Mãos com luvas verde segurando um potinho do exame de urina

Exame de urocultura: o que é e para que serve

O exame de urocultura, também conhecido como cultura de urina, é um dos principais tipos de exames de urina e ele consegue identificar qual tipo de bactéria está ocasionando determinadas infecções. Neste artigo, você entenderá como fazer o exame de urocultura e como se preparar. Confira!


O que é o exame de urocultura?


O exame laboratorial de urocultura é responsável por identificar quadros de infecção urinária causada por microorganismos como bactérias.


Mãos com luvas verde segurando um potinho do exame de urina


Para que serve o exame de urocultura?


Este exame é o mais recomendado para diagnosticar casos de infecções urinárias que dependendo da região que acometem são denominadas:

  • Cistite: esse tipo de infecção é muito comum e ocorre quando as bactérias presentes na região perineal e/ou genital passam para a bexiga e se multiplicam;
  • Infecção nos rins, conhecida como pielonefrite: esta infecção acomete os rins e costuma provocar sintomas como febre e dor pélvica;
  • Infecção na uretra, conhecida como uretrite: ocorre quando há uma inflamação na uretra, o canal que liga a bexiga à parte exterior para saída da urina.

Como é feito o exame de urocultura?


O passo a passo para o exame de urocultura, geralmente, é a coleta feita direto no laboratório ou em casa (desde que o conteúdo seja levado ao laboratório no prazo máximo de 2 horas após a coleta).


Deve-se coletar a primeira urina da manhã, após dispensar o primeiro jato e o jato do final – coletar apenas o jato médio. É necessário higienizar as partes íntimas e as mãos antes da coleta para evitar contaminação da amostra. A urina deve ser direcionada em um frasco estéril que deve somente ser aberto na hora da coleta.


Para crianças  que usam fraldas a coleta deve ser orientada pelo pediatra ou equipe de saúde se será por saco coletor estéril (que devem ser realizadas com limpeza local e colocação de saco coletor)  ou via sondagem que deve ser realizada em hospital geralmente e com equipe de saúde capacitada.


+ Saiba mais sobre como fazer o exame de urina


O que é o exame de urocultura com antibiograma?


Neste caso, após obter resultado positivo do exame de urocultura, é denominada a bactéria é solicitado o antibiograma para investigar quais os antibióticos esta será sensível e quais terá  maior resistência. Assim, é possível iniciar um tratamento mais adequado e certeiro.


> Veja também: como fazer exame de sangue e quais são os tipos


Resultado do exame de urocultura


  • Negativo ou normal: quando não é identificado o crescimento de colônias de bactérias na urina em valores alarmantes;
  • Positivo: quando é possível identificar mais de 100 mil colônias de bactérias, indicando também qual é o tipo de bactéria causadora da infecção.

Observação:

  • Valores menores que 100 mil colônias devem ser discutidos com o médico se podem ser valorizados como infecção ou colonização.
  • Quando há múltiplas bactérias pode ser caso de contaminação e também deve ser discutido com o médico.

Urocultura na gestação


O exame de urocultura não detecta gravidez, somente auxilia ao médico na hora de investigar a presença de infecção urinária que nos exames de pré-natal é muito importante.


Outros tipos de exames de urina


  • Exame tipo 1 ou exame de urina simples (EAS) ou parcial de urina: ajuda a analisar diversos aspectos da saúde do paciente, sendo este o exame mais solicitado pelos médicos. Com ele é possível identificar doenças do trato urinário como infecções, pedras nos rins e insuficiência renal;
  • Exame de urina 24 horas: neste caso é necessário que a coleta seja feita, obrigatoriamente, em casa durante todo o dia. Ele serve para investigar a função dos rins e acompanhar doenças renais.

Sintomas de infecção urinária


Os sinais e sintomas de uma infecção urinária podem variar de acordo com a região afetada, podendo ser a uretra, bexiga ou rins. Os principais são:

  • Dor ou queimação ao urinar;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Urina em pouca quantidade;
  • Urina escura e com forte odor;
  • Febre constante.

Onde o exame de urocultura pode ser feito?


Um dos lugares onde este exame pode ser feito é em rede particular de saúde. Aqui na Beep, por exemplo, você pode fazer exame de urocultura no conforto da sua casa, de domingo a domingo e sem pagar taxas domiciliares. Baixe o nosso app e agende uma visita!


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Fontes:


Drauzio Varella | MD Saúde | Ministério da Saúde | Unimed | Rede Dor São Luiz

 


um médico segurando um tubo de ensaio com amostra de sangue e com a outra mão preenchendo uma ficha - o que é vcm no exame de sangue

O que é VCM no exame de sangue? Entenda o que isso significa

Ao realizar o exame de sangue, é possível analisar as células que compõem nosso sangue, uma delas as hemácias. Nessa avaliação, observamos alguns índices, como, por exemplo, o VCM - Volume Corpuscular Médio. Neste artigo, você entenderá o que é VCM no exame de sangue e qual o valor ideal. Confira!


um médico segurando um tubo de ensaio com amostra de sangue e com a outra mão preenchendo uma ficha - o que é vcm no exame de sangue


O que é VCM no hemograma? 


O volume corpuscular médio é um dos índices hematimétricos presentes no hemograma e é responsável por indicar o tamanho médio das hemácias, as células vermelhas do sangue. As alterações no tamanho das hemácias indicam características de determinados problemas de saúde.



Meu VCM está alto. O que pode ser?


Quando o nível de VCM está alto significa que as hemácias estão maiores que o tamanho habitual e pode indicar algumas condições, como, por exemplo, a  anemia por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico. Pode ser sinal também de  hipotireoidismo, alcoolismo, alterações na medula óssea, dentre outras. 


E quando o VCM está baixo, o que significa?


Neste caso, quando o nível do VCM está baixo, significa que as hemácias estão pequenas e são denominadas microcíticas, indicando, por exemplo, condições como anemia por deficiência de ferro, talassemia e doenças crônicas.


+ Veja também: como fazer exame de sangue e quais são os tipos


Diagnóstico de anemia


Na anemia, ocorre redução em uma ou mais das principais medidas dos nossos glóbulos vermelhos (hemácias), obtidos como parte do hemograma. Uma baixa concentração de hemoglobina e/ou hematócrito, são os parâmetros mais usados para o diagnóstico.


> Sintomas e sinais de anemia

  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Dispneia (“falta de ar”);
  • Sonolência;
  • Dor de cabeça, entre outros.

Para entendermos melhor o tipo de anemia, é importante analisarmos também outros parâmetros, como os níveis de VCM, além de outros índices como o HCM, CHCM e RDW, descritos mais abaixo.  


  • VCM e HCM baixos: indica anemia por falta de ferro;
  • VCM e HCM normais: indica anemia crônica, talassemia;
  • VCM e HCM altos: indica anemia megaloblástica.

HCM, CHCM e RDW. O que significam?


Além do VCM, existem outros índices que ajudam avaliar as hemácias. São eles:

  • HCM ou HGM: a hemoglobina corpuscular média, também conhecida como hemoglobina globular média, é responsável por analisar o peso da hemoglobina presente nas hemácias. Esta hemoglobina é a proteína que se liga ao oxigênio e ajuda no seu transporte para o corpo, além de atribuir a coloração avermelhada aos glóbulos vermelhos. 
  • RDW: esta é a sigla para Red Cell Distribution Width, responsável por analisar a variação de tamanho entre as hemácias.
  • CHCM ou CHGM: a concentração da hemoglobina corpuscular média, também conhecida como concentração de hemoglobina globular média, serve para analisar a quantidade de hemoglobina presente nas hemácias.

