Os Sintomas da Pneumonia

Após assistir ao vídeo, você já sabe detectar os principais sintomas da pneumonia em crianças e idosos. Agora, complementaremos as informações da Dra. Cristiana Meirelles destacando as principais diferenças entre a VPC10 e a VPC13.


A VPC 10 está disponível na rede pública e é composta de dez sorotipos de pneumococo. Ela previne cerca de 70% das doenças graves em crianças.


Já, a VPC13 é composta de 13 sorotipos de pneumococo e previne até 90% dos casos de doença grave nessa faixa etária. Ela é encontrada exclusivamente na rede privada.


As crianças que já completaram o esquema de vacinação com a VPC10 nos postos de saúde, podem se beneficiar com uma dose extra da VPC13, na rede privada, ampliando a sua proteção contra o pneumococo.


Para maiores de 50 anos e, sobretudo, os idosos a partir de 60, recomenda-se esquema com as vacinas VPC13 e VPC23. Lembrando que a VPC23 deve ser aplicada com espaço de seis meses após a aplicação da VPC13.


Agora que você já sabe os principais sintomas da pneumonia em crianças e idosos, e sabe também as principais diferenças entre as vacinas, está mais fácil cuidar da saúde de quem você ama.


E lembre-se sempre de que a vacina é a melhor forma de se prevenir contra a pneumonia.


Baixe o aplicativo da Beep, agende as suas vacinas Pneumocócica 13 e Pneumocócica 23 e fique em dia com a sua saúde.


Fonte | Sbim


Estratégia Cocoon: O que é e tudo que você precisa saber

Quando há a espera de um bebê, diversas providências são tomadas no núcleo familiar para preparar a sua chegada, dentre elas a Estratégia Cocoon.


Além das roupinhas lavadas, o quarto arrumado e o enxoval completo, entre outras, devemos nos atentar, principalmente, à saúde da gestante e do bebê. E é por isso que vamos falar sobre a Tríplice Bacteriana.


A vacina Tríplice Bacteriana dTp é utilizada para crianças acima de 4 anos de idade e protege contra três doenças: difteria, tétano e coqueluche. Para os adultos, ela é recomendada como reforço da tríplice tomada quando crianças, com dose recomendada de 10 em 10 anos.


A Tríplice Bacteriana dTp ou Acelular, "tomou o lugar" da dupla tipo adulto, que só contemplava difteria e tétano.


Como funciona a Estratégia Cocoon?


Esta vacina tem enorme importância para a Estratégia Cocoon, nome dado ao bloqueio vacinal em proteção ao recém-nascido contra a coqueluche, cocoon significa "casulo", em inglês. Como funciona?


Como os bebês recebem a vacina com doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, sendo que a melhor proteção só vinga duas semanas após a última dose, é preciso que os parentes mais próximos, assim como cuidadores dos recém-nascidos, estejam protegidos, evitando a transmissão da doença.


Portanto, pais, irmãos, avós, tios, padrinhos, babás, enfim, todos que tiverem contato mais próximo, deverão se vacinar com objetivo de proteger o bebê.


Ela é indicada para gestantes?


Sim, altamente indicada à gestante porque, ao tomá-la, ela passa proteção ao bebê via placenta. A gestante deve tomar a vacina na 20ª semana de gestação.


A ação desses anticorpos após o nascimento não é duradoura, mas ajudará a proteger o bebê nos seus primeiros meses de vida. Elas podem se vacinar nas redes pública ou privada, mas os pais e demais parentes só encontrarão a vacina nas redes privadas.


Essa estratégia é importante porque a coqueluche é a quinta causa de morte no mundo em crianças menores de cinco anos.


Entre os principais transmissores da Bordetella pertussis, bactéria que causa a doença, estão: a mãe (32%), os irmãos (20%), o pai (15%) e os avós (8%).


Portanto, a vacinação dos adultos que cuidam do bebê é de grande importância para prevenir a transmissão da coqueluche para os mesmos, que só estarão totalmente protegidos quando completarem as três doses da vacina Tríplice Bacteriana (que também protege contra difteria e tétano). Como já falamos, isso só vai acontecer entre o sexto e o sétimo mês de vida da criança.


