Método Montessori

Método Montessori, se familiarize com o tema!

Você conhece o método Montessori? Ele foi criado pela médica e pedagoga Maria Montessori, que realizou pesquisas científicas e empíricas para chegar aos resultados, por isso, leva seu nome. O método é caracterizado por dar ênfase à autonomia, liberdade com limites e respeito pelo desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológicas da criança. 

De acordo com sua criadora, o ponto mais importante do método é a possibilidade de libertar a verdadeira natureza do indivíduo - para que possa ser observada e compreendida, permitindo que a educação se desenvolva com base na evolução da criança. A criança é o centro do método montessori e o educador tem o papel de acompanhar o processo de aprendizado. Ele guia, aconselha, mas não dita e nem impõe o que vai ser aprendido pela criança.

Conversamos com a mãe e empresária Mariana Chame sobre o método Montessori. Formada em arquitetura, ela abriu um novo negócio um pouco depois de ter o seu primeiro filho, Benjamim. 

Método Montessori, mãe e filho

Ainda na gestação, Mariana se inspirou em educá-lo da melhor forma, na sua visão, se aprofundando no método. Seu encantamento foi tanto que criou a TATO, marca de móveis voltada para o universo infantil e à educação Montessoriana. Todos os produtos que a marca disponibiliza são testados pelo Benja antes de entrarem no mercado. Contudo, só disponibilizam para venda após aprovação do consumidor final.

Criança usando pia com método montessori

Leia esse “bate-papo” delicioso que, além de destacar o método, mostra também uma mãe empreendedora que se inspirou na maternidade para criar seu próprio negócio.

Qual foi sua principal inspiração para focar o seu negócio no método Montessori?

A minha principal inspiração foi meu filho. A empresa nasceu um pouquinho depois dele! O nosso maior objetivo foi, e continua sendo, compartilhar e difundir uma filosofia de educação pensada para os pequenos, contribuindo para o desenvolvimento de todo o potencial das crianças. Simplesmente víamos acontecer em casa e ficávamos cada vez mais maravilhados com os resultados. 

O que é o estilo Montessoriano?

É pensar no ambiente pelo ponto de vista das crianças e a melhor forma de fazer isso é agachar até o nível do chão e prestar atenção no que se vê e se ouve, para então proporcionar um espaço seguro e preparado especificamente para as crianças. Contudo, ele precisa ser claro, limpo, ordenado, estimulante e que possa ser explorado, tocado e apreendido livremente, sem restrições e sem medos. A criança aprende fazendo e experimentando, pois seu foco não está no mundo e sim nela mesma.

Cama infantil método Montessori

Como funciona este método?

É um conjunto de teorias, práticas e materiais didático-pedagógicos concebidos por Maria Montessori. Seu maior objetivo é libertar a verdadeira essência do indivíduo a fim de que cada criança possa se desenvolver livremente com respeito às ​necessidades, talentos e comportamentos predominantes, presentes na individualidade de cada infância. 

Brinquedo método Montessori

Permite que as crianças aprendam a seu modo, no seu próprio ritmo, com alegria de aprender. Isso é um fator muito importante no processo, pois contribui no desenvolvimento de pessoas equilibradas, com propósito e direção na vida adulta. As crianças que experimentam a alegria de aprender são crianças felizes, confiantes, satisfeitas e autônomas.

Dessa forma, quase tudo no método é autoeducativo e autocorretivo, então podemos dizer que é orientado para o sucesso.

Quando montar um quarto seguindo o método Montessori?

O quarto montessoriano pode e deve ser montado desde o nascimento do bebê. Cada fase, desde os primeiros meses, tem demandas específicas de desenvolvimento e o método montessoriano tem um olhar muito cuidadoso para cada uma delas. Todas as fases contemplam estimulação visual, decoração do ambiente, importância da música e brinquedos adequados a cada uma delas e sempre com o objetivo maior de viabilizar a exploração e o autodesenvolvimento.

Quarto método Montessori

Como é a educação Montessoriana?

É uma educação que parte do ponto de vista dos interesses da criança, sempre. É baseada na ideia de que os educadores sejam apenas orientadores e que as crianças sejam livres para um desenvolvimento sem restrições ou críticas. O método ajuda as crianças a tornarem-se mais facilmente independentes e autossuficientes.

A repetição de atividades é uma parte muito importante do processo de aprendizagem. Quando uma criança realiza uma atividade repetidamente, constrói sua concentração, persistência e habilidade de lidar com a frustração e assim vai se percebendo no mundo por meio de suas ações.

Cama casinha método MOntessori

Em escolas Montessori, as turmas normalmente são formadas por crianças de diferentes idades (1 a 3 anos e 4 a 6 anos). Nesses grupos, as crianças desenvolvem profundas relações onde as mais novas miram nos exemplos dos mais velhos, se apoiam e buscam ajuda, e os mais velhos ensinam, protegem e acolhem os mais novos.

Cama casinha método MOntessori

Na sua opinião, quais principais benefícios o método Montessori traz para as crianças?

A abordagem do método Montessori é muito prática e estimula o desenvolvimento de habilidades de observação, os cinco sentidos, movimento cinético, refinamento espacial, coordenação de habilidades motoras pequenas e grandes e conhecimento concreto para que seja possível a abstração posterior.  

Quarto método Montessori

O objetivo final é incentivar a aprendizagem ao longo dos anos, da infância à vida adulta, o estímulo à alegria de aprender, a felicidade sobre o caminho e o propósito do indivíduo na vida. O resultado disso são adultos confiantes, seguros, autônomos e, principalmente, felizes.

Em toda a linha da TATO, qual móvel você indicaria como fundamental? Por quê?

Eu indico as Cubos, que podem ser mesa e cadeira. São muitos os benefícios de uma criança que tem um conjunto de mesa e cadeira na sua proporção. As crianças aprendem fazendo e experimentando! Tendo mesa e cadeira adequadas ao seu tamanho, as crianças ficam livres para experimentar todas as possibilidades à sua maneira, no seu próprio ritmo, sem restrições.

As Cubos TATO têm dimensões diferentes e cada uma tem um sistema que permite ser usado por crianças de diversos tamanhos, bastando mudar a posição do assento. Elas são firmes e o formato com braços e encosto ajuda na estabilidade das crianças menores.

As mesinhas com cadeirinhas podem servir como um cantinho de DIVERSÃO onde as crianças podem pintar, desenhar, jogar ou brincar, utilizar para ESTUDAR, realizar tarefas, leituras e também ajudam na hora da ALIMENTAÇÃO, estimulando o senso de independência.

A função decorativa das mesas infantis não é menos importante: a beleza estética e equilíbrio das formas também são muito levados em consideração no método montessoriano e, por isso, as Cubos TATO têm um design especial que, depois que as crianças crescem, podem continuar fazendo parte da decoração da casa como mesa de cabeceira, mesas laterais e até banquinho para adultos. É um móvel muito versátil que segue útil para a família por muitos anos.

Cubos do método Montessori

À frente de uma empresa voltada para o método Montessori, você acha que a sociedade já é bem informada sobre ele?

Não tenho certeza do quão bem informada está a sociedade sobre o método. Por vezes, me parece que uma parcela conhece apenas o aspecto estético dos móveis inspirados no método montessoriano, portanto, sem conhecer o conceito e todos os benefícios por trás. Uma das missões da TATO é difundir esse conhecimento para o maior número possível de pessoas.

Qual mensagem você deixa para mães, pais e responsáveis que ainda não adotaram o método na criação dos seus filhos?

É maravilhoso assistir o próprio filho fazendo suas descobertas e aprendizados por si só, desde bem pequenininho. Nossa visão é que os espaços devem ser pensados para os pequenos, sob a óptica deles. Muitas vezes, nem é preciso comprar móveis específicos. Atitudes simples como colocar um colchão no chão, um cantinho de leitura com almofadas e livros no chão, quadros pendurados na altura deles e um espaço sem obstáculos, já são mais que suficientes para estimular a autonomia e independência dos pequenos!

Mãe e filho método Montessori

Se você gostou do conteúdo e se interessou em acompanhar o tema, o perfil da TATO Montessori divulga os seus produtos e destaca as características do método. Siga, fique por dentro e compartilhe com seus amigos que também possam ter interesse no assunto.


Quarentena | Como serão os próximos dias?

Quarentena. A palavra-chave do momento, muito falada na imprensa e nas mídias sociais, é a principal forma de determos o avanço do Coronavírus durante as próximas semanas, sendo assim, respeite o isolamento social, fique em casa.

Perspectiva de pico

Segundo estudos do Ministério da Saúde, a perspectiva é que tenhamos um pico da doença no país durante o mês de abril. Associado também com a chegada do outono, que tradicionalmente desperta outras viroses respiratórias. Neste cenário, a quarentena deve durar as próximas semanas e talvez até mais tempo. É delicado estipular um prazo no momento.

Aumento dos casos

A tendência é que o número de casos aumente muito nas próximas semanas, por isso é importante respeitar a quarentena e o isolamento social agora. Assim, evitaremos a disseminação rápida do vírus e impediremos que muitas pessoas se contaminem ao mesmo tempo. O alto volume de pessoas doentes pode sobrecarregar os sistemas de saúde (os hospitais têm um número limitado de leitos, CTIs e respiradores), portanto, é fundamental achatarmos a curva de número de casos em relação ao tempo.

