Família no Aeroporto indo viajar nas férias

A Pneumonia pode atacar no verão?

Sim! Apesar da Pneumonia ser uma doença com maior incidência no inverno, você sabia que ela também pode contagiar um número considerável de pessoas durante o verão?

Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, destacamos algumas informações importantes para você manter a sua família protegida contra a doença neste verão! 

Fatores como poluição, desidratação e má alimentação, nesta época do ano, afetam partes das defesas naturais do sistema respiratório, facilitando o acesso de agentes causadores da doença ao organismo. 

Por exemplo, ao ingerir uma baixa quantidade de líquido, no calor, ou ficar muito tempo exposto à poluição - como no trânsito - ocorre um ressecamento da mucosa presente em nossas barreiras mecânicas respiratórias. Isso faz com que ela perca grande capacidade de bloquear tanto as bactérias causadoras da doença que pairam no ar, quanto microrganismos que podem já estar presentes no corpo, mas que ainda não chegaram aos pulmões.

Mas, afinal, o que é a pneumonia? 

É uma reação inflamatória do pulmão causada por vários micro-organismos, como, bactérias, vírus, fungos, substâncias inorgânicas e também, por reações alérgicas. 

Gripe pode causar pneumonia? 

Sim, e por isso mesmo, a gripe deve ser tratada, e mais ainda, prevenida! A melhor maneira de evitar a pneumonia é através da vacinação. Também é aconselhável evitar o contato com quem estiver gripado. Alimentação e hidratação adequadas, somadas à prática regular de atividade física, também são recomendações médicas para precaução da doença! 

Como a alimentação ajuda na prevenção? 

Quando nos alimentamos corretamente, o sistema imunológico se mantém eficiente e o organismo mais apto a reter micróbios nocivos à saúde, ao longo da estação. Para que o pulmão esteja saudável, a região alveolar - responsável pela troca gasosa necessária ao processo de respiração - precisa estar sempre livre de microorganismos ou substâncias nocivas. 

Quais as demais formas de prevenir a pneumonia?

O cigarro baixa a imunidade dos pulmões, portanto, deixar de fumar é uma medida essencial para evitar a doença! Hábitos higiênicos, como lavar as mãos sempre que assoar o nariz, ir ao banheiro, andar em transportes públicos, entre outros, são muito importantes. Lembrando que estes cuidados devem ser maiores no caso de pessoas que apresentam imunidade mais baixa do que o normal, como portadores de doenças cardíacas ou respiratórias. 

Como tratar a doença? 

O tratamento costuma ser feito por meio de antibióticos. Porém, é imprescindível que seja realizado com acompanhamento médico, principalmente quando se trata de um paciente idoso e o quadro tende a ser mais grave e, muitas vezes, necessita de internação. 

Existe vacina contra a pneumonia?

Sim! A melhor forma de prevenir contra a pneumonia é a vacinação!

_________________________

Para mais informações, clique aqui!

 


Crianças na cama com febre - vacina ACWY - beep

Febre Amarela: tudo o que você precisa saber!

Estamos às vésperas do verão, período em que as epidemias como a Febre Amarela são mais comuns - de dezembro a maio. Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, preparamos uma matéria especial sobre o tema para que você entenda tudo sobre esta doença.

Quais são os sintomas, complicações, transmissões, diagnóstico, mosquito transmissor, certificado para viajantes, a diferença entre a febre amarela silvestre e urbana e, claro, a prevenção - que se dá através da vacina.

Portanto, leia tudo com calma, pois estar bem informado é um passo para se prevenir e manter a sua saúde em dia!

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda. Ela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.   

++ Quer saber mais sobre a vacina contra a Febre Amarela? Clique aqui!

Como ela é transmitida?

O vírus da Febre Amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, porém, o vírus tem enorme potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

É fundamental a cobertura vacinal da população em todo o território nacional, independentemente de idade ou sexo, esta é a principal forma de prevenir a febre amarela.

Quais são os sintomas?

  • início súbito de febre;
  • calafrios;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores nas costas;
  • dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos;
  • fadiga e fraqueza.

Identificando algum desses sintomas, você deve procurar seu médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima. Algumas pessoas têm melhora após estes sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

No contato com o profissional da saúde, você deve informar sobre qualquer viagem realizada para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Um detalhe que você deve se atentar é: observou mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou? É bom lembrar também sobre picadas de mosquitos. Não deixe de informar se tomou a vacina contra a febre amarela, se lembrar a data é melhor ainda! 

Macacos transmitem a febre amarela?

Não! Inclusive, eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar a causa da morte e, se for de febre amarela, fica o sinal de alerta para a população. Portanto, se você identificar mortandade de macacos na região onde vive ou está visitando, é muito importante que informe as autoridades sanitárias do município ou estado, de preferência, diretamente para vigilância ou controle de zoonoses. 