Contra quais doenças a dTp protege?


Coqueluche, Difteria e Tétano.


Conclusão


Fica aqui o nosso alerta! Se você é mãe e/ou pai, não se intimide de impor a vacina àqueles que estarão em contato frequente com o seu bebê.


Quem ama cuida e essas pessoas certamente querem o melhor para esse serzinho que está vindo ao mundo!


A Beep facilita essa demonstração de cuidado e amor com o serviço de vacinação domiciliar de domingo a domingo! Que tal unir a família em casa para um dia de vacinação? Vira um nobre motivo para um delicioso encontro.




Vacinas indicadas:


Vacina Tríplice Bacteriana (DTPa) | Protege contra Difteria, Tétano e Coqueluche.


Vacina Tríplice Bacteriana + Poliomielite (DTPa-VIP) | Protege contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Poliomielite.


Fontes | SBIM


Dia da Infância, vamos falar sobre vacinação?

Sábado, dia 24, foi o Dia da Infância, e o nosso recado é para os pais. Vacinar o seu filho é o principal passaporte para que ele cresça feliz, saudável e livre de graves doenças erradicadas graças ao calendário vacinal adotado ao longo dos anos.


Em tempos de redes sociais, mitos sem fundamentos - que vão desde efeitos colaterais, passando por ideologias e religião até teorias contrárias à vacinação, têm contribuído para uma relevante queda de pessoas vacinadas no Brasil e no mundo, inclusive crianças.


No entanto, a realidade comprova que vacinar é o caminho mais seguro para manter distância das doenças. Você sabia, por exemplo, que o Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990? Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem, juntamente com os demais países das Américas, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).


Se você é pai, mãe ou responsável por crianças entre 1 e menores de 5 anos de idade, fique atento ao calendário e confira se a caderneta de vacinação está atualizada. Ficou na dúvida se está em dia com todas as vacinas? A Beep tem o serviço GRATUITO de avaliação da caderneta.


A Beep realiza vacinação domiciliar de domingo a domingo, no conforto da sua casa. Basta baixar o app e agendar o melhor dia e horário para você e sua família.


Dia da Infância. Se há infância, tem que haver vacinação!


Fonte | R7


Novas medidas adotadas pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde apresentou ontem, em Brasília, balanço de sarampo e anunciou ações de prevenção. Replicamos na íntegra para que você fique bem informado. A partir de amanhã, dia 22 de agosto, procure as redes pública ou privada e vacine os seus filhos!


"A partir desta quinta-feira (22), todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A ação é uma resposta imediata do Ministério da Saúde em decorrência do aumento de casos da doença em alguns estados.


Há um planejamento de compra da vacina, tendo como base o número de pessoas que devem ser vacinadas, considerando as ações de rotina (média de 2,5 milhões de doses/mês); as ações de bloqueio para interromper a cadeia de transmissão; além das doses adicionais para crianças de seis meses a menores de um ano. O Ministério da Saúde já reiterou junto aos estados e municípios a orientação para que as estratégias sejam restritas a essas situações, evitando que ocorra possível desabastecimento da vacina.


É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.


Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba. Neste ano, o Ministério, já enviou para os estados 10,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Esse quantitativo é para atender a vacinação de rotina, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, em todos os estados do país, bloqueio vacinal e para intensificar a vacinação de crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias de idade. Desse total de vacinas, 71% foi enviado para o estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos de sarampo no país. A vacina é a principal forma de tratamento do sarampo."


Gestação

Celebrando o Dia da Gestante, comemorado em 15 de agosto, destacamos o tema gestação nesse Mitos e Verdades para tirar algumas dúvidas frequentes! Veja se elas se encaixam à sua realidade.