Recomendações da quarentena

Para isso, valem as recomendações mais frequentes. São elas: tomar os cuidados de prevenção e isolamento social, sair de casa apenas em situações imprescindíveis, como ir ao mercado, à farmácia ou para procurar assistência médica. A regra vale principalmente para o grupo de risco, que inclui idosos e pessoas com comorbidade (hipertensão, diabetes tipo 2, cardiopatias, entre outras doenças). A quarentena deve durar pelo menos durante o mês de abril. 

Kits para teste

A chegada dos novos kits de testes liberados pela Anvisa também trará impacto no número de casos oficiais. Como temos poucos kits no momento, apenas os casos mais graves estão sendo testados, só que muitas pessoas são assintomáticas — estão infectadas, mas sem apresentar os sintomas — ou apresentam sintomas leves, que não estão procurando assistência médica e sendo contabilizadas. 

Como serão os próximos meses de quarentena?

Ainda não temos o cenário dos próximos meses muito definido, pois a pandemia é nova e dependemos da velocidade de disseminação do vírus e dos progressos na área da Medicina na busca por um tratamento eficaz. Não existe uma previsão de vacina testada e aprovada pelo próximo 1 ano ou 1 ano e meio, mas os pesquisadores estão trabalhando incessantemente na busca de uma medicação que seja eficaz para o controle da doença. Temos que dar tempo para que a ciência procure as soluções enquanto fazemos a nossa parte.

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Dra. Cristiana Meirelles

Infectologista Pediátrica e Coordenadora Médica da Beep Saúde


1, 2, 3, 4! Quando começamos, lá em 2016, todas as áreas cabiam em apenas uma casa da Villa Aymoré. O tempo foi passando, a família foi crescendo, e nós tomamos mais uma, duas, três novas casas. Hoje, 4 prédios já estão ocupados pela nossa

Amamentação: esclareça dúvidas mais frequentes

Mães e futuras mães, vamos falar sobre amamentação? Também chamado de aleitamento materno, sabemos como esse tema gera dúvidas e muita apreensão, principalmente às mães de primeira viagem. 

Conversamos com a Dra. Paula Lustosa, Pediatra e Especialista em Amamentação, que participou de uma Live muito bacana no nosso perfil. Achamos muito esclarecedora sua forma de explicar o assunto. Resolvemos, então, convidá-la novamente, mas agora para uma matéria aqui no nosso Blog. Assim, você tem um material bacana para consultar sempre que tiver necessidade. 

Dra. Paula pauta sobre amamentação

A amamentação é um ponto tão relevante na maternidade que existe o Agosto Dourado - mês dedicado ao tema. Neste período, são realizadas divulgação e ações para incentivar e esclarecer mães e pais sobre os benefícios tanto para mãe quanto para o bebê. Muitos deles, inclusive, têm reflexos positivos até a vida adulta, reduzindo riscos de muitas doenças.

Enfim, já falamos demais, vamos deixar as palavras para quem tem propriedade no assunto.

Qual a importância da amamentação?

A amamentação fornece todos os nutrientes que o bebê precisa até os 6 meses de vida. A criança fica protegida de infecções e desnutrição, além de ter crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Sua função nutritiva tem um grande aliado: o aleitamento materno fortalece o vínculo mãe-bebê. Podemos destacar outros benefícios como praticidade e efeitos sobre o corpo da mulher, por exemplo. 

O leite materno é um alimento completo, ou seja, o bebê não precisa de nenhum outro até completar 6 meses de vida, nem mesmo água. A recomendação do Ministério da Saúde é: aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, continuando até os 2 anos de vida, pelo menos - quando já houve a introdução alimentar.

Como funciona a amamentação?

A amamentação acontece através do bom funcionamento da dupla mãe-bebê, não dependendo exclusivamente da produção de leite pela mãe. Desde o nascimento da criança,  a mulher já produz o colostro, que é suficiente para alimentar o bebê até a apojadura (descida do leite), que ocorre em torno do terceiro ao quinto dia após o parto. Porém, a produção do colostro e do leite materno dependem não só de fatores hormonais maternos, fatores ambientais e psicossociais, como também da pega, sucção, e estímulo do bebê.

Qual a importância da consulta de pediatria no pré-natal?

O pré-natal é o momento ideal para iniciar o vínculo da futura mamãe com o Pediatra, profissional que vai auxiliar e orientar em todo processo de amamentação, desde a primeira hora de vida do bebê na sala de parto. É um momento em que os pais estão mais abertos para receber informações e tirar dúvidas, já que ainda não têm as preocupações e todo cansaço que chega após o nascimento do bebê. Além disso, podem ser tiradas dúvidas sobre o próprio parto e procedimentos do hospital, vacinas, testes (pezinho, orelhinha, etc), assim como conversar sobre a importância da rede de apoio.

Qual o tempo ideal da amamentação?

Não existe um tempo determinado, o mais importante é observar a eficácia da mamada, ou seja, se o bebê está mamando de forma satisfatória, independentemente de quantos minutos tem a mamada. Além disso, a quantidade de urina e revisão de peso são bons parâmetros na primeira semana de vida, para sabermos se o processo está fluindo bem.

Quantas vezes o bebê pode mamar por dia?

O ideal é o bebê mamar em livre demanda, ou seja, não existe um número determinado de mamadas ao longo do dia. A capacidade do estômago do recém-nascido é pequena, e por isso ele deve mamar muitas vezes em pequenas quantidades. É importante lembrar que geralmente não devemos deixar o bebê sem mamar por um período maior do que 3 horas, mais ou menos, pois isso pode levar a prejuízo no ganho de peso, e outras complicações como hipoglicemia ou icterícia, nesse primeiro mês de vida.

Quem amamenta pode menstruar?

Geralmente, os hormônios produzidos na amamentação inibem a ovulação e, consequentemente, a menstruação, enquanto o bebê estiver em aleitamento exclusivo. Porém, algumas mulheres podem ovular e voltar a menstruar mesmo durante esse período. Lembrando que não é garantido que a ausência de menstruação funcione como método contraceptivo. O ideal é conversar com o Obstetra para avaliar as melhores opções para cada mulher.

Como conseguir a pega correta?

O bebê tem reflexos de busca e sucção desde o nascimento. A boca do bebê deve estar aberta, com os lábios evertidos, abocanhando a área da aréola e não só o mamilo, com a língua posicionada corretamente entre o lábio inferior e a aréola, e deve promover uma vedação adequada para que a sucção seja eficaz. Apesar do reflexo, não é um processo automático e fácil. Muitas vezes precisamos corrigir a pega para que não cause dor ou fissuras na mama. Se, mesmo após avaliação e orientação, a mamada não estiver fluindo bem, pode ser necessária uma melhor avaliação da boca do bebê por profissional capacitado em amamentação, pois ele vai identificar possíveis fatores de risco que estejam prejudicando a mamada (freio lingual ou labial, por exemplo, entre outros que podem ser corrigidos).

O que é amamentação em tandem?

É quando a mãe amamenta dois (ou mais) filhos em idades diferentes. Não há recomendação para que a mulher pare de amamentar um filho por ter uma nova gestação, a não ser que a mulher apresente sinais ou sintomas de risco para parto prematuro. Após o nascimento do filho mais novo, a mulher pode manter a amamentação dos dois, desde que priorize sempre o bebê mais novo, que depende exclusivamente do leite materno até os 6 meses de vida. Se o bebê mais novo está apresentando bom crescimento e desenvolvimento, a mulher pode manter a amamentação em tandem enquanto desejar.

Amamentação: dúvidas frequentes

O que é reflexo de ejeção?

O fluxo de leite materno durante a mamada do bebê acontece por reflexos, e não de forma contínua, e isso pode ser percebido pela mãe conforme a mudança na forma e ritmo da sucção do bebê. É importante informar às mães sobre esse mecanismo, pois vai ajudá-la a identificar as mamadas eficazes e o momento de oferecer a outra mama, por exemplo, ou até observar o tempo de mamada.

Amamentação x CLT. Qual o direito de amamentação?

Toda mulher tem direito a 120 dias de licença maternidade. Algumas empresas do programa empresa cidadã fornecem mais 60 dias, chegando ao total de 6 meses de licença. Além disso, a mulher tem direito à licença amamentação, que pode incluir 2 períodos de 30 minutos por dia durante a jornada de trabalho, até o bebê completar 6 meses de vida, ou mais 15 dias corridos após o fim da licença maternidade, dependendo da empresa empregadora.

Amamentação: dúvidas frequentes

Como funciona o atestado de amamentação? A qual médico recorrer?

Qualquer médico, mas geralmente o Pediatra que acompanha o bebê pode fornecer atestado de que a mulher está amamentando e, assim, ela pode solicitar a licença amamentação junto ao RH da empresa.

Vamos nos despedindo com uma mensagem verdadeira e muito objetiva da Dra. Paula para todas as mulheres, mães ou futuras mães: “Toda mulher é capaz de amamentar o seu bebê, a principal ferramenta para isso é a informação!”. Portanto, mãe, não deixe de se informar, não deixe de fazer a consulta pré-natal com a Pediatra escolhida para acompanhar o seu bebê. Este é o primeiro passo para que a sua experiência seja maravilhosa.

Quer acompanhar os posts da Dra. Paula? Siga os perfis @paula.pediatra e @pediatriaintegrada - ela está sempre publicando ótimas informações sobre pediatria. 


Autismo - precisamos falar sobre isso!

Precisamos falar sobre o autismo! A melhor forma de adquirirmos mais conhecimento sobre o tema e, consequentemente, construirmos uma sociedade mais consciente e acolhedora, é ouvindo relatos de mães com filhos que possuem TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Convidamos Camilla Viveiros e Andreia Pereira para compartilharem suas histórias no nosso Blog - ambas foram muito generosas abrindo seus sentimentos, vivências e aprendizados.

