Mulher aparentemente com coinfecção

Coinfecção: o que é esse problema que devemos evitar?

O outono chegou no país. Além das temperaturas mais amenas, a estação também traz uma maior circulação dos vírus que causam infecção respiratória, como Influenza, Rinovírus, Adenovírus e Metapneumovírus. Com o cenário de pandemia, devemos estar atentos para nos protegermos de uma possível coinfecção.

Infecções respiratórias

É importante que toda a população, principalmente as crianças, se proteja contra essas infecções respiratórias da mesma forma que temos feito com a prevenção do novo Coronavírus.

Quais cuidados devemos adotar?

Os cuidados são iguais: evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes, lavar as mãos com água e sabão frequentemente — se não tiver na hora, usar o álcool em gel —, não compartilhar objetos pessoais, colocar um lenço descartável no rosto ou cobrir com a dobra do cotovelo quando tossir ou espirrar.

O que é coinfecção?

Neste momento de pandemia de Coronavírus, precisamos nos cuidar contra as outras doenças para que não aconteça a coinfecção, que é a infecção simultânea com o vírus da gripe ou pneumococo, o que certamente agravaria o caso.

Contra quais doenças devemos nos imunizar e evitar a coinfecção?

Todos devem estar imunizados contra as doenças imunopreveníveis que são mais comuns no outono e já têm vacina disponível, como a Influenza (Gripe), coqueluche (Tríplice Bacteriana, Pentavalente e Hexavalente) e pneumonia causada pela bactéria pneumococo (Pneumocócica). A prevenção é sempre a melhor alternativa.

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Dra. Cristiana Meirelles

Infectologista Pediátrica e Coordenadora Médica da Beep Saúde


Menina com Síndrome de Down sorrindo

Síndrome de Down e o Coronavírus. Leia aqui!

Hoje, dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A Dra. Cristiana Meirelles, Pediatra,  Infectologista Pediátrica e Especialista em Síndrome de Down - além de Coordenadora Médica da Beep Saúde - passou algumas dicas e informações importantes voltadas para proteger este público, infelizmente mais vulnerável neste cenário de pandemia da Covid-19.

Um resumão do que você vai encontrar por aqui:

  • Por que essa infecção assusta tanto?
  • Crianças com Síndrome de Down são mais suscetíveis aos quadros mais graves da Covid-19?  
  • Existe tratamento?
  • O que fazer para proteger quem tem Síndrome de Down?
  • Quando devemos procurar a emergência? 
  • Existe alguma vitamina ou complexo contra o Coronavírus?

Por que essa infecção assusta tanto?

Ela assusta toda a população, mas principalmente quem tem familiares com Síndrome de Down, porque uma das maiores causas de morte nas crianças com SD é a pneumonia. Na Covid-19, os quadros mais graves evoluem, justamente, com a pneumonia. 

Crianças com SD são mais suscetíveis aos quadros mais graves da Covid-19?

Sim, por alguns motivos. Um deles é o sistema imunológico. As pessoas com SD têm uma deficiência imunológica, ou seja, suas defesas são mais baixas.

Outra questão é a braquicefalia. O formato da cabeça menor, assim com o estreitamento de nasofaringe e redução na cavidade oral, o palato ogival (céu da boca) mais profundo que atrapalha o fluxo de ar, hipertrofia de tonsilas palatinas (amígdalas) e adenóide também atrapalham esse fluxo.

Muitas crianças com SD são obesas e a obesidade também é um fator que dificulta a respiração.

A cardiopatia congênita, que se apresenta na metade das pessoas com SD, também é um fator de vulnerabilidade. Assim como a hipotonia muscular, que inclusive se apresenta também no diafragma, músculo embaixo do pulmão, a musculatura intercostal que expande o tórax para respirar também é hipotônica. 

Por todas essas razões, as pessoas com Síndrome de Down estão mais sujeitas a evoluir com pneumonia quando houver uma infecção respiratória. Não só com o Coronavírus, mas como qualquer outro vírus como a Influenza, por exemplo. 

Existe tratamento? 

Por se tratar de um novo vírus, que ainda está sob estudos, não conhecemos ainda um tratamento para esta infecção, e é por isso que ela assusta. Ainda não há uma medicação específica, muito menos uma vacina capaz de prevenir, portanto, é muito importante façamos a nossa parte seguindo as orientações de higiene e isolamento social. 

O que fazer para proteger quem tem Síndrome de Down?

Seguir à risca todas as medidas de prevenção geral recomendadas pelo Ministério da Saúde. Ou seja, a constante lavagem das mãos com água e sabão, o uso do álcool em gel quando estiver na rua e não houver oportunidade de lavar as mãos, evitar o compartilhamento de objetos (cada um em casa ter o seu talher, prato, copo), assim como a toalha de banho. E, o mais importante de tudo nesse momento: evitar aglomeração! Sair de casa só quando não houver outra forma e, ao voltar, tomar todas as medidas de higienização necessárias. 

É importante ressaltar que pessoas que apresentem sintomas de gripe devem ficar afastadas, principalmente, daqueles que têm Síndrome de Down. 

Quando devemos procurar a emergência? 

Quem é familiar de pessoas com Síndrome de Down deve ficar muito atento aos mínimos sinais de sintomas de gravidade. Se a criança está com coriza, tosse e febre baixa, mas bem disposta, comendo e brincando, não há motivo para pânico. Porém, converse com o pediatra e trate em casa sob suas orientações, inclusive em relação às medicações indicadas (principalmente os analgésicos e antitérmicos).

Havendo dificuldade respiratória, sinais de esforço respiratório, é preciso buscar uma avaliação médica. A prostração e perda de apetite também são sinais de que a criança precisa de uma avaliação médica urgente., portanto, nesses casos, busque sim uma emergência.

Existe alguma vitamina ou complexo contra o Coronavírus?

Não. Não existe nenhuma vitamina ou complexo capaz de aumentar a imunidade especificamente contra o Coronavírus. O indicado é ter uma boa alimentação, boa hidratação e não deixar de tomar as medicações de uso contínuo. Essas dicas servem para todos. 

Vai ficar tudo bem! Agora é a hora de nos unirmos, seguirmos as orientações do Ministério da Saúde e do Governo e protegermos as pessoas mais vulneráveis dos quadros mais graves da Covid-19. Mantenha-se bem informado, mantenha a calma e faça a sua parte!

Acompanhe o Instagram da Dra. Cristiana Meirelles, que está orientando os seus seguidores com informações diárias sobre a Covid-19.


Médica examinando paciente com rubéola

Rubéola: sintomas, tratamento, o que é rubéola congênita

Causada por um vírus da família Togavírus, a rubéola é uma doença infectocontagiosa cuja principal característica são as manchas vermelhas que surgem primeiro na face, e atrás da orelha, e depois se espalham por todo o corpo. As manchas são semelhantes às do sarampo, portanto, é importante consultar o médico - ele é o profissional mais indicado para diagnosticar a doença e prescrever o tratamento mais adequado. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • Quais são os sintomas da doença?
  • Como saber se está com rubéola?
  • De que forma a rubéola é transmitida?
  • Como prevenir a rubéola?
  • O que é rubéola na gravidez?
  • Como é o tratamento?
  • Viajantes precisam se vacinar contra rubéola?
  • Algumas recomendações. 

