Corona Virus

Coronavírus: Transmissão, Sintomas, Tratamento, Mitos

Atualização (18/03/2020)

Estamos copilando fontes seguras para que você fique atualizado dos últimos acontecimentos e informações relevantes sobre a Covid-19.

Casos do Coronavírus no Brasil | G1

Atualização constante dos serviços em cada estado | Bem-Estar

_____________________________________

A Dra. Cristiana Meirelles, Infectologista Pediátrica consultora da Beep, está incansavelmente em diversos canais esclarecendo a população sobre o novo Coronavírus, certamente você já viu algum dos programas. Mas, caso não tenha visto, não se preocupe, ela preparou este conteúdo  especialmente para o nosso Blog. Além do texto, ela destaca mitos com as principais dúvidas que têm sido levantadas.

Coronavírus: o que fazer então agora?

Devemos lembrar das medidas de prevenção, constantemente noticiadas, e evitar o pânico. Embora haja risco de morte, a maioria das pessoas infectadas apresenta sintomas leves ou até nenhum sintoma e evolui muito bem, sem complicações graves e sequelas.

Idosos e pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, diabetes e outros problemas crônicos de saúde devem ficar ainda mais atentas e precavidas, evitando locais de aglomeração e contato com indivíduos doentes.

Informação é a melhor solução!

Em 29 de fevereiro, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo (App) Coronavírus-SUS com o objetivo de conscientizar a população sobre a Covid-19. Lá, você encontra informações com sintomas, como se prevenir, o que fazer em caso de suspeita etc. Além disso, há um mapa indicando unidades de saúde próximas e uma seção de notícias oficiais do governo com foco no Coronavírus, O aplicativo está disponível para celulares Android e iOS.

Em resumo... Seja cauteloso, não assustado! Esteja alerta, não ansioso! Seja analítico, não histérico!

Por quê a preocupação?

Por se tratar de um vírus novo, não sabemos exatamente qual o seu comportamento, se sofre mutações facilmente e se gera imunidade para toda a vida após infectar uma pessoa.

Além disso, todos estão susceptíveis à infecção, ou seja, a população não tem imunidade contra a doença. E, por enquanto, não temos uma vacina disponível.

No entanto, não há razão para pânico. O Brasil já vem se preparando para um possível surto de Covid-19 há mais de 1 mês e existe uma experiência prévia com outros surtos como de H1N1 em 2009 e Zika em 2015. Além disso, é provável que o vírus se comporte de forma mais “branda” em locais de clima tropical, mais quentes.

Vamos entender um pouquinho mais sobre o novo Coronavírus?

O SARS-CoV2 é um vírus que foi identificado como a causa de um surto de pneumonia ocorrido em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Ele faz parte de uma família de Coronavírus que infecta animais, incluindo camelos, gado e morcegos, e humanos. Na maioria das vezes, as infecções em pessoas são leves, semelhantes a um resfriado comum. No entanto, algumas espécies, como o SARS-CoV e o MERS-CoV, podem causar doenças graves.

Quais os sintomas do Coronavírus?

A pessoa contaminada pode apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar, entre outras queixas (espirros e coriza são menos frequentes). A doença pode evoluir com complicações severas como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre pessoas mais velhas e com doenças pré-existentes como asma, diabetes e doença cardíaca. Até o momento, a taxa de letalidade da doença está em torno de 2%.

A pessoa infectada pode ter o vírus no seu organismo e só manifestar sinais e sintomas após 2 a 14 dias do contágio (o chamado período de incubação). Estudos demonstram que ela é capaz de transmitir o vírus ainda nesta fase assintomática (sem sintomas).

Como se transmite o Coronavírus?

O vírus pode ser transmitido de uma pessoa doente a outra pelo ar, por meio de tosse ou espirro, pelo toque ou aperto de mão ou pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido então de contato com a boca, nariz ou olhos.

O que fazer em caso de suspeita?