Grávida tem que ficar longe de gatos


MEIA VERDADE: O medo aqui está relacionado à toxoplasmose, doença causada por um protozoário que tem nos felinos seu hospedeiro definitivo: gatos contaminados transmitem o parasita por meio de suas fezes. A toxoplasmose costuma passar despercebida em pessoas não grávidas. No feto, porém, ela pode causar problemas graves, incluindo malformações. No entanto, para se contaminarem, os gatos precisam comer ratos ou pássaros que tenham cistos do toxoplasma em seus músculos. Ou seja, um animal que vive dentro de casa e só come ração dificilmente será contaminado. Mas, na dúvida, melhor passar a limpeza da caixinha de areia para outra pessoa.


O primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado


VERDADE: É nesse período que ocorre a formação dos órgãos do feto. Ou seja, é quando há maior risco de ocorrerem doenças ligadas a alterações genéticas. Por isso, há um especial cuidado em se evitar medicações, bebidas, alguns exames de imagem e afins. De 10 a 15% das mulheres sofrem aborto espontâneo até a 12ª semana de gestação – decorrente, justamente, de malformações do embrião. Mas não confunda: esses eventos nada têm a ver com hábitos como excesso de esforço ou atividade física, que está liberada também nessa fase da gestação.


Gestantes não devem usar cremes no rosto.


MEIA VERDADE: Gestantes são desaconselhadas a usar cremes anti-idade simplesmente porque, uma vez que não se fazem testes com grávidas, não se sabe o efeito que determinados ativos podem ter sobre o feto. Como na gestação há um aumento da vasodilatação periférica, ou seja, os vasos ficam mais dilatados que o normal, há uma tendência de que a pele absorva mais qualquer tipo de produto. E há ainda outro agravante: produtos cosméticos não seguem as determinações da Anvisa, tornando difícil o acesso à sua fórmulação completa. Não existe nada comprovado contra os creminhos, mas, na dúvida, os médicos acham por bem evitar.


Grávida deve evitar adoçante


MITO: Algumas pesquisas têm mostrado que, em grandes quantidades, o ciclamato de sódio, adoçante feito a partir de um derivado de petróleo, poderia causar danos ao feto. Mas, para isso, a gestante deveria ingerir o equivalente a dez latinhas de refrigerante diet por dia. Ou seja, uma quantidade difícil de ser alcançada. A maior parte dos estudos não vê problemas no consumo de edulcorantes, mesmo o ciclamato, em doses moderadas. Se você gosta de se preocupar e preza a silhueta, prefira todas as outras possibilidades de adoçante, que vão de aspartame a estévia.


Fonte | Revista Superinteressante


Gostaria de tirar alguma dúvida? Mande a sua pergunta pra gente. A Dra. Cris vai te responder!


Dia da Gestante

Antes de tudo, queremos parabenizar todas as mulheres gestantes! E apresentar a leitura a seguir, que te deixará por dentro das leis que asseguram uma série de garantias às grávidas - não apenas ligadas à saúde, mas também ao trabalho, estudo e à vida em sociedade.


Em 2020 teremos o novo Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que provavelmente vai apresentar dados similares ao de 2010, o qual revelou que mais de 68% das mulheres brasileiras com idade a partir de 15 anos têm, no mínimo, um filho. Esse resultado mostra a importância das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das gestantes no país.


Nas esferas trabalhistas, sociais ou relacionadas à saúde, a atual legislação brasileira assegura às mulheres grávidas uma série de direitos antes, durante e após o parto. Confira:

Direito a atendimento médico

Os direitos ligados à saúde da gestante envolvem uma série de garantias, que vão desde a atenção obstétrica e o cuidado hospitalar básico à prerrogativa de realizar, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), o teste para detecção de sífilis e/ou HIV. Veja abaixo os direitos garantidos pela legislação brasileira voltados à saúde das mulheres grávidas:

• Ser atendida com respeito e dignidade pelas equipes de saúde, sem discriminação de cor, raça, orientação sexual, religião, idade ou condição social.
• Aguardar o atendimento sentada, em lugar arejado, tendo à sua disposição água para beber e banheiros limpos.
• A gestante tem o direito, assegurado pela Lei nº 11.634 de 2007, de ser informada anteriormente, pela equipe do pré-natal, sobre qual a maternidade de referência para seu parto e de visitar o serviço antes do parto.
• Direito a vaga em hospitais: para o parto, a mulher gestante deve ser atendida no primeiro serviço de saúde que procurar. Em caso de necessidade de transferência para outro local, o transporte deverá ser garantido de maneira segura.
• Acompanhamento especializado durante a gravidez, o que inclui exames, consultas e orientações gratuitas.
• No Sistema Único de Saúde (SUS), a mulher grávida tem direito a um acompanhante (homem ou mulher), de sua indicação, durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto.
• A mulher internada para dar à luz em qualquer estabelecimento hospitalar integrante do SUS tem o direito de realizar o teste rápido para detecção de sífilis e/ou HIV.
• A gestante tem direito a receber do pai do bebê valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez, e que sejam dela decorrentes, até o parto.
• A mãe que for portadora do vírus HIV ou HTLV não deve amamentar o bebê. Por conta disso, ela tem o direito de receber leite em pó, gratuitamente, pelo SUS, até o a criança completar seis meses ou mais.

Direitos trabalhistas

A legislação do País possui uma série de mecanismos para assegurar que as gestantes ou mães não sejam prejudicadas no mercado de trabalho em razão de sua condição. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) busca garantir que a mudança de rotina gerada pela gravidez e, posteriormente, pelo período pós-parto, não seja um empecilho para o desempenho normal da atividade laboral. Além disso, uma das prioridades das leis do País é certificar que a saúde das gestantes e dos bebês em formação não seja afetada pelo trabalho. Confira a seguir as principais medidas:

• Licença-maternidade de 120 dias para gestantes que tiverem carteira de trabalho assinada.
• Não ser demitida durante o período em que estiver grávida e até cinco meses após o parto, a não ser por justa causa.
• Receber uma declaração de comparecimento todas as vezes em que for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando esta declaração à sua chefia, as faltas ao trabalho serão justificadas.
• Até o bebê completar seis meses, há o direito de ser dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia hora ou um período de uma hora, para amamentação.
• O empregador não pode exigir atestados de gravidez ou quaisquer outros que tenham objetivo discriminatório para fins de admissão ou manutenção do emprego de mulheres.

Direitos sociais

Além dos direitos ligados à saúde e ao trabalho, as gestantes também têm acesso a privilégios voltados à esfera social, como atendimento prioritário não apenas em espaços públicos, mas também em locais como bancos e supermercados, além de preferência no transporte público. Novamente, o objetivo dessas leis é garantir, sobretudo, o menor número de danos possível à saúde da mãe e do filho em desenvolvimento. Veja os principais direitos abaixo:
• Acesso a guichês e caixas especiais ou prioridade nas filas para atendimento em instituições públicas e privadas.
• Assento prioritário para gestantes e mulheres com crianças de colo em ônibus e metrô.
• Se a família da mãe for beneficiária do Programa Bolsa Família, há direito ao benefício variável extra na gravidez e após o nascimento do bebê - para ter acesso ao auxílio, é preciso comparecer ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do município.


Direitos estudantis

Além de buscar que o ambiente profissional afete o mínimo possível a vida da futura mãe, as leis do Brasil buscam trazer garantias similares ao ambiente estudantil e acadêmico. Por isso, as gestantes, tanto menores quanto maiores de idade, podem, por exemplo, cumprir compromissos escolares em suas casas e ter direito à licença-maternidade sem qualquer tipo de prejuízo. Confira as principais medidas:
• A Lei nº 6.202/1975 garante à estudante grávida o direito à licença-maternidade sem prejuízo do período escolar.
• O Decreto-Lei nº 1.044/1969 determina que a estudante que estiver grávida poderá cumprir, a partir do oitavo mês de gestação, os compromissos escolares em casa.
• O início e o fim do período de afastamento serão determinados por atestado médico, que deve ser apresentado à direção da escola.
• Em qualquer caso, o direito à prestação dos exames finais é assegurado às estudantes grávidas.
• Se a mãe for adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito ao atendimento com sigilo, privacidade e autonomia, além do recebimento de informações sobre saúde sexual e reprodutiva. A mãe adolescente também pode ser atendida sozinha, se preferir.