Autismo - Pedro vestindo camisa com mensagem

Nossas convidadas 

Elas são mães engajadas! Camilla é carioca e tem dois filhos, Bia e Pedro. O caçula, Pedro, tem autismo. Atualmente vive na Cidade do México e vem ao Brasil todo ano para visitar familiares. Andreia é carioca, de Belford Roxo, e tem duas filhas atípicas, uma de 11 e outra de 9 anos. Duas histórias distintas, mas com um propósito em comum: fazer o que estiver ao alcance para tornar o mundo um lugar melhor para pessoas com autismo - o que, automaticamente, fará do mundo um lugar melhor para todos. 

Nosso objetivo com essa matéria, além de confortar e orientar mães que porventura estejam vivendo o início do processo de descoberta do diagnóstico, é, principalmente, conscientizar mães de crianças típicas. Está na educação a chance de, futuramente, termos pessoas livres de preconceitos e, portanto, capazes de construir a sociedade que tanto almejamos - mais igualitária, justa e inclusiva

Autismo - Família da Andreia

O diagnóstico - meu filho tem autismo

Camilla

A sensação de receber o diagnóstico do autismo deu um frio na espinha. Já havia uma desconfiança de que algo estava errado com o desenvolvimento dele, mas, ao mesmo tempo, tinha aquela ingênua sensação de que “essas coisas só acontecem com os outros”. Entender que eu era vulnerável e, portanto, sujeita a esse tipo de coisa, doeu demais.

Após o diagnóstico, passei um período muito difícil de negação. Achava que os médicos estavam enganados, que em algum momento o diagnóstico seria contestado e que tudo aquilo ficaria no passado.

Aceitação 

Alcançar a aceitação, entender quem era o meu filho e respeitá-lo da forma como ele realmente é – sobreviver a tudo isso - foi libertador. Ficou clara para mim a ideia de que é injusto idealizar um filho “perfeito” ou que atenda às nossas expectativas. Aquilo tudo estava sim acontecendo comigo e era necessário encarar com firmeza.

Hoje o vejo perfeito. Ele é parte da diversidade humana e, no final das contas, somos todos diversos.

Autismo - Pedro com Camilla

Andreia 

Me tornei mãe aos 38 anos. Meu obstetra e ginecologista alertou para os riscos de uma gravidez tardia. Citou a alta probabilidade de gerar uma criança com Síndrome de Down, mas o meu desejo de ser mãe falou mais alto! 

Mariana nasceu saudável. Começou a andar com 11 meses, mas completou um aninho sem falar nada. A pediatra dela explicou que ainda estava em tempo porque algumas crianças podem demorar um pouco mais para falar. Porém, no meu íntimo, já sabia que ela era diferente. Mesmo assim, eu e meu marido queríamos muito ter mais um bebê e, então, fechar as portas da fábrica.

Segunda Gravidez

Engravidei pela segunda vez. Conforme a gravidez da Manuela transcorria, íamos cuidando da Mariana e preparando-a para a chegada da irmãzinha. Nesse período, percebemos que Mariana não fixava o olhar nos nossos olhos. 

Manuela nasceu exatos dois anos após a irmã. Ela chegou igualmente saudável, eram parecidas demais. Depois que a pediatra me viu dando à luz à segunda filha, lutando para cuidar de ambas da melhor forma possível, e de acordo com os nossos relatos sobre os movimentos estereotipados, nos encaminhou a uma profissional - fonoaudióloga e especializada em TEA (Mônica Accioly) - e fizemos a avaliação da Mariana. O diagnóstico de TEA foi dado quando Mariana completou 3 anos. 

Agora, foi muito triste quando percebemos os movimentos estereotipados, já aos nove meses, na nossa segunda filha, Manuela. Aí sim, experimentei um luto devastador. Acredito que me apoiava muito na ideia de que uma irmãzinha muito inteligente e típica ajudaria a Mariana. Eu pensava: "E agora, meu Deus, duas meninas com autismo? O que será de ambas quando não estivermos mais aqui? Será que elas irão conquistar uma vida autônoma? Será que pecamos para ter duas filhas com a mesma condição? Por quê?"

O diagnóstico de Manuela foi apresentado, formalmente, aos 2 anos e 8 meses, em 2013. Porém, Manuela era bem diferente da irmã: sorria mais e interagia melhor com outras crianças. 

O que te fez desconfiar que algo estava diferente no desenvolvimento da criança?

Camilla

Ele não atingia determinados marcos de desenvolvimento esperados para a idade como, por exemplo, o apontar. Uma criança de 11 meses a 1 ano aponta o que ela quer, aponta o que desperta seu interesse como forma de mostrar para alguém algo que achou interessante. É uma forma preliminar e importantíssima de comunicação que não deve ser ignorada ou tratada como um mero detalhe. 

Ele também não atendia quando eu o chamava. Cheguei a achar que ele tinha deficiência auditiva e o levei para fazer exames. Se a criança escuta perfeitamente, mas não responde quando é chamada pelo nome, isso também é uma característica do autismo.

Ele não batia palmas e, quando estava no berço, não estendia os braços pedindo colo quando eu ou meu marido nos aproximávamos. 

São sutilezas, mas que devem ser observadas com cuidado pelos pediatras e pelas famílias. E é importante que as famílias não se apoiem no conceito de que “cada criança tem seu tempo”. É verdade que cada criança tem seu tempo, mas existe um limite aceitável dentro desse tempo. Atingir esses marcos dentro do lapso de tempo esperado é importante para comprovar que está tudo bem com o desenvolvimento neurológico e cognitivo da criança. Qualquer coisa que fuja desse padrão deve ser observada, ainda que a criança não apresente todos esses atrasos. Um deles já pode ser suficiente para ligar o alerta e observar.

Andreia

No caso da Mariana, que hoje tem 11 anos, percebi por volta dos 5 meses. Ela não aceitava colocar a sua mão em volta do pescoço de quem a segurava no colo. Não gostava de receber carinho por parte da minha tia e primas, que sempre estiveram presentes na nossa vida. 

Graças a Deus, com o trabalho realizado por profissionais que se dedicam ao autismo, na escola e no Capsi, hoje ela gosta muito de ser abraçada e de abraçar também.

Tenho a experiência de ter acompanhado o desenvolvimento dos meus primos, que são típicos. Eles sempre aceitavam ser tocados, amavam ficar no colo dos familiares. Mariana só passou a aceitar carinho dos familiares após as terapias.

No caso da Manuela, que hoje tem 9 anos, percebi quando ela estava com 9 meses. Na verdade, meu pai,me chamou a atenção para o fato de Manuela se colocar na posição de gatinho e ficar se balançando para frente e para trás, fazendo um som com a boca, tipo: ram, ram, ram, ram.

Infelizmente, meu pai faleceu em 2012, sem nunca ouvir as netas o chamarem de vovô.

Hoje, elas assistem vídeos familiares que fizemos na época e elas reconhecem o vovô e repetem muitas vezes: vovô.

O autismo dificulta a aprendizagem. As meninas estão avançando na aprendizagem, porém muito lentamente! Eu tive que me readaptar a esse ritmo lento. Mãe de autista tem que estar pronta para repetir o mesmo ensinamento sempre. É exaustivo, por isso digo que só vencemos as limitações do autismo com muita paciência e amor!

Autismo - Andreia e as filhas atípicas

Você já era familiarizada com o tema Autismo?

Camilla

Não era familiarizada, o que me gerou ainda mais medo. O desconhecido amedronta e só te leva a cair nos estereótipos, ideias pré-concebidas e ultrapassadas que não ajudam em nada. 

Primeiro, busquei informação com médicos de minha confiança e, depois, com grupos de apoio de familiares de autistas. Hoje em dia, com a internet, fazer essa conexão é mais fácil. E isso me ajudou muito. 

Faço terapia praticamente desde o diagnóstico, o que me ajuda a desafogar. Recentemente, passei a escrever o que me vem à cabeça em uma página que mantenho no Instagram só dedicada a isso. Isso me ajudou a colocar em palavras meus sentimentos. 

E, claro, a base de tudo é o apoio que recebi e recebo da família que sempre o amou independentemente de qualquer coisa. 

Andreia 

Conheci o autismo por meio do filme que mostra o nascimento de Raun Kaufman. O momento em que seus pais recebem o diagnóstico e a desilusão com a falta de preparo dos profissionais na época e com terapias nada eficazes, chegando a apresentar tortura. Assim como mostrado no filme, acredito que a melhor pedagogia é o amor. Uma família que ama sua criança autista vai se esforçar para fazer o melhor por ela. É o que a nossa família se esforça para fazer. Tenho dois escudeiros fiéis: meu marido e minha mãe. Eles estão sempre prontos para ajudar na orientação das meninas. Continuo me esforçando para compreender como as meninas pensam. O cérebro autista é fascinante e intrigante.

Como passou a enxergar a sociedade após conviver com uma pessoa com autismo? 

Camilla

Sinceramente, enxerguei uma sociedade despreparada, egoísta e apressada, buscando resultados imediatos e extremamente impaciente com o que foge do padrão.

Senti na pele o quanto a sociedade está muito pouco informada sobre o autismo e o quanto era complicado quase suplicar por compreensão e empatia, principalmente porque o autismo não tem uma característica física específica. Sem informação, a sociedade nunca entenderá o porquê do seu filho estar dando um escândalo ou se comportando de maneira inapropriada. 