A pessoa só é considerada suspeita de infecção por SARS-CoV2 se apresentar febre e/ou sintomas respiratórios e tiver viajado até um local com transmissão sustentada do vírus (China, Itália, Irã etc) ou entrado em contato próximo com um caso suspeito ou confirmado da doença nos últimos 14 dias.

Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Como os sintomas não são específicos de infecção por SARS-CoV2, ou seja, são semelhantes a outras infecções como as causadas pelo vírus da gripe (Influenza), serão necessários exames para o correto diagnóstico.

Como é feito o tratamento do Coronavírus?

Ainda não existe um tratamento específico contra a Covid-19, mas, dependendo da gravidade, são indicados repouso, hidratação e medicações para alívio dos sintomas até hospitalização nos casos severos.

Até o momento, não há medicamento, óleo essencial, substância, vitamina, infusão ou alimento específico que possa prevenir ou tratar infecção pelo SARS-CoV2.

Como se prevenir?

As medidas de prevenção são importantíssimas não só contra a infecção por SARS-CoV2, mas também para evitar doenças contagiosas como sarampo, gripe e gastroenterite aguda.

Seguem algumas orientações:

  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas de infecções respiratórias;
  • Lavar frequentemente as mãos por pelo menos 20 segundos, especialmente após contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar;
  • Se não tiver água e sabão, usar álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal e cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos e colocar as mãos na boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Limpar objetos de uso pessoal frequente como celular e teclado de computador;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

É muito importante que se busque informação de qualidade e de fontes seguras! Há dezenas de fake news espalhadas na Internet e não podemos nos influenciar por elas."

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

MITOS E VERDADES: Oito mitos sobre prevenção da infecção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV2)

 

  1. Tomar chás quentes mata o vírus?
    Não há nenhuma evidência científica de que chás ou qualquer outra bebida quente destruam o vírus.
  2. Encomendas vindas da China podem transmitir o novo coronavírus?
    Não há qualquer evidência de transmissão do vírus por objetos vindos da China ou qualquer outro país com circulação do vírus.
  3. Uma pessoa pode cair na rua se estiver infectada pelo novo coronavírus?
    Há vídeos circulando na internet com esta informação, mas trata-se de informação falsa.
  4. Posso tomar um antibiótico para prevenir infecção por SARS-CoV2?
    Não. Antibióticos não estão indicados nem para prevenir nem para tratar, pois não agem contra vírus, somente bactérias.
  5. Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o SARS-CoV2?
    Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.
  6. Há produtos naturais que podem ajudar a nos protegermos contra o novo coronavírus?
    Não. Estão circulando nas redes sociais várias informações sobre higienizar a boca ou lavar o nariz com água e sal, comer alho, passar óleo de gergelim no corpo, tomar vitamina C e D, mas nenhuma tem evidência científica.
  7. É importante todos nós usarmos máscara para nos protegermos contra o novo coronavírus no dia-a-dia, mesmo não tendo sintomas?
    Não. Até o momento, as máscaras são indicadas para aqueles com suspeita de infecção por SARS-CoV2, seus contatos próximos e profissionais de saúde em hospitais e clínicas.
  8. O SARS-CoV2 afeta apenas pessoas idosas?
    Pessoas de todas as idades podem ser afetadas pelo novo Coronavírus. Entretanto, pessoas mais velhas e com comorbidades (diabetes, asma e doença cardíaca, por exemplo) estão mais vulneráveis a evoluírem com sintomas mais graves da doença.

_______________________

Fonte: Dra. Cristiana Meirelles


Casal saudável de idosos, sem sintomas da pneumonia

Pneumonia: sintomas, tratamento, propagação, vacinas

Apesar de ser uma doença associada à velhice, a pneumonia, também conhecida como doença pneumocócica, é responsável por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo - esses dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Entre os adultos a partir dos 50 anos, principalmente acima dos 60 anos de idade, a pneumonia também é uma das principais causas de internação hospitalar e morte, dados mais conhecidos por todos. 