Valores de referência


Os valores de referência para volume corpuscular médio, geralmente, é entre 80-100, podendo variar de acordo com cada laboratório.


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Fontes:


Uptodate | Ministério da Saúde | MD.Saúde | Drauzio Varella | Manual MSD


#BeepExplica: Exames de rotina – As vitaminas

Buscar o equilíbrio entre corpo e mente é um desafio diário. Principalmente durante a pandemia da Covid-19, ficou ainda mais evidente a importância de termos qualidade de vida. E um dos pilares essenciais para isso é ter uma alimentação rica e balanceada, cheia de nutrientes fundamentais para o organismo. Dentre eles, destacam-se as vitaminas.


Indispensáveis para o bom funcionamento do nosso corpo, essas substâncias garantem desde o crescimento adequado, em todas as fases da vida, até a manutenção do sistema imunológico - que nos protege de vírus, bactérias e toxinas que são responsáveis por desencadear uma série de doenças.


Por isso, se as vitaminas forem ingeridas em quantidade insuficiente ou não estiverem sendo absorvidas de maneira correta pelo organismo, aumenta-se significativamente o risco para problemas graves, que podem afetar a visão, os músculos e o sistema neurológico.


Como nosso organismo não é capaz de produzi-las, necessitamos repô-las por meio dos alimentos. Além disso, é fundamental dosar os níveis de cada uma delas em nosso sangue, com o auxílio de exames laboratoriais.


Mas você sabe o que deve consumir e quais são as quantidades diárias recomendadas para suprir as vitaminas que o nosso corpo necessita? Abaixo, listamos algumas informações importantes sobre essas substâncias, que vão ajudar você a compreender melhor suas respectivas funções:


Vitamina A


Uma de suas principais atribuições é formar os tecidos de vários órgãos, sendo o tecido ocular o principal deles. A vitamina A - ou retinol - atua, também, no crescimento e desenvolvimento do corpo humano, bem como no fortalecimento e funcionamento do sistema imunológico, estimulando a produção e atividade dos glóbulos brancos. Além disso, essa vitamina participa do metabolismo ósseo (ou seja, da renovação do tecido ósseo) e age como antioxidante, combatendo os radicais livres, que aceleram o envelhecimento e estão associados a algumas doenças.



Vitaminas do complexo B


Você sabia que existem oito vitaminas pertencentes à família B? Ainda que a B12 seja uma das mais famosas, e que muitas pessoas se preocupem com ela, o complexo B exerce um papel crucial no organismo. Fazem parte desse grupo as vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B5 (ácido pantotênico), B6 (piridoxina), B7 (biotina), B9 (ácido fólico) e B12 (cobalamina). Cada uma com suas particularidades, em geral, elas ajudam a metabolizar carboidratos, lipídios (gorduras) e proteínas, além de liberar energia e transportar oxigênio e nutrientes importantes para o corpo. Por isso, as vitaminas do complexo B aumentam a circulação do sangue, auxiliam a produção de hemoglobinas - e, consequentemente, de glóbulos vermelhos - e ajudam a formar o sistema imunológico. 



Esse grupo de nutrientes também contribui para o funcionamento adequado do cérebro, para a proteção dos neurônios, para a manutenção da saúde dos olhos e da pele. Por fim, as vitaminas do complexo B desempenham um papel fundamental durante a gestação, no processo de formação do embrião.


Vitamina C


Quem nunca ouviu “toma vitamina C” quando estava doente, que atire a primeira pedra, não é? Isso se deve ao fato dessa vitamina, ou ácido ascórbico, atuar de maneira significativa no controle de infecções e na cicatrização de feridas. Além disso, ela funciona como um poderoso antioxidante, capaz de combater radicais livres prejudiciais à saúde. A vitamina C ajuda a produzir hormônios, colágeno (proteína responsável por fornecer resistência aos ossos, dentes, paredes dos vasos sanguíneos, músculos e cartilagens) e auxilia na absorção de ferro, prevenindo a anemia ferropriva.



Vitamina D


Conhecida como calciferol, a vitamina D possui uma particularidade em relação às demais vitaminas: é absorvida pelo organismo, por meio dos alimentos, mas também pode ser produzida pelo nosso próprio organismo, quando estamos expostos ao sol. Uma de suas principais funções é auxiliar o corpo a controlar e reter cálcio e fósforo no sangue e nos ossos. O fósforo, por sua vez, atua diretamente na contração muscular, de todos os tipos de músculos, inclusive o coração. Estudos científicos mais recentes avaliam, também, a relação entre as concentrações de vitamina D no corpo com a ocorrência de câncer, infecções, doenças autoimunes e doenças metabólicas.



Vitamina E


De todas as vitaminas que podem atuar como antioxidantes do corpo, a vitamina E (tocoferol) se destaca. Além de eliminar os radicais livres que citamos anteriormente, ela também protege a vitamina A de sofrer oxidação. A vitamina E também melhora o sistema imunológico e evita a formação de coágulos nas artérias do coração.



Vitamina K


Alguma vez você já se perguntou por que a vitamina K (fitomenadiona) recebe esse nome? Talvez não… Por isso, trouxemos mais essa curiosidade: o “K” deriva da palavra alemã koagulation. Não por acaso, essa vitamina é fundamental para produzir várias proteínas necessárias para a coagulação do sangue e para a manutenção do esqueleto, atuando diretamente na mineralização óssea. A vitamina K pode ser encontrada em várias partes do corpo, como: fígado, cérebro, coração, pâncreas e ossos. Por ser eliminada rapidamente na urina ou nas fezes, dificilmente atinge níveis tóxicos no corpo, mesmo quando é ingerida em doses elevadas.



Curtiu este conteúdo? Ficou com dúvida ou tem algo a dizer? Escreva aqui nos comentários! Na próxima semana, vamos falar sobre a importância dos minerais no nosso corpo.


Na Beep, você pode checar como estão os níveis dessas vitaminas no seu sangue. Baixe o nosso aplicativo e agende seus exames. Leva apenas 3 minutos para você manter a sua saúde e a de toda a sua família em dia. :)



+ Saiba mais sobre a área de exames da Beep!


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+ Veja também os outros textos da série:

  1. #BeeExplica: Exames de rotina - Colesterol e triglicerídeos
  2. #BeepExplica: Exames de rotina - Hemograma

Fontes: Ministério da Saúde | Revista Jovens Pesquisadores (Universidade de Santa Cruz do Sul) | MSD Manuals | MD.Saúde | International Life Sciences Institute (ILSI) | Sociedade Brasileira de Pediatria | Harvard School of Public Health (Harvard T.H. Chan School of Public Health)

Pessoa com roupa branca com as duas mãos estendidas e em cima mostra uma ilustração do fígado com ilustração de vírus que é o órgão mais atingido pelos sintomas de hepatite b.