Em algum momento me senti muito culpada por não ter tido, até então, um olhar cuidadoso sobre pessoas com deficiência e busquei tentar ter empatia com essas famílias: autismo, Síndrome de Down, paralisia cerebral, entre outros.

Ainda falta muita conscientização. Por isso, sempre que posso, uso as redes sociais e conversas com amigos para passar as informações e explicar minhas maiores dificuldades para, quem sabe, termos um ambiente mais adaptado para todos. É o que eu posso fazer como mãe e como cidadã.

Andreia 

Vejo que existe uma preocupação muito grande com coisas supérfluas. O autista é tão simples e sincero, que algumas inquietações com relação a bens e consumo não importam mais para mim. Vejo minhas amigas com filhos típicos preocupadíssimas com os estudos das crianças. Vejo crianças com agenda cheia de compromissos a semana inteira: escola, cursos, atividades físicas, quartos abarrotados de brinquedos... Mas, de verdade, será que é isso o que elas querem? Será que elas não preferem viver de forma mais tranquila e simples, com a atenção de seus pais? A sociedade é muito consumista, quer ostentar em redes sociais, mas e o interior dos seus filhos? Muitas famílias aparentam felicidade plena, mas a realidade não é bem assim.

A sociedade ainda confunde as crises sensoriais que as nossas crianças atípicas podem apresentar em lugares públicos com pirraças! Outro dia, minha filha de nove anos, foi contrariada pela vovó no supermercado e gritou muito alto. Todos pararam para olhar, o que é natural, e o que eu fiz? Falei alto para todos ouvirem: calma gente, ela é autista! Foi imediato, todos retornaram aos seus afazeres. A aceitação tem que vir primeiramente da família. A conscientização da sociedade é uma missão para as famílias de autistas. Temos que preparar nossos filhos para esse mundo cruel e apresentá-los à sociedade, mas temos também que ajudar as pessoas a compreenderem o autismo. Não dá para esconder um autista em casa. Quem quiser conhecer um autista, vai descobrir que eles têm raciocínio e sentimentos. Nem todo autista possui retardo mental, mas sim dificuldades de aprendizagem.

Como é a relação de duas irmãs com autismo?

Andreia 

A minha preocupação inicial de ter duas meninas autistas está, a cada dia que passa, tornando-se menos ameaçadora. Observo muito o comportamento delas, que apresentam autismos bem diferentes. Elas costumam ficar em quartos separados para assistirem seus vídeos preferidos, mas têm momentos em que resolvem brincar juntas, assistir ao mesmo vídeo, desenhar e pintar compartilhando as canetinhas e a mesa. Amo esses momentos e, graças a Deus, têm acontecido diariamente. Elas dormem no mesmo quarto com a minha mãe, que possui 70 anos. Cada uma na sua cama. Elas não conseguem dormir sem um de nós por perto. 

Agora, brigam também, como qualquer relacionamento entre irmãos, porém é incrível, não se agridem fisicamente.

 

As pessoas estão mais conscientes em relação ao autismo?

Camilla

Vejo uma tímida tentativa de conscientização, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.

Temos leis recentes de inclusão que tipificam o autismo como deficiência. Isso permite, por exemplo, atendimento preferencial nas filas, o que antes só era permitido para as deficiências mais “conhecidas”. Mas todo esse movimento de pleitear leis e direitos partiram das famílias de autistas. 

Não temos políticas públicas de qualidade para apoio de famílias de autistas. O custo do tratamento terapêutico, na rede particular, é elevadíssimo, e os planos de saúde não reembolsam as terapias na sua totalidade, cabendo às famílias entrar com ações para conseguir o reembolso devido. 

O tratamento pelo SUS também é precário, além de demorar meses até que a família consiga ser direcionada para um tratamento. Isso tudo prejudica a evolução da criança, pois o ideal é a intervenção mais precoce possível. 

A sociedade, de uma forma geral, ainda está engatinhando para uma conscientização plena. Falta muita informação e a consequência disso é justamente a falta de políticas públicas de qualidade; de governantes que apoiem a causa; de uma sociedade realmente engajada em mudar esse cenário. É humanamente impossível que as famílias de autistas enfrentem tudo isso sozinhas. 

Andreia

De uns anos para cá, as pessoas começaram a, pelo menos, saber que o autismo existe. Marcos Mion, com seu filho Romeo, é um expoente na causa do autismo e representa muito bem as famílias azuis. Quando as celebridades falam abertamente sobre a sua vida diária com seus autistas, ajudam toda a comunidade. Levam as nossas necessidades ao conhecimento das autoridades. Imagine só: o presidente jamais receberia no palácio, uma mãe como eu, moradora de Belford Roxo. Mas ele recebeu o Mion e aceitou, em 2019, modificar o Censo para incluir informações necessárias sobre os autistas. Toda a comunidade autista estava ansiosa por isso. As pessoas precisam saber que o autismo não escolhe classe social. Espero que mais e mais pessoas revelem que convivem com autistas, levem seus filhos para os locais públicos. 

Já passei por situações dificílimas com minhas filhas em locais públicos, mas sempre encontrei pelo menos uma pessoa disposta a me ajudar. Acho que estamos no caminho certo para uma maior conscientização.

Como é a relação da escola com uma criança com autismo?

Camilla

Eu costumo dizer que os pais de autistas não escolhem a escola, mas é a escola que escolhe nossos filhos. Pouquíssimas escolas estão dispostas a aceitar, porque a inclusão exige uma série de adaptações curriculares que nem todas estão dispostas a enfrentar. 

Atualmente, moramos na Cidade do México e meu filho estuda em uma escola que o aceitou e aceita minhas demandas, mas diria que ainda assim a inclusão é falha. Falta muito preparo do corpo docente em geral. Não existe, nem na faculdade de pedagogia e nem na de psicologia, uma matéria dentro da grade curricular regular sobre autismo. 

O que eu fiz foi contratar uma terapeuta com boa formação que treinou o corpo docente que trabalha com meu filho. Mas é um trabalho exaustivo e que não deveria caber às famílias, até porque poucas podem arcar com isso.

Andreia

Em 2015, conseguimos matricular as meninas em uma escola pública da rede municipal de São João de Meriti que é referência em transtorno do espectro do autismo (TEA), mas que também oferece classes regulares para os três primeiros anos da educação fundamental. Minhas filhas continuam estudando lá. Nesse período de distanciamento social, a equipe pedagógica tem fornecido atividades diárias para tentarmos realizar em casa. Eles estão nos orientando por meio de grupos no Facebook e WhatsApp. A equipe realiza um trabalho que envolve muito a família. A criança fica no máximo três horas na escola, as demais 21 horas são de responsabilidade da família. Então, não há dúvida da importância de uma família unida e esforçada. Educar crianças com autismo é um desafio constante.

Em 2017 busquei também ajuda no CAPSi (Centro de Atendimento Psicossocial Infantil), que pertence ao SUS, e possui uma equipe multidisciplinar (psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, musicoterapeutas, fonoaudiólogos e psiquiatras). O CAPSi tem fornecido, além do atendimento semanal de uma hora de atividades em grupo para as crianças, apoio e orientação para a família, principalmente sobre os direitos dos autistas.

Gosto muito de ler os textos escritos pelos autistas já adultos, que conseguem descrever o autismo da maneira verdadeira, pois quando o autista consegue verbalizar o que sente, nós passamos a entendê-los melhor! Entre esses autistas, destaco Temple Grandim e Carly Fleischmann.

Qual a sua mensagem para mães que acabaram de receber diagnóstico do filho

Camilla

Primeiro de tudo, calma. Encontre um médico de sua confiança para te ajudar a orquestrar o corpo terapêutico que vai cuidar do seu filho. Dê tempo ao tempo. O processo de evolução é lento e a sua ansiedade não vai ajudar nesse momento.

Cuide da sua saúde mental e física. Se não tiver condições financeiras, tire meia hora do seu dia para uma caminhada, converse com pessoas com as quais você se sinta confortável para desabafar sem filtro, sem precisar medir palavras. Não julgue seus sentimentos e preconceitos. Você também está passando por um processo de transformação e deve respeitar seu momento. 

Não é fácil, eu sei disso. Mas, entenda, você não está sozinha. 

Quanto ao tratamento, você será apresentada a um leque de opções, nem todas elas sérias. Muitos charlatões disfarçados de profissionais tentarão te vender milagres. Por favor, desconfie sempre que te apresentarem soluções fáceis e procure apoio no médico que você confie. E, sempre, siga seu coração.  

Andreia

O diagnóstico de autismo não é uma sentença de morte. Vivam o período de luto, mas tenham certeza que essa criança tem muito a lhes ensinar. Desconstrua todas as suas expectativas e viva cada dia dessa nova jornada. Os autistas aprendem, porém temos que estar dispostos a repetir quantas vezes forem necessárias. Confiem em Deus. Se for uma família de ateus, acredito que agora, vocês serão apresentados a Ele por seus filhos. Minhas filhas me aproximaram mais de Deus.

Qual a sua mensagem para mães de crianças típicas 

Camilla

Sempre que me perguntam como abordar o assunto autismo com uma criança típica eu digo para serem sinceras, buscar não esconder nada da criança e dar toda a informação possível dentro do limite de capacidade de compreensão e de acordo com a idade da criança. A informação é sempre o melhor caminho. Nunca esconder, nunca desviar o olhar.

Explicar que o amigo é diferente e que tem algumas dificuldades, mas que ele é capaz de brincar do jeito dele e incentivar, na medida do possível, que seu filho se aproxime do amigo. Mostrar que ser diferente é normal. 