A boa notícia é que a bactéria Spreptococcus pneumoniae (pneumococo), causa não só de pneumonia como de outras infecções como otite,  meningite e bacteremia , pode ser prevenida por meio da vacinação.

A pneumonia é mais comum no inverno e tem quadro agravado por ser frequentemente associada à gripe.

Diferentemente do vírus da gripe, altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia (bactérias, vírus e fungos) não costumam ser transmitidos com facilidade. 

O que você vai ver nesse texto: 

  • Como diferenciar pneumonia de resfriado?
  • Quais são os sintomas da pneumonia?
  • Qual o diagnóstico e o tratamento da doença?
  • Quem tem pneumonia é necessariamente internado?
  • Tabagismo e ar condicionado facilitam a instalação de pneumonia?
  • Quais são os fatores de risco?
  • Como prevenir a pneumonia?
  • Frio causa pneumonia?
  • Pneumonia é contagiosa?
  • O que é doença pneumocócica invasiva?

Como diferenciar pneumonia de resfriado? 

  • Enquanto a febre alta é mais comum na pneumonia, acima de 38,5°C, os resfriados costumam provocar febre baixa;
  • A pneumonia provoca dor no tórax, já que há inflamação nos pulmões. Essa dor não existe no resfriado. 

Falta de ar, confusão mental e mal estar generalizado são sintomas que surgem na pneumonia e não acontecem em resfriados.

Quais são os sintomas da pneumonia?

Lembrando que a pneumonia não é exclusiva nos idosos, estar atento aos possíveis sintomas é de extrema importância para que o tratamento seja iniciado rapidamente: 

  • Febre alta;
  • Tosse;
  • Dor no tórax;
  • Alterações da pressão arterial;
  • Confusão mental;
  • Mal estar generalizado;
  • Falta de ar;
  • Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada;
  • Toxemia (excesso de toxinas no sangue);
  • Prostração.

Qual o diagnóstico e o tratamento da doença?

O médico deve fazer o exame físico da pessoa, incluindo a contagem da frequência respiratória e a ausculta dos pulmões para identificar um chiado característico da pneumonia. Em seguida, é realizada uma radiografia para analisar a região.

O tratamento não costuma ser demorado,  requerendo o uso do antibiótico correto para o quadro de febre e de toxemia apresentar melhora, o que leva em torno de 3 a 4 dias. Os sintomas costumam desaparecer em 7 a 10 dias, contando do início do tratamento. Mesmo estando curado há um mês, a radiografia ainda pode mostrar uma alteração.

Como prevenir a pneumonia?

A vacinação anual é essencial para se manter protegido contra a gripe que pode ser um fator de risco para pneumonia. São elas: Pneumocócica 13 Valente e Pneumocócica 23 Valente. Além disso, listamos alguns outros fatores:

  • Não fumar nem beber exageradamente;
  • Fazer manutenção frequente e adequada dos aparelhos de ar-condicionado;
  • Hidratação e boa alimentação;
  • Aparecendo os primeiros sintomas, procurar um médico com urgência, diminuindo a probabilidade de complicações. 

Quem tem pneumonia é necessariamente internado?

Esse procedimento não é obrigatório. O tratamento pode ser feito em casa após o diagnóstico, com medicação prescrita. Falta de ar, baixa oxigenação e complicações provocadas pela doença podem indicar internação.

Na maior parte dos casos, a internação está associada aos idosos acometidos pela doença, por terem, geralmente, um quadro mais grave e necessitarem da aplicação de antibiótico por via endovenosa.

Tabagismo e ar condicionado facilitam a instalação de pneumonia?

Pessoas que possuem o hábito de fumar têm maior risco de pegar a doença. O fumo, por si só, já causa uma reação inflamatória, facilitando a entrada de outros agentes agressores nos pulmões. 