Adoção

Para o caso das mães que desejarem, precisarem ou decidirem entregar a criança em adoção, a Lei nº 12.010/2009 garante o direito de receber atendimento psicossocial gratuito.

Programa Rede Cegonha

Trata-se de uma estratégia do Ministério da Saúde que tem o objetivo de implementar uma rede de cuidados que garanta às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, além de assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.


Fonte | Governo com informações do Ministério da Saúde, da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres e do IBGE.


Semana Mundial do Aleitamento Materno | Dra. Cristiana Meirelles

"Toda mãe, mesmo que de primeira viagem, sabe da importância do aleitamento materno para o bebê e para a mulher. Esse é um assunto bastante discutido entre pediatra e família e nas mídias sociais.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e continuado até os 2 anos ou mais. Dentre outras, essas são algumas das inúmeras vantagens da amamentação:


  • O leite materno é um alimento completo para o bebê;


  • Amamentar previne depressão pós-parto e alguns tipos de câncer na mulher e ainda ajuda na perda de peso da mamãe;


  • Intensifica o apego entre mãe e filho e favorece a comunicação por meio de sorrisos, olhares e carícias;


  • Se o aleitamento for realmente exclusivo até os 6 meses de vida, funciona como um método contraceptivo com uma eficácia de até 98%, semelhante à pílula anticoncepcional;


  • É prático e econômico, já que o leite está sempre à mão, pronto e na temperatura ideal;


  • E ainda protege o bebê contra infecções, alergias, diabetes, desnutrição e obesidade.


No entanto, sempre que o tema é levantado, surge a velha dúvida das mamães: “Será que tenho leite suficiente? O que influencia a produção do meu leite?”.


Uma vez a amamentação iniciada com sucesso, é a demanda do bebê que controlará a produção de leite. Será que é sempre assim? Nos últimos anos, a ciência tem demonstrado através de estudos experimentais, em animais de produção e em mulheres amamentando, que são muitas as variáveis maternas que influenciam na produção de leite. Essas variáveis vão desde alterações anatômicas das mamas, fatores sociais, psicológicos e comportamentais, até fatores hormonais, ambientais e genéticos. Realmente, já foram identificadas muitas variantes genéticas que impactam na produção de leite. Dentre elas, estão mutações nos genes da prolactina, que é o principal hormônio que regula a produção de leite.


A história de que “só não produz leite quem não quer”, portanto, não é real. Estima-se que de 10 a 15% das mulheres de fato não conseguem produzir leite suficiente para seu bebê. Por outro lado, o percentual de mulheres que acredita não estar produzindo leite suficiente varia de 40 a 90%.


Para essas mamães que somente acreditam não estar produzindo leite suficiente, há alguns fatores que precisamos avaliar.


  • Em 1º lugar, a pega do bebê pode estar incorreta no momento da sucção do leite materno. Na pega adequada, o bebê está com a boca bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora, com o queixo tocando ou quase tocando a mama e abocanhando a aréola de modo que ela esteja com a parte de cima mais visível que a de baixo.


  • Em 2º lugar, o posicionamento do bebê ou a posição da mãe podem estar desconfortáveis.


  • Em 3º lugar, o ambiente pode estar muito barulhento, com interrupções a todo momento.


  • Outro fator importante: a mãe pode estar cansada, ansiosa ou estressada. Descansar enquanto o filho dorme, ingerir bastante líquido, ter uma alimentação saudável e fazer relaxamento podem ajudar neste caso.


  • Outro erro comum é estabelecer duração e horário para as mamadas. A amamentação deve seguir o ritmo de fome de seu bebê, ou seja, o regime de livre demanda. Quanto maior o número de mamadas, maior liberação do hormônio prolactina e maior será o volume de leite produzido.


  • Fumar e ingerir álcool podem inibir o reflexo da descida do leite.


  • Oferecer chupetas e bicos artificiais pode confundir a sucção do bebê, atrapalhando a produção do leite.


  • Problemas nas mamas, como empedramento do leite e rachaduras nos mamilos, dificultam bastante a amamentação. Preparar as mamas e tratar precocemente essas alterações evitam a interrupção desnecessária do aleitamento;


  • A mama muito cheia ou tensa dificulta a pega. Logo, deve-se extrair manualmente um pouco de leite antes de cada mamada para que a aréola fique mais macia e o bebê consiga abocanhar o peito mais facilmente;


  • Por último e não menos importante, o bebê pode apresentar refluxo gastroesofágico ou cólica, devendo ser avaliado pelo pediatra que irá orientar medidas de controle dessas alterações.


Portanto, o que podemos perceber, é que, para grande parte das mamães, informação e apoio podem ser a chave para manter a amamentação. Frente a qualquer dificuldade, a mulher deve procurar ajuda especializada de seu ginecologista/obstetra e de seu pediatra. Rede de apoio de amigos e familiares também é fundamental!"


Dia Nacional da Saúde

Hoje é comemorado o Dia Nacional da Saúde. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Oswaldo Cruz - pioneiro no estudo de moléstias tropicais no Brasil. Sanitarista, bacteriologista e epidemiologista, ele que erradicou a Febre Amarela no país. Enquanto todos acreditavam que a doença era transmitida pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes, ele lançava a sua teoria: o transmissor da Febre Amarela era um mosquito. Suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular. Mas, no final, ele estava certo, a doença foi erradicada!


Porém, uma doença erradicada pode reincidir e chegar ao nível de surto caso a população não esteja devidamente bloqueada, ou seja, vacinada, protegida. E é justamente o que vimos acontecer com a Febre Amarela, no Brasil, em maio, embora o número de casos não tenha sido alarmante, a doença se espalhou em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional. Não à toa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou alerta pedindo para o país reforçar as medidas de prevenção.


Situações como essa ratificam a importância de nos mantermos protegidos, através do bloqueio vacinal, impedindo que uma doença como a Febre Amarela tome proporções de surto nas regiões nas quais vivemos. Surtos que podem ser evitados geram custos desnecessários à nossa saúde pública.


Vamos fazer a nossa parte em prol da nossa saúde, sociedade e do legado deixado por Oswaldo Cruz?


Baixe o app da Beep Saúde e agende! Uma das nossas enfermeiras "Mãos de Fadas" fará uma aplicação tão leve que você vai se perguntar se elas usou agulha. Sua grande chande de ajudar o bloqueio vacinal e viver uma experiência transformadora em vacinação!


Quer entender o momento no qual o Brasil passava quando Oswaldo Cruz foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para assumir a missão de erradicar a Febre Amarela? Leitura imprescindível para você entender como a vacina está ligada à política e economia de um país.


Fonte | Saúde Abril


Vacinação na Europa

Há mais de um ano a europa enfrenta aumento de casos de sarampo, sendo registrado surto em pelo menos 19 países, sendo a Grécia, Romênia, França e Itália os países mais afetados. Os movimentos antivacinas - liderados principalmente por pais que decidem não vacinar os filhos, são apontados pelo Parlamento Europeu como responsáveis pelo surto do vírus.


Em alguns países na Europa Ocidental, como a Alemanha, por exemplo, a BCG - vacina que previne a tuberculose e é muito comum nos bebês recém nascidos, no Brasil - não é mais aplicada. Na União Europeia,a BCG é universal apenas em Portugal, Grécia e Irlanda.


As vacinas do Programa Nacional de Vacinação não costumam ser obrigatórias na Europa.


Contudo, diante do surto de sarampo, leis aprovadas na França, Alemanha e Itália obrigam pais a vacinarem suas crianças contra o vírus especificamente.


No caso alemão e italiano, também foram estipuladas multas de 600 a 3.000 dólares para quem não cumprir a lei. Na Itália, poliomielite, tosse convulsa e hepatite B também passaram a ser obrigatórias para as crianças.


Fonte: Portal Terra