Mulher grávida mostra o braço após aplicar uma dose de vacinas para gestantes

Vacinas para gestantes: entenda quais são

A gravidez é um momento de muitas dúvidas e descobertas. Quando uma mulher grávida começa o pré-natal, ela aprende que precisa ter uma série de cuidados e preparativos fundamentais para a chegada de seus filhos ou filhas. Um deles é estar com o calendário de vacinas para gestantes em dia. 


Mulher grávida mostra o braço após aplicar uma dose de vacinas para gestantes


Por que é preciso se preocupar com o calendário de vacinas para gestantes?


Durante a gravidez, manter o calendário de vacinas para gestantes em dia é essencial para a proteção da mãe e do bebê. O recém-nascido tem um sistema imunológico imaturo, que segue se desenvolvendo até os seus 12 primeiros meses de vida, protegido pelo leite materno e pela vacinação. 


A mulher fica com a imunidade um pouco mais baixa nesse período e, por isso, está sujeita a infecções mais graves. É preciso proteger o bebê, já que infecções em grávidas podem ter como consequência o parto prematuro, malformações fetais ou, até mesmo, causar uma perda fetal. 


Se você quiser saber um pouco mais sobre a importância de vacinar as gestantes, assista ao vídeo da nossa Coordenadora Médica, Cristiana Meirelles




Quando é o momento certo da gestante começar a se vacinar?


A mulher pode (e deve) se vacinar, principalmente a partir da 20ª semana de gestação, pois passa anticorpos para o seu filho via placenta. Depois do parto, essa proteção mãe-bebê continuará por meio do aleitamento materno. É indicado que, caso a mulher pretenda engravidar, já se antecipe e tome as vacinas do Calendário de Vacinação do Adulto. 


Só as gestantes devem se preocupar com a vacinação? 


Também é indicado que outros membros da família se vacinem para criar uma rede de proteção, sejam pais, irmãos(ãs), avós, tios(as), padrinhos e madrinhas, qualquer pessoa que fará o papel de cuidador ou que terá contato frequente com o recém-nascido. Essa ação coletiva é chamada de “Estratégia Cocoon”, que vem do inglês e significa “casulo”.


Quais são as vacinas para gestantes?


A vacina tríplice bacteriana (DTPa) é recomendada em todas as gestações para a proteção da gestante contra a difteria, o tétano acidental, a prevenção do tétano neonatal e contra a coqueluche.


Além da dTpa/ dTpa-VIP e/ou dT, outras vacinas devem estar em dia, como: a vacina contra hepatite B e a vacina contra gripe (Influenza). Entenda o esquema de doses de cada uma delas:


Vacina  Esquema vacinal
Vacina dTpa previne contra difteria, tétano e coqueluche A recomendação é que a gestante receba, a partir da 20ª semana de gestação, uma dose dessa vacina. Ao todo, são 3 doses contendo o componente tetânico:


  • Para gestantes que já possuem histórico vacinal completo: fazer apenas a dTpa;
  • Para aquelas com o histórico desconhecido ou incompleto: realizar 1 dose da dTpa a partir da 20ª semana, seguida de 2 doses da dT (difteria e tétano), respeitando o intervalo mínimo de 1 mês entre as doses;
  • Mulheres que não tomaram a dTpa na gravidez: devem ser imunizadas quanto antes, no período pós-parto. 

Caso a vacina dTpa não esteja disponível, é possível  substituí-la pela dTpa-VIP.

Vacina contra hepatite B protege contra a hepatite causada pelo vírus B (HBV) Se a gestante não foi vacinada antes de engravidar ou não completou todo o esquema de vacinação:


  • Três doses: podem ser iniciadas já no primeiro trimestre de gravidez, com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e 6 meses entre a primeira e a terceira dose.

Gestantes que já possuem a vacinação contra hepatite B em dia não precisam se vacinar novamente.

Vacina contra gripe 

previne contra gripe (Influenza)

A dose é anual e a composição da vacina é mutável, por isso, é fundamental que seja tomada todo ano. A vacinação pode ser feita em qualquer momento da gestação, mas os níveis de anticorpos caem gradativamente após 6 meses de aplicação.

Por que a vacina contra gripe é importante para as gestantes?


Uma infecção por Influenza pode acarretar hospitalizações e quadros respiratórios graves nos primeiros meses de vida de um bebê. 


Como a vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses, é fundamental manter a mãe com anticorpos contra gripe; desse modo, eles são passados para o bebê pelo leite materno. Nos casos de mães que não amamentam, a família vacinada cria uma rede de proteção.



Quais vacinas as gestantes não devem tomar?


As gestantes não devem tomar: tríplice viral, HPV, varicela e dengue. Por precaução, também não é indicada a vacinação contra a febre amarela, exceto em casos de surtos da doença. Nessas situações, o serviço de saúde avalia o risco versus o benefício.


Idealmente, essas vacinas devem ser administradas antes da gestação. Quando isso não for possível, elas poderão ser feitas logo após o parto, ou durante a amamentação, sem nenhum risco. 


O que fazer se a pessoa tomar essas vacinas sem saber que está grávida?


Se uma mulher tomou essas vacinas durante a gravidez, sem saber que estava grávida, não é necessário nenhuma conduta especial, mas é importante ter um acompanhamento médico.


Quais vacinas podem ser recomendadas para grávidas em situações especiais?


Podem ser recomendadas as vacinas hepatite A (ou A e B), pneumocócica 13-valente, meningocócica ACWY/C, meningocócica B e a febre amarela. Veja o esquema vacinal de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm):


Vacinas Esquema Vacinal
Vacina contra Hepatite A


Vacina contra Hepatite A e B

2 doses (esquema 0 - 6 meses)

 


  • Grávidas com menos de 16 anos devem tomar 2 doses no esquema (0 - 6 meses);
  • Gestantes maiores de 16 anos devem tomar 3 doses no esquema (0 - 1 - 6 meses).
Vacina Pneumocócica 13-Valente (VPC13) É recomendada uma dose de VPC13 para grávidas que têm risco para doença pneumocócica invasiva (DPI).