Ambientes secos, característicos do uso de ar-condicionado, tendem a facilitar a invasão por microorganismos que ficam continuamente circulando no ambiente. 

Quais são os fatores de risco?

  • Fumo: como já citamos acima, o tabagismo causa reação inflamatória, o que facilita a invasão de agentes infecciosos;
  • Álcool: afeta o sistema imunológico e a capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • Ar-condicionado: faz com que o ar do ambiente fique muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; 
  • Gripes mal cuidadas; 
  • Extremos de idade: bebês e idosos.

Frio causa pneumonia?

O frio é uma temperatura propícia para as pessoas se aglomerarem em ambientes fechados, facilitando a transmissão dos agentes infecciosos de uma pessoa para a outra. No entanto, o frio em si não causa a doença.

Pneumonia é contagiosa?

As pneumonias causadas por vírus são mais facilmente transmissíveis  de um indivíduo para outro. No caso das pneumonias bacterianas, a transmissão é mais difícil, mas também pode acontecer, principalmente se a pessoa estiver mais vulnerável.

O que é doença pneumocócica invasiva?

É quando a bactéria invade partes do corpo normalmente livres de microrganismos, como por exemplo a rede sanguínea (bacteremia) e os tecidos e fluidos que rodeiam o cérebro e medula espinhal (meningite). Quando esse quadro ocorre, normalmente é muito grave e pode levar à hospitalização e até a morte. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fontes:

Drauzio Varella

SBIm


Mulher jovem, visivelmente com gripe (influenza). assoando o nariz.

Gripe: O que é? Sintomas, Vacinas, gripe H1N1

Você sabia que a gripe fez governos do mundo inteiro gastarem milhões de dólares na preparação de uma potencial pandemia da gripe aviária H5N1, no final da década de 90? Compras de fármacos e vacinas, desenvolvimento de medidas para controlar fronteiras, entre outras, foram os principais gastos. 

Isso é um pequeno exemplo do que uma epidemia ou pandemia da gripe pode causar em termos globais. Doenças relacionadas à gripe causam até 650 mil mortes por ano no mundo! 

Mas, afinal, o que é exatamente essa doença, como prevenir, tratar e saber os seus sintomas?

Preparamos um texto completo para você!

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é a gripe?
  • Como é a transmissão da gripe?
  • Qual a diferença entre gripe e resfriado?
  • Quais são os estágios da gripe?
  • Qual é o diagnóstico da gripe?
  • Qual é o tratamento da gripe?
  • Quais as melhores formas de prevenção?
  • Se eu tomar a vacina vou ficar gripado?
  • Por que eu devo tomar a vacina contra gripe todo ano?  
  • Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

O que é a gripe?

A Influenza, mais conhecida como gripe, é uma das viroses mais comuns no mundo, e que costuma gerar complicações, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com a saúde comprometida (portadores de doenças respiratória ou cardíaca, obesidade, diabetes, trissomias, deficiência de imunidade, entre outras).

Mais frequente no outono e no inverno ou em períodos mais frios, mas pode haver surtos ao longo do ano. No Brasil, entre abril e outubro ocorre a temporada da doença, principalmente nas regiões nas quais as condições climáticas são mais definidas.

Como é a transmissão da gripe (Influenza)?

Quando estamos com gripe, é importante tomarmos cuidados como cobrir a boca ao tossir ou espirrar, pois é a inalação de partículas de secreção infectada suspensas no ar a principal responsável pela transmissão da doença. Portanto, a transmissão se dá pela via  respiratória.

É possível que o contato com superfícies infectadas facilite a transmissão.

Quando o vírus vence as defesas respiratórias e consegue entrar nas células para sobreviver, começa a se replicar. A partir daí, o indivíduo leva de 1  a 4 dias para manifestar os sintomas provocados pela multiplicação dos vírus e pela resposta inflamatória que induzem.

Qual é a diferença entre gripe e resfriado?