Sintomas de Hepatite B: 07 para você ficar de olho

A Hepatite B é uma doença infecciosa, causada pelo vírus B da hepatite (HBV), que pode ocasionar alterações no fígado da pessoa infectada. Neste post, você vai saber quais são os tipos dessa doença, os 7 sintomas de Hepatite B mais comuns, como  ocorre a transmissão e muito mais. Confira!


Pessoa com roupa branca com as duas mãos estendidas e em cima mostra uma ilustração do fígado com ilustração de vírus que é o órgão mais atingido pelos sintomas de hepatite b.


O que é essa doença?


Ela é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), pois o agente causador (o vírus HBV) pode estar presente no sangue e em secreções, incluindo as vaginais e do sêmen. Também pode ser transmitida durante a gestação ou parto para o recém-nascido se a mãe estiver infectada.


Esse vírus pode sobreviver por muito tempo fora do corpo e o seu potencial de transmissão consegue ser bem maior do que o do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e da hepatite C (HCV). 


Quais são os 2 tipos de infecção pela Hepatite B?


Ilustração que mostra todos os órgãios do corpo humano em branco. O fígado que é o órgão mais atingido pelos sintomas de hepatite b está destacado de vermelho. Aparece uma espécie de lupa que mostra a ilustração dos vírus de forma colorida.

 


A pessoa infectada com essa IST pode apresentar uma das duas formas da doença: a infecção aguda ou crônica. Veja a diferença entre elas: 


1. Hepatite B aguda:


É considerada de curta duração, pois a IST se resolve de forma espontânea em até 6 meses depois do surgimento dos primeiros sintomas. Ele acaba tendo esse período curto de tempo por causa da presença e ação dos anticorpos chamados de anti-HBs.


2. Hepatite B crônica: 


Tem longa duração, pois a infecção permanece 6 meses depois do aparecimento dos primeiros sintomas de hepatite B. Ela mantém também a presença do marcador HBsAg (proteína presente na superfície do vírus HBV) no sangue e não consegue formar o anti-HBs. 


Quem tem mais risco de desenvolver a infecção crônica?


 

Mulher segurando um bebê recém nascido para ilustrar que eles também podem aparecer com os sintomas de hepatite b.


Isso vai depender da idade da pessoa, mas os grupos com mais risco são:

  • Bebês com menos de 1 ano (risco de 90%);
  • Crianças entre 1 e 5 anos (risco de 20 a 50%).

Vale lembrar que adultos também podem desenvolver a infecção crônica da doença. Segundo o Ministério da Saúde, 20% a 30% dos infectados nesta faixa etária vão desenvolver câncer de fígado e/ou cirrose.


Como é transmitido?


A transmissão da Hepatite B pode acontecer por meio do contato direto com alguma secreção ou mesmo com o sangue de uma pessoa que está contaminada com o HBV. 


Confira as principais formas de contágio: 


  • Ao fazer procedimentos odontológicos/cirúrgicos, tatuagem ou ao colocar piercing em locais que não têm os devidos cuidados com a higienização dos materiais utilizados;
  • Ao compartilhar agulhas, cachimbos, seringas ou objetos de higiene pessoal, como: lâmina de barbear, alicate de unha, etc.;
  • Durante a gestação e o parto;
  • Em relações sexuais sem o uso de camisinha.

 


Hepatite B se pega pelo beijo? 


O HBV até pode ser transmitido pela saliva, mas é muito difícil que alguém seja infectado somente pelo beijo ou por ter compartilhado copos ou talheres. Seria necessário ter uma ferida aberta na boca para essa transmissão ter mais chances de ocorrer. 


É possível que a doença seja transmitida pela amamentação?


Essa forma de transmissão é pouco frequente. Mães infectadas pelo vírus da hepatite B podem amamentar, ainda mais que todos os recém-nascidos recebem a primeira dose vacina de Hepatite B ao nascimento. O contágio via parto normal ou cesariana não é frequente também, mas é a principal via de transmissão em crianças. 


Quais são os 7 sintomas de Hepatite B?


Geralmente, essa doença é silenciosa e algumas pessoas só descobrem que têm a IST anos após terem sido infectadas.


Quando surgem os sintomas de Hepatite B, eles costumam aparecer nas etapas mais avançadas e são comuns às doenças crônicas do fígado. Veja os 7 principais: 


  1. Cansaço;
  2. Dor no abdômen;
  3. Enjoo e/ou vômito;
  4. Febre;
  5. Tontura.

Esses dois últimos ocorrem em menos de ⅓ das pessoas com o HBV:

  1. Olhos amarelados;
  2. Pele na tonalidade amarelada.

Como é feito o diagnóstico?


Luva segurando uma ampola quase vazia de sangue. Imagem para ilustrar os sintomas de hepatite B.


Por meio do exame de sangue que vai verificar a presença ou não dos antígenos (Ag) e anticorpos (anti) na corrente sanguínea do paciente. Se for detectada a presença do HBsAg, isso significa que a pessoa tem Hepatite B. 


Como a Hepatite B é uma doença que causa alterações no fígado, os médicos também podem solicitar a coleta de sangue para avaliar como está o funcionamento desse órgão. O pedido seria para fazer a dosagem de: 


  • Bilirrubina;
  • Gama-glutamiltransferase (gama-GT);
  • Transaminase Glutâmico Oxalacética (TGO/ AST - Aspartato aminotransferase);
  • Transaminase Glutâmico Pirúvica (TGP/ ALT - Alanina Aminotransferase).

Como prevenir?


Existem várias formas de se prevenir contra essa IST. A primeira delas é tomar a vacina de Hepatite B, que está prevista no calendário de vacinação para aplicar em recém-nascidos até 24h após o nascimento.


Aqui na Beep, por exemplo, você pode agendar a vacina da Hepatite B para aplicar no conforto da sua casa, de domingo a domingo e sem taxa domiciliar. Baixe agora o nosso aplicativo e marque uma visita! 


Outras maneiras de se prevenir são: 


  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como as lâminas de barbear, etc.; 
  • Usar camisinha durante as relações sexuais; 
  • Verificar se os estabelecimentos (de tatuagem, piercing, etc.) se preocupam com a higienização correta dos materiais. 

Para as mães, o cuidado deve ser fazer a testagem durante o pré-natal. Se for necessário, realizar a profilaxia para a prevenção da transmissão vertical, como a aplicação de vacina para o recém nato de Hepatite B ao nascimento. 


Caso a mãe seja portadora do vírus, tem que ser realizado neste a imunoglobulina para hepatite B.


Estou com Hepatite B. E agora? Tem cura?


Somente a hepatite B aguda tem cura, porque o organismo cria defesas (anticorpos) para expulsar o vírus. Já a versão crônica dessa IST não tem cura, mas o tratamento com antivirais específicos pode ajudar a retardar a progressão da cirrose e diminuir a incidência de câncer no fígado.


Importante:


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Fontes: 

Ministério da Saúde | Fiocruz


Mão com luva fazendo teste de alergia a medicamentos no braço do paciente.

Alergia a medicamentos: sintomas e como tratar

O hábito aparentemente inofensivo de automedicação pode ocasionar muitos problemas. Um deles é o risco da alergia a medicamentos. Nesse post do blog, você vai saber o que é essa doença, quem corre mais risco de desenvolvê-la e muito mais. Confira!


Mão com luva fazendo teste de alergia a medicamentos no braço do paciente.


O que é alergia a medicamentos?