Vacina Meningocócica ACWY ou C 

Dose única.

A aplicação da vacina em gestantes deve levar em conta a situação epidemiológica ou se a grávida tem algum fator de risco (comorbidade) que pode causar complicações da doença meningocócica. Se não tiver a ACWY disponível, é possível  trocá-la pela C. 

Vacina Meningocócica B 

2 doses. A pessoa deve tomar a segunda dose em um intervalo entre um e dois meses depois de aplicar a primeira. É indicado para quem está na mesma situação descrita no tópico sobre a Vacina Meningocócica ACWY. 
Vacina contra Febre Amarela Dose única. Ela só deve ser aplicada na gestante caso o risco de adquirir a febre amarela seja maior do que o da vacinação. 

Com a Beep, gestantes podem cuidar da saúde sem sair de casa! 


Aqui na Beep, as gestantes podem aplicar diversas vacinas particulares recomendadas e fazer exames. O melhor é que não precisam sair de casa nem enfrentar filas, porque a nossa equipe vai até a residência. O atendimento é de domingo a domingo (inclusive nos feriados), sem taxa domiciliar.


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um médico aplicando uma vacina no braço de um menino - campanha de vacinação da gripe

Campanha de Vacinação da Gripe 2022: proteja-se!

Lembra do surto de gripe (Influenza) no fim do ano passado? Nos últimos meses, alguns estados do Brasil, como: São Paulo, Santa Catarina, entre outros, também sofreram com o aumento de casos de gripe. Nesses locais, foi descoberta a chegada da variante Darwin: uma cepa do vírus Influenza H3N2 (subtipo A da gripe).


Talvez você, algum amigo(a) e/ou familiar tenha conhecido de perto os sintomas dessa variante. Por isso, para proteger a população, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 6 meses de idade participem da Campanha de Vacinação da Gripe 2022.


um médico aplicando uma vacina no braço de um menino - campanha de vacinação da gripe


Neste post, você vai ver:



Para que serve a vacina contra gripe?


A vacina contra gripe protege as pessoas das infecções causadas pelo vírus Influenza. Aplicado de forma intramuscular, esse imunizante está disponível na versão trivalente ou quadrivalente.


  • Trivalente: pode ser encontrada nas redes públicas e privadas de saúde. Ela previne contra 3 cepas (duas do vírus A e uma do vírus B);
  • Quadrivalente: pode ser encontrada nas redes privadas de saúde. Ela previne contra 4 cepas (duas do vírus A e duas do vírus B), ou seja, tem uma cobertura maior.

Assista ao vídeo da Dra. Michelli Rodrigues, Consultora Médica da Beep, e saiba tudo sobre a vacina contra gripe 2022:



Por que preciso tomar a vacina contra gripe de novo?


Um dos principais motivos para participar da Campanha de Vacinação da Gripe de 2022 é a proteção promovida pelo imunizante contra a ação da cepa Darwin, que só pode ser encontrada na versão deste ano. Além disso, é importante tomar a vacina de novo porque os anticorpos criados por ela diminuem com o passar do tempo.


Também é recomendado aplicá-la todo ano, pois as cepas são sempre atualizadas conforme a circulação do vírus, sob orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).



O que mudou na Campanha de Vacinação da Gripe em 2022?


A principal mudança é a composição da vacina da gripe, que teve alteração de 50% das cepas, com a inclusão da H3N2 Darwin. Devido a essas variações, anualmente, acontece a imunização e este ano não será diferente. 


Campanha de vacinação da gripe 2022. Veja a nova composição da vacina contra a gripe: Cepas que existem na vacina contra a gripe quadrivalente e Trivalente de 2022: A / Victoria / 2570/2019 (H1N1)pdm09. A segunda cepa que tem é a A / Darwin / 9/2021 (H3N2)* (essa cepa teve mudança). A terceira cepa é a B / Austria / 1359417/2021 (B/Victoria lineage)* (essa cepa também teve mudança). Essa última só está disponível na versão quadrivalente: B / Phuket / 3073/2013 (B/Yamagata lineage).



Vacinação contra gripe foi baixa em 2021


No ano de 2021, na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, houve uma baixa adesão à vacinação contra gripe, principalmente do público-alvo que apresenta maior risco para complicações, como: idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Por causa disso, o secretário municipal de Saúde do estado veio a público ressaltar a importância de tomar a vacina da gripe.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), de 20 a 30% das crianças e aproximadamente 10% dos adultos são atingidos anualmente pela gripe causada pelo vírus Influenza. Estar sempre em dia com a vacinação é a maneira mais eficaz de se prevenir contra essa doença.



Campanha de Vacinação da Gripe 2022 na Beep: mais praticidade para você!


Como sabemos que muita gente vai correr até os postos de saúde para tomar a vacina contra gripe, temos uma dica para você não enfrentar filas: escolher a Beep!


Selecione o dia e o horário adequados para você e a nossa equipe vai até a sua casa. A melhor parte? Não cobramos taxa domiciliar!


 


Ilustração mostrando uma seringa e um recipiente com líquido informando ser vacina tríplice viral

Tudo sobre a vacina tríplice viral

Você sabia que doenças como sarampo, caxumba e rubéola podem ser prevenidas desde cedo? A melhor maneira é por meio da vacinação. Neste artigo, você vai saber tudo sobre a vacina tríplice viral, imunizante responsável por prevenir essas doenças. Quem pode tomá-la? Quantas doses são recomendadas? Quais são as reações? É isso que nós vamos contar neste post. Confira!


Ilustração mostrando uma seringa e um recipiente com líquido informando ser vacina tríplice viral



Para que serve a vacina tríplice viral?