Quais são os sintomas da doença?

O vírus da rubéola passa por um período de incubação que pode variar de 14 a 18 dias. Os sintomas são similares aos da gripe, como dor de cabeça, dor ao engolir, dores no corpo (articulações e músculos), coriza, surgimento de gânglios, febre e exantema (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto e atrás da orelha que depois se espalham pelo corpo todo, portanto, consultar o médico e saber o diagnóstico é fundamental. 

Como saber se está com rubéola?

Muitas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola., portanto, destacamos para você as mais importantes: sarampo, dengue, exantema súbito (roséola infantum) e enteroviroses. Exames laboratoriais, disponíveis na rede pública em todos os estados, são realizados para a confirmação ou descarte de casos. Por isso, ao detectar os primeiros sintomas, não exite em procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. 

De que forma a rubéola é transmitida?

A transmissão acontece diretamente de pessoa para pessoa, por aspiração de gotículas de saliva e/ou secreção nasal, por meio da tosse, respiração e fala.

O período de transmissão se dá 1 a 2 semanas antes da manifestação dos sintomas até um pouco depois do início da erupção cutânea (da pele), o exantema. Vale destacar que a maior chance de transmissão ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Como prevenir a rubéola? 

A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da rubéola, portanto, não deixe de se vacinar. 

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada gradativamente na rotina infantil entre 1992 e 2000. Desde 1998, são realizadas campanhas públicas de vacinação para mulheres em idade fértil e homens. Com essa estratégia, desde 2010, o Brasil não teve mais casos de rubéola confirmados. Em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) declarou a erradicação da doença e da SRC (Síndrome da Rubéola Congênita) nas Américas. 

A vacina é eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 12  meses de vida, com um reforço aos 15 meses. Mulheres que nunca tiveram a doença e pretendem ter filhos devem ser vacinadas 30 dias antes de tentar engravidar, então, se está pretendendo engravidar, converse com o seu médico e se previna. Atualmente, devido ao surto de sarampo, há indicação de uma dose extra (dose zero) da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses de idade.

A rede pública disponibiliza a vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a rede privada, além da tríplice viral, disponibiliza a vacina Tetra Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). 

O que é síndrome da rubéola congênita?

Síndrome da rubéola congênita é quando a doença é transmitida da mãe para o feto, sendo esta a forma mais grave de rubéola. Quando a mãe se infecta nos três primeiros meses de gestação, há maior risco para o bebê.  O vírus pode provocar aborto ou malformações congênitas como surdez, problemas visuais, lesão no coração, entre outras. Por isso, a vacinação das mulheres férteis é uma recomendação constante. Então, se você é mulher e pretende engravidar, converse com o seu médico e não deixe de se vacinar. 

Como é o tratamento? 

O tratamento é sintomático, ou seja, utilizam-se medicamentos que aliviam os sintomas. São eles: antitérmicos e analgésicos -  que ajudam a diminuir o desconforto, dores de cabeça e do corpo, além de baixar a febre.

O repouso durante o período crítico da doença é uma recomendação frequente ao paciente infectado.

Viajantes precisam se vacinar? 

É recomendada pelo menos uma dose da vacina contra a rubéola em situação de viagem para o exterior. Portanto, se você pretende viajar para o exterior, vacine-se. 

Algumas recomendações

  • Quem nunca teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas;

  • Tenha total atenção às datas de vacinação do seu filho;

  • Se você é mulher e pretende ter filhos, então, deve se vacinar antes de engravidar;

  • Se você é gestante, tenha cuidado redobrado, principalmente nos três primeiros meses de gravidez. 

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de muitas outras matérias. E tenha sempre em mente que, surgindo alguns dos sintomas citados, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo a sua casa. 

Ah, e lembre-se de que pode contar com a Beep! 

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Fontes:
SBIm
Drauzio Varella
Saúde Governo


Imagem da chapa do pulmão para diagnóstico de tuberculose

Tuberculose: transmissão, sintomas, prevenção

Saiba tudo sobre uma das doenças que mais causa mortes no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. Infecciosa e transmissível, a tuberculose é uma doença que afeta sobretudo os pulmões, mas pode acometer também outros órgãos e/ou sistemas. 

No Brasil, a tuberculose é um sério problema de saúde pública diretamente ligado às questões sociais que o país enfrenta. O cenário é ainda mais complexo com a existência da epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes.  

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que causa a tuberculose?
  • Quais são os sintomas?
  • Como saber se a pessoa está com tuberculose?
  • De que forma se dá a transmissão da tuberculose?
  • Quais são os tipos de tuberculose? 
  • Como se faz o diagnóstico da tuberculose? 
  • Como se  trata a tuberculose?
  • Existe prevenção? 
  • Quais são as populações vulneráveis?
  • Há determinantes sociais da doença?

O que causa a tuberculose?

A doença é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, mais conhecido como bacilo de Koch.

Estima-se que mais ou menos 30% da população mundial esteja infectada, mas isso não significa que todas essas pessoas desenvolverão a doença.

Os indivíduos convivem com o bacilo, pois não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo. Uma vez reativado o foco, passam a ser infectantes.

A doença evolui quando o bacilo não é bloqueado e se divide, rompendo a célula e provocando uma reação inflamatória intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage produzindo muco, surgindo, então, a tosse produtiva.

Quais são os sintomas? 

A tosse, na forma seca ou produtiva, é o sintoma mais característico da doença. Por isso, se a pessoa apresentar tosse por duas semanas ou mais, deve ser imediatamente investigada. Destacamos aqui outros sinais e sintomas:

  • Tosse por mais de duas semanas;
  • Produção de catarro;
  • Febre vespertina;
  • Sudorese noturna;
  • Cansaço/fadiga;
  • Dor no peito;
  • Falta de apetite;
  • Emagrecimento;
  • Escarro com sangue em casos mais graves.

Como saber se uma pessoa está com tuberculose?

Se a pessoa apresentar sinais e sintomas listados acima, associados ou isoladamente, deve ser encaminhada imediatamente  ao médico ou Posto de Saúde mais próximo. O tratamento é gratuito e deve ser iniciado logo após o diagnóstico. 

De que forma se dá a transmissão da doença?

A transmissão é aérea e ocorre a partir da inalação de partículas sólidas ou líquidas que se encontram suspensas no ar, meio gasoso (aerossóis). A transmissão pode se dar durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com a tuberculose ativa que lançam no ar partículas que contêm bacilos.

Um indivíduo que tenha baciloscopia positiva (presença de bactérias da tuberculose no escarro) pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas durante um ano de convívio em uma comunidade.

Vale destacar que os bacilos que se fixam em roupas, lençóis, copos, entre outros objetos, dificilmente se dispersam em aerossóis, sendo assim, não têm papel importante na transmissão da tuberculose.

Quais são os tipos de tuberculose?

Além dos pulmões, a tuberculose pode afetar órgãos como rins, ossos, meninges, etc. Listamos alguns tipos:

  • Pleural (na película que reveste os pulmões);
  • Cutânea;
  • Cerebral;
  • Ganglionar (afeta os linfonodos/gânglios linfáticos);
  • Óssea;
  • Urinária.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico desta doença leva em consideração os sintomas, entretanto, a sua confirmação se dá pela radiografia do pulmão e análise do escarro . O teste de Mantoux, que consiste  na aplicação de tuberculina (extraída da própria bactéria) debaixo da pele, a broncoscopia e a biópsia pulmonar também podem ajudar na confirmação diagnóstica. 