Em relação às mães de crianças típicas, quando perceberem que existe alguma criança com deficiência no ambiente do filho típico, tente se aproximar da mãe ou cuidador da criança para entender do que ela gosta de brincar, de como seu filho pode interagir com a criança atípica, se seria legal marcar uma tarde de brincadeiras em casa, coisas do gênero. Atitudes como essas acolhem, incluem... 

Acredito fortemente que o convívio desde pequeno com crianças diversas só tem a acrescentar para as crianças típicas. Elas aprendem desde cedo noções de respeito, empatia, generosidade e, principalmente, o amor altruísta: que ama por amar, sem esperar nada em troca. Numa sociedade cada vez mais egoísta, esses seriam grandes valores para ensinarmos àqueles que serão a sociedade do futuro. Uma vez ouvi que, para mudar a sociedade e tornar o mundo melhor, devemos educar nossos filhos, e não poderia ser mais verdade.

Autismo - Pedro com a irmã Bia

Andreia

Não tenham medo de crianças que apresentam qualquer tipo de diversidade. Permitam que seus filhos convivam com as pessoas sem discriminá-las. As crianças nascem boas, e dependem da orientação dos pais para fazerem o bem a todos. Conviver com diferenças é um grande aprendizado. Infelizmente, no caso de autistas e deficientes mentais, o preconceito que vivenciamos é elevado ao quadrado. Já tentaram se colocar no lugar de uma mãe atípica? Cabe a cada família querer fazer o bem a toda humanidade.

Considerações finais 

Se você gostou da matéria e quer saber mais sobre o tema, ou até mesmo acompanhar o desenvolvimento dessas duas mães incríveis e seus filhos, então siga os perfis delas. Para seguir a camila, clique aqui. Para seguir a Andreia, clique aqui. Ah, não esqueça de compartilhar esse texto com aqueles que você acredita que vão gostar de ler mais sobre o autismo.

 


Inclusão Social - Projeto Paratodos

Inclusão Social - um tema "Paratodos"

A inclusão é um tema que deve ser debatido por todos nós. Nos familiarizarmos com o assunto é o único caminho para mudarmos hábitos que muitas vezes nem percebemos, mas são exclusivos. Se desejamos construir uma sociedade aberta à diversidade e igualmente acessível para todos, precisamos fazer a nossa parte.

Pensando em levar esse movimento ate você, conversamos com a Ciça Melo, uma das fundadoras do Paratodos - projeto incrível que, se você ainda não conhece, então essa é uma ótima oportunidade!

Cultura da Inclusão - Três mães, um projeto 

Ciça Melo, Carla Codeço e Fabiana Ribeiro tinham algo em comum: além dos filhos frequentarem a mesma escola, as três tinham crianças com deficiência. E, assim, esse comum tornou-se algo muito maior: a vontade de aperfeiçoar e difundir a cultura da inclusão baseadas nas dificuldades de inclusão dos seus filhos, nascendo o Paratodos.

Nova integrante

Em maio de 2017, Flávia Parente, mãe de uma criança típica, passou a integrar o movimento, ampliando e enriquecendo o universo do projeto. Além disso, provando que ele já estava além do gueto, impactando uma mãe sem filhos com deficiência, mas com a empatia e engajamento baseados no valor moral da causa.

Inclusão Social - Projeto Paratodos

Obstáculos da inclusão 

Eles estavam, muitas vezes, ligados à falta de uma cultura inclusiva nas escolas, contudo, era preciso alfabetizar o olhar da comunidade - escola, professores, funcionários, famílias - para que a inclusão fosse abraçada por todos, e não apenas por professores de uma determinada turma dos mediadores.

Estava formado o Paratodos, com a missão de falar para todos, e não para alguns, a importância de construir uma cultura inclusiva, envolvendo toda a sociedade no respeito à diversidade, às diferenças. Sensibilizar o maior número de pessoas sobre o universo da deficiência e levar para o cotidiano de todos tornou-se combustível diário deste importante movimento - que atua, em especial, no âmbito escolar, quando estão em formação as gerações futuras capazes de transformar o mundo.

Como o Paratodos atua na sociedade?

São 4 frentes que vamos destacar abaixo:

Falam

O Paratodos promove eventos de inclusão como rodas de conversa, grupos de estudos, palestras e exibição de filmes. Encontros com famílias, visita às escolas, participação de seminários sobre educação e inclusão também fazem parte do projeto. O Paratodos também presta consultoria para empresas, escolas e famílias. Portanto, é um trabalho de muita interação com todos os envolvidos.

Inclusão Social - Projeto Paratodos

Escrevem

O projeto acredita que toda criança é capaz de aprender, desde que tenha metas específicas e adaptações necessárias. E, assim, os textos do projeto refletem esta postura e convidam a sociedade a refletir sobre a inclusão em todos os seus aspectos.

Formam

Tendo em vista a necessidade de melhor formação de profissionais que trabalham com pessoas com deficiência e promovam sua verdadeira inclusão na sociedade, o Paratodos desenvolveu um programa de formação que aborda a questão da deficiência e o processo de inclusão.

Premiam

A cada dois anos, o Paratodos premia iniciativas escolares inclusivas promovidas por professores de instituições de ensino regular de todo o país.

Assim, o Paratodos pretende dar visibilidade às experiências bem-sucedidas de inclusão escolar, divulgar estas boas práticas e inspirar outros educadores a não deixar nenhuma criança para trás. 

Ações já realizadas que merecem destaque

Ao longo desses 7 anos, o Paratodos já atingiu cerca de 50 instituições, públicas e privadas, de ensinos e ONGs. Eleva, Espaço Movimento, Saúde Criança e Facha são algumas delas.

O site já teve mais de 250 mil acessos, além de um texto que já alcançou 140 mil views. São aproximadamente 200 artigos escritos com um total de 230 mil visitantes. O site possui apenas versão em português, porém conta com visitações de pessoas em Portugal, EUA e França, entre outros países. 

Parcerias e cursos

Muitas parcerias foram estabelecidas neste período até aqui. Como, por exemplo com o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), com quem trabalharam no projeto MP Inclusivo, voltado para a contratação de estagiários com deficiência. 

Organizaram e participaram de diversos eventos com a PUC, do Rio de Janeiro, onde realizaram aulas, workshops, mostras e grupos de estudos. Ainda na PUC, lançaram o curso de Pós-graduação em Inclusão da pessoa com deficiência, no entanto, ele foi adiado para 2021 em função da pandemia causada pelo Covid-19.

Paratodos no exterior

Este ano ainda houve a ampliação dos horizontes do movimento, que teve sua primeira experiência internacional. Junto com o Vindas - Educação Internacional, organizaram uma imersão no universo da educação inclusiva em Portugal. Visitaram escolas, conheceram projetos, discutiram trabalhos, tiraram dúvidas, investigaram e mostraram um pouco do que estão fazendo no Brasil - uma rica troca de experiência para as duas partes. E, assim, o projeto vai ganhando força também do exterior. 

Inclusão Social - Projeto Paratodos

Qual o maior obstáculo para uma inclusão social ideal no Brasil?

Tecnicamente, deficiência só existe na medida em que há barreiras. Sendo assim, a partir do momento em que elas não existirem, todas as pessoas terão as mesmas oportunidades de serem e existirem no mundo.

“Dentre as barreiras existentes (tecnológicas, urbanísticas, atitudinal, nos transportes, nas comunicações e na informação), a mais difícil de transpor é a atitudinal, porque ela revela preconceitos. Quebrar o paradigma de que a pessoa com deficiência é incapaz, tem menos valor e não consegue fazer as coisas é algo complexo e somente vai acontecer na medida em que se constrói uma cultura inclusiva. Para que seja efetiva e consistente, essa construção só será eficaz a partir da sensibilização das pessoas em relação ao tema.”, explica Ciça.

A maioria já encara a deficiência de forma mais consciente?

“Sim, a questão da deficiência tem tido mais visibilidade ao longo dos anos. Muita gente, inclusive, comenta que há mais pessoas com deficiência atualmente. Na verdade, o que há mais é diagnóstico, além de maior quantidade de pessoas com deficiência nas ruas. Antigamente, as pessoas com deficiência eram excluídas da vida em comunidade. Hoje, elas estão em todos os lugares: nas escolas, no ambiente de trabalho, praticando esportes, nas passarelas de moda, novelas, cargos políticos. No entanto, ainda há muito o que trabalhar para que haja uma visibilida garantidos, sem que sejam necessárias medidas judiciais.”, conta Ciça.

Paratodos em tempos de isolamento social

O projeto vem participando de várias Lives sobre educação em geral e algumas, especificamente, sobre inclusão com participação de Ciça Melo e Flávia Parente. Participaram, ainda, de algumas reuniões promovidas pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, em que foram discutidas questões relacionadas.

Sendo assim, o projeto continua ativo ao longo do isolamento social. Para ficar por dentro das publicações e futuras participações do projeto em Lives, siga o perfil no Instagram: @paratodos.net.br.

Direitos das pessoas com deficiência 

A inclusão da pessoa com deficiência é um direito garantido constitucionalmente. Seus direitos estão assegurados tanto em convenções internacionais - que se baseiam em princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos - quanto na legislação brasileira. 

A Constituição Federal Brasileira reconhece os direitos humanos estabelecidos pelo direito internacional, assim como assegura tratamento igual a todos os brasileiros. 

É inconcebível qualquer forma de preconceito. Num dos pilares da defesa dos direitos está a Educação. O artigo 208, que trata da Educação Básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, afirma ser dever do Estado garantir “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.