As complicações da febre amarela:

Em casos mais graves, a doença pode apresentar algumas complicações, como:

  • febre alta;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal);
  • eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

É importante destacar que cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Portanto, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata! 

Como é a transmissão da febre amarela? 

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados - não é passada de pessoa a pessoa. No Brasil, ela tem demonstrado maior frequência de ocorrência de casos humanos nos meses de dezembro a maio, apresentando, então, um padrão sazonal. 

A temperatura média aumenta na estação das chuvas, assim, favorecendo a proliferação de mosquitos, os vetores, como já mencionamos acima. Por consequência, aumenta o potencial de circulação do vírus durante o verão. 

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão:

  • Silvestre;
  • Urbano.

No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores dos gêneros Haemagogus e Sabethes, são mosquitos com hábitos estritamente silvestres - diurno, ou seja, mais ativo entre as 9h e 16h da tarde. 

No ciclo urbano, o hospedeiro e amplificador do vírus é o homem e a transmissão acontece a partir de vetores urbanos, os Aedes aegypti infectados. A pessoa apresenta os sintomas iniciais da doença de 3 a 6 dias após ter sido infectada. 

Vale destacar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor - mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.   

Tratamento da febre amarela: 

Ele é apenas sintomático. O paciente deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.  

Nas formas mais graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. 

O médico deve estar em alerta para indicações de um agravamento do quadro clínico.

Confira o diagnóstico da febre amarela:  

Esta doença só pode ser diagnosticada e tratada corretamente por um médico. O profissional vai realizar os exames necessários para diagnosticar a doença e a sua gravidade. A partir do resultado é escolhida a forma de tratamento.  Portanto, procure um médico assim que detectar algum dos sintomas citados acima.

Prevenção: 

Vacinação! Esta é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. Sendo assim, há oferta da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para a população durante o ano todo. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são de uma dose durante toda a vida. O Brasil adotou essas medidas desde 2017. Portanto, não deixe de se vacinar!

Pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra a febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas devem se imunizar - a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez. 

Nas áreas consideradas de maior risco - matas, cachoeiras, florestas, trilhas, rios, parques e meio rural - é recomendado o uso de repelente, roupas que cubram a maior extensão possível de pele, como calças e blusas de mangas compridas e, de preferência, mais largas, meias e sapatos fechados. Essas precauções são indicadas principalmente às pessoas com contraindicação à vacina. No Brasil, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade conforme orientações para vacinação e que residem ou se descolam para os municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacina. 

Além da vacina, é nossa obrigação evitar a proliferação dos mosquitos, portanto, é essencial manter as casas e ruas limpas - sem acúmulo de água parada, habitat ideal para a reprodução dos vetores. 

Importante! 

Ao tomar a vacina, existe uma pequena chance de desenvolver a doença, pois ela é feita a partir do vírus atenuado, no entanto ela existe na proporção de 1 reação adversa para cada 400 mil doses de vacinas aplicadas segundo as referências científicas existentes. 

Eventos adversos pós-vacinação

É possível haver reação após a vacinação da febre amarela. As mais comuns são hipersensibilidade e as manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. A investigação de morte em até 30 dias após a vacinação deve ser investigada para confirmação se foi ou não relacionada ao uso da vacina. 

Toda a reação deve ser investigada e tratada da mesma forma que os casos suspeitos de Febre Amarela. Toda pessoa vacinada que desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 15 dias após a vacinação, deve rapidamente entrar em contato com o seu médico ou se dirigir ao serviço de saúde mais próximo para pronto atendimento. 

Posso doar sangue após a vacinação? 

Pode, após completar 28 dias da vacina. Que tal fazer a doação antes da vacinação para garantir o abastecimento dos estoques de bolsas de sangue. 

Qual a diferença entre a dose fracionada e a dose padrão da vacina?

Na dose padrão, de 0,5ml, a proteção é para a vida toda. Já, na dose fracionada, de 0,1ml, ela tem duração de pelo menos 8 anos.

Quem não deve tomar a vacina contra a Febre Amarela? 

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Quem convive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Aqueles que estão em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Portadores de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Como saber se tenho alergia ao ovo?

É previsto da política nacional de alimentação e nutrição do SUS, os profissionais da atenção básica devem fazer avaliação clínica e orientação nutricional das crianças e adultos para identificar alergias alimentares e/ou problemas relacionados à alimentação e nutrição. 

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde devem fazer a orientação sobre a dieta alimentar mais adequada caso a caso (incluindo a recomendação de não vacinação quando há componentes alergênicos) e caso haja necessidade, os usuários poderão ser encaminhados para um serviço especializado para a realização de avaliação complementar e o melhor encaminhamento. 

Vou viajar, como saber se preciso tomar a vacina contra a febre amarela?