Também chamada de reações de hipersensibilidade a medicamentos (RHM), ela acontece quando o sistema imunológico reage a um remédio como se ele fosse uma substância nociva para o corpo e começa a produzir anticorpos para atacá-la. 


Essa resposta imune acaba causando sintomas desconfortáveis e aumenta os marcadores de inflamação no organismo da pessoa. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 16 milhões de brasileiros têm alergia a medicamentos



Quem corre o risco de desenvolver a doença?


A alergia medicamentosa pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é muito comum surgir em adultos e idosos. Isso acontece, pois eles tendem a usar mais remédios e estão mais expostos ao risco. Outros grupos com mais chances de desencadear a doença são pessoas com:


  • HIV que desenvolveram AIDS;
  • Asma, rinite ou dermatite atópica;
  • Reação alérgica a outros medicamentos.

É possível também a pessoa nunca ter sido alérgica e de repente se tornar. Como essa doença pode ocorrer com qualquer um, especialistas alertam para o risco da automedicação. O ideal é evitar o uso de qualquer tipo de remédio sem a devida orientação médica. 


Veja também: Alergia Emocional existe e é perigosa. Saiba o que fazer 


Quais medicamentos causam alergia?


Mulher com um frasco de medicação na mão colocando algumas pílulas de remédios na outra. Essa imagem é para ilustrar que tomar remédios por conta própria pode causar alergia a medicamentos.

 


Praticamente todos os remédios têm algum risco de provocar reações alérgicas adversas. Entretanto, algumas medicações têm mais chances de causar alergia nas pessoas. Confira a lista que preparamos com as 7 mais comuns:                                                                                                                                                                                                                                 


  • Antibióticos;
  • Anticonvulsivantes ou antiepilépticos;
  • Anti-inflamatórios do tipo aspirina;
  • Contraste de iodo;
  • Medicamentos para quimioterapia;
  • Relaxantes musculares;
  • Remédios de tratamento contra o HIV.

De todas as medicações que informamos na lista acima, o mais comum é as pessoas desenvolverem alergia a anti-inflamatórios e antibióticos. 


Veja também: Tosse alérgica: como identificar e qual o tratamento


Como identificar a alergia a medicamentos? Principais sintomas


 

Mulher loira mostra o braço vermelho que resultou da coceira, um dos sintomas da alergia a medicamentos.


O que você precisa saber é que os sinais podem aparecer imediatamente depois de tomar uma injeção ou inalar o remédio. Caso a pessoa faça a ingestão de um comprimido, os sintomas podem surgir até 1 hora depois, ou seja, tempo necessário para serem absorvidos. 


Também é possível que eles apareçam de forma tardia (48h depois de ingerir o remédio). Em casos mais raros, pode surgir a Síndrome de Stevens-Johson (SSJ), uma reação alérgica grave, que atinge a pele e as mucosas do paciente. 


Confira os sintomas mais comuns da alergia a medicamentos


Leves e moderados 


Na forma menos grave da alergia, alguns sintomas mais comuns são: 


  • Coceira e vermelhidão na pele;
  • Dificuldade para a abertura dos olhos;
  • Febre maior que 38ºC;
  • Nariz escorrendo;
  • Olhos lacrimejando, vermelhos ou inchados.

Graves 


A alergia medicamentosa pode ocasionar a anafilaxia, uma reação grave que causa risco de vida. Alguns sintomas são:  


  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Confusão mental;
  • Diarreia;
  • Dificuldade respiratória;
  • Garganta e/ou língua inchadas;
  • Vômitos;
  • Queda de pressão e sensação de desmaio;
  • Tontura.

Observação: o conjunto de lesões de pele que coçam e podem ser como manchas mais elevadas é chamado de urticária. Já nos casos graves, que há inchaço nas pálpebras e dificuldade respiratória devido garganta e língua inchados, chama-se angioedema.


 Veja também: Alergia alimentar na infância: como prevenir nos seus filhos


O que fazer caso haja suspeita de alergia medicamentosa?


Diversas embalagens de remédios em formato de pílula para ilustrar uma das causas da alergia a medicamentos


Se apresentar os sintomas leves, a pessoa pode tomar um anti-histamínico (anti-alérgico) - apenas se houver a certeza de que não é alérgica a ele -. Caso os olhos fiquem vermelhos ou inchados, o indicado é colocar uma compressa de soro fisiológico gelado no local. 


Mas fique atento(a)! Se você perceber que os sintomas não passaram em até uma hora ou evoluíram para os casos mais graves, procure o pronto socorro o mais rápido possível. 


Importância do diagnóstico e tratamento corretos


Depois que a crise de alergia a medicamentos passar, é muito importante marcar uma consulta com um alergista ou alergologista para verificar de fato qual foi a causa e identificar se ela ocorre em outras substâncias similares. 


O profissional irá fazer algumas perguntas para entender o histórico do paciente e poderá passar alguns exames como: teste cutâneo, de provocação injetável ou oral. Só é necessário realizar este último, caso os dois primeiros não dêem resultados precisos. 


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Fonte: 


ASBAI


Mulher com o braço estendido em cima de uma mesa com um elástico amarrado no braço. Ao fundo, mostra um profissional da saúde preparando o exame de sangue. A foto serve para ilustrar o post sobre o que é exame de tsh.

O que é exame de TSH e quando ele é solicitado?

TSH é um dos exames de tireoide solicitados por clínicos gerais e/ou endocrinologistas para avaliar o funcionamento desta glândula localizada no pescoço, logo abaixo do “Pomo-de-Adão” – popularmente conhecido como “gogó”. Neste artigo, você vai saber o que é exame de TSH, valores de referência e muito mais. Confira!


Mulher com o braço estendido em cima de uma mesa com um elástico amarrado no braço. Ao fundo, mostra um profissional da saúde preparando o exame de sangue. A foto serve para ilustrar o post sobre o que é exame de tsh.


Para que serve o TSH? 


O TSH, sigla em inglês para Thyroid Stimulanting Hormone, significa Hormônio Estimulador da Tireoide. É um hormônio produzido pela hipófise (uma pequena glândula localizada no meio do cérebro). 


O papel do TSH é estimular a glândula tireoide a produzir a Tri-iodotironina (T3) e Tiroxina (T4). Ele também dá a ordem para diminuir ou aumentar a fabricação desses hormônios tireoidianos. 



O que é exame de TSH? 


O exame de TSH analisa possíveis alterações na glândula tireoide a partir de uma coleta de sangue. 


Após a realização desse teste inicial, o médico pode solicitar alguns exames complementares, como: T4 livres/ total e T3 livres/total. O conjunto desses exames também é chamado de provas de função tireoidiana. Saiba mais sobre eles no post sobre exame de tireoide.


Veja também: Como fazer exame de sangue e quais são os tipos 


Para que serve o exame TSH ultra-sensível?


O exame de TSH ultra-sensível, ao contrário do normal, tem um método de diagnóstico mais avançado capaz de identificar níveis tão baixos de TSH quanto 0,1 mU/L.


Qual é a diferença entre TSH e T4 livre?


O exame de TSH é uma avaliação inicial que tem o objetivo de investigar problemas na glândula tireoide. Ele vai verificar qual tipo de hormônio está em excesso e causando doenças, como: hipertireoidismo ou hipotireoidismo.