Artigos e Leis 

No artigo 205, a Constituição reconhece a Educação como um direito de todos, “garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho”. No artigo 206, o documento garante a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola”. A Política Nacional de Educação na perspectiva da Educação Inclusiva, criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2008, já apontava que as crianças e jovens com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação têm direito a frequentar a sala de aula regular e, quando necessário, receber atendimento educacional especializado no período inverso ao da escolarização regular. 

Em julho de 2015, o Brasil aprova a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015). A LBI confere maior amparo legal para que a pessoa com deficiência possa participar da vida civil em condições de igualdade com os demais.

Inclusão Social - Projeto Paratodos

Mensagem da Ciça para os leitores 

“Inclusão é boa para todo mundo.

Um estudo recente, de coautoria e conduzido por pesquisadores da Universidade do Kansas, descobriu que estudantes que frequentam escolas inclusivas - isto é, escolas nas quais estudantes com e sem deficiência aprendem juntos - reconhecem o valor da inclusão e de serem parte de uma comunidade de aprendizado inclusiva. As entrevistas mostraram que estudantes com e sem deficiência se identificam, têm um sentimento de pertencer às suas escolas, reconhecem o efeito que a inclusão tem em todos os alunos e se mostraram bem cientes das práticas usadas pelas escolas inclusivas, tanto na sala de aula quanto na escola. Os jovens descreveram que tiveram apoio para alcançar essas expectativas e que estavam conectados a seus professores e colegas. O fato dos alunos aprenderem juntos ficou evidente.”, encerra Ciça. 

E aí? Que tal acompanhar esse movimento?

Com aspas da Ciça encerramos essa leitura conscientes de que a cultura inclusiva traz benefícios para a sociedade como um todo. E, portanto, o quanto é importante nos familiarizarmos mais com este tema, mesmo não tendo parentes ou amigos próximos com deficiências. Por isso, nós, da Beep Saúde, convidamos você para fazer mais desse universo. Acompanhar o perfil do Paratodos, suas ações e informações já é um importante passo!


Dra Beatriz Lam fala sobre imunidade e alimentação

Como manter imunidade alta em tempos de Covid-19

Em tempos de pandemia é fundamental que tenhamos nossa imunidade alta. Portanto, é essencial mantermos uma boa alimentação. O sistema imunológico do nosso corpo depende de minerais específicos, vitaminas e aminoácidos para funcionar de forma eficaz.

Conversamos com a Dra. Beatriz Lam, pediatra apaixonada pela cozinha que atua também como Consultora de Introdução Alimentar. Em seu perfil, no Instagram, ela publica maravilhosas dicas de receitas saudáveis e práticas para inserirmos na nossa rotina. Aqui, destacamos algumas das suas valiosas informações, incluindo uma saborosa opção de cardápio! Sendo assim, não há desculpas para não preservamos nossa imunidade altíssima nessa quarentena. 

Imunidade e alimentação

Imunidade e alimentação 

Minerais, vitaminas e aminoácidos são os nutrientes encontrados nos alimentos, principalmente in natura ou minimamente processados - portanto, busque sempre ter à mesa pratos com "comida de verdade". Uma dieta variada que inclua os diferentes grupos como frutas, hortaliças, proteínas (de fonte animal e vegetal), carboidratos e gorduras em porções balanceadas é o ideal para mantermos uma alimentação saudável e, consequentemente, a imunidade alta. 

Coronavírus X Imunidade 

Estamos vivendo a pandemia de uma doença que desperta muitas dúvidas. Uma das poucas certezas que temos é a importância de uma alimentação saudável para garantirmos alta imunidade - fator relevante para que estejamos mais protegidos de qualquer acometimento. Afinal, organismos mais saudáveis têm melhores condições de reação às doenças.

Por isso, a Dra. Beatriz destaca que, neste período, a atenção deve ser redobrada para a ingestão dos grupos alimentares citados, visto que durante as infecções pode haver indisposição geral, maior seletividade e diminuição do paladar e do apetite, levando a dietas monótonas.

Imunidade e alimentação

Confinamento X Alimentação 

O confinamento no qual vivemos gera ansiedade, o que pode nos levar a um excesso de ingestão de alimentos ultraprocessados, além de promover maior sedentarismo. Por isso, a Dra. Beatriz chama a atenção para nutrientes essenciais que não devem faltar no nosso cardápio: zinco, ferro, selênio, magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina E, vitamina A e vitamina D.

Alguns exemplos de alimentos em que encontramos esses nutrientes são:

  • Leite materno: é importantíssimo continuar a amamentação (se possível até 2 anos de idade). Na impossibilidade do leite materno, utilizar uma fórmula infantil própria para a idade. Não deixe de consultar o pediatra;
  • Leite e derivados para crianças maiores, adolescentes e adultos: proteína, vitamina A, cálcio, fósforo, vitamina B2;
  • Carnes (bovina, suína, aves etc.), proteína, ferro, zinco, selênio, vitamina B12 e complexo B, vitamina A;
  • Peixes (atum e sardinha): proteína, ômega 3, vitamina D, cálcio;
  • Ovos: proteína, vitamina E, vitamina D;
  • Oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas): selênio, magnésio, vitamina E;
  • Hortaliças (verduras e legumes): complexo B, vitamina C, vitamina E, vitamina A, magnésio, folato;
  • Frutas: vitaminas A e C, minerais, fibras;
  • Leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico): proteína vegetal, ferro;
  • Óleos de soja e canola e azeite: energia, ômega 3, vitamina E.

Refeições para garantir imunidade alta

Devemos fazer no mínimo três refeições principais ao dia: café da manhã, almoço e jantar. Elas devem conter no mínimo um elemento de cada grupo alimentar (hortaliças, proteínas animal, leguminosas, carboidratos e gorduras). Logo, mantenha sua mente ligada nessa informação na hora de ir às compras e, principalmente, quando elaborar o cardápio do dia ou semana. 

Crianças e adolescentes, ambos em fase de crescimento, geralmente precisam fazer mais uma ou duas pequenas refeições, portanto é importante manter a criatividade. Adultos, por hábito ou costume, também podem fazer outras pequenas refeições. Para tanto, a escolha dos alimentos a serem consumidos deve seguir as recomendações gerais e privilegiar alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas frescas ou secas são excelentes alternativas, bem como leite, iogurte natural e castanhas ou nozes, na medida em que são alimentos com alto teor de nutrientes e grande poder de saciedade.

Dicas de como elaborar um cardápio

Olha esse quadro maravilhoso que a Dra. Beatriz preparou para você! Para uma semana escolha 2 tipos de proteína, 2 leguminosas, 2 tubérculos ou cereais, 2 legumes e 2 verduras. Com esses ingredientes você consegue fazer mais de uma preparação com cada item, e dessa forma não fica monótono. 

Você pode variar ainda mais escolhendo 3 tipos de verduras e legumes, aumentando os nutrientes dessa refeição. Portanto, suas desculpas para uma alimentação não saudável acabam aqui.

Imunidade e alimentação

Se você gostou das dicas da Dra. Beatriz Lam, pode ter acesso a outras igualmente imperdíveis no seu perfil do Instagram. Siga e, assim, terá seu cardápio sempre criativo e saudável.

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Referências Bibliográficas:

– Departamento Científico de Nutrologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. Nota de alerta-Nutrição em tempos de COVID-19

– Departamento Científico de Nutrologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de alimentação. 2018.

 – Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção a Saúde. Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos. 

– Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção a Saúde. Guia Alimentar para a população brasileira. 


Confinamento: dicas da psicóloga Patrícia Pires

Confinamento: como cuidar do emocional

 

A chegada da pandemia colocou muitas famílias em confinamento - cenário nunca antes vivido pelos brasileiros e pelo mundo, em geral. Além do medo de encarar uma doença que ainda não conhecemos, o isolamento social desperta outros receios na sociedade como um todo: como fica nosso lado emocional durante e pós-Covid-19?

Conversamos com a psicóloga Patrícia Pires. Profissional, casada e mãe de dois filhos, ela destacou alguns pontos relevantes para entendermos como podemos nos proteger emocionalmente neste período de quarentena com todas as emoções que este confinamento imposto provoca.

Confinamento e o impacto emocional

Segundo dados recentes da OMS, o Brasil tem 32 milhões de pessoas convivendo com doenças emocionais como depressão e ansiedade. Jogue nesse caldeirão a chegada de um novo vírus que pode levar a óbito. Além disso tudo, uma das principais prevenções é o isolamento social, mudando completamente a rotina das famílias.

Confinamento: dicas da psicóloga Patrícia Pires

As famílias e o confinamento

E assim, de uma hora para outra, pessoas se encontram confinadas em espaços pequenos convivendo 24 horas por dia, 7 dias da semana. Some-se a isso a falta de previsão de quando tudo isso vai passar, ou seja, uma incerteza que gera angústia. Segundo a psicóloga, este cenário rouba as válvulas de escape que cada um tinha para amenizar momentos de angústia. Não bastasse isso, ainda há doses cavalares de medo, pitadas de incertezas, tédio e stress - tudo somado ao aumento das tarefas do lar, que mais do que nunca precisam ser dividas entre todos os confinados.

A combinação de todos esses ingredientes aumentou drasticamente o número de conflitos familiares, incluindo a violência doméstica, divórcio, insônia, ansiedade e depressão.