A vacina tríplice viral, conhecida também como vacina triviral, é um imunizante atenuado feito a partir dos  vírus que foram “enfraquecidos” e modificados e, por isso, não são capazes de causar a r doença. Sua função é proteger as pessoas contra o sarampo, caxumba e rubéola. Para você entender um pouco melhor o que são essas doenças, veja o resumo abaixo:


  • Sarampo: causada pelo vírus da família paramyxorividae, o sarampo é uma doença extremamente contagiosa e  grave, afetando principalmente crianças. Ela é transmitida  pela fala, espirro e tosse;
  • Caxumba: conhecida também como parotidite ou papeira, a caxumba é uma doença infecciosa causada pelo vírus Paramyxovirus. Uma importante característica é o aumento das glândulas salivares, o que faz com que o rosto fique inchado. Nos casos graves, pode causar surdez e até meningite. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres, comprometendo a fertilidade;
  • Rubéola: é uma doença causada por um vírus, do gênero Rubivírus, e transmitida pelo contato direto com outra pessoa, por meio de gotículas da tosse, respiração ou fala. Também pode acontecer a transmissão via placenta, da mãe para o feto, quando a mulher grávida adquire a rubéola. As suas principais características são manchas avermelhadas que costumam iniciar no rosto e depois se espalham pelo corpo.

A melhor maneira de prevenir todas essas doenças é com a vacinação!


Como é a aplicação da vacina tríplice viral?


A aplicação da vacina tríplice viral é feita de forma subcutânea.


ilustração mostrando como funciona a técnica de injeção subcutânea, usada na vacina tríplice viral


Qual é a diferença entre as vacinas tríplice viral e tríplice bacteriana?


Enquanto a tríplice protege os indivíduos contra o sarampo, caxumba e rubéola, a vacina tríplice bacteriana previne contra difteria, tétano e coqueluche.


Para quem a vacina tríplice viral é indicada?


A vacina tríplice viral é recomendada para crianças, adolescentes e adultos. A aplicação deve ser realizada  a partir dos 12 meses. Em casos de surtos ou de exposição domiciliar, é aconselhável que a imunização ocorra a partir dos 6 meses.


Qual é o esquema de doses da vacina tríplice viral?


Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomenda-se:


  • Como rotina, que a primeira dose seja tomada aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, junto à vacina contra varicela. É necessário que haja um intervalo mínimo de 1 mês entre as doses;
  • Caso esteja acontecendo algum surto da doença ou alguma exposição familiar, a 1ª dose pode ser aplicada aos 6 meses. Contudo, ela não conta como a dose de rotina, sendo necessário que haja uma nova aplicação aos 12 e 15 meses;
  • Crianças, adolescentes e adultos que nunca se vacinaram devem receber as duas doses do imunizante com intervalo de 1 a 2 meses.

Quem não deve tomar a vacina tríplice viral?


Essa vacina não deve ser aplicada em:


  • Pessoas com baixa imunidade devido a alguma doença ou ao uso de medicamentos;
  • Pessoas com histórico de anafilaxia após a aplicação da dose anterior ou a algum componente;
  • Gestantes.

Existe alguma reação adversa à vacina?


Assim como qualquer outro imunizante ou medicação, a tríplice também pode causar reações muito comuns ou raras. Elas são autolimitadas e, em grande parte, não são graves. Veja quais as reações mais comuns na tabela abaixo:


Reações da vacina tríplice viral


Tipos de reações Sinais e sintomas 
Muito comuns Vermelhidão no local da injeção e febre baixa; 
Comuns Infecção do trato respiratório superior, rash cutâneo (erupção na pele), dor e edema no local da injeção, febre acima de 39,5 °C, erupções cutâneas parecidas com aquelas provocadas pelo sarampo.

Onde encontrar a vacina tríplice viral?


A vacina tríplice viral está disponível nas clínicas privadas de vacinação, nas Unidades Básicas de Saúde e aqui na Beep, com atendimento domiciliar. Esqueça as filas: aplique a vacina tríplice viral no conforto da sua casa!


Nossa equipe vai até a sua casa! É só escolher um horário, de domingo a domingo, incluindo feriados, para marcar a nossa visita. A melhor parte é que você não paga nenhuma taxa domiciliar!



O médico responde:


Quanto tempo dura o efeito da vacina tríplice viral? É preciso tomar mais de uma vez?


Para ser considerado imunizado (protegido), é importante ter duas doses da vacina aplicadas a partir dos 12 meses e com um intervalo mínimo de um mês entre elas. Em situações de surto da caxumba ou sarampo, se for indicada pelo médico, pode ser considerada uma nova dose. 


Acompanhamento médico


Agora que você já sabe como funciona a vacina tríplice viral, lembre-se de que, caso haja a suspeita da doença ou maiores complicações, é muito importante o acompanhamento com um médico de confiança para verificar o melhor tratamento.


Importante:


Você pode fazer o agendamento dos seus exames laboratoriais e vacinas diretamente no aplicativo da Beep Saúde. É só clicar para baixar!



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A imagem mostra uma mãe segurando seu filho com as mãos levantando o bebê para cima. Mostrando mais sobre a chegada da bebê

Chegada do bebê: os primeiros 6 meses dos filhos

Ser mãe é uma viagem sem volta. Quando o seu filho chega, automaticamente a pessoa que você era, sua vida, seus hábitos e atividades mudam para sempre. E é após a chegada do bebê, logo nos primeiros seis meses de vida das crianças, quando essas transformações são sentidas com maior intensidade.


A imagem mostra uma mãe segurando seu filho com as mãos levantando o bebê para cima. Mostrando mais sobre a chegada da bebê


Esse período costuma ser bastante desafiador, marcado por descobertas e ajustes na rotina. O recém-nascido ainda é muito indefeso e dependente dos pais - está aprendendo a sentar, engatinhar, se relacionar, se expressar e ainda se alimenta basicamente de leite materno (ou fórmula, em casos específicos).


Além de grandes expectativas, a chegada dos filhos exige muitos preparativos. Por isso, trouxemos algumas dicas e sugestões que podem facilitar a adaptação dos pais e/ou cuidadores e a acomodação do recém-nascido em seu novo lar.