Como se trata a tuberculose?

O tratamento é feito com a administração de antibióticos. No esquema básico, quatro medicamentos diferentes são utilizados no tratamento da tuberculose: pirazinamida, isoniazida, rifampicina e etambutol, nos dois primeiros meses. Nos 4 próximos meses, o paciente só toma isoniazida e rifampicina.

Esses remédios servem para impedir o crescimento do bacilo da tuberculose.

O tratamento tem a duração de seis meses, no mínimo. Ele é disponibilizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser realizado em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO) - ação de apoio e monitoramento do tratamento dos pacientes com tuberculose. Implica uma atuação comprometida e humanizada dos profissionais de saúde. Portanto, consulte um médico ou o posto de saúde mais próximo assim que perceber sinais da doença. 

É fundamental que o paciente tome as medicações regularmente pelo período recomendado para que não crie resistência bacteriana e torne a recuperação ainda mais difícil.

Existe prevenção?

A vacina BCG é a principal forma de prevenção da tuberculose nas suas formas graves (tuberculose miliar e meningite tuberculosa) em crianças, que recebem ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Ela está disponível nas redes pública e privada. Portanto, não deixe de vacinar o seu filho.

Outra forma de prevenção é a avaliação de contatos de pessoas com tuberculose, que permite identificar a Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis, possibilitando prevenir o desenvolvimento de tuberculose ativa.

Pessoas diagnosticadas com a infecção latente da tuberculose têm indicação de receber o tratamento para prevenir o adoecimento. Neste caso, é essencial procurar um médico ou uma unidade de saúde para avaliação. 

Além disso, uma medida simples de prevenção é manter ambientes bem ventilados e com entrada da luz do sol.

Quais são as populações vulneráveis?

Lembra que lá em cima citamos que esta doença está diretamente relacionada às questões sociais que o país apresenta? Aqui você vai entender melhor.

Muitas vezes, principalmente nos países em desenvolvimento, que é o caso do Brasil, o adoecimento por tuberculose está associado às condições precárias de vida. Mas, isso não quer dizer que pessoas de classes sociais mais altas não podem desenvolver a doença.

Alguns grupos específicos da população podem apresentar situações de maior vulnerabilidade. Listamos alguns aqui: 

  • Indígenas: risco de adoecimento por tuberculose 3 vezes maior;
  • Privados de liberdade: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas que vivem com HIV/aids: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas em situação de rua: risco de adoecimento por tuberculose 56 vezes maior*.

Fonte: SES/MS/SINAN, IBGE

*Fonte: TBWEB, SP, 2015 e Pessoa em Situação de Rua: Censo São Paulo, capital (FIPE, 2015).

Há determinantes sociais da doença?

Como você pode perceber, a tuberculose apresenta uma relação direta com a pobreza e exclusão social.

No caso dessa doença, especificamente, a ação de políticas públicas e a atuação da assistência social são imprescindíveis no sentido de unir esforços na construção de estratégias intersetoriais que busquem promover proteção social às pessoas adoecidas.  

Cabe aos serviços de saúde, ao identificarem pessoas desses grupos vulneráveis com sinais da doença, orientá-las a procurar os serviços da assistência social, principalmente o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), pois, lá, elas serão avaliadas e cadastradas para o acesso aos benefícios disponíveis.

Os programas sociais podem melhorar as condições de vida do indivíduo e contribuir para adesão ao tratamento da tuberculose. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

 

Fontes:

Drauzio Varella

Saúde/Governo

 

 

 


Caxumba: sintomas, tratamento, vacinas, prevenção

Sendo uma virose mais comum durante a  infância, a caxumba é uma doença infecciosa conhecida como papeira. Seu sintoma mais característico, frequente em 65% dos casos, é o inchaço nas bochechas, pescoço e mandíbula, que ocorre devido ao aumento das glândulas salivares.

É uma enfermidade de evolução benigna, mas alguns indivíduos podem desenvolver complicações como inflamação dos testículos e dos ovários, tendo a esterilidade como consequência, além de meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença - o vírus tem menor circulação na proporção que aumenta a cobertura vacinal, pois a vacinação em massa promove o bloqueio, protegendo uma minoria que não tenha se vacinado por questões específicas. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • Como saber se estou com caxumba ou não?
  • De que maneira se faz o diagnóstico da caxumba?
  • Como é a transmissão da doença?
  • Caxumba é perigosa na gravidez?
  • Qual o tratamento da caxumba?
  • Quais vacinas previnem caxumba?
  • Grávidas podem se vacinar contra caxumba?
  • A caxumba pode descer?
  • É possível pegar caxumba mais de uma vez?
  • Algumas recomendações.
  • Receitas caseiras para o tratamento da caxumba.

Como saber se estou com caxumba ou não?

Fique atento aos sinais e sintomas, que são mais intensos nos adultos do que nas crianças.

  • Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (aquelas que ficam embaixo da mandíbula);
  • Dor muscular e ao engolir;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Inapetência;
  • Fadiga.

Quando há complicação da doença, os sinais são diferentes e exigem assistência médica imediata: 

  • Dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
  • Náuseas; vômitos, dor no abdome superior (pancreatite);
  • Rigidez na nuca; dor de cabeça, prostração (meningite)

De que maneira se faz o diagnóstico de caxumba?

O diagnóstico é principalmente clínico, no entanto, há exames de sangue que identificam a presença de anticorpos contra o vírus no organismo da pessoa infectada.

Como é a transmissão da doença?

A doença apresenta período de incubação de 14 a 25 dias, portanto, muitas pessoas infectadas podem transmitir a doenças sem ao menos saber que está com caxumba. A transmissão acontece após o contato direto com secreções das vias aéreas superiores (nariz e boca) da pessoa infectada, desde antes do surgimento dos sintomas até nove dias após.

Caxumba é perigosa na gravidez?

É perigosa quando a mãe adoece no início da gestação e pode induzir ao aborto espontâneo, principalmente nas 12 primeiras semanas de gestação, porém, não há comprovações de que a doença possa ocasionar malformações ou
prejudicar, de alguma forma, o bebê.

Qual o tratamento indicado?

Não há remédios específicos para tratar a doença, portanto, são recomendados analgésicos e antitérmicos, além de repouso enquanto durar a infecção.

Quais vacinas previnem? 

Existem, tanto nos postos de vacinação da rede pública quanto nas clínicas privadas de imunizações, duas vacinas combinadas que protegem contra a caxumba.

Tríplice Viral: que também protege contra sarampo e rubéola.

Tetravalente Viral: que também protege contra sarampo, rubéola e varicela (catapora).

Adultos não infectados e que não receberam a vacina na infância e adolescência, devem tomar a vacina. Portanto, não deixem de buscar a proteção! 

Grávidas podem se vacinar contra caxumba?

Não, as vacinas Tríplice e Tetravalente Viral são contraindicadas para gestantes por serem vacinas de vírus vivos atenuados (enfraquecidos), por isso é tão importante todos se vacinarem, criando o bloqueio vacinal que protegerá pessoas como as gestantes. 

A caxumba pode “descer”?