Como evoluir em tempos de confinamento

Para Patrícia, após uma grande crise, surgem as grandes lições. Muitas vezes, o ser humano só consegue evoluir na dor. E, assim, ela nos deu algumas dicas para que as famílias que estão passando por esse momento difícil cheguem com mais saúde emocional do “lado de lá”, ou seja, quando nossas vidas voltarem ao novo normal (pois nada será como antes). Segundo ela, quem atravessar a linha de chegada mais resiliente, empático, forte e com a certeza de que as conexões humanas são uma necessidade básica, sairá mais evoluído dessa quarentena.

No confinamento, busque o apoio de um profissional

Patrícia explica que aceitar estar mal ou perdido durante esse período é um primeiro e importante passo para a saúde mental. Saber entender os sentimentos e nomeá-los é fundamental: medo, angústia, solidão, desespero?

A pesquisadora social Brene Brown afirma que “as pessoas não devem passar por questões difíceis sozinhas”. Uma de suas pesquisas no tema diz que “as pessoas enfrentam os obstáculos da vida com menos estresse e ansiedade com um apoio adequado, de um profissional”. Por isso, a psicóloga destaca a importância de uma orientação profissional neste momento: “Não importa como é o perfil da sua família, vocês precisam ser um time nos próximos meses. Dialogue e aprenda a demonstrar suas insatisfações antes que elas se tornem insalubres à sua saúde”, enfatiza Patrícia.

Seja o que você pode ser, sem culpas ou cobranças

Essa dica da Patrícia é essencial para esse momento de confinamento, que recorremos muito às visitas no feed do Instagram de diferentes pessoas - universo no qual todos se mostram produtivos seja na malhação, na elaboração de receitas, decoração da casa, leituras, homeschooling dos filhos, enfim. Contudo, esse hábito se torna tóxico se estamos com o emocional abalado. O recado dela é: “seja a pessoa possível de ser neste momento! A mãe possível, o pai possível, o funcionário possível, o filho possível”. E completa: “Está tudo bem se você continuar acordado às 4 da manhã, esquecer de almoçar ou comer demais. Fazer um miojo para as crianças e não ter paciência para o homeschooling. Viva um dia de cada vez e faça o que estiver ao seu alcance".

Confinamento: dicas da psicóloga Patrícia Pires

Não se comparar com terceiros

Antes de mais nada, parar de se comparar com os outros é fator primordial. "Não são todos que têm o perfil de se exercitar por videochamada. Se você sempre quis tempo para ler e agora não consegue terminar uma página de livro, tudo bem! Sempre quis acompanhar a vida escolar de seu filho, mas agora perde a paciência tentando alfabetizá-lo, perdoe-se. Se no dia 7 da quarentena você conseguia trabalhar, arrumar a casa, cuidar dos filhos, dar atenção ao marido/esposa, se manter calmo(a), e agora, 50 dias depois, você só pensa em misturar a pizza que sobrou com o feijão, tá tudo bem! Nunca passamos por nada parecido antes, ninguém sabe como e quem vai sair melhor ou pior dessa. Mantenha-se saudável emocionalmente e já será um grande feito”, considera a psicóloga.

A arte de ignorar

Para manter o emocional saudável, nada melhor do que exercitar essa arte. Tudo o que te faz mal deve ser ignorado nesse confinamento. Se proteja de situações desagradáveis, viva a sua jornada. Ouça as suas necessidades e também da sua família. “Não vamos conseguir salvar o mundo, faça a sua parte e tire o peso da culpa dos ombros”, reforça Patrícia. Abraçar o ócio ou se envolver em um projeto é única e exclusivamente opção sua, portanto, não se prenda às cobranças da sociedade.

Mensagem final

"Não sabemos quando isso vai acabar, mas também sabemos que não é para sempre. Como psicóloga e especialista do comportamento humano, sugiro fortemente que crie estratégias para manter suas conexões afetivas. Se possível, evite ao máximo ser a gasolina no fogo da discórdia, pois já estamos todos muito inflamados. Se não estiver dando conta, busque ajuda profissional, psiquiatra e psicólogo. São essas pessoas especializadas que poderão te ajudar nesse momento - para isso, temos a telemedicina, e aí entra a visão do copo mais cheio dessa pandemia, a possibilidade de união e ajuda propiciada pela tecnologia.

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Gostou da nossa matéria? Quer saber mais? Acompanhe o perfil da Patrícia Pires. Ela, inclusive, está realizando Terapia On-line!


Uso de Tela por Roberta Mellin

Uso de tela pelo olhar profissional de Roberta Mellin

Um dos assuntos muito debatidos em grupos de mães é: o uso de tela! O que significa a constante negociação entre pais e filhos com a permanência em celulares, Ipads, televisão e jogos eletrônicos.

Essa questão ganha ainda mais força e gera inúmeras dúvidas em tempos de quarentena, quando estamos todos confinados e a maioria das crianças se encontra privada de suas atividades ao ar livre. A este cenário, somam-se as atividades escolares, que sofreram enorme impacto com a nova versão “homeschooling”( ensino à distância), que nada mais é do que assistir às aulas em casa por meio de uma… tela!  Conversamos com Roberta Mellin para entender melhor o uso da tecnologia entre adultos e crianças em tempos de quarentena. 

Uso de Tela por Roberta Mellin

Quem é Roberta Mellin?

Jornalista, palestrante, tem mestrado em roteiro e é mãe - sendo esta última “função” sua principal motivação para se embrenhar no universo da tecnologia adquirindo conhecimentos sobre o tema e o seu reflexo nas relações. 

“Por falar em relações, desde que começou a pandemia do novo coronavírus - que coloca famílias e amigos em distanciamento - percebemos melhor o valor de um abraço, da troca de olhar e da energia acompanhados da linguagem corporal, que faz enorme diferença no contato entre as pessoas”, afirma Roberta. 

E aí, a tecnologia que até então separava as pessoas, está sendo a principal ferramenta de união, mas ao mesmo tempo mostra como o toque, tão peculiar ao contato físico, faz falta.

O aumento do uso de tela na quarentena

Não à toa, o uso de tela tem crescido nesse período, tanto entre crianças quanto entre adultos - estudos mostram que nos EUA já houve um aumento de 50% do uso de tela entre crianças. Nós, adultos, também estamos recorrendo mais aos celulares, computadores, Ipads, TV, etc. Seja para ver amigos ou familiares, assistir a filmes ou séries, aprender novas receitas culinárias, assim como manter o trabalho em dia nas mil video calls diárias do modelo home office.

Como a indústria favorece o alto uso de tela?

A indústria de games e entretenimento digital, no geral, lança novidades diariamente no mercado. A cada dia que passa, este mercado entende mais o funcionamento psicológico de todos nós, usuários, como nossos desejos podem ser manipulados e instigados e, portanto, de como elevar a nossa dopamina - o hormônio do prazer. E, agora, com o aval do mundo em quarentena, a maioria está usando a pandemia como desculpa, fechando os olhos para o indevido uso de tela.

Como criar rotina do uso de tela saudável para as crianças? 

Planejamento é a palavra de ordem. Para a Roberta, nada melhor do que combinar com os filhos uma rotina planejada que intercale as atividades manuais com o uso de tela saudável. Muitos pais estão trabalhando absurdamente neste período de isolamento social e mal têm tempo para nada, e isso é mais um motivo para elaborar essa rotina. Coloque em uso os jogos que reúnam a família: jogos de carta, tabuleiro, quebra-cabeça, memória e por aí vai! Brincar é se desenvolver. Está provado cientificamente. Crianças precisam brincar. Levar as crianças para a cozinha também é ótima pedida: elas costumam adorar fazer parte do processo de preparo de uma receita. Quando a noite cair, uma boa leitura é ótima para desacelerar e preparar para uma boa noite de sono. Use a criatividade, converse com as crianças e dê o exemplo.

Dicas bacanas para o uso de tela

Roberta ressalta que “A tecnologia não é uma vilã” e, numa comparação com o álcool, ela afirma que o problema não é a bebida, mas sim o mau uso. Por isso, ela ressalta a importância dos pais estarem atentos, acompanhando os filhos nessa relação com o uso da tecnologia. Ela está aí para ser usada, mas de forma que construa, eduque e conecte. Roberta, por exemplo, sugere que os pais façam uma visita virtual a um museu, vídeochamada com parentes e amiguinhos da escola. Outra dica muito boa que ela deu é tentar engajar a família em algum movimento de solidariedade para ajudar pessoas que estão em dificuldade nesta pandemia - dando às crianças a noção de ajudar o próximo e usar a tecnologia também com este objetivo. 

Uso de Tela na quarentena

Aplicativos de controle parental

Eles são indispensáveis para que os pais acompanhem a navegação dos filhos de perto. Roberta destaca alguns muito bacanas como o Bosco, que avisa os aplicativos que foram baixados, se aparecerem imagens indevidas, conteúdo inapropriado, além do tempo de tela, que é programável. 

Quase todos os apps do tipo têm GPS (que não é necessário no momento pra maioria), controle do tempo e dos apps instalados. Roberta destaca: Fami Safe, Kidlogger, Our Pact, Screen Time, Securly, Google Family Link, entre outros. 

Uso de Tela na quarentena

Mensagem da Roberta


“Desde que começou a pandemia da Covid-19, percebemos o valor de um abraço, um olhar. A presença física, a troca de energia e linguagem corporal fazem diferença num relacionamento.

Nós já sabíamos, mas não dávamos o devido valor. Trocávamos uma visita a um recém-nascido por uma curtida no instagram.

Somos seres adaptáveis, inteligentes e cheios de amor. Estamos conectados ao próximo e com isso aprendemos. A dor, como já diziam nossos sábios antepassados, nos faz crescer.