São algumas as diferenças. Listamos aqui para que você tenha uma fácil comparação:

Gripe

  • Inicia subitamente;
  • Sintomas generalizados;
  • Febre, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta, mal-estar geral e perda de apetite;
  • Dura entre uma e duas semanas;
  • Causada pelo vírus Influenza;
  • Pode evoluir com complicações graves. 

Resfriado

  • Inicia gradualmente;
  • Sintomas localizados (nariz e garganta);
  • Coriza, congestão nasal e tosse;
  • Recuperação rápida (em geral, menos de 4 dias);
  • Causada por outros vírus, como o Rinovírus, por exemplo;
  • Pode evoluir com complicações leves/moderadas.

Quais são os estágios da gripe (Influenza)?

Geralmente, a gripe inicia abruptamente, provocando febre alta, acima de 38ºC, dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Tosse seca (no início), dor de garganta e coriza são outros sintomas que podem aparecer inicialmente.

Quando o quadro não é complicado, a gripe pode melhorar em até cinco dias, contando a partir do início dos sintomas. Em alguns casos, porém, ela pode durar mais de uma semana, sendo que algumas pessoas podem levar semanas para uma recuperação total. 

Às pessoas vulneráveis, a doença pode ser mais perigosa, sendo, inclusive, chamada de gripe complicada desencadeando em:

  • Pneumonia causada diretamente pelo vírus influenza (pneumonia viral);
  • Pneumonia bacteriana (quando as bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);
  • Acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite).

Maior risco de complicações

Apresentam maior risco de complicações as crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas, adultos acima de 65 anos, quem vive em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos como diabéticos e pneumopatas e obesos.

Qual é o diagnóstico da gripe (Influenza)?

Principalmente quando há epidemia, o diagnóstico é clínico, sem a necessidade de realização de exames laboratoriais. Geralmente, indivíduos com febre e sintomas respiratórios que se manifestaram há menos de 48 horas recebem o diagnóstico da doença.

Idosos, gestantes e indivíduos que precisam ser hospitalizados por terem uma rápida evolução da doença ou a mesma se manifestar de forma mais grave, podem realizar exames para confirmação do diagnóstico com o objetivo de uma melhor condução do tratamento.

Qual é o tratamento da gripe (Influenza)?

Na maior parte dos casos, o tratamento de suporte com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação é suficiente.

Em outros casos, a introdução de medicamentos antivirais se faz necessária, atuando especificamente sobre o vírus - porém, eles fazem um melhor efeito quando administrados nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas. Nesses casos, o médico é a pessoa mais indicada para decidir sobre a medicação.  

Somente nos casos de infecções bacterianas, que podem ocorrer como  complicações da infecção por Influenza, são prescritos antibióticos.

Quais são as melhores formas de prevenção?

Sem dúvida, a vacinação contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção. Logo em seguida, os cuidados básicos de higiene.

Na rede privada, a vacina está disponível a partir dos 6 meses e é liberada para todas as faixas etárias. Na rede pública, há o grupo prioritário, que engloba crianças de 6 meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 55 anos de idade ou mais, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais.

Se eu tomar a vacina vou ficar gripado? 

Não, pois trata-se de uma vacina inativada, portanto não causa a doença. O que acontece é que, em alguns casos, a pessoa recebe a vacina já tendo o vírus incubado no organismo, e por isso, acaba desenvolvendo a doença mesmo após a vacinação.

Normalmente, os  eventos adversos da vacina contra a gripe são locais, como dor e inchaço no local da aplicação durante algumas horas. Pode ocorrer um quadro similar ao de um resfriado comum.

Por que eu devo tomar a vacina contra gripe (Influenza) todo ano?  

O vírus sofre alterações, portanto, é produzida uma nova vacina contra gripe anualmente. Algumas  cepas podem se repetir, mas esse ano, por exemplo, todas as três cepas da vacina do SUS, a Trivalente, mudaram.

Na rede privada, a vacina disponível é a Tetravalente que possui uma cepa B adicional e, por isso, maior proteção. 