Já o exame de T4 faz uma análise complementar, logo após a realização do TSH. O seu objetivo é verificar a quantidade de T4 total e livre que são hormônios responsáveis por auxiliar o metabolismo, fornecendo a energia necessária para o funcionamento correto do organismo. 


Quando ele é solicitado? 


O exame de TSH pode ser prescrito para detectar possíveis doenças, como: 


  • Hipertiroidismo;
  • Hipotireoidismo;
  • Tireoidite de Hashimoto;
  • Nódulo na tireoide benigno ou maligno. 

Lembrando que os médicos também podem solicitar a realização de exame de TSH em pessoas que, aparentemente, não têm problemas só para verificar a função dessa glândula. 


Veja também: #BeepExplica: exames de rotina - Colesterol e triglicerídeos 


Como é feito o exame de TSH?  


Mão com luva segurando uma ampola cheia de sangue. A imagem ilustra o post sobre o que é exame de tsh.


É feito uma coleta de sangue da mesma maneira que outros exames de sangue convencionais. 


É preciso ficar em jejum? 


Não é necessário estar em jejum ou fazer qualquer preparo prévio específico. Caso você use alguma medicação contínua, informe ao médico, pois alguns remédios podem interferir no resultado do exame de TSH


Qual é o nível normal do TSH? 


Os valores de referência variam de acordo com a idade e laboratório. Em média são:  


  • Recém-nascidos com 1 semana de vida: 15 μUI/mL;
  • Bebês com 2 semanas de vida até 11 meses: entre 0,8 e 6,3 μUI/mL;
  • Crianças de 1 a 6 anos: entre 0,9 e 6,5 μUI/mL;
  • Jovens de 7 a 17 anos: entre 0,3 e 4,2 μUI/mL;
  • Adultos com mais de 18 anos: entre 0,3 e 4,0 μUI/mL.

Os níveis normais de TSH no sangue também variam conforme a fase da gestação. Veja os valores: 


  • 1º trimestre: entre 0,1 e 3,6 mUI/L (μUI/mL);
  • 2º ao 3º trimestre: entre 0,4 e 4,3 mUI/L (μUI/mL).

Quando o TSH é considerado alto?


Enfermeira usando máscara, luva e estetoscópio mostrando uma ampola de sangue escrito TSH. Essa foto serve para ilustrar o post sobre o que é exame de TSH.

 


TSH alto significa que a glândula tireoide não está fabricando os hormônios T3 e T4 suficientes. Para tentar compensar isso, a hipófise aumenta os níveis de TSH na corrente sanguínea para que a tireoide consiga exercer a sua função adequadamente. 


A presença de TSH alto no sangue pode indicar alguma dessas doenças abaixo: 


  • Hipotireoidismo subclínico: é uma forma inicial e mais branda de hipotireoidismo. Nesse caso, é quando o aumento de TSH no sangue ainda consegue estimular a produção de T3 e T4 em níveis adequados.
  • Hipotireoidismo clínico: é uma forma mais grave de hipotireoidismo. É quando o nível de TSH está alto e a glândula tireoide não consegue produzir hormônios suficientes para normalizar os níveis sanguíneos. Uma das características dessa doença é a presença de TSH alto e T4 baixo.
  • Tumor na hipófise: também chamado de tumor pituitário, ele significa crescimento de uma massa anormal na glândula hipófise. Geralmente, esses tipos de tumores são benignos. 

A utilização de baixas doses de remédios contra o hipotireoidismo e medicação com iodo podem aumentar a concentração de TSH na corrente sanguínea. Outros remédios que podem aumentar o TSH no sangue são: 


  • Furosemida;
  • Lítio;
  • Propranolol.

Veja também: Para que serve o exame de ureia: tire todas as suas dúvidas 


Quando o TSH é considerado baixo?


TSH baixo significa que a glândula tireoide está fabricando os hormônios T3 e T4 em excesso. Então, quando se tem muito hormônio circulando na corrente sanguínea, a hipófise diminui a liberação de TSH para tentar regular a função da tireoide. 


A presença de TSH baixo no sangue pode indicar - além do tumor da hipófise - alguma dessas doenças abaixo:


  • Hipertireoidismo subclínico: é uma forma inicial e mais branda de hipertireoidismo. Nesse caso, é quando os níveis de T4 livre estão normais, mesmo com a redução de TSH no sangue.
  • Hipertireoidismo clínico: é uma forma mais grave de hipertireoidismo. É quando o nível de TSH está baixo e a glândula tireoide produz T4 livre em excesso na corrente sanguínea. 

Onde o exame de TSH pode ser feito?


Como é um exame de sangue, ele pode ser feito na rede particular de saúde. Aqui na Beep, por exemplo, você pode fazer exame de sangue no conforto da sua casa, de domingo a domingo e sem pagar taxas domiciliares. Baixe o nosso app e agende uma visita! 


Importante:


Você pode tirar suas dúvidas e fazer os agendamentos dos exames e vacinas desejados diretamente no aplicativo da Beep Saúde. É só clicar aqui para baixar!


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Se você já fez o exame de TSH, compartilhe sua experiência com a gente! Assim, você vai contribuir para ajudar outras pessoas que procuram por mais informações.


Fontes: 


Drauzio Varella | MD Saúde


Enfermeira segurando o braço do paciente para fazer o exame de sangue. A imagem ilustra o post sobre o que comer antes de fazer exame de sangue.

O que comer antes de fazer exame de sangue?

Se tem uma dúvida que muitas pessoas têm é se é preciso está em jejum ou não. Bom, o que será analisado em cada exame de sangue vai depender muito do que o médico prescreveu. O problema é que em alguns tipos, a pessoa precisa fazer uma dieta diferente. Aí surge a dúvida: o que comer antes de fazer exame de sangue? Para responder a essa pergunta, criamos um “mini manual” com as informações mais importantes. Confira. 


Enfermeira segurando o braço do paciente para fazer o exame de sangue. A imagem ilustra o post sobre o que comer antes de fazer exame de sangue.


Para que serve o exame de sangue?


Antes de explicar o que comer antes do exame de sangue, vamos fazer uma breve explicação.  Ele reflete como anda o funcionamento do organismo e o quão saudável o paciente está.


São diversos os tipos de exames de sangue e cada um deles avalia uma situação diferente do organismo. Podem ser diagnosticadas doenças crônicas como: diabetes, hipertensão, etc. Saiba mais informações no post como fazer exame de sangue



Como a alimentação interfere no resultado?


Beber água em quantidades elevadas e ingerir alimentos podem interferir nos resultados de determinados tipos de exames. Isso acontece, principalmente, quando é preciso verificar a quantidade de alguma substância que pode ser alterada pela alimentação, como é o caso da glicose e do colesterol. 


Por este motivo, é extremamente necessário seguir as instruções de preparo que o médico e a empresa que irá realizar o exame passaram. 


Veja também: 3 motivos para beber água regularmente 


O que evitar antes de fazer exame de sangue de maneira geral?


O mais recomendado é evitar fumar e tomar bebidas alcoólicas, refrigerantes e chás, porque eles podem provocar alterações nos componentes do sangue. 


Além dos cuidados com a alimentação, também é orientado a suspensão de atividades físicas durante um determinado período para alguns exames. Saiba mais informações no post sobre exame de sangue.


Remédios interferem no resultado do exame de sangue?