Sim, conforme já mencionamos acima, uma das complicações da caxumba é atingir órgãos inferiores como os testículos e ovários, tendo a esterilidade como consequência. Portanto, é uma doença que merece cuidado e atenção.

É possível pegar caxumba mais de uma vez?

É bastante raro, mas pode acontecer. 

Algumas recomendações  

  • É recomendado manter o doente em repouso até desaparecerem todos os sintomas;
  • Alimentos líquidos ou pastosos são as melhores opções para os enfermos, já que são mais fáceis  para engolir;
  • Os adultos que não foram vacinados e não tiveram caxumba devem ser vacinados, pois, caso contrário, eles podem ser infectados pelo vírus; 
  • Mulheres que desejam ter filhos e nunca tiveram a doença e não se vacinaram, devem buscar proteção 30 dias antes de tentar engravidar, pois a caxumba pode causar aborto espontâneo durante a gestação. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

SBIm
Drauzio Varella

 

 


Médico avaliando exame de meningite pelo ipad

Meningite: vacinas, sintomas, tratamento, causas

Os brasileiros tiveram os holofotes voltados para a doença recentemente, quando o caso do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro de 2019, comoveu a todos. A doença foi desmentida mais tarde, porém, a meningite voltou a ganhar destaque.

A meningite é uma doença considerada endêmica, no Brasil. São esperados casos ao longo de todo o ano, com ocorrências de surtos e epidemias ocasionais - sendo as meningites bacterianas mais comuns no outono-inverno e as virais na primavera-verão.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é meningite?
  • O que pode causar meningite?
  • Como é a transmissão?
  • Quais são os principais sintomas?
  • A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?
  • Como é feito o diagnóstico da meningite?
  • Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?
  • Como é o tratamento da meningite?
  • De que forma se prevenir da meningite?
  • Algumas recomendações. 

O que é meningite?

Causada por vírus ou bactéria, na maior parte dos casos, (sendo a última a forma mais grave), a meningite é uma inflamação das meninges - membranas que envolvem/revestem o cérebro e a medula espinhal, afetando, portanto, toda a região. 

O que pode causar meningite? 

Alguns agentes são responsáveis por causar a meningite, entretanto, os vírus são os mais comuns e, em geral, com menos gravidade - e contra esse tipo não há vacina para prevenir. No entanto, os principais tipos de meningite bacteriana podem ser prevenidos pela vacinação que é, especialmente, recomendada para crianças e adolescentes.

A meningite meningocócica é um dos principais subtipos dessa inflamação. Ela é causada por diferentes sorotipos da bactéria meningococo, como A, B, C, W e Y - que, atualmente, podem ser prevenidos através da vacinação.

Micro-organismos como Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenzae tipo B são outras bactérias que também provocam meningite, mas, a boa notícia é que também são prevenidas por meio da vacinação.

Alguns vírus podem invadir o cérebro e atacar as meninges, no entanto, são casos com menos gravidade. Os fungos que causam a doença são tão perigosos quanto as bactérias, porém, esse tipo de quadro é raro.

Parasitas 

Os parasitas causadores de meningite não são transmitidos de pessoa para pessoa e, normalmente, infectam somente animais. Portanto, as pessoas que adquirem a doença, geralmente o fazem pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados com a forma ou a fase infecciosa do parasita. 

Como é a transmissão?

Cada tipo de meningite apresenta diferentes formas de transmissão, por isso, listamos estacamos abaixo para que você fique bem informado: 

Meningite Bacteriana

Normalmente, as bactérias que causam meningite passam de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Porém, outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos.

É essencial saber que alguns indivíduos podem carregar essas bactérias dentro ou sobre os seus corpos sem estarem doentes - estes são conhecidos como “portadores”. A maioria deles não adoece, mas ainda assim propaga as bactérias para outros indivíduos.

Meningite Viral

Dependendo do vírus causador da doença, as meningites podem ser transmitidas de diversas formas.

No caso do Enterovírus, por exemplo, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser passados através do tocar ou aperto de mãos com uma pessoa infectada, portanto, manter a higienização das mãos é muito importante; assim como tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca em seguida, antes de lavar as mãos. Ou então, beber água ou comer alimentos crus que tenham o vírus. 

Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

Meningite fúngica (causada por fungos)


Normalmente, os fungos são adquiridos por meio da inalação de pequenos pedaços de fungos, conhecidos como esporos, que penetram nos pulmões podendo chegar até as meninges (as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Portanto, esse tipo não é transmitido de pessoa para pessoa. 

Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos. 

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas listados abaixo nunca devem ser desconsiderados, principalmente nos primeiros anos de vida ou após os 60 anos de idade, pois são duas faixas etárias que merecem atenção especial quando se trata dessa doença. 

Na presença de sinais que possam indicar a doença, a pessoa deve ser atendida por um médico com urgência. São eles:

  • Dor de cabeça e na nuca; 
  • Rigidez no pescoço;
  • Febre;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Fotofobia (sensibilidade à luz);
  • Confusão mental;
  • Manchas vermelhas ou roxas pelo corpo;
  • Paralisia;
  • Surdez. 

A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?

Não há muita diferença entre os sinais e sintomas da meningite fúngica para os demais tipos de agentes etiológicos, como febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e confusão mental. Porém, a meningite fúngica é mais comum em pessoas com comprometimento da imunidade.

Como é feito o diagnóstico da meningite?

Havendo uma suspeita da doença, procure um médico imediatamente. Se ele confirmar o seu receio, consequentemente, solicitará coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). Esse material é enviado a um laboratório, que vai detectar o agente que está causando a infecção. Saber exatamente qual é o agente é de extrema importância para o tratamento da infecção, portanto, consultar um médico é essencial.

Vale destacar que todos os exames de laboratório são realizados pelo SUS, e são solicitados pela equipe médica ou de vigilância epidemiológica ao longo do acompanhamento do caso. 

Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?

A vacinação é a principal forma de evitar a doença e, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas contra os tipos A, B, C, W e Y de meningococo são seguras e eficazes, portanto, não deixe de se vacinar e vacinar a sua família.

ACWY

Tanto a SBIm quando a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomendam a aplicação da vacina meningocócica conjugada ACWY para crianças aos 3 e 5 meses de idade. Há ainda as doses de reforço aos 12 meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Portanto, fique sempre atento à caderneta de vacinação, prazos e datas! 

Quem não foi imunizado nesses períodos/idades, deve buscar a proteção. Por isso, conversar com um médico é a melhor forma de se orientar corretamente.

A rede pública disponibiliza vacina contra meningite C, a mais comum no nosso país, no mesmo esquema de doses da meningocócica ACWY da clínica privada.

Meningocócica B

A meningocócica B, que também é indicada pela SBIm, é uma outra vacina, portanto, outra injeção. As três doses devem ser aplicadas, preferencialmente, aos 3, 5 e 12 meses e ela NÃO está disponível na rede pública, somente na rede privada. Sendo assim, se informe sobre as clínicas, valores e estoque. 

Na rede privada, portanto, há possibilidade de encontrar vacinas com proteção mais ampla. A Beep, por exemplo, disponibiliza um pacote completo de meningite: são duas vacinas num mesmo atendimento, garantindo proteção completa, pois abrange os tipos ACWY e B.

Como é o tratamento da meningite?