Vale ressaltar que a pessoa leva duas semanas para desenvolver a proteção (anticorpos) adequada após a vacinação.

Todos devem tomar a vacina ano a ano, especialmente, crianças (principalmente menores de 5 anos), adultos acima de 50 anos, gestantes, puérperas, pessoas privadas de liberdade, imunossuprimidos (pacientes com HIV, transplantados), doentes crônicos e profissionais da saúde.

Cobrir a boca ao tossir ou espirrar e manter as mãos limpas (lavar, principalmente sempre após utilizar banheiros e transportes públicos) ajudam a evitar a possível transmissão por contato. 

Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

A maior parte dos casos de gripe é causados por cepas dos vírus Influenza A e B. Dentro destes grupos, há cepas que podem causar epidemias como as que ocorreram em 1998 com a gripe aviária (H5N1) e em 2009 com a gripe suína (H1N1)


Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

________________________________________________________________________________________________________

Fontes:
Drauzio Varella
Albert Einstein
SBIm

 


Criança com sarampo

Sarampo: O que é? Sintomas, Tratamento e Vacinas

Preparamos esse texto para que você fique por dentro de todas as informações mais relevantes sobre o sarampo - doença altamente contagiosa, cuja circulação do vírus foi considerada eliminada no Brasil em 2016, mas que voltou a apresentar surtos em 2018.

Estar bem informado é a melhor maneira de se prevenir e manter a saúde em dia! Ah, qualquer dúvida, consulte o seu médico ou o serviço de saúde mais próximo. Estar bem informado é o primeiro passo para proteger a sua saúde e de toda a sua família.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que é o sarampo?;
  • Quais são os sintomas do sarampo?;
  • Como é o tratamento do sarampo?;
  • Essa doença pode deixar sequelas?;
  • Adulto deve se vacinar?;
  • Quem já teve a doença fica imune?;
  • Grávidas podem se vacinar?;
  • Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?;
  • Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar?;
  • Sarampo no Brasil;
  • Campanhas recentes;
  • Quais são as vacinas contra sarampo?

O que é sarampo?

É uma doença infecciosa causada por vírus altamente contagioso. Ela é transmitida por secreções - gotículas eliminadas pela fala, espirro ou tosse.  Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas algumas apresentam sinais bem característicos, como o mais conhecido de todos: manchas vermelhas pelo corpo e rosto.  

A vacina é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, mas, infelizmente, ainda tem muita gente que deixa de se vacinar. 

Quais são os sintomas do Sarampo?

Eles se manifestam no período de 6 a 21 dias (em média, 13 dias) após a exposição ao vírus. Começam com coriza, tosse, infecção nos olhos e febre alta. Três a cinco dias após os primeiros sintomas, há uma erupção cutânea - geralmente, começando com manchas vermelhas no rosto, na linha do cabelo, que se espalham para o pescoço, tronco, braços e pernas.

Confira a lista completa dos sintomas que podem se manifestar: 

  • Manchas avermelhadas pelo corpo, começando no rosto e progredindo em direção aos pés;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda de apetite;
  • Manchas brancas na parte interna das bochechas.

Complicações do sarampo: 

  • Otite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite.

Como é o tratamento do sarampo?

O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, porque não há uma medicação antiviral específica contra o sarampo. 

Como o vírus do sarampo causa uma redução das células de defesa e da produção de anticorpos, a pessoa fica mais vulnerável a ter outras infecções.

Outros cuidados são necessários, como fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre quando a mesma está causando muito mal-estar.

Essa doença pode deixar sequelas?

Otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas - algumas complicações do sarampo - podem ocasionar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da capacidade intelectual.

Adulto deve se vacinar?

Qualquer pessoa que foi vacinada a partir do primeiro ano de vida, no esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, não precisa se vacinar novamente. Mas, é preciso certeza do histórico vacinal. Na dúvida, recomenda-se a vacinação. 