A chegada do bebê


Eles são as novas estrelas da família e precisam de todos os cuidados e atenção. Por isso, o primeiro passo nessa jornada é ajustar a casa para acomodar a chegada do bebê. Não precisa ser algo trabalhoso - como fazer uma obra -, mas é importante manter os ambientes seguros, protegendo tomadas, escolhendo berços com certificado de segurança e evitando colocar berços e trocadores debaixo de janelas. Alguns itens fazem toda a diferença nesse processo.


Arrumando a casa para o novo integrante


Quantidade de fraldas para os 6 meses do bebê*


Sem dúvidas, as fraldas são intermináveis até o bebê conseguir usar o banheiro sozinho. Esta tabela ajuda a ter uma dimensão de quantas serão necessárias no primeiro semestre de vida do(s) seu(s) filho(s):


Tamanho RN  RN+/P M
Recomendação diária de fraldas 8 7 - 6 5
Idade da criança 0 - 20 dias 20 dias - 4º mês 5º - 10º mês
Faixa de peso recomendada Até 4 kg 3 - 7,5 kg 6 - 9,5 kg

*Valores de referência. A quantidade de fraldas pode variar, dependendo do tamanho e das necessidades do bebê ou de indicações de pediatras. Lembre-se sempre de que, no fim das contas, só a família saberá qual é o tamanho de fralda mais confortável para o bebê. Há, também, a opção de uso de fraldas ecológicas, que podem ser lavadas. | Fonte: Pampers


Atenção com a saúde


Além das compras para a chegada do bebê, adaptações de espaço e de rotina, é essencial que os cuidados com a saúde sejam prioridade nos primeiros meses de vida. Assim que nascem, os recém-nascidos passam pela triagem neonatal, que inclui diversos exames (Teste do Olhinho, Teste da Linguinha, Teste da Orelhinha e Teste do Coraçãozinho), sendo o mais importante deles o Teste do Pezinho.


O Teste do Pezinho


Esse exame é capaz de detectar doenças genéticas ou congênitas que, ao serem identificadas precocemente, permitem o tratamento e o acompanhamento desde o início. Recomenda-se que seja realizado o mais cedo possível, até os 5 dias de vida do bebê, sem ultrapassar 30 dias. O Teste do Pezinho, como o nome sugere, é feito a partir da coleta de sangue do calcanhar do recém-nascido.


Aqui na Beep, existe a versão ampliada desse exame, que é capaz de rastrear mais de 100 doenças diferentes. Você pode fazer o Teste do Pezinho no conforto de casa, no melhor horário e dia para sua rotina. É só baixar o app!


Alguma dúvida sobre o assunto? Leia o artigo completo sobre o Teste do Pezinho.


Vacinas dos primeiros 6 meses


Outro cuidado fundamental desse primeiro momento de vida é garantir a proteção contra doenças que podem ser fatais, como pneumonia, difteria e poliomielite, entre outras.


Os bebês precisam tomar cerca de 10 vacinas até os 6 meses de idade. A maioria está disponível na rede pública, mas algumas não. Na rede privada, a formulação de algumas vacinas pode incluir mais de um imunizante, diminuindo o número de picadas (como a hexavalente). Algumas também conseguem proteger o organismo contra um número maior de variantes do microrganismo ou do vírus e bactéria, aumentando a proteção, como é o caso da pneumocócica 13-valente.


Na Beep, você consegue resolver a vacinação dos pequenos com pacotes especiais para 2, 4 e 6 meses. Em apenas uma visita à sua casa, é possível aplicar 3 vacinas fundamentais para as crianças nesse período. Prático, simples e confortável.




A vida dos adultos


Sem dúvidas, o primeiro mês do recém-nascido é o mais complexo. Em meio a tantas alegrias com a chegada do bebê, a família também está passando por uma adaptação intensa. É fundamental, nesse primeiro momento, as mães puérperas e os pais de primeira viagem terem uma forte rede de apoio.


A ajuda pode vir de várias formas: seja cuidando do bebê enquanto os pais descansam, fazendo uma limpeza na casa ou preparando uma refeição.



Atenção à saúde mental materna


Em alguns casos, se essa transição não for feita com uma rede de apoio presente (seja familiares, pessoas contratadas ou amigos), a mãe puérpera pode sofrer de baby blues ou de depressão pós-parto. Aqui no blog, preparamos um texto explicando melhor como ficar atento aos sinais e tentar evitar esses quadros.



Amamentação


Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a recomendação é que, até os 6 meses, a amamentação seja a única fonte de nutrição dos bebês. Eles só passam a comer alimentos sólidos depois dessa idade - quando costumam iniciar a Introdução Alimentar. A instituição também incentiva o aleitamento materno e o uso de fórmulas apenas em casos específicos.


Para que isso seja possível, devemos estar atentos às necessidades e aos desafios que a mãe pode encarar. O suporte do pai, ou de outro cuidador, e da rede de apoio é fundamental no processo.


Para tirar algumas dúvidas sobre o assunto, a Dra. Ana Bárbara Januzzi conversou com a gente sobre a importância do aleitamento materno.


Por fim, em muitos casos, pode ser necessária a ajuda de profissionais especializados no tema, como as consultoras de amamentação.


Sono


Como já falamos, nos primeiros 6 meses de vida de um bebê, a amamentação é grande parte da rotina, fazendo com que eles acordem várias vezes à noite para mamar. Além disso, o corpo do recém-nascido ainda está se estruturando e o sistema digestivo não está completamente maduro. Também é normal acordar diversas vezes para trocar fraldas.


Há outros motivos que podem fazer o bebê despertar ou não dormir bem à noite nessa época: cólicas, excesso de estímulos, falta de uma rotina de sono, níveis elevados de cortisol (hormônio associado ao estresse) etc. O fato é que todas essas situações afetam diretamente a rotina de sono dos responsáveis.


