12 meses e a segunda (dose de reforço) quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade, junto com a vacina varicela (catapora), podendo ser usadas vacinas separadas (SCR e Varicela) ou a combinada (tetraviral: SCR-V).

Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas também devem receber duas doses da vacina. Nos postos de saúde, crianças e adultos com até 29 anos, podem se vacinar gratuitamente com duas doses. Já, os indivíduos entre 30 e 49 anos só recebem uma dose da vacina. Quem já teve sarampo é considerado imunizado contra a doença, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Muitas pessoas, principalmente adolescentes e adultos, perderam o cartão de vacinas e não sabem se receberam as duas doses que protegem contra o sarampo. E é justamente essa faixa etária (em torno de 20 anos) que está sendo mais acometida, possivelmente porque tomaram apenas uma dose da vacina após 1 ano de idade, já que o esquema vacinal, na época em que eram pequenos, era diferente do atual.

Por isso, vale olhar a carteira e quem não tiver duas doses deve fazer uma dose de reforço. Está é a chamada "vacina de reforço", que potencializa uma dose anteriormente recebida.

Devemos salientar que a vacina SCR ou SCRV NÃO SÃO RECOMENDADAS para crianças com menos de 6 meses, gestantes e pessoas imunocomprometidas. As mulheres de idade fértil que tomarem a vacina devem aguardar pelo menos 1 mês para engravidar.

Em épocas de surtos, quando se identifica um caso de sarampo em uma comunidade, a Vigilância Epidemológica orienta para que todos do entorno da pessoa contaminada recebam a "vacina de bloqueio" (tríplice viral - SCR) dentro de 72 horas após o contato com o doente. Essa dose deve ser aplicada nas pessoas que moram na mesma casa de quem está com sarampo, crianças da mesma creche/escola e adultos do mesmo ambiente de trabalho. Tudo isso para tentar "bloquear" o vírus, aumentando a imunidade de todos que possam ter tido contato com a pessoa doente, impedindo que novos casos apareçam e, consequentemente, impedindo que o vírus de espalhe ainda mais. Por isso, é essencial seguir corretamente as orientações do pessoal da Vigilância Epidemológica.

No caso do sarampo, a vacina é a nossa maior aliada contra a doença!”


Palavras de Luiz Costa, nosso CTO!

Luiz Costa, nosso CTO, conta em primeira mão o tema da sua palestra no TDC São Paulo.

"No mês que vem vou estar no TDC São Paulo, na trilha de Ruby, contando um pouco como organizamos nossas aplicações Ruby on Rails, aqui na Beep Saúde. Rails tem um papel muito importante na nossa plataforma atualmente. Todas as aplicações internas, alguns microsserviços e a nossa principal API são escritos com o framework.
Somos uma Startup, portanto, é comum que façamos muitos experimentos e alterações em funcionalidades que já estão disponíveis para os usuários, ou até mesmo nos sistemas internos. Neste caso, é importante poder adiar a escolha de um componente que será usado em nossas aplicações até o último momento.
Para suportar esse tipo de ambiente, a nossa equipe de tecnologia segue um princípio fundamental: “Nossa arquitetura deve permitir que se atrase decisões”. Atrasar decisões, neste caso, é poder adiar a escolha de um componente que será usado em nossas aplicações até o último momento responsável, como sugerem Mary e Tom Poppendieck, no livro "Lean Software Development: An Agile Toolkit". Por que eu preciso decidir no início da implementação de uma funcionalidade se vamos usar um broker de mensagens ou conectar direto com uma API para integrar dois sistemas?
Para que isso seja possível, nossas aplicações são totalmente focadas em modelar o domínio de maneira explícita. Ou seja, damos uma atenção bem grande em entender como o domínio do problema pode ser representado em código. Para isso, tiramos proveito de técnicas como Domain Driven Design.
Como disse antes, usamos Rails na maioria dos nossos projetos. Como podemos isolar o nosso domain model do Rails e, por que isso pode ser uma vantagem é o que vamos apresentar na palestra Hexagonal Rails no TDC.
Hexagonal Architecture ou Port and Adapters é um padrão arquitetural que sugere que é boa ideia manter um nível de isolamento do seu domínio (core) de outras camadas mais externas da sua aplicação (UI, banco de dados, frameworks, etc). A principal razão deste isolamento é ajudar a separar elementos que mudam por diferentes razões. O seu domain model muda quando o seu negócio muda. Um desconto específico para um tipo de cliente não deveria ser influenciado por uma mudança no seu framework. Por que deveríamos adaptar o módulo de agendamento quando alguma parte do framework muda? Ou por que uma atualização do framework deveria introduzir um bug no módulo de pagamento? Com o domínio isolado, esse tipo de problema tende a acontecer muito menos.
Outra vantagem de ter o domínio isolado é a possibilidade de conectar diferentes adaptadores para a mesma lógica de domínio. Por exemplo, é possível ter a mesma funcionalidade exposta de diferentes maneiras: uma API para Web, um handler para um evento ou uma aplicação console que faz atualizações em batch.
Nesta apresentação, vamos destacar como é possível implementar e mostrar código real do uso deste padrão. Ficou curioso? Se estiver pelo TDC, dá uma uma passada na trilha de Ruby. Te esperamos lá!"
Referências:
Atrasar decisões
Último momento responsável
Domain Driven Design
Hexagonal Architecture ou Port and Adapters