Porém, nem todos foram imunizados desta forma no passado. A vacina contra sarampo está disponível na rede pública brasileira desde a década de 70 e era aplicada aos 9 meses de idade. Atualmente, essa dose não entra na conta por ser menos efetiva. Portanto, exceto quem possui comprovação de proteção adequada (na caderneta), é indicado retornar ao posto de saúde para um reforço da dose. 

Quem já teve a doença fica imune?

Quem já teve a doença fica imune por toda a vida. O problema é que os sintomas do sarampo se assemelham aos de outras doenças, como rubéola, por exemplo, podendo haver confusão de diagnóstico e a pessoa achar que teve sarampo, quando na verdade não teve.

Grávidas podem se vacinar?

Gestantes não devem se vacinar. O ideal é receber a vacina logo após o parto. Portanto, quem está planejando uma gestação, deve se vacinar pelo menos um mês antes de engravidar.  

Quem não deve se vacinar?

Além das mulheres grávidas, que citamos acima, não devem se vacinar aqueles com suspeita do sarampo, bebês com menos de seis meses de idade e indivíduos imunodeprimidos, ou seja, com sistema imunológico enfraquecido.

Como saber se está com sarampo?

Surgindo algum sintoma que levante a suspeita, o seu médico deve ser procurado imediatamente. Certamente, será realizado exame clínico e, quando necessário, a doença será confirmada por exame de sangue ou de secreções respiratórias. 

Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?

O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, chamado período de incubação, varia de 6 a 21 dias (em média 13 dias), mas a transmissão pode ocorrer antes do surgimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia após o surgimento das placas avermelhadas. 

Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar? 

O Ministério da Saúde destaca a importância de estar com a situação vacinal em dia antes de visitar outro país. Vale, ainda, pesquisar as orientações emitidas especificamente para o seu país de destino. Sempre que for viajar, pesquise A aplicação da vacina contra sarampo deve ser realizada com a antecedência de, pelo menos, 15 dias antes da viagem.  

Sarampo no Brasil

A doença já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, principalmente antes da década de 60, quando ainda não havia vacina contra o sarampo no país. As políticas de vacinação ao longo dos anos - como o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992 - foram, pouco a pouco, controlando o sarampo no Brasil. Até que, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença, por parte da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Porém, essa conquista foi fragilizada por conta da queda nas coberturas vacinais. Em 2018, pessoas não vacinadas, no Brasil, pegaram a doença ao manter contato com aqueles que pegaram a doença no exterior e retornaram ao país contaminados. Isso resultou em surtos de grandes proporções em Roraima e, especialmente, no Amazonas - que chegou a ter cerca de 10 mil casos de sarampo confirmados. 

Campanhas recentes

Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação, porque viveu uma nova onda de surtos. São Paulo foi a região mais afetada, mas Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe também tiveram registros da doença.

Nos estados e municípios

Estados e municípios ativaram campanhas e vacinaram pessoas de todas as idades que porventura tiveram contato com cidadãos com suspeita de sarampo. O Ministério da Saúde recomendou uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a menores de 1 ano, chamada de dose zero, e a administração de vitamina A em crianças menores de 6 meses com suspeita da doença - providência para diminuir as chances de agravamento. Porém, vale destacar que essa dose extra não conta para o esquema de rotina! Continuam sendo necessárias as duas doses após os 12 meses de vida.

Quais são as vacinas contra sarampo?

As redes pública e privada disponibilizam a Tríplice Viral e a Tetravalente Viral. A Tríplice Viral é uma vacina atenuada que combate sarampo, caxumba e rubéola. A Tetravalente Viral é adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI para a aplicação da segunda dose da vacina Tríplice Viral e a primeira dose da vacina varicela/catapora).

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se que você pode contar com a Beep!

____________________________________________________________________________________________________

Fontes:

SBIm

Médicos Sem Fronteiras

Saúde Abril

Drauzio Varela