A tecnologia que um dia nos separou, agora nos une e faz perceber o valor real do toque.

Fico preocupada quando vejo que há um conformismo e que a corda da flexibilidade se estende ao ponto de deixarmos as crianças desatendidas. Somos pais e temos um compromisso de educar, de tentar fazer o melhor. Não somos perfeitos e erramos, claro.

Vão ter dias de mais uso de telas e outros de menos uso, mas temos o dever de buscar atividades extra tela, de olhar no olho, de entender como estão se sentindo nesse momento, de jogar junto, brincar, de dar papel e lápis de cor nas mãos, de estar presentes - moeda que tanto estamos dando valor nesse momento.

Vamos mostrar ao mundo que não perdemos nossa humanidade, que sairemos dessa fortalecidos, mais solidários, empáticos e dando valor ao relacionar com energia, com intenção”.

Quer saber mais? Acompanhe o perfil da Beta no Instagram!

 


Florence Nightingale e o novo Coronavírus

Hoje, dia 12 de maio, é celebrado o bicentenário da enfermeira Florence Nightingale - mulher à frente do seu tempo que fundou as bases da enfermagem moderna. A pandemia do novo coronavírus torna a sua principal mensagem uma das mais faladas em relação à prevenção da Covid-19: lavar as mãos com água e sabão. É em sua homenagem que o Dia Internacional do Enfermeiro é comemorado hoje. 

Quem é Florence Nightingale?

Nascida em Florença, em 12 de maio de 1820, Florence era de uma família rica e bem relacionada. Seu nome, inclusive, é em alusão à sua cidade natal (nasceu lá, porém foi criada no Reino Unido). Indo contra o convencional papel de uma mulher na sua posição social - de esposa submissa -, se dedicou à caridade achando, na enfermagem, o seu verdadeiro caminho. Seu reconhecimento veio ao ser pioneira no tratamento a feridos de guerra,= durante a Guerra da Crimeia. No entanto, seu caminho não foi fácil, como veremos a seguir.

A enfermagem 

Florence passou anos vivendo entre doentes e equipes médicas trabalhando em ambientes tomados por epidemias como cólera e tifo. Além disso, presenciou a morte de soldados da Guerra da Crimeia (1853-1856) não pelos ferimentos em si, mas por conta das infecções. Porém, na sua época, as mulheres não tinham voz ativa e se fazer ouvida não foi um percurso fácil. Mas, obstinada que era, mergulhou em pesquisas científicas e investiu na educação, tendo um papel fundamental na influência de políticas sanitárias e no salvamento de muitas vidas.

No seu tempo, o mundo ainda não entendia como germes se espalhavam. Foi nesse cenário que ela saiu em defesa da importância de lavar as mãos, da limpeza dos hospitais e de uma enfermagem treinada.

Florence Nightingale e o coronavírus

A comemoração pelo seu bicentenário coloca a sua importância ainda mais em evidência neste momento de combate ao coronavírus. Conhecida como a mais famosa enfermeira da História, seu legado volta a ganhar destaque na imprensa e no cenário de saúde mundial. Uma das formas mais importantes de prevenção à Covid-19 é lavar as mãos com água e sabão. Embora básicos no ponto de vista atual, são princípios incansavelmente enfatizados por infectologistas e disseminados pela imprensa mundo afora após a dispersão do novo Coronavírus, que escancarou uma série de situações de fragilidade global. 

Livro “Notas sobre a enfermagem”

Escrito em 1860, ela falou sobre a necessidade de manter janelas abertas para a ventilação do ar - mais uma recomendação que escutamos neste momento de pandemia -, além de manter os tapetes esfregados e os ralos limpos. Seu legado não para por aí: ela valorizava a importância de ambientes benéficos para a saúde mental e física. Acreditava que a depressão ou desespero diminuíam as chances de recuperação dos pacientes. Portanto, seguindo essa linha, ela incentivou soldados a ler, escrever cartas e conversar nos hospitais do Exército.

Isolamento social vivido por Florence Nightingale

A “Dama da Lamparina” - assim ficou conhecida percorrendo as enfermarias - criou diagramas para a visualização de dados sobre contaminação, algo muito revolucionário para a sua época.

Contraindo a brucelose, infecção generalizada causada por bactérias do gên. Brucella, ela se isolou em casa. No entanto, não podemos comparar com o distanciamento que vivemos atualmente, até porque, sendo de uma família aristocrática, vivia cercada por empregados.

Sua reclusão, que durou de 1857 a 1867, foi um dos períodos mais produtivos da sua vida - quando ela desenvolveu o projeto Escola de Treinamento para Enfermeiras Nightingale, em Londres.

Florence Nightingale é nome de hospital em Londres

Florence Nightingale hoje dá nome a museu, fundação e hospitais

Hoje, em tempos de coronavírus, seu nome foi escolhido para o hospital de campanha recém-inaugurado pelo príncipe Charles, em Londres. Todo esse reconhecimento nos dias de hoje não reflete a sua vida, que não foi nada fácil. Era uma vanguardista e não teve apoio da família na escolha do seu trabalho. Seu primeiro emprego foi somente aos 33 anos e, ainda assim, enfrentando a resistência de médicos militares. Sendo mulher, não era permitida ter cargo oficial, portanto, fez tudo sem receber crédito. Porém, os relatórios que escreveu após a Guerra da Crimeia se tornaram a base da legislação britânica sobre saúde. E isso não é pouca coisa não! Portanto, devemos muito homenagear essa grande mulher e uma das formas é conhecendo a sua história! 

hospital Florence Nightingale é inaugurado por príncipe Charles

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Fontes | O Globo e Brasil Escola 

Imagem | Google

Fotos | G1 e UOL

 

 

 


Receita para fazer com os filhos

Receita para preparar com os filhos na quarentena

Já pensou em ter uma receita deliciosa para fazer com as crianças durante a quarentena? Muitas mães estão buscando atividades bacanas para fazer passar o tempo com os filhos, então, sugerimos a culinária, que  costuma ser uma ótima pedida. Conversamos com a Chef Manu Biar, que tem feito opções deliciosas e separou uma para mostrarmos aqui! Antes disso, que tal conhecer um pouco da sua história, que é um exemplo de como buscar o que gostamos é tão importante.

Receita para fazer com os filhos. Manu e filhos

A melhor receita é se reinventar

Mãe de três, a Manu Biar é um exemplo de reinvenção! Advogando por 10 anos, ela não se via parte daquilo e almejava buscar algo que fizesse sentido. Foram longos 2 anos de análise e autoconhecimento até que entendesse o que a faria brilhar os olhos e então, ela saiu do escritório para a cozinha. 

A decisão pela gastronomia estava tomada, então cursou na Estácio de Sá para se profissionalizar. Ao longo da faculdade teve dois filhos - e por isso, desde o início, o seu formato de trabalho possível era dar aulas de culinária para pequenos grupos na sua própria casa - totalmente atraente para quem deseja se familiarizar com a cozinha aliando o aprendizado a uma experiência intimista, saborosa e divertida. 

Fazer amigos em volta da mesa: receita de sucesso

Sua cozinha, especialmente elaborada para receber alunos e amigos, é cenário de uma noite deliciosa envolvida por receitas diversas - é tudo do zero ao som de uma boa música e regado a um excelente vinho! E assim, ganhou clientes fiéis, fez novos amigos e proporciona que seus alunos fiquem amigos entre si também. Uma troca realmente saborosa, e que vai muito além de aprender uma receita.. 

Culinária na quarentena

Em tempos de quarentena, ela se vê impedida de receber seus grupos em casa, no entanto encontrou nas redes uma forma de compartilhar seu conhecimento. Assim, está diariamente postando receitas no seu instagram. Ela salva tudo nos destaques para que todos possam fazer em casa, com calma, então não tem desculpas! Você tem diversificadas receitas para preparar ao longo desse demorado período que nem sabemos exatamente até quando irá se estender. 

Ingredientes da receita

A receita do bolo de banana!

Vamos ao bolo de banana? Uma receita saudável para a família inteira e de fácil preparo com as crianças.

Caso não tenha algum dos ingredientes em casa, são fáceis de conseguir! No entanto, lembramos que, neste momento, a melhor opção é pedir pelo serviço de delivery e higienizar todas as compras assim que receber. 

Anota aí: 

100 gr de farinha de aveia

100 gr de farinha de amêndoas

100gr de Mel

2 bananas bem maduras 

2 ovos 

60 gr de manteiga derretida ou óleo de coco

2 colheres de sopa de cacau em pó 

1 colher de chá de bicarbonato de sódio 

1 pitada de sal

Baunilha (se tiver em casa)

Criança preparando receita

Modo de preparo

Agora é mão na massa com os ajudantes mirins! 

Amasse a banana, misture  o bem com mel. Adicione e os ovos, um de cada vez, e mexa bem.

Agora é a vez  da manteiga ou o óleo de coco e mexa bem. Coloque as farinhas, o bicarbonato e o sal e incorpore bem à massa. 

Unte uma forma pequena - as crianças amam essa parte, portanto coloque os ajudantes em ação -  e leve ao forno pré aquecido a 180 graus por cerca de 40 minutos, ou até o palito sair limpo do centro do bolo.

Pronto, viu que fácil? Faça com os seus filhos e poste nas suas redes marcando a Beep, pois estamos ansiosos para ver o resultado dessa deliciosa receita em família!

Quer ver as outras receitas da Manu? Visite o seu perfil Chez Manu, no Instagram, e confira os destaques!