Dependendo do tipo de exame que você deseja fazer, os antibióticos, anti-inflamatórios e aspirinas podem alterar o resultado. Então, o indicado é que você sempre informe ao médico que está fazendo o uso de alguma medicação para ele avaliar se há a necessidade de pausa-la antes de realizar o exame. 


É preciso estar sempre em jejum antes do exame?


Na grande maioria dos exames não é necessário fazer jejum. Dependendo do tipo, os médicos informam se a pessoa precisa ficar de jejum ou não, quais alimentos e até atividades físicas evitar horas antes de fazer a coleta do sangue. Veja as recomendações mais comuns para cada tipo:


O que comer antes de fazer exame de sangue de acordo com cada tipo:


Perfil lipídico (Colesterol total/HDL/LDL/Triglicerídeos) 


A necessidade de jejum deve ser avaliada pelo médico. A quantidade de horas pode variar entre 0 e 14 para todas as idades, e vai depender do pedido médico e também do laboratório. 


Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial e a Sociedade Brasileira de Cardiologia e de Análises Clínicas, o jejum de 12 horas já não é mais obrigatório.  


Segundo estas sociedades, se na coleta sem jejum houver níveis altos (mais de 440 mg/ml) de triglicerídeos, aí sim é recomendado fazer jejum. Portanto, são situações específicas determinadas pelo médico.


Creatinina, PCR (Proteína C Reativa - Covid-19), Tireoide (TSH/T4/T3) e Hepatites


Todos esses exames não necessitam que a pessoa fique em jejum. 


Glicose 


É necessário estar em jejum para fazer o exame de sangue. As crianças de até 3 anos precisam estar sem comer por, no mínimo, 3 horas. Todas as outras faixas etárias devem ficar entre 12h e não devem passar de 14 horas em jejum.


O que comer antes do exame de sangue de Hemograma


Geralmente, não é necessário fazer jejum, mas vai depender do pedido médico. 


Ureia


Pode ser preciso fazer um jejum de 3 horas.


PSA (Câncer de Próstata)


O indicado é estar em jejum por, em média, 4 horas.


E se não seguirem o jejum? O que acontece com os resultados?


Corre o risco de ter que refazer o exame. Isso porque a amostra de sangue não vai estar nos parâmetros que possibilitam avaliações seguras. Dependendo do tipo de alimento que a pessoa comeu durante o período que deveria estar em jejum, pode levar a um falso negativo ou positivo. 


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Fontes: 


Beep Saúde | Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial | Sociedade Brasileira de Cardiologia Sociedade Brasileira de Análises Clínicas.


um médico de luvas verdes segurando 2 tubos de ensaio com amostras de sangue. - glicemia em jejum

Glicemia em jejum: entenda como é feito o exame de glicose

Também conhecido como exame de glicose, a glicemia em jejum é o exame responsável por medir o nível de glicose no sangue. É ele quem detecta a presença de diabetes ou irregularidades sanguíneas referentes aos controles glicêmicos (açúcar do sangue) do paciente. 


Neste artigo, você entenderá como funciona o exame de glicemia em jejum, para que serve e como se preparar. Confira!


O que é glicemia?


Glicemia é o termo referente à quantidade de glicose presente em nosso sangue. Essa glicose é o açúcar gerado em nosso organismo por meio da alimentação feita por carboidratos e/ou açúcares provenientes de doces e essa ingestão em excesso pode gerar problemas sérios de saúde.


um médico de luvas verdes segurando 2 tubos de ensaio com amostras de sangue. - glicemia em jejum


E o exame de glicemia, o que é?


O exame de glicemia em jejum permite identificar os níveis de glicose na corrente sanguínea, essencial para o diagnóstico de casos de diabetes, além de servir para controlar a doença.


O exame permite avaliar as taxas de açúcar no sangue, podendo identificar possível quadro de diabetes no qual aumentam-se os níveis de glicose ou hipoglicemia indicada por baixa taxa de glicose no sangue. Pode acontecer, também, hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue) sem ser necessariamente diabetes.



Como é feito o exame de glicemia e como se preparar?


O exame é feito por meio de uma coleta de amostra de sangue venoso e algumas orientações são recomendadas. São elas:

  • Evitar esforço físico antes da coleta de sangue;
  • Jejum para crianças de até 3 anos é, em geral, de 3 horas;
  • Para os demais pacientes, o jejum deve ser de, no mínimo, 8 horas e de 12 horas, no máximo. Não se deve ultrapassar o total de 14 horas.

Para não haver alterações no resultado, é recomendado que o paciente evite o consumo de álcool, fast-food, cafeína e exercícios físicos de alta intensidade por 3 dias antes da coleta de sangue.


+ Veja também: como fazer exame de sangue e quais são os tipos


Valores de referência


O valor pode variar de acordo com cada laboratório, contudo o valor normal é inferior a 99 mg/dL. Quando, coletado em jejum, a média estiver igual ou superior a 126 mg/dL, sugere-se investigar diabetes. Neste caso, é necessário realizar outros exames para confirmar o diagnóstico.


Em casos de gestantes, o exame de glicemia costuma ser presente durante o pré-natal e quando o valor está superior a 92 mg/dL, é sinal de um possível quadro de diabetes gestacional.


Outras maneiras de medir a glicose


Além da glicemia em jejum, existem outras maneiras de medir o nível da glicose no sangue. São elas:


Glicemia capilar


Neste exame é realizada uma picada na ponta do dedo para se obter uma pequena quantidade de sangue. Em seguida, é feita uma análise dessa amostra em um equipamento conhecido como glicosímetro.


O glicosímetro é muito utilizado por pessoas diabéticas, pois permite um maior controle dos seus níveis glicêmicos e ajuda no acompanhamento da doença, prevenindo grandes alterações nos valores.


Hemoglobina glicada


Conhecida também como HbA1c, a hemoglobina glicada é um exame de sangue realizado para investigar o nível de glicose presente no organismo relacionado à hemoglobina. Este exame demonstra como tem se comportado o nível de glicose por mais de uma semana, assim indica valores mais estáveis de como está o controle glicêmico do paciente.


Costuma ser um dos exames mais comuns para diagnosticar a diabetes, além de servir para controlar a dibetes. O valor normal de referência deve ser inferior a 5,7%; quando o nível indica estar superior a 6,5%, significa a existência de diabetes. 


Curva glicêmica


Também conhecido como teste de tolerância à glicose, a curva glicêmica é realizada por exame de sangue para verificar a glicemia em jejum e 2 horas após ingerir 75g de glicose. É necessário que nos 3 dias antecedentes ao exame seja feito uma dieta rica em carboidratos e, então, fazer um jejum de 12 horas.


Glicemia pós-prandial


Este exame é realizado para verificar os níveis de glicose no sangue e investigar os picos de hiperglicemia relacionado a risco cardiovascular ou liberação de insulina. Ele é realizado entre 1 a 2 horas após ser feito uma refeição e o valor de referência normal deve ser inferior a 140 mg/dL.


+ Saiba mais sobre exames de rotina - colesterol e triglicerídeos


Tipos de diabetes e seus sintomas


Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 16 milhões de pessoas no Brasil vivendo com a doença. A melhor maneira de prevenir é praticando exercícios regularmente e mantendo uma alimentação saudável e equilibrada.