Precisamos falar sobre o Sarampo

Essa velha e conhecida doença está fazendo vítimas fatais em diferentes regiões do mundo. Em Nova Iorque, um recente surto obrigou o governador a tomar medidas mais radicais em relação às pessoas que não se vacinam. No Congo, uma epidemia já matou mais do que a temida Ebola. No Brasil, o Ministério da Saúde chegou a cogitar campanha de vacinação, mas voltou atrás, porém se mantendo atento ao cenário e garantindo a entrega imediata de vacinas aos estados que solicitarem a mesma.
O estado de Nova Iorque eliminou, no último dia 13, a isenção religiosa que permitia aos nova-iorquinos não se vacinarem por motivos religiosos. A medida foi assinada pelo governador Andrew Cuomo, após aprovação no Congresso local, em resposta ao atual surto de sarampo no estado, que afeta principalmente uma comunidade de judeus ortodoxos. A lei entrou em vigor imediatamente, e estudantes não vacinados terão 30 dias para provar que receberam cada vacina requerida.
Enquanto isso, no Congo, o governo declarou, no último dia 10, uma epidemia de sarampo, que, segundo as cifras mais recentes do Ministério da Saúde mostram, já matou ao menos 1.500 pessoas - mais de uma centena além daquelas mortas pelo Ebola.
Enquanto as autoridades de saúde se concentravam na muito mais fatal febre hemorrágica viral do Ebola, que se concentrou no leste sem lei da República Democrática do Congo, cerca de 65 mil casos possíveis de sarampo foram relatados no vasto país do centro africano.
No Brasil, a cidade de São Paulo tem surto de sarampo com registro de 32 casos confirmados da doença, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Já no Rio de Janeiro, a notificação de casos de sarampo alcançou a marca de 36 casos, sendo somente 7 confirmados. No caso do Pará, o estado recebeu a notificação de 132 casos suspeitos de sarampo e confirmou 53 deles até 5 de junho.
Em março, o Ministério da Saúde confirmou que o Brasil perderá o status de país livre do sarampo, após registrar um caso no Pará e não conseguir interromper a transmissão da doença.
Leia a matéria com a Amanda Reis, gerente de imunização da Beep Saúde, e assista ao seu vídeo falando sobre a importância da vacina.
Aproveite e agende a sua vacina contra o Sarampo, nossa equipe ‘mãos de fadas’ vai até a sua casa, de domingo a domingo!
Fontes:
Folha de São Paulo
G1 Ciência e Saúde
G1 Bem Estar


Dúvida sobre a Meningocócia ACWY

Dr. Edimilson Migowski responde dúvida sobre a Meningo ACWY. Se o bebê tomou esta vacina na clínica, é preciso tomar a C do posto?