Estamos entrando no período de férias! Por isso, os viajantes precisam ficar atentos aos seus destinos, pois se pertencerem às Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV), vão precisar se precaver. Como já falamos acima, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, para garantir o desenvolvimento da imunidade. 

Viagens Nacionais

A vacina (atenuada) é recomendada para toda a população a partir do 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para área com a recomendação da vacina (ACVR). Portanto, vale a pena conferir a tabela completa da SBIM.

Viagens Internacionais

Alguns países podem exigir a comprovação da vacinação contra a febre amarela para a entrada em seu território. Sendo assim, confira no portal da Anvisa assim que decidir o destino da sua viagem.

Fonte | Ministério da Saúde


Criança com deficiência. Precisamos falar sobre inclusão!

O dia 9 de dezembro serve para enfatizarmos, principalmente, a importância da inclusão da criança com deficiência em todas as camadas da sociedade.

Criança com deficiência é aquela que tem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Essas deficiências podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Neste grupo, estão incluídas, por exemplo, as crianças com autismo, comprometimento intelectual, perda auditiva e visual, síndromes genéticas como a síndrome de Down e paralisia cerebral.

Saúde da criança com deficiência

Antes de mais nada, é preciso enxergar a criança à frente da deficiência. Assim como todas as outras, é fundamental amar, respeitar, educar e brincar com elas.

Além disso, os cuidados com a saúde destas crianças são essenciais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência. São eles:

  • Acompanhamento regular com pediatra.
  • Terapias de estimulação e reabilitação com profissionais como fisioterapeutas.
  • Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
  • Uso de órteses e outros dispositivos tecnológicos são fundamentais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência.

Inclusão Social

Ela deve se iniciar dentro da própria família, na igreja, nas festas, no clube, e se expandir para a escola que deve ser capaz de receber e integrar a criança com deficiência da melhor forma possível.

Por conta de necessidades especiais de aprendizagem, deve haver adaptação do currículo escolar, professores de apoio e materiais didáticos adequados a cada tipo de deficiência.

Ter uma criança com deficiência na sala de aula ajuda não só a esta criança, mas também as outras que aprendem a ser menos competitivas e mais colaborativas, lidar melhor com seus limites, respeitar as diversidades e esperar o tempo dos outros.

A construção de uma sociedade mais justa, humana e inclusiva é responsabilidade de cada um de nós. Depende do que pensamos, falamos e como agimos frente à diversidade.


Se interessou pela tema? Leia mais em Toda criança é especial!


Médico vacinando criança

Médico de Família e Comunidade | Mitos e Verdades

Você já ouviu falar no Médico da Família e Comunidade? Amanhã, dia 5 de dezembro, é celebrado o dia deste importante profissional da saúde. Ter um médico que possa nos acompanhar durante toda a vida é, sem dúvidas, um dos maiores benefícios de ter um médico de família.

Porém, esse conceito ainda não é totalmente difundido no Brasil e, por isso, muita gente ainda tem dúvidas sobre atenção primária à saúde. Destacamos alguns mitos e verdades sobre o tema para que você esclareça as suas dúvidas.

Vamos conhecer esses mitos?

Médico de Família pode lidar com quase todos os problemas de saúde dos pacientes?

Verdade! Capacitados para atender pacientes nos diferentes ciclos de vida, os médicos de família podem lidar com até 90% dos problemas de saúde. Eles acompanham desde o desenvolvimento da criança às prevenções ginecológicas e urológicas e, caso haja necessidade, encaminham o paciente para um especialista.

O modelo de saúde de Médicos de Família não existe no Brasil?

Mito! A estratégia tradicional de atenção primária à saúde, ou seja, com atendimentos de médico de família, faz muito sucesso em alguns sistemas estrangeiros e tem começado a ganhar espaço no Brasil, não só para evitar gastos desnecessários, mas também para oferecer uma assistência mais centrada no paciente.

As consultas com um Médico de Família são diferenciadas?

Verdade! Geralmente, estas consultas são realizadas com mais calma, possibilitando uma conversa mais profunda entre médico e paciente, indo a fundo no seu histórico, estilo de vida atual, criando, inclusive, uma relação de maior segurança. Esta consulta vai além de tratar uma doença, mas promover a saúde, eliminando alguns hábitos prejudiciais que o paciente possa ter adquirido ao longo da vida.

O Médico de Família ajuda a promover a saúde?

Verdade! Como mencionamos acima, o objetivo dessa especialidade é conhecer e acompanhar os pacientes por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas peculiaridades. Portanto, o médico não foca somente na doença, mas no cuidado geral, analisando o contexto familiar bem como o local onde vive, e assim ajudando a prevenir as doenças e promovendo a saúde.

Se você curtiu este conteúdo, compartilhe com amigos e familiares. Afinal, queremos cuidar da saúde daqueles que amamos.


A Beep te ajuda a manter a saúde em dia.