Diabetes tipo 1


No caso da diabetes tipo 1, o organismo ataca as células dos pâncreas eliminando a insulina produzida pelo órgão. Com isso, ocorre a falta de produção de insulina e o corpo começa a acumular glicose no sangue. Mais frequente ocorrer na infância e é ocasionado por alterações imunológicas, mas a causa específica ainda não se sabe ao certo.


De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dos sinais e sintomas da diabetes tipo 1 são:

  • Fome e sede constante;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • E pode iniciar de forma aguda com desidratação grave e alterações metabólicas chamadas: cetoacidose diabética.

Diabetes tipo 2


Esse costuma ser o tipo de diabetes diagnosticado com mais frequência e está ligado aos maus hábitos ao longo da vida, como o consumo excessivo de açúcar, gorduras, sedentarismo etc., provocando a deficiência na produção e ação da insulina no corpo.


Já os sinais e sintomas da diabetes tipo 2 são:

  • Fome e sede constante;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Infecções frequentes na bexiga, rins e pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Diabetes gestacional


Este quadro de diabetes geralmente é diagnosticado após a 22º semana de gestação, causada por dificuldade na produção e ação da insulina no corpo. Costuma aparecer em mulheres que já apresentam sinais de maus hábitos ou já têm predisposição genética. 


Os sintomas costumam ser semelhantes aos casos de diabetes tipo 1 e 2, e tendem a desaparecer após o nascimento do bebê.


Hiperglicemia x hipoglicemia


A hiperglicemia é quando ocorre o excesso de açúcar no sangue e pode ocasionar:

  • Cansaço;
  • Visão turva;
  • Sede frequente;
  • Vontade de urinar constante.

Já a hipoglicemia é quando falta açúcar no sangue e pode ocasionar:

  • Taquicardia;
  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Palidez.

Alimentos que ajudam a diminuir a glicose


Existem alguns alimentos que ajudam na redução dos níveis de glicose. São eles:

  • Abacate;
  • Ovos;
  • Espinafre;
  • Brócolis;
  • Amêndoas;
  • Lentilha.

Tratamento


O tratamento dos distúrbios das alterações da glicose no sangue devem ser discutidos com o médico assistente e vão desde o controle alimentar, aplicação de insulina e remédios orais.


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Fontes:


Abbot Brasil | Sociedade Brasileira de Nefrologia | Ministério da Saúde | Sociedade Brasileira de Diabetes


Homem coçando os olhos, um dos sintomas mais frequentes de conjuntivite alérgica.

Conjuntivite alérgica: como detectar e tratar?

Nada incomoda mais do que sentir coceira, vermelhidão e tantos outros desconfortos nos olhos que são característicos da conjuntivite alérgica


Homem coçando os olhos, um dos sintomas mais frequentes de conjuntivite alérgica.


Diferente dos outros tipos da doença, ela não é transmitida de pessoa para pessoa, mas requer alguns cuidados para não pegá-la. Leia o nosso post completo para entender melhor sobre esse assunto! 



Quais são os tipos de conjuntivite?


Antes de explicarmos mais a fundo sobre a conjuntivite alérgica, você precisa saber que existem 3 tipos da doença. Confira o breve resumo de cada uma delas: 


  • Conjuntivite alérgica: não é contagiosa e surge, geralmente, quando a pessoa está exposta a uma substância que causa alergia, como: ácaros, etc. 
  • Conjuntivite bacteriana: causada pelas bactérias, entre vários sintomas, ela provoca também a produção de uma substância espessa e amarelada nos olhos; 
  • Conjuntivite viral: causada por vírus (adenovírus ou herpes), esse tipo de conjuntivite é altamente contagioso. Os principais sintomas são: sensação de areia nos olhos, corpo estranho e lacrimejamento. Dura, em média, 2 semanas. 

Afinal, o que é conjuntivite alérgica? 


A conjuntivite alérgica é considerada uma forma de alergia ocular (reações alérgicas que ocorrem dentro ou em regiões próximas dos olhos, como as pálpebras, por exemplo). Ela pode ser muito grave e tem risco grande de complicação se não for tratada adequadamente.


Ela é uma inflamação no olho que ocorre quando a pessoa está exposta a uma substância que causa alergia (também chamada de alérgeno), como: ácaros de poeira, pólen, entre outros. 


Como mencionamos acima, diferente dos outros tipos de conjuntivite, a versão alérgica não é contagiosa, ou seja, não transmite de pessoa para pessoa. 


Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a conjuntivite alérgica atinge quase 20% da população. Em 40% e 60% dos casos, ela está relacionada a doenças como: asma, dermatite atópica e rinite alérgica. 


O que causa a conjuntivite alérgica?


Os principais agentes desencadeadores da conjuntivite alérgica são: 


  • Ácaros de poeira;
  • Cloro utilizado em piscinas;
  • Fungos;
  • Maquiagens fora da validade;
  • Pelos de cachorro, gato ou outros animais domésticos;
  • Pólens de grama (polinose); entre outros.

Quais são os principais sintomas?  


Podemos dividir os sintomas em leves ou graves/crônicos. 


Nos casos leves podem ocorrer: 

  • Coceira nos olhos;
  • Desconforto visual;
  • Inchaço de pálpebras, que geralmente ocorrem nos dois olhos; 
  • Olhos lacrimejados;
  • Presença de olho vermelho ou irritado;
  • Sensação de corpo estranho. 

Nos graves ou crônicos podem ocorrer: 

  • Fotofobia (desconforto ou dor ao olhar para a luz);
  • Olhos inflamados constantemente;
  • Presença de secreção gelatinosa.

Agora uma informação importante: quem está com conjuntivite alérgica não deve coçar os olhos para evitar machucá-los e arranhar a córnea, o que deixa a vista mais sensível e abre espaço para contaminações.


Veja também: tosse alérgica, como identificar e qual o tratamento?


Como se pega conjuntivite alérgica?


Quando a pessoa entra em contato com um alérgeno (substâncias que causam reação alérgica).


Como é feito o diagnóstico?


O oftalmologista pode descobrir se a pessoa está com conjuntivite alérgica com base nos sintomas que a pessoa está apresentando e exame físico. 


Além disso, é preciso descobrir qual é o tipo de alérgeno que está desencadeando a doença por meio do teste de alergia na pele ou no sangue pela dosagem de IgE específica. 


Quanto tempo dura a conjuntivite alérgica?


Não tem um tempo específico. A duração varia muito de pessoa para pessoa. 


Como tratar a conjuntivite alérgica?


Quem está apresentando os sintomas pode lavar os olhos com água gelada ou colocar compressa fria na região para reduzir o desconforto causado pela conjuntivite alérgica


Agora para tratar a doença, o paciente precisa utilizar colírios com propriedades anti-histamínicas e anti-inflamatórias para diminuir a coceira e a vermelhidão nos olhos. 


Outra alternativa é usar colírios lubrificantes (também chamados de lágrimas artificiais). Essa medicação tenta imitar as naturais e tem o objetivo de:

  • Criar uma barreira que impeça a penetração de alérgenos (ex: ácaros, pólen, etc.);
  • Diminuir o desconforto ocular;
  • Prevenir o olho seco que pode estar relacionado ao processo inflamatório da doença. 