Escute o áudio do Dr. Edimilson com as recomendações específicas para esta situação. Quer fazer uma pergunta ao Dr. Edimilson também? Entre no nosso perfil Instagram Beep Saúde e acompanhe os stories. Lá, a gente abre perguntas para o Dr. Edimilson e a sua pode ser selecionada!
Na Beep Saúde, você encontra as vacinas Meningocócia ACWY e a Meningocócia B. Agende e vamos até a sua casa para aplicação. Beep! Uma Nova Experiência em Vacinação.


Vacina contra a Gripe: Qual a diferença entre a pública X privada?

Dr. Edimilson Migowski responde dúvida sobre as diferenças da vacina de gripe entre as redes pública e privada.

Escute o áudio do Dr. Edimilson explicando as principais diferenças da vacina contra a gripe entre as redes pública e privada. Quer fazer uma pergunta ao Dr. Edimilson também? Entre no nosso perfil Instagram Beep Saúde e acompanhe os stories. Lá, a gente abre perguntas para o Dr. Edimilson e a sua pode ser selecionada!
Na Beep Saúde, você encontra a vacina contra a Gripe. Agende e vamos até a sua casa para aplicação. Beep! Uma Nova Experiência em Vacinação.


Meu filho não tomou Meningo B. Como proceder?

Dr. Edimilson Migowski responde dúvida de mãe cujo filho de 9 anos não tomou a Meningo B.

Escute o áudio do Dr. Edimilson com as recomendações específicas para este caso. Quer mandar a sua pergunta para ele também? Siga o nosso perfil Instagram Beep Saúde e acompanhe os stories. Lá, a gente abre perguntas para o Dr. Edimilson e a sua pode ser selecionada!
Na Beep Saúde, você encontra a vacina Meningocócica B. Agende e vamos até a sua casa para aplicação. Beep! Uma Nova Experiência em Vacinação.


MITOS E VERDADES | Doação de Sangue

Junho é o "Mês Vermelho" em alusão à doação de sangue.

Doar sangue é um ato voluntário, indolor, rápido e que pode salvar vidas - desde pacientes submetidos a cirurgias ou em casos de emergência. Devemos esclarecer e desmistificar o tema para que mais e mais pessoas adquiram o hábito de doar sangue. Destacamos mitos e verdade de maior relevância para melhor conhecimento. Compartilhe com os seus amigos e familiares, vamos criar uma corrente do bem, vamos ajudar a salvar vidas?
Idosos não podem doar sangue
MITO! Desde 2013, houve aumento na idade máxima dos doadores de sangue pelo Ministério da Saúde. Atualmente, pessoas entre 16 e 69 anos podem realizar o ato de doação.
Pessoas com piercing e tatuagem não podem doar
MITO! Apenas pessoas com piercing na cavidade oral não podem realizar a doação, pois a boca está mais receptiva a infecções do que outras área do corpo. Já, para as pessoas com tatuagens, é indicada que a doação seja feita após um ano da realização do desenho - tempo adequado para manifestações de doenças contagiosas que possam ser transmitidas pela agulha.
O peso influencia na doação
VERDADE! O voluntário deve pesar a partir de 50 quilos para poder realizar a doação.
Gestantes e lactantes não podem doar
VERDADE! Mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem doar. As lactantes devem aguardar 12 meses após o parto. No período pós-parto, a mulher poderá ser doadora após 90 dias, em casos de parto normal e 180 dias em cesárias.
Descanso e alimentação influenciam na doação
VERDADE! É necessário estar descansado e não ter praticado atividades intensas pelo menos cinco horas antes da doação. Em relação à alimentação, é preciso estar bem nutrido. Com refeições prévias leves e sem gordura. Além disso, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas até 24 horas antes da doação.
Fonte | ABHH


Dia da Imunização

O Dia da Imunização é celebrado em 9 de junho. A Dra. Amanda Junqueira, Gerente de Imunização da Beep, tem um recado para você!

"Olá, estou aqui hoje para falar sobre o Dia da Imunização, celebrado em 9 de junho.
A vacina foi um dos maiores presentes da medicina para a humanidade. Estima-se que, nos últimos séculos, ela foi responsável por um aumento de, aproximadamente, 30 anos na expectativa de vida. Muitas mortes e doenças foram evitadas e controladas em decorrência da vacinação.
Quando a gente fala de imunização, não podemos esquecer que a vacina não protege apenas quem recebe a dose - há o que chamamos de vacinação coletiva, ou seja, quanto maior número de pessoas vacinadas, menor é circulação daquele vírus ou bactéria na sociedade. Portanto, quanto mais gente vacinada, há o bloqueio vacinal e, consequentemente, menor a incidência das doenças imunopreviníveis. Até chegarmos à erradicação de uma doença em determinada região - o que aconteceu com a varíola, por exemplo.
Vale destacarmos que existe um movimento, que vem ganhando força na mídia e na internet - as famosas fakenews - que associam a vacina com casos de autismo ou objetivo de controle populacional. Tudo isso é fruto de total irresponsabilidade de grupos mal informados ou, até mesmo, mal intencionados. E nós, que trabalhamos com saúde, temos um papel fundamental em informar a sociedade com bases científicas que comprovam a eficiência e total importância da vacina na vida de uma sociedade.
Quanto mais a população for bem instruída e munida de informações confiáveis, incluindo o processo da produção - desde a fabricação até a ponta, menos chance dela se deixar levar pelas falsas afirmativas. Milhares de vacinas são feitas todos os dias nos postos de saúde e clínicas, e isso é maravilhoso. Vacinação é prevenção, é vida! Procure o seu médico para se instruir ou um profissional de saúde habilitado para orientá-lo sobre as vacinas indicadas e vacine-se. Vacine quem você ama. Vacina é um ato de amor, de cuidado e saúde. Existe um calendário específico para cada faixa etária, ótimo para você se orientar! Utilize! Além de um ato de amor, vacinação é um dever cívico. Tenha isso sempre em mente!"
A Beep tem o serviço gratuito de avaliação da Caderneta de Vacinação (AOC). Clique Aqui para ver se a sua está em dia. Caso esteja faltando alguma, agende no nosso aplicativo que vamos até a sua casa, de domingo a domingo! A vacina é a melhor proteção!


Testes em Animais? Não!

Você é contra testes nos animais? É a favor de pesquisas mais assertivas sobre a biologia humana? Leia essa matéria que achamos incrível e você certamente também achará!