Por se tratar de um quadro clínico grave, os casos suspeitos de meningite são internados nos hospitais. Portanto, suspeitando de um caso, é de extrema urgência procurar por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica. 

As meningites bacterianas têm como tratamento o uso da antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos. 

Meningites Virais 

Para as meningites virais, na maior parte dos casos, o tratamento não é realizado com medicamentos antivirais. Geralmente, as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, se recuperando espontaneamente. Vírus como o do herpes e Influenza podem provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico - essa determinação é sempre dada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do caso.  Portanto, mais uma vez destacamos a importância de procurar um médico com urgência assim que detectar os sintomas. 

Meningites Fúngicas

O tratamento para as meningites fúngicas é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica. A medicação é escolhida conforme o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento está diretamente ligada ao quadro de imunidade da pessoa. Por isso, pacientes com histórias de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunossupressoras são tratados com extremo cuidado pela equipe médica responsável.

Meningites causadas por parasitas

As meningites causadas por parasitas têm como tratamento medicação contra a infecção e para alívio dos sintomas e é administrada pela equipe médica responsável. Nestes casos, dor de cabeça e febre são sintomas bem fortes, portanto,  as medicações de alívio são muito importantes. 

De que forma se prevenir da meningite? 

Vacinas e quimioprofilaxia são medidas de prevenção primária para a meningite. Quimioprofilaxia é uma medicação antimicrobiana dada às pessoas que tiveram contato direto, próximo e prolongado com um paciente com determinado tipo de meningite. As vacinas disponíveis previnem as principais causas de meningite bacteriana, portanto, vacine-se. Listamos aqui para você:

Algumas recomendações

Uma prevenção que devemos adotar diariamente, não só em função das meningites como também de outras doenças, são cuidados com a higiene. Lavar as mãos com frequência é fundamental, acima de tudo, manter este hábito antes das refeições. Mas, não se esqueça, a vacinação é a prevenção mais segura e eficaz. 

Outro cuidado que devemos tomar é não confundir os sintomas das meningites com os de outras infecções por vírus e bactérias, portanto, saber o diagnóstico é muito importante. Portanto, ao perceber a criança chorosa, prostrada, se queixando de dor de cabeça - leve-a o mais rapidamente possível para uma avaliação médica de urgência. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

Saúde.gov
Saúde Abril
SBIm
Drauzio Varella

 

 

 


Corona Virus

Coronavírus: Transmissão, Sintomas, Tratamento, Mitos

Atualização (18/03/2020)

Estamos copilando fontes seguras para que você fique atualizado dos últimos acontecimentos e informações relevantes sobre a Covid-19.

Casos do Coronavírus no Brasil | G1

Atualização constante dos serviços em cada estado | Bem-Estar

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A Dra. Cristiana Meirelles, Infectologista Pediátrica consultora da Beep, está incansavelmente em diversos canais esclarecendo a população sobre o novo Coronavírus, certamente você já viu algum dos programas. Mas, caso não tenha visto, não se preocupe, ela preparou este conteúdo  especialmente para o nosso Blog. Além do texto, ela destaca mitos com as principais dúvidas que têm sido levantadas.

Coronavírus: o que fazer então agora?

Devemos lembrar das medidas de prevenção, constantemente noticiadas, e evitar o pânico. Embora haja risco de morte, a maioria das pessoas infectadas apresenta sintomas leves ou até nenhum sintoma e evolui muito bem, sem complicações graves e sequelas.

Idosos e pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, diabetes e outros problemas crônicos de saúde devem ficar ainda mais atentas e precavidas, evitando locais de aglomeração e contato com indivíduos doentes.

Informação é a melhor solução!

Em 29 de fevereiro, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo (App) Coronavírus-SUS com o objetivo de conscientizar a população sobre a Covid-19. Lá, você encontra informações com sintomas, como se prevenir, o que fazer em caso de suspeita etc. Além disso, há um mapa indicando unidades de saúde próximas e uma seção de notícias oficiais do governo com foco no Coronavírus, O aplicativo está disponível para celulares Android e iOS.

Em resumo... Seja cauteloso, não assustado! Esteja alerta, não ansioso! Seja analítico, não histérico!

Por quê a preocupação?

Por se tratar de um vírus novo, não sabemos exatamente qual o seu comportamento, se sofre mutações facilmente e se gera imunidade para toda a vida após infectar uma pessoa.

Além disso, todos estão susceptíveis à infecção, ou seja, a população não tem imunidade contra a doença. E, por enquanto, não temos uma vacina disponível.

No entanto, não há razão para pânico. O Brasil já vem se preparando para um possível surto de Covid-19 há mais de 1 mês e existe uma experiência prévia com outros surtos como de H1N1 em 2009 e Zika em 2015. Além disso, é provável que o vírus se comporte de forma mais “branda” em locais de clima tropical, mais quentes.

Vamos entender um pouquinho mais sobre o novo Coronavírus?

O SARS-CoV2 é um vírus que foi identificado como a causa de um surto de pneumonia ocorrido em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Ele faz parte de uma família de Coronavírus que infecta animais, incluindo camelos, gado e morcegos, e humanos. Na maioria das vezes, as infecções em pessoas são leves, semelhantes a um resfriado comum. No entanto, algumas espécies, como o SARS-CoV e o MERS-CoV, podem causar doenças graves.

Quais os sintomas do Coronavírus?

A pessoa contaminada pode apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar, entre outras queixas (espirros e coriza são menos frequentes). A doença pode evoluir com complicações severas como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre pessoas mais velhas e com doenças pré-existentes como asma, diabetes e doença cardíaca. Até o momento, a taxa de letalidade da doença está em torno de 2%.

A pessoa infectada pode ter o vírus no seu organismo e só manifestar sinais e sintomas após 2 a 14 dias do contágio (o chamado período de incubação). Estudos demonstram que ela é capaz de transmitir o vírus ainda nesta fase assintomática (sem sintomas).

Como se transmite o Coronavírus?

O vírus pode ser transmitido de uma pessoa doente a outra pelo ar, por meio de tosse ou espirro, pelo toque ou aperto de mão ou pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido então de contato com a boca, nariz ou olhos.

O que fazer em caso de suspeita?

A pessoa só é considerada suspeita de infecção por SARS-CoV2 se apresentar febre e/ou sintomas respiratórios e tiver viajado até um local com transmissão sustentada do vírus (China, Itália, Irã etc) ou entrado em contato próximo com um caso suspeito ou confirmado da doença nos últimos 14 dias.

Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Como os sintomas não são específicos de infecção por SARS-CoV2, ou seja, são semelhantes a outras infecções como as causadas pelo vírus da gripe (Influenza), serão necessários exames para o correto diagnóstico.

Como é feito o tratamento do Coronavírus?

Ainda não existe um tratamento específico contra a Covid-19, mas, dependendo da gravidade, são indicados repouso, hidratação e medicações para alívio dos sintomas até hospitalização nos casos severos.

Até o momento, não há medicamento, óleo essencial, substância, vitamina, infusão ou alimento específico que possa prevenir ou tratar infecção pelo SARS-CoV2.

Como se prevenir?

As medidas de prevenção são importantíssimas não só contra a infecção por SARS-CoV2, mas também para evitar doenças contagiosas como sarampo, gripe e gastroenterite aguda.

Seguem algumas orientações:

  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas de infecções respiratórias;
  • Lavar frequentemente as mãos por pelo menos 20 segundos, especialmente após contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar;
  • Se não tiver água e sabão, usar álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal e cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos e colocar as mãos na boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Limpar objetos de uso pessoal frequente como celular e teclado de computador;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

É muito importante que se busque informação de qualidade e de fontes seguras! Há dezenas de fake news espalhadas na Internet e não podemos nos influenciar por elas."

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MITOS E VERDADES: Oito mitos sobre prevenção da infecção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV2)

 

  1. Tomar chás quentes mata o vírus?
    Não há nenhuma evidência científica de que chás ou qualquer outra bebida quente destruam o vírus.
  2. Encomendas vindas da China podem transmitir o novo coronavírus?
    Não há qualquer evidência de transmissão do vírus por objetos vindos da China ou qualquer outro país com circulação do vírus.
  3. Uma pessoa pode cair na rua se estiver infectada pelo novo coronavírus?
    Há vídeos circulando na internet com esta informação, mas trata-se de informação falsa.
  4. Posso tomar um antibiótico para prevenir infecção por SARS-CoV2?
    Não. Antibióticos não estão indicados nem para prevenir nem para tratar, pois não agem contra vírus, somente bactérias.
  5. Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o SARS-CoV2?
    Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.
  6. Há produtos naturais que podem ajudar a nos protegermos contra o novo coronavírus?
    Não. Estão circulando nas redes sociais várias informações sobre higienizar a boca ou lavar o nariz com água e sal, comer alho, passar óleo de gergelim no corpo, tomar vitamina C e D, mas nenhuma tem evidência científica.
  7. É importante todos nós usarmos máscara para nos protegermos contra o novo coronavírus no dia-a-dia, mesmo não tendo sintomas?
    Não. Até o momento, as máscaras são indicadas para aqueles com suspeita de infecção por SARS-CoV2, seus contatos próximos e profissionais de saúde em hospitais e clínicas.
  8. O SARS-CoV2 afeta apenas pessoas idosas?
    Pessoas de todas as idades podem ser afetadas pelo novo Coronavírus. Entretanto, pessoas mais velhas e com comorbidades (diabetes, asma e doença cardíaca, por exemplo) estão mais vulneráveis a evoluírem com sintomas mais graves da doença.

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Fonte: Dra. Cristiana Meirelles


Casal saudável de idosos, sem sintomas da pneumonia

Pneumonia: sintomas, tratamento, propagação, vacinas

Apesar de ser uma doença associada à velhice, a pneumonia, também conhecida como doença pneumocócica, é responsável por 15% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo - esses dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Entre os adultos a partir dos 50 anos, principalmente acima dos 60 anos de idade, a pneumonia também é uma das principais causas de internação hospitalar e morte, dados mais conhecidos por todos. 

A boa notícia é que a bactéria Spreptococcus pneumoniae (pneumococo), causa não só de pneumonia como de outras infecções como otite,  meningite e bacteremia , pode ser prevenida por meio da vacinação.

A pneumonia é mais comum no inverno e tem quadro agravado por ser frequentemente associada à gripe.

Diferentemente do vírus da gripe, altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia (bactérias, vírus e fungos) não costumam ser transmitidos com facilidade. 

O que você vai ver nesse texto: 

  • Como diferenciar pneumonia de resfriado?
  • Quais são os sintomas da pneumonia?
  • Qual o diagnóstico e o tratamento da doença?
  • Quem tem pneumonia é necessariamente internado?
  • Tabagismo e ar condicionado facilitam a instalação de pneumonia?
  • Quais são os fatores de risco?
  • Como prevenir a pneumonia?
  • Frio causa pneumonia?
  • Pneumonia é contagiosa?
  • O que é doença pneumocócica invasiva?

Como diferenciar pneumonia de resfriado? 

  • Enquanto a febre alta é mais comum na pneumonia, acima de 38,5°C, os resfriados costumam provocar febre baixa;
  • A pneumonia provoca dor no tórax, já que há inflamação nos pulmões. Essa dor não existe no resfriado. 

Falta de ar, confusão mental e mal estar generalizado são sintomas que surgem na pneumonia e não acontecem em resfriados.

Quais são os sintomas da pneumonia?

Lembrando que a pneumonia não é exclusiva nos idosos, estar atento aos possíveis sintomas é de extrema importância para que o tratamento seja iniciado rapidamente: 

  • Febre alta;
  • Tosse;
  • Dor no tórax;
  • Alterações da pressão arterial;
  • Confusão mental;
  • Mal estar generalizado;
  • Falta de ar;
  • Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada;
  • Toxemia (excesso de toxinas no sangue);
  • Prostração.

Qual o diagnóstico e o tratamento da doença?

O médico deve fazer o exame físico da pessoa, incluindo a contagem da frequência respiratória e a ausculta dos pulmões para identificar um chiado característico da pneumonia. Em seguida, é realizada uma radiografia para analisar a região.

O tratamento não costuma ser demorado,  requerendo o uso do antibiótico correto para o quadro de febre e de toxemia apresentar melhora, o que leva em torno de 3 a 4 dias. Os sintomas costumam desaparecer em 7 a 10 dias, contando do início do tratamento. Mesmo estando curado há um mês, a radiografia ainda pode mostrar uma alteração.

Como prevenir a pneumonia?

A vacinação anual é essencial para se manter protegido contra a gripe que pode ser um fator de risco para pneumonia. São elas: Pneumocócica 13 Valente e Pneumocócica 23 Valente. Além disso, listamos alguns outros fatores:

  • Não fumar nem beber exageradamente;
  • Fazer manutenção frequente e adequada dos aparelhos de ar-condicionado;
  • Hidratação e boa alimentação;
  • Aparecendo os primeiros sintomas, procurar um médico com urgência, diminuindo a probabilidade de complicações. 

Quem tem pneumonia é necessariamente internado?

Esse procedimento não é obrigatório. O tratamento pode ser feito em casa após o diagnóstico, com medicação prescrita. Falta de ar, baixa oxigenação e complicações provocadas pela doença podem indicar internação.

Na maior parte dos casos, a internação está associada aos idosos acometidos pela doença, por terem, geralmente, um quadro mais grave e necessitarem da aplicação de antibiótico por via endovenosa.

Tabagismo e ar condicionado facilitam a instalação de pneumonia?

Pessoas que possuem o hábito de fumar têm maior risco de pegar a doença. O fumo, por si só, já causa uma reação inflamatória, facilitando a entrada de outros agentes agressores nos pulmões. 

Ambientes secos, característicos do uso de ar-condicionado, tendem a facilitar a invasão por microorganismos que ficam continuamente circulando no ambiente. 

Quais são os fatores de risco?

  • Fumo: como já citamos acima, o tabagismo causa reação inflamatória, o que facilita a invasão de agentes infecciosos;
  • Álcool: afeta o sistema imunológico e a capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • Ar-condicionado: faz com que o ar do ambiente fique muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; 
  • Gripes mal cuidadas; 
  • Extremos de idade: bebês e idosos.

Frio causa pneumonia?

O frio é uma temperatura propícia para as pessoas se aglomerarem em ambientes fechados, facilitando a transmissão dos agentes infecciosos de uma pessoa para a outra. No entanto, o frio em si não causa a doença.

Pneumonia é contagiosa?

As pneumonias causadas por vírus são mais facilmente transmissíveis  de um indivíduo para outro. No caso das pneumonias bacterianas, a transmissão é mais difícil, mas também pode acontecer, principalmente se a pessoa estiver mais vulnerável.

O que é doença pneumocócica invasiva?

É quando a bactéria invade partes do corpo normalmente livres de microrganismos, como por exemplo a rede sanguínea (bacteremia) e os tecidos e fluidos que rodeiam o cérebro e medula espinhal (meningite). Quando esse quadro ocorre, normalmente é muito grave e pode levar à hospitalização e até a morte. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

Drauzio Varella

SBIm


Mulher jovem, visivelmente com gripe (influenza). assoando o nariz.

Gripe: O que é? Sintomas, Vacinas, gripe H1N1

Você sabia que a gripe fez governos do mundo inteiro gastarem milhões de dólares na preparação de uma potencial pandemia da gripe aviária H5N1, no final da década de 90? Compras de fármacos e vacinas, desenvolvimento de medidas para controlar fronteiras, entre outras, foram os principais gastos. 

Isso é um pequeno exemplo do que uma epidemia ou pandemia da gripe pode causar em termos globais. Doenças relacionadas à gripe causam até 650 mil mortes por ano no mundo! 

Mas, afinal, o que é exatamente essa doença, como prevenir, tratar e saber os seus sintomas?

Preparamos um texto completo para você!

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é a gripe?
  • Como é a transmissão da gripe?
  • Qual a diferença entre gripe e resfriado?
  • Quais são os estágios da gripe?
  • Qual é o diagnóstico da gripe?
  • Qual é o tratamento da gripe?
  • Quais as melhores formas de prevenção?
  • Se eu tomar a vacina vou ficar gripado?
  • Por que eu devo tomar a vacina contra gripe todo ano?  
  • Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

O que é a gripe?

A Influenza, mais conhecida como gripe, é uma das viroses mais comuns no mundo, e que costuma gerar complicações, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com a saúde comprometida (portadores de doenças respiratória ou cardíaca, obesidade, diabetes, trissomias, deficiência de imunidade, entre outras).

Mais frequente no outono e no inverno ou em períodos mais frios, mas pode haver surtos ao longo do ano. No Brasil, entre abril e outubro ocorre a temporada da doença, principalmente nas regiões nas quais as condições climáticas são mais definidas.

Como é a transmissão da gripe (Influenza)?

Quando estamos com gripe, é importante tomarmos cuidados como cobrir a boca ao tossir ou espirrar, pois é a inalação de partículas de secreção infectada suspensas no ar a principal responsável pela transmissão da doença. Portanto, a transmissão se dá pela via  respiratória.

É possível que o contato com superfícies infectadas facilite a transmissão.

Quando o vírus vence as defesas respiratórias e consegue entrar nas células para sobreviver, começa a se replicar. A partir daí, o indivíduo leva de 1  a 4 dias para manifestar os sintomas provocados pela multiplicação dos vírus e pela resposta inflamatória que induzem.

Qual é a diferença entre gripe e resfriado?

São algumas as diferenças. Listamos aqui para que você tenha uma fácil comparação:

Gripe

  • Inicia subitamente;
  • Sintomas generalizados;
  • Febre, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta, mal-estar geral e perda de apetite;
  • Dura entre uma e duas semanas;
  • Causada pelo vírus Influenza;
  • Pode evoluir com complicações graves. 

Resfriado

  • Inicia gradualmente;
  • Sintomas localizados (nariz e garganta);
  • Coriza, congestão nasal e tosse;
  • Recuperação rápida (em geral, menos de 4 dias);
  • Causada por outros vírus, como o Rinovírus, por exemplo;
  • Pode evoluir com complicações leves/moderadas.

Quais são os estágios da gripe (Influenza)?

Geralmente, a gripe inicia abruptamente, provocando febre alta, acima de 38ºC, dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Tosse seca (no início), dor de garganta e coriza são outros sintomas que podem aparecer inicialmente.

Quando o quadro não é complicado, a gripe pode melhorar em até cinco dias, contando a partir do início dos sintomas. Em alguns casos, porém, ela pode durar mais de uma semana, sendo que algumas pessoas podem levar semanas para uma recuperação total. 

Às pessoas vulneráveis, a doença pode ser mais perigosa, sendo, inclusive, chamada de gripe complicada desencadeando em:

  • Pneumonia causada diretamente pelo vírus influenza (pneumonia viral);
  • Pneumonia bacteriana (quando as bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);
  • Acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite).

Maior risco de complicações

Apresentam maior risco de complicações as crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas, adultos acima de 65 anos, quem vive em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos como diabéticos e pneumopatas e obesos.

Qual é o diagnóstico da gripe (Influenza)?

Principalmente quando há epidemia, o diagnóstico é clínico, sem a necessidade de realização de exames laboratoriais. Geralmente, indivíduos com febre e sintomas respiratórios que se manifestaram há menos de 48 horas recebem o diagnóstico da doença.

Idosos, gestantes e indivíduos que precisam ser hospitalizados por terem uma rápida evolução da doença ou a mesma se manifestar de forma mais grave, podem realizar exames para confirmação do diagnóstico com o objetivo de uma melhor condução do tratamento.

Qual é o tratamento da gripe (Influenza)?

Na maior parte dos casos, o tratamento de suporte com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação é suficiente.

Em outros casos, a introdução de medicamentos antivirais se faz necessária, atuando especificamente sobre o vírus - porém, eles fazem um melhor efeito quando administrados nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas. Nesses casos, o médico é a pessoa mais indicada para decidir sobre a medicação.  

Somente nos casos de infecções bacterianas, que podem ocorrer como  complicações da infecção por Influenza, são prescritos antibióticos.

Quais são as melhores formas de prevenção?

Sem dúvida, a vacinação contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção. Logo em seguida, os cuidados básicos de higiene.

Na rede privada, a vacina está disponível a partir dos 6 meses e é liberada para todas as faixas etárias. Na rede pública, há o grupo prioritário, que engloba crianças de 6 meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 55 anos de idade ou mais, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais.

Se eu tomar a vacina vou ficar gripado? 

Não, pois trata-se de uma vacina inativada, portanto não causa a doença. O que acontece é que, em alguns casos, a pessoa recebe a vacina já tendo o vírus incubado no organismo, e por isso, acaba desenvolvendo a doença mesmo após a vacinação.

Normalmente, os  eventos adversos da vacina contra a gripe são locais, como dor e inchaço no local da aplicação durante algumas horas. Pode ocorrer um quadro similar ao de um resfriado comum.

Por que eu devo tomar a vacina contra gripe (Influenza) todo ano?  

O vírus sofre alterações, portanto, é produzida uma nova vacina contra gripe anualmente. Algumas  cepas podem se repetir, mas esse ano, por exemplo, todas as três cepas da vacina do SUS, a Trivalente, mudaram.

Na rede privada, a vacina disponível é a Tetravalente que possui uma cepa B adicional e, por isso, maior proteção. 

Vale ressaltar que a pessoa leva duas semanas para desenvolver a proteção (anticorpos) adequada após a vacinação.