Outra opção é fazer tratamento com imunoterapia que nada mais é do que aplicar vacinas para amenizar os quadros alérgicos. O objetivo da injeção com alérgenos é reduzir o grau de sensibilização a substâncias específicas (ex. ácaros, fungos, etc.), inibindo as reações.


Como prevenir a doença?


Há algumas recomendações para quem quer evitar contrair a conjuntivite alérgica

  • Deixar a casa sempre limpa e higienizada; 
  • Evitar fazer serviços de jardinagem ou passear em locais abertos, como: campos, parques, etc.;
  • Manter as janelas do carro fechadas e usar o ar condicionado com filtro;  
  • Sempre higienizar as mãos após brincar com animais de estimação e depois de mexer em tintas, perfumes, etc.;
  • Usar óculos de sol para evitar o contato com o pólen ou poeira quando estiver ao ar livre.

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Fonte: 


ASBAI 

 


10 fatos curiosos sobre: os vírus

Desde 2020, um dos principais assuntos da mídia, entre amigos, familiares e nas pesquisas de internet são os vírus, já que um deles tem sido o protagonista da pandemia que vivemos. Nesse período, observamos que sabemos pouco - ou quase nada! - sobre esses elementos tão particulares. Por isso, vamos esclarecer algumas informações e destacar fatos curiosos sobre os vírus.


O que são vírus?


Em 1898, Friedrich Loeffler e Paul Frosch encontraram evidências de que o que causava a febre aftosa nos gados era uma partícula infecciosa que, na sua maioria, é menor do que uma bactéria. Esse foi o primeiro indício da existência dos vírus - entidades genéticas que ficam em uma área indefinida de classificação entre seres vivos e não vivos.


Por definição, os vírus são estruturas relativamente simples, apesar de poderem trazer vários efeitos prejudiciais na nossa saúde e bem-estar. São constituídos por um material genético de DNA ou RNA, recobertos por uma capa proteica chamada de capsídeo e, algumas vezes, envolvidos por uma delicada membrana de lipídios, conhecida como envelope viral.



Os vírus são considerados parasitas obrigatórios, uma vez que não podem se multiplicar sem a ajuda de uma célula. Dependem totalmente de uma célula viva (como animais, plantas ou bactérias) para se reproduzirem e, quando um vírus encontra sua célula hospedeira ideal, ele pode inserir seu material genético, se multiplicar e se espalhar rapidamente.


Vacinas x Vírus


Algumas vacinas têm sido desenvolvidas a partir de um vírus, que funciona como um “meio de transporte”, carregando sua estrutura. Esse vírus é enfraquecido ou mesmo inativado, a depender do tipo de vacina, de forma que ele é incapaz de se multiplicar no organismo humano e causar alguma doença. Quando entra em contato com o nosso organismo, o vírus vacinal é percebido como um agente estranho e desencadeia a resposta do sistema imune, criando uma proteção contra a infecção.


10 fatos curiosos sobre os vírus


Para além de um entendimento básico, os vírus sempre podem surpreender, já que se desenvolvem e sofrem mutações de maneiras inesperadas. Por isso, listamos algumas curiosidades sobre esse elemento fascinante!



1 - “Vírus” vem da palavra em latim vīrus, que significa "veneno" ou "toxina".


2- Os vírus são estruturas minúsculas, em média, de 10 a 100 vezes menores que as bactérias, salvo raras exceções. Isso dificulta sua visualização no microscópio óptico.


3 - Em geral, os vírus são classificados de acordo com a natureza e estrutura dos seus genomas, além de seus métodos de multiplicação, e não de acordo com as doenças que causam. Há vírus de DNA e vírus de RNA; cada tipo pode conter material genético de fita simples ou dupla.


4 - Os vírus podem se espalhar de várias formas: alguns se disseminam pelo ar, água e solo; outros são transmitidos de pessoa para pessoa, por meio de fluidos do corpo, como gotículas de saliva que saem pela boca quando falamos, espirramos e tossimos; alguns vírus passam por contato íntimo (como no beijo ou durante contato sexual etc.). Também podem ser transmitidos por meio de insetos, como vemos acontecer com o vírus da Dengue, Zika e Chikungunya.


5 - Vários fatores podem influenciar a velocidade com que os vírus se disseminam. Alguns estudos apontam que o vírus Influenza (causador da gripe), por exemplo, parece sobreviver por mais tempo em ambientes frios e secos, o que pode justificar sua propagação comum no inverno. Já nas regiões tropicais, a elevada umidade parece ajudar os vírus a serem passados de pessoa para pessoa.


6 - Muitos vírus podem ser inativados ou destruídos pelo calor acima de 100°C ou por produtos químicos como álcool 70%, desinfetantes contendo íons metálicos e surfactantes. Não por acaso, durante a pandemia, a higienização com substâncias adequadas, como o álcool 70%, foi uma das principais recomendações.



7 - Os vírus podem causar infecções latentes, ou seja, infectam e permanecem na célula hospedeira, mas ficam “escondidos”, não se replicam e nem causam manifestações da doença. E como não apresentam sintomas, os vírus podem permanecer por meses, e até anos, no nosso corpo. É o caso dos herpesvírus e HIV. Dessa forma, a pessoa contaminada pode transmitir esses vírus para outros indivíduos sem nem saber que estava infectada. Eventualmente, esses vírus podem ser estimulados, gerando a produção de mais vírus, e possibilitando a infecção de novas células, com surgimento da doença.


8 - Nem todos os vírus são “do mal”. Várias proteínas virais podem estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e células que podem reagir com outras proteínas de vírus, protozoários e bactérias patogênicas. No caso das gestantes, por exemplo, a produção de anticorpos pelo sistema imune materno pode favorecer o bebê, protegendo-o de infecções.


9 - O primeiro coronavírus foi descoberto por uma mulher! A escocesa June Almeida era filha de um motorista de ônibus, cresceu em um bairro pobre e deixou a escola aos 16 anos para trabalhar como técnica de laboratório recebendo o equivalente a, aproximadamente, 5 libras por mês. Foi graças a essa mudança que June virou uma virologista renomada internacionalmente, especialista em microscopia eletrônica e pioneira na identificação de imagens e diagnósticos virais. Um de seus trabalhos mais notáveis foi a primeira visualização do vírus da rubéola. Foi ela também quem identificou o primeiro tipo de vírus com extremidades arredondadas, que apareciam como coroas no microscópio – o atualmente popular "coronavírus".



10 - A Covid-19 recebeu este nome porque se originou a partir da junção de letras que se referem a (CO)rona (VI)rus (D)isease, o que, na tradução para o português, seria "doença do coronavírus". Já o número 19 está associado ao ano em que os primeiros casos da infecção pelo novo coronavírus foram publicamente divulgados (2019). Lembrando que ele se comporta um pouco diferente dos outros coronavírus da sua família.


*Este texto contou com a participação de Andrea Vieira Colombo, Pós-doutora em Microbiologia Oral pelo Forsyth Institute e pela USP, Doutora em Microbiologia pela UFRJ e Professora Adjunta e Pesquisadora da Univasf.


Fontes: National Geographic | Fiocruz | Berkeley University | Instituto Butantan | US National Library of Medicine | National Institutes of Health | News Medical Life Science | Forterre P. Viruses in the 21st century: from the curiosity-driven discovery of giant viruses to new concepts and definition of life clinical infectious diseases. Clin Infect Dis. 2017;65(suppl_1):S74-S79.