O mercado de tecidos humanos está crescendo. Um fator é a campanha contra os testes em animais. Outro é que a biologia animal não é biologia humana – um tratamento que funcionou bem no laboratório pode falhar quando administrado a seres humanos.
Uma empresa escocesa, que vale vários milhões de libras esterlinas, ganhou prêmios por seu sucesso de exportação ao fornecer a pesquisadores do mundo inteiro partes de pessoas - e seus resíduos.
A Tissue Solutions, com sede em Glasgow, na Escócia, se define como um "banco biológico". Ela organiza amostras de tecido humano a serem coletadas e entregues em todo o mundo. "Cientistas e laboratórios precisam de tecido humano para desenvolver e testar novos medicamentos", diz o fundador e CEO da empresa, Dr. Morag McFarlane.
Ela disse à revista The Nine, da BBC escocesa: "Eles precisam recorrer a alguém que possa coletar esse material eticamente e gerenciar todo o processo para eles”.
Para ser um sucesso de exportação, uma empresa precisa de cérebros. A Tissue Solutions os possui, ou pelo menos pedaços de cérebros.
Eles também podem fornecer sangue, saliva e muito mais. "Até cabelo", diz Morag.
"E coisas bizarras, como língua, dedos, cocô - amostras de matéria fecal”.
Essa linha de produtos específica começou quando outra empresa de Glasgow estava desenvolvendo um kit de teste caseiro para câncer de intestino.
Eles estavam indo bem simulando o material misturando água com uma certa marca de cereal matinal à base de farelo de trigo. Mas à medida que a pesquisa avançava, a empresa precisava do material real. Então eles ligaram para a Tissue Solutions.
"Nós contratamos um grupo, e eles recrutaram doadores, coletaram as amostras, processaram-nas e depois a empresa obteve os dados", diz McFarlane. Existem outras formas de adquirir as amostras, todas elas certificadas como éticas.
No caso de tumores, pacientes de hospitais na Escócia automaticamente consentem em ter amostras usadas para propósitos de pesquisa. Grupos de voluntários ajudam com outras mercadorias. Alguns concordam que um buraco de 5mm seja feito em sua pele.
Pessoas com psoríase (uma doença de pele) costumam ser doadoras de pele com boa vontade, já que suas amostras podem levar a novos tratamentos. Os tecidos e resíduos podem ser armazenados em qualquer lugar e entregues em qualquer lugar, desde que o fornecimento seja ético. Isso significa que pouco do material realmente passa pela sede da Tissue Solutions, no Parque Científico do Oeste da Escócia.
Entregas fresquinhas
Organizar entregas é o trabalho da gerente de logística e transporte Laura White. "Eu tenho muitos envios acontecendo hoje, principalmente sangue", diz ela. "Eu tenho amostras de urina que vêm da Bulgária e da Romênia, e ambas estão chegando a um cliente no Reino Unido."
"Então, logisticamente, o negócio é manter o controle disso todos os dias, ver o que está sendo enviado, se foi entregue, levar o produto para o cliente."
Esses clientes não estão procurando por qualquer sangue, cuspe ou xixi. Frequentemente, eles querem testar a eficácia dos medicamentos em amostras de pessoas com a doença que estão tentando combater. As amostras podem ser enviadas em temperatura ambiente, como é o caso de tecidos preservados em blocos de cera de parafina.
Elas também podem ser congeladas e mantidas em gelo seco a -80 graus Celsius. Uma utilidade de amostras de tumores recém-retirados é para pesquisas que tentam transformar o sistema imunológico do paciente contra o câncer. "As pessoas querem tumores novos", diz o Dr. McFarlane, "para que possam avaliar, no tumor real, qual o efeito da droga no sistema imunológico, se pode realmente estimular o sistema imunológico a atacar o tumor e começar a matá-lo".
O mercado de tecidos humanos e biomateriais está crescendo. Um fator é a campanha contra os testes em animais. Outro é que a biologia animal não é biologia humana. Um tratamento que funcionou bem no laboratório pode falhar quando administrado a seres humanos. Os negócios internacionais da Tissue Solutions vêm crescendo desde a sua fundação há 12 anos. Agora empregam 25 pessoas.
Sucesso de exportação
O Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido aponta para o setor como um exemplo. No ano passado exportou quase £ 25 bilhões (aproximadamente R$ 125 bi) somente em produtos medicinais e farmacêuticos. Mas é só mencionar a incerteza em torno de Brexit e Dr McFarlane geme.
A empresa ganhou duas vezes o Prêmio de Empreendimento da Rainha pelo sucesso de suas exportações. Suas vendas no exterior cresceram mais de 200% em três anos. Estão determinados a evitar que o Brexit não interrompa isso. "Criamos duas novas empresas, uma em Dublin, na Irlanda, e outra em Lyon, então, se precisarmos, podemos a trabalhar com essas empresas para facilitar as coisas", diz McFarlane.
A taxa de retorno de clientes da empresa está em 80%, uma indicação de alta satisfação. Mas não é possível agradar a todos. Eles receberam um pedido de um material específico. Desculpe, mas estamos falando de cocô de novo. As amostras foram congeladas, seladas, embaladas e enviadas.
Mas o cliente reclamou. O cocô era "muito fedorento". A Dr. McFarlane ri: "Não tivemos resposta para eles". "Nós não poderíamos dizer 'o que você esperava?' Mas foi o que todos pensamos."
Fonte | BBCNews | UOL