A privação de sono é um dos principais fatores para condições psicológicas desfavoráveis. Pais e cuidadores exaustos também podem causar acidentes - não propositalmente, mas devido ao cansaço do cérebro. Por isso, o sono é outro tópico que deve ser priorizado na família durante os primeiros meses de vida do recém-nascido. Algumas opções são: fazer um revezamento de cuidados e dormir quando os bebês cochilarem ao longo do dia.


Não esqueça de aproveitar os momentos


Sabemos que a chegada do bebê é um momento desafiador e é normal se sentir cansado e inseguro. Mas, nossa sugestão é que você curta cada etapa, mudança e marco de desenvolvimento. Os dias passam devagar, mas os anos voam! Quando você piscar, o seu bebê já terá idade suficiente para sair da sua casa e explorar o mundo. Aproveite enquanto estão por perto - com paciência, carinho, amor e muita saúde.


Conte com a Beep para cuidar da sua saúde e do seu bebê!


Aqui, você pode realizar exames, aplicar imunoglobulinas e se vacinar, além de vacinar os seus filhos.


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Imagem ilustrativa mostrando duas mães segurando seus filhos durante o processo de amamentação com leite materno

#BeepExplica: Agosto Dourado - A importância da amamentação

A #BeepExplica um pouco o complexo e profundo universo da amamentação. Vamos abordar diversas questões desse ato tão particular entre mãe e filho, que, ao mesmo tempo, é de interesse de toda a sociedade e não faremos isso sozinhos: para esta matéria, entrevistamos a médica, mãe e influenciadora digital Dra. Ana Bárbara Jannuzzi.


Dra. Jannuzzi fazendo a amamentação de suas duas filhas, seguindo com o aleitamento materno prolongado.



Amamentação como base da vida


Quando um bebê chega ao mundo, a amamentação imediatamente se torna uma prioridade e uma preocupação. Segundo dados da UNICEF, amamentar o recém-nascido na sua primeira hora de vida traz inúmeros benefícios e ajuda a estabelecer o aleitamento materno em longo prazo. É uma estratégia natural de vínculo e nutrição para a criança, constituindo também uma intervenção econômica e eficaz para reduzir a morbimortalidade infantil. 


Banner com a seguinte frase: Avaliação gratuita. A caderneta de vacinação do seu filho(a) está em dia? No botão laranja está escrito: Quero verificar.


Por isso, quando o nascimento acontece em boas condições para a mulher e a criança (via natural ou cesárea), a orientação mundial de instituições de saúde é que as mães coloquem o bebê no seio logo após o parto. E, assim, começa uma jornada de interação, vínculo, devoção, amor, proteção... e desafios.


A imagem mostra um bebê no colo da mãe durante sua amamentação


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. Quando mantido em complemento a outros alimentos, ele é recomendado até os dois anos de idade (ou mais, de acordo com o desejo da mãe e da criança)*, já que o leite materno continua proporcionando vantagens nutricionais e imunológicas nessa faixa etária.


A nossa entrevistada, Dra. Ana Bárbara Jannuzzi, explica:

“O aleitamento materno não é só sobre nutrição: mamar acalma o bebê e é um momento único entre ele e a mãe. Além disso, o leite segue hidratando, nutrindo e protegendo o bebê, mesmo depois dos seis meses de amamentação exclusiva. E não precisa parar aos dois anos. Se ainda estiver bom para mãe e filho(a), pode continuar!”.


Leite materno: o líquido de ouro


Explicar fisiologicamente o leite materno é complexo, pois trata-se de uma substância biológica completa, que se modifica em diferentes momentos e circunstâncias. Portanto, vai além da soma de seus componentes nutricionais.


Esse líquido de ouro - daí o nome “Agosto Dourado”, o mês de incentivo à amamentação - contém não só macro e micronutrientes, mas também fatores de crescimento e substâncias de proteção que fortalecem o sistema imunológico da criança.


Por isso, o leite materno é a opção mais recomendada para crianças em formação. “A maioria das fórmulas disponíveis derivam do leite de vaca processado e tem  alguns aditivos. A fórmula cumpre um excelente papel nas situações em que não é viável amamentar, mas ela não carrega anticorpos nem muda rapidamente sua composição, conforme a demanda do bebê”, esclarece a Dra. Jannuzzi.


Mesmo sabendo dos infinitos benefícios da amamentação, nem sempre é fácil, pois cada experiência é única e diferente para cada filho e para cada mulher.


Os desafios em amamentar


Alimentar um filho e  mantê-lo crescendo e saudável são elementos que passam a habitar a mente dos pais a todo momento. No entanto, essa função ainda recai exclusivamente sobre a mulher-mãe-lactante, já que, por uma questão fisiológica, é ela a fonte primária de nutrição daquele pequeno indivíduo.


Muitas vezes, esse cenário de responsabilidade e pressão (seja social, seja interna), associado a questões físicas, biológicas e/ou psicológicas, faz com que algumas mulheres não consigam amamentar. Elas podem se sentir frustradas, culpadas, exaustas, tristes e desmotivadas. Como resultado, abandonam o aleitamento antes do tempo.


A Dra. Jannuzzi ressalta que é necessário estudar muito e se preparar para a amamentação. Além disso, é importante ficar em paz com sua criança, ter paciência e apoio - principalmente nos primeiros dias, enquanto o bebê ajusta a pega (maneira como ele encaixa a boca no seio materno), fator essencial para uma experiência positiva. A pega incorreta pode resultar em dores e em ferimentos no bico do seio da mãe, subnutrição dos bebês e desmame precoce.


“Nascemos com essa capacidade incrível, a de nutrir nossos filhos. Mas as pressões sociais são muitas e a mente precisa estar muito preparada. Para a mulher que não conseguir amamentar, é importante que ela saiba que o vínculo com seu bebê será criado da mesma forma, no ato de alimentá-lo. Que ela entenda que nenhuma mulher é mais ou menos mãe por conta da amamentação e que todas nós devemos nos unir para proteger esse momento.”

Completa a médica.