Todos devem tomar a vacina ano a ano, especialmente, crianças (principalmente menores de 5 anos), adultos acima de 50 anos, gestantes, puérperas, pessoas privadas de liberdade, imunossuprimidos (pacientes com HIV, transplantados), doentes crônicos e profissionais da saúde.

Cobrir a boca ao tossir ou espirrar e manter as mãos limpas (lavar, principalmente sempre após utilizar banheiros e transportes públicos) ajudam a evitar a possível transmissão por contato. 

Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

A maior parte dos casos de gripe é causados por cepas dos vírus Influenza A e B. Dentro destes grupos, há cepas que podem causar epidemias como as que ocorreram em 1998 com a gripe aviária (H5N1) e em 2009 com a gripe suína (H1N1)


Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:
Drauzio Varella
Albert Einstein
SBIm

 


Criança com sarampo

Sarampo: O que é? Sintomas, Tratamento e Vacinas

Preparamos esse texto para que você fique por dentro de todas as informações mais relevantes sobre o sarampo - doença altamente contagiosa, cuja circulação do vírus foi considerada eliminada no Brasil em 2016, mas que voltou a apresentar surtos em 2018.

Estar bem informado é a melhor maneira de se prevenir e manter a saúde em dia! Ah, qualquer dúvida, consulte o seu médico ou o serviço de saúde mais próximo. Estar bem informado é o primeiro passo para proteger a sua saúde e de toda a sua família.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que é o sarampo?;
  • Quais são os sintomas do sarampo?;
  • Como é o tratamento do sarampo?;
  • Essa doença pode deixar sequelas?;
  • Adulto deve se vacinar?;
  • Quem já teve a doença fica imune?;
  • Grávidas podem se vacinar?;
  • Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?;
  • Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar?;
  • Sarampo no Brasil;
  • Campanhas recentes;
  • Quais são as vacinas contra sarampo?

O que é sarampo?

É uma doença infecciosa causada por vírus altamente contagioso. Ela é transmitida por secreções - gotículas eliminadas pela fala, espirro ou tosse.  Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas algumas apresentam sinais bem característicos, como o mais conhecido de todos: manchas vermelhas pelo corpo e rosto.  

A vacina é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, mas, infelizmente, ainda tem muita gente que deixa de se vacinar. 

Quais são os sintomas do Sarampo?

Eles se manifestam no período de 6 a 21 dias (em média, 13 dias) após a exposição ao vírus. Começam com coriza, tosse, infecção nos olhos e febre alta. Três a cinco dias após os primeiros sintomas, há uma erupção cutânea - geralmente, começando com manchas vermelhas no rosto, na linha do cabelo, que se espalham para o pescoço, tronco, braços e pernas.

Confira a lista completa dos sintomas que podem se manifestar: 

  • Manchas avermelhadas pelo corpo, começando no rosto e progredindo em direção aos pés;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda de apetite;
  • Manchas brancas na parte interna das bochechas.

Complicações do sarampo: 

  • Otite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite.

Como é o tratamento do sarampo?

O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, porque não há uma medicação antiviral específica contra o sarampo. 

Como o vírus do sarampo causa uma redução das células de defesa e da produção de anticorpos, a pessoa fica mais vulnerável a ter outras infecções.

Outros cuidados são necessários, como fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre quando a mesma está causando muito mal-estar.

Essa doença pode deixar sequelas?

Otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas - algumas complicações do sarampo - podem ocasionar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da capacidade intelectual.

Adulto deve se vacinar?

Qualquer pessoa que foi vacinada a partir do primeiro ano de vida, no esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, não precisa se vacinar novamente. Mas, é preciso certeza do histórico vacinal. Na dúvida, recomenda-se a vacinação. 

Porém, nem todos foram imunizados desta forma no passado. A vacina contra sarampo está disponível na rede pública brasileira desde a década de 70 e era aplicada aos 9 meses de idade. Atualmente, essa dose não entra na conta por ser menos efetiva. Portanto, exceto quem possui comprovação de proteção adequada (na caderneta), é indicado retornar ao posto de saúde para um reforço da dose. 

Quem já teve a doença fica imune?

Quem já teve a doença fica imune por toda a vida. O problema é que os sintomas do sarampo se assemelham aos de outras doenças, como rubéola, por exemplo, podendo haver confusão de diagnóstico e a pessoa achar que teve sarampo, quando na verdade não teve.

Grávidas podem se vacinar?

Gestantes não devem se vacinar. O ideal é receber a vacina logo após o parto. Portanto, quem está planejando uma gestação, deve se vacinar pelo menos um mês antes de engravidar.  

Quem não deve se vacinar?

Além das mulheres grávidas, que citamos acima, não devem se vacinar aqueles com suspeita do sarampo, bebês com menos de seis meses de idade e indivíduos imunodeprimidos, ou seja, com sistema imunológico enfraquecido.

Como saber se está com sarampo?

Surgindo algum sintoma que levante a suspeita, o seu médico deve ser procurado imediatamente. Certamente, será realizado exame clínico e, quando necessário, a doença será confirmada por exame de sangue ou de secreções respiratórias. 

Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?

O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, chamado período de incubação, varia de 6 a 21 dias (em média 13 dias), mas a transmissão pode ocorrer antes do surgimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia após o surgimento das placas avermelhadas. 

Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar? 

O Ministério da Saúde destaca a importância de estar com a situação vacinal em dia antes de visitar outro país. Vale, ainda, pesquisar as orientações emitidas especificamente para o seu país de destino. Sempre que for viajar, pesquise A aplicação da vacina contra sarampo deve ser realizada com a antecedência de, pelo menos, 15 dias antes da viagem.  

Sarampo no Brasil

A doença já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, principalmente antes da década de 60, quando ainda não havia vacina contra o sarampo no país. As políticas de vacinação ao longo dos anos - como o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992 - foram, pouco a pouco, controlando o sarampo no Brasil. Até que, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença, por parte da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Porém, essa conquista foi fragilizada por conta da queda nas coberturas vacinais. Em 2018, pessoas não vacinadas, no Brasil, pegaram a doença ao manter contato com aqueles que pegaram a doença no exterior e retornaram ao país contaminados. Isso resultou em surtos de grandes proporções em Roraima e, especialmente, no Amazonas - que chegou a ter cerca de 10 mil casos de sarampo confirmados. 

Campanhas recentes

Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação, porque viveu uma nova onda de surtos. São Paulo foi a região mais afetada, mas Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe também tiveram registros da doença.

Nos estados e municípios

Estados e municípios ativaram campanhas e vacinaram pessoas de todas as idades que porventura tiveram contato com cidadãos com suspeita de sarampo. O Ministério da Saúde recomendou uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a menores de 1 ano, chamada de dose zero, e a administração de vitamina A em crianças menores de 6 meses com suspeita da doença - providência para diminuir as chances de agravamento. Porém, vale destacar que essa dose extra não conta para o esquema de rotina! Continuam sendo necessárias as duas doses após os 12 meses de vida.

Quais são as vacinas contra sarampo?

As redes pública e privada disponibilizam a Tríplice Viral e a Tetravalente Viral. A Tríplice Viral é uma vacina atenuada que combate sarampo, caxumba e rubéola. A Tetravalente Viral é adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI para a aplicação da segunda dose da vacina Tríplice Viral e a primeira dose da vacina varicela/catapora).

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

SBIm

Médicos Sem Fronteiras

Saúde Abril

Drauzio Varela