Amamentação x saúde materna


É preciso ter cuidado para não cairmos na romantização do aleitamento materno, visto, muitas vezes, como algo fácil e maravilhoso para todas as mulheres. Esse ato de amor incondicional exige muita dedicação do corpo e do tempo feminino, além de resultar em diversas privações. Por isso, é fundamental cuidar da saúde materna


Algumas das dificuldades da amamentação incluem:


  • Demora na descida do leite; 
  • Dificuldade inicial do bebê para sugar/fazer sucção efetiva; 
  • Mamilo plano ou invertido; 
  • Mamilos doloridos e/ou machucados;
  • Bloqueio de ductos lactíferos (leite retido em alguns canais da mama); 
  • Menor produção do leite ou hiperlactação (excesso de leite); 
  • “Leite empedrado”;
  • Mastite (inflamação da mama).

Geralmente, essas dificuldades são superadas com orientações e tratamentos adequados. Portanto, caso enfrente qualquer um desses cenários, procure ajuda médica imediatamente e, se necessário, faça uma consultoria de amamentação.


A imagem mostra uma consultora de amamentação orientando uma mãe que está com um bebê em seu colo


A biologia por trás da amamentação


O corpo feminino é biologicamente configurado para amamentar e o leite é produzido sob demanda do bebê.


“Quanto mais sucção, mais prolactina e mais leite. Um bebê que reduz a quantidade de mamadas tende a estimular menos esse hormônio materno, o que resulta na diminuição da produção de leite. Por isso a importância do alerta sobre uso de bicos artificiais, para evitar a sucção não nutritiva do bebê com chupetas, mamadeiras, entre outros, e diminuir, consequentemente, a produção de leite”, ressalta Dra. Jannuzzi.


Dá para amamentar após ter câncer de mama ou fazer um implante de silicone? 

Segundo a médica, também é possível amamentar mesmo após o implante de silicone ou um câncer de mama: “Mas é importante conversar antes com o mastologista, pois algumas medicações usadas na quimioterapia podem impedir a amamentação por um tempo”. Ela explica que, se a mulher fez cirurgia de retirada de uma mama, há ainda a possibilidade de amamentar com a outra. “O que manda é a quantidade de glândulas mamárias que ficaram no seio após o processo”, completa.


Amamentação x retorno ao trabalho


Mesmo quando a amamentação está indo muito bem, um dos principais empecilhos que uma mulher enfrenta para seguir com o aleitamento é o retorno às atividades profissionais fora de casa. A fim de ajudar as mães a se prepararem para esse período desafiador, nossa entrevistada dá algumas dicas:


“É importante começar o estoque de leite antes. As recomendações brasileiras falam em 15 dias de duração do leite materno congelado. Mas, em outros países, como nos Estados Unidos, por exemplo, recomenda-se manter o leite refrigerado de 6 meses a um ano. Lembre-se sempre de esterilizar os recipientes.”


De acordo com a Dra. Jannuzzi, o ideal é descongelar o leite em banho-maria. O bebê deve tomá-lo, de preferência, em um copinho ou colher dosadora, para diminuir a chance de confusão de bicos. Tente oferecer desse jeito e tenha paciência, até que ele se adapte.


Ela também orienta que o momento mais fácil para retirar o leite - seja manualmente, seja com bomba manual ou elétrica - é quando o bebê está mamando de um lado e você tira o leite da mama livre. É importante lembrar que essa ordenha é um processo que requer prática, então, não se cobre se sair pouca quantidade de leite. Isso não significa que a sua produção seja insuficiente para seu bebê.


Para dar conforto materno nessa situação, Dra. Jannuzzi complementa:


“O retorno ao trabalho é um momento muito difícil na vida da mulher. O coração fica apertado e temos medo do bebê nos esquecer. Mas isso não vai acontecer, te prometo”.


O melhor lado da amamentação


Por definição do dicionário, o ato de amamentar é: “criar ao peito; dar de mamar; aleitar, lactar”. Há outras formas de nutrir o bebê, mas o aleitamento materno é o mais recomendado, sendo prático e barato. Em artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os autores comentam que “a amamentação é a base da vida”, já que manter a criança em aleitamento materno por mais tempo tem diversas vantagens, tais como:


 

  • Faz bem à saúde e ao desenvolvimento da criança, contribuindo para um melhor desenvolvimento cognitivo;
  • Diminui a taxa de mortalidade infantil (nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças menores de 5 anos);
  • Previne o risco de infecções, diarreias e obesidade;
  • Diminui o risco de alergias, hipertensão, colesterol alto, obesidade e diabetes;
  • Faz bem à saúde da mulher;
  • Reduz o risco de hemorragia pós-parto (a liberação de ocitocina durante a amamentação ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal, diminuindo a perda de sangue);
  • Diminui o risco de câncer de mama, nos ovários e no endométrio;
  • Reduz o risco de desenvolver diabetes do tipo 2;
  • Promove vínculo afetivo, já que o bebê fica muito próximo à mãe e tem muita troca nesse processo;
  • É econômico, afinal, o leite é produzido pelo corpo, então, é de graça;
  • Faz bem à sociedade;
  • Faz bem ao planeta, porque o leite materno é natural, não envolve nenhum tipo de produção industrial ou dano ambiental.


Garantir a amamentação em longo prazo é uma missão de todos


A missão não é fácil, mas também não deve ser impossível. Em primeiro lugar, as mulheres precisam receber informação de qualidade e o incentivo de que elas conseguem amamentar (salvo raras exceções).


“O que tem acontecido é que, assim que o bebê nasce, a mãe é bombardeada de comentários negativos: que ela tem pouco leite, que o bebê está chorando de fome, que ninguém na família amamentou e ela também não vai conseguir etc. E aí, pouco a pouco, entramos com fórmulas em situações não necessárias”, explica a Dra. Jannuzzi.


Em segundo lugar, é imprescindível que a sociedade assuma o seu papel de responsabilidade cooperativa nesse processo tão importante para o desenvolvimento humano. Portanto, é necessário ter uma rede de apoio presente e firme, participação paterna ativa e muita informação para que o aleitamento materno funcione em longo prazo.


Sobre isso, Dra. Jannuzzi ressalta:


“Mulheres eventualmente são julgadas por amamentarem na rua ou de forma prolongada. Os ambientes de trabalho também não estão preparados para uma mulher que amamenta, que precisa de intervalos, ordenhar e estocar leite. São muitas variáveis que jogam contra a amamentação”.


Em 2019, foi divulgado um projeto de lei para garantir às mulheres o direito de amamentar em locais públicos, privados ou de uso coletivo, sem serem constrangidas. Afinal, o bebê mama em determinados horários por necessidade biológica, psicológica, afetiva ou emocional, portanto, isso deve ser respeitado.


Palavra de especialista (e mãe!)


Ao pedir para a Dra. Jannuzzi definir o ato de amamentar, ela é categórica:


“Encontro. Encontramos não só o bebê e suas necessidades, mas também nossas próprias crenças e mitos, e temos que lidar com eles. Também encontramos dificuldades no caminho e é necessário ter muita paciência para driblá-las. É um encontro com nossa capacidade de nutrir, com a potência do nosso corpo… É um encontro.”


Como conseguir amamentar a pessoa em casos de morte da mãe e outras situações


Em casos de falecimento da mãe durante o parto, bebês de barriga solidária, adoção, entre outros casos, o aleitamento ainda é possível graças aos bancos globais de leite humano. Aqui no Brasil, temos a Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, considerada a maior e mais complexa do mundo pela OMS.


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Puerpério: 5 dicas para ajudar uma mãe nesse momento

Muito se fala sobre os preparativos estruturais para a chegada de um filho: montar o quarto, comprar roupas, estoque de fraldas, organizar enxoval etc. Da mesma forma, existem vários textos, rodas de conversa, aplicativos e o pré-natal, que auxiliam  uma mulher até o momento do parto. Porém, pouco se fala sobre o puerpério.


Puerpério - ilustração onde mostra diversas mães em inúmeras situações de cansaço, atividades etc


O puerpério é o período pós-parto em que o corpo e o psicológico da mulher estão se reajustando e se adaptando a uma nova formatação. Em termos gerais, dura por volta de  45 dias, mas há mulheres que relatam sentir o puerpério até os dois anos de vida do filho.


Durante esse período, existe uma nova pessoa em sua vida - alguém totalmente dependente, frágil, vulnerável e indefeso -, os hormônios estão a mil e a mãe precisa encarar a rotina da amamentação (seja no seio, seja oferecendo leite de outra forma), noites sem dormir e a recuperação da intensa experiência do parto.



Puerpério - Ilustração de uma mãe aparentemente cansada, sentada em uma poltrona segurando seu bebê


Esse é, provavelmente, o momento em que a mãe mais precisa de uma rede de apoio. Além do pai, ou de outros cuidadores prioritários, é fundamental a ajuda de avós, tios, tias, amigas e amigos, padrinhos e madrinhas. Por isso, listamos algumas ações simples e práticas para auxiliar uma puérpera, caso você esteja longe fisicamente ou não more com ela. 


1 - Não force a visita


Para começo de conversa, não force a visitação. Uma recém-mãe costuma não ter tempo de se arrumar, organizar a casa e deixar tudo receptivo para familiares e amigos. Os primeiros dias em casa são de adaptação e de transformações para os pais e o bebê. Além disso, a mãe e o recém-nascido estão se conhecendo, se conectando e criando intimidade. Esse momento é único e merece ser vivido em paz e com tranquilidade.


 

Apesar de todos estarem ansiosos e animados para conhecer a nova pessoa que fará parte de suas vidas, é indicado “segurar a emoção”. Se você tiver muita intimidade, pode enviar uma mensagem perguntando se a mãe precisa de algo ou se quer a sua companhia, sempre considerando as recomendações médicas.


2 - Ajude com a alimentação da puérpera


Uma mãe cuidando de um recém-nascido mal tem tempo de se alimentar, o que pode ser muito problemático, já que ela precisa de energia e nutrição para dar conta da amamentação, seja direta ou indiretamente, e dos cuidados com o bebê. Uma atitude simples e que pode ajudar muito é alimentá-la.


Converse com a mãe e, se ela se sentir à vontade, envie um delivery de comida para a casa dela. Se possível, você pode preparar refeições saborosas e saudáveis e entregar pessoalmente, sem transformar isso em uma visita demorada. Sem dúvida, esse gesto de carinho e suporte será bem-vindo!


 


3 - Seja presente, mesmo que virtualmente


A puérpera não tem muito tempo, de fato, mas é comum ela se sentir solitária, mesmo que ela more com o pai ou com outro cuidador da criança. Ligações, chamadas de vídeo, mensagens de texto ou mensagens de áudio são bem-vindas. Muitas vezes, a recém-mãe consegue uma brecha para se comunicar com outras pessoas e 5 minutinhos de desabafo já são reconfortantes.


Puerpério - ilustração que mostra duas mulheres conversando ao telefone


Outra ideia é indicar um grupo de mães para que ela entre e participe. Ajuda muito saber que você não está passando por tudo aquilo sozinha.



4 - Evite dar palpites ou fazer comentários negativos


Pode parecer uma dica simples e óbvia, mas muita gente não segue. Mães no puerpério costumam ficar  muito sensíveis, porque, além da desregulação hormonal, elas se sentem muito cansadas e lidam com muitas transformações. Por isso, é importante tomar cuidado com o que se fala e, principalmente, na maneira como se fala.


Comentários relacionados ao seu maternar ou sobre o seu bebê podem ser mal interpretados. Se a criança estiver segura, saudável e se desenvolvendo bem, segundo diagnóstico do pediatra, evite expressar sua opinião.


 

É melhor falar apenas se a puérpera pedir um conselho ou uma dica. Se for um elogio ou um comentário de incentivo, fale sem medo. O mais indicado é ouvir, acolher e tentar não julgar. Cada mãe é única e tem sua maneira própria de cuidar e criar seu filho. Respeite.


5 - Se ofereça para lavar e passar roupas ou limpar a casa


As tarefas domésticas ficam em segundo plano para pessoas que acabaram de ter um bebê, porém, a casa continua juntando poeira, vira e mexe o bebê golfa na camisola da mãe ou as manchas marcam todas as camisas. Por isso, buscar uma muda de roupa suja e trazer tudo limpinho e cheiroso é um sonho para a puérpera.


Além do bem-estar de vestir roupas limpas, essa tarefa já tira uma preocupação da cabeça dos pais. Converse com a mãe e, caso ela se sinta confortável com a sua presença, se ofereça para faxinar a casa por um dia.



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Imagem microscópica dos anticorpos e imunoglobulinas. Essa imagem ilustra o post sobre quais são as doenças autoimunes

Doenças autoimunes: quais são e como diagnosticá-las

Quem ainda não está familiarizado com as doenças autoimunes pode achar que elas são compostas só por enfermidades raras ou com nomes muito complicados, mas não é verdade. A diabetes do tipo 1 e o lúpus, por exemplo, são doenças autoimunes bem conhecidas.


Imagem microscópica dos anticorpos e imunoglobulinas. Essa imagem ilustra o post sobre quais são as doenças autoimunes


Entenda melhor esse tema ao ler o nosso post completo e veja também: 



O que é sistema imunológico? 


O sistema imunológico é responsável por proteger o nosso organismo contra diversas doenças ao reagir contra os ataques de bactérias, vírus e outros agentes causadores de infecções. Muito complexo, esse sistema é formado por células chamadas de glóbulos brancos (conhecidas também como células brancas ou leucócitos).


Dentro dessas células brancas, existem as que agem como bloqueadoras e eliminadoras desses agentes causadores de doenças, chamadas de linfócitos, macrófagos e neutrófilos. Entre as três células citadas, os linfócitos têm um papel fundamental: são os principais produtores dos anticorpos.


O papel do anticorpo é avisar ao organismo que existe uma substância ofensiva e agir para destruí-la. A partir disso, diversas células são ativadas para eliminar o agente causador de doenças. 


Agora que você já entendeu, de maneira resumida, o que é o sistema imunológico, será mais fácil para absorver a explicação sobre as doenças autoimunes


O que são as doenças autoimunes? 


As doenças autoimunes ocorrem quando há um distúrbio no sistema imunológico e ele passa a produzir anticorpos que agem contra células, órgãos ou até tecidos do próprio organismo. 


Como surgem as doenças autoimunes?


Uma das explicações para o surgimento das doenças autoimunes é a de que o sistema imunológico, após sofrer a invasão de um agente causador de doenças, passa a criar anticorpos contra uma proteína que é muito parecida com outra que já existe no corpo.


Por serem parecidas, o sistema imunológico pode se confundir e atacar células do próprio organismo achando que está combatendo o agente invasor. 


Atenção: essa é apenas uma teoria. Ainda não se sabe exatamente qual é a causa das doenças autoimunes. 


Quantas doenças autoimunes existem?


Existem mais de 100 doenças autoimunes e elas podem atingir articulações, pele, pulmões, rins, sistema nervoso, entre outros órgãos. 


Quais são as doenças autoimunes?


Algumas doenças consideradas autoimunes são: 


  • Anemia aplástica;
  • Anemia hemolítica autoimune;
  • Anemia perniciosa;
  • Cirrose Biliar Primária (CBP);
  • Diabetes tipo 1;
  • Doença celíaca;
  • Doença de Crohn;
  • Doença de Graves;
  • Esclerose múltipla;
  • Hepatite autoimune;
  • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES);
  • Psoríase;
  • Síndrome de Guillain-Barré;
  • Tireoidite de Hashimoto;
  • Urticária autoimune;
  • Vitiligo;
  • Entre outras. 

Quais são as doenças autoimunes mais comuns?


Separamos uma lista com as cinco mais comuns. Venha ver! 


1. Artrite reumatoide 


A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que ataca, preferencialmente, as articulações. Os primeiros sintomas que podem surgir são cansaço, dor nos músculos e pequenas dores nas articulações. Um sinal bem característico dessa doença é o desvio lateral dos dedos, uma deformação conhecida como “pescoço de cisne”. 


2. Diabetes do tipo 1


A diabetes do tipo 1 surge quando os anticorpos da própria pessoa destroem as células do pâncreas, que produzem a insulina. O resultado é a presença de níveis elevados de glicose (responsável por fornecer energia para o funcionamento celular) na corrente sanguínea. Alguns sintomas que indicam a presença dessa doença são: cansaço, vontade de urinar com frequência, feridas que não cicatrizam de forma rápida, mau hálito etc. 


3. Doença celíaca


A doença celíaca é uma inflamação provocada pelo glúten que reduz a absorção de nutrientes. Muito frequente em crianças, alguns sintomas que podem surgir são: anemia, desconforto no abdômen, cólica, diarreia, perda de peso, prisão de ventre etc. No caso dos adultos, os sinais não são tão definidos.


4. Esclerose múltipla


Doença crônica, muito comum em pessoas com idade entre 20 e 30 anos, que resulta no comprometimento da função do sistema nervoso. Os principais sintomas dessa doença são dor aguda em um dos olhos (neurite óptica), dormência e formigamento nos membros, entre outros.


5. Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)


O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória que pode atingir qualquer tecido do corpo. Alguns sintomas característicos do lúpus são lesões dos rins, da pele, síndrome do olho seco e muito mais.


O que fazer caso apareça algum sintoma de doença autoimune? 


No caso de suspeita de doenças autoimunes, procure um médico para avaliar o quadro clínico e indicar o diagnóstico e o tipo de tratamento mais adequado. 


Como diagnosticar a doença autoimune? 


A forma mais comum de investigar a presença de doenças autoimunes é com base no quadro clínico e na realização do exame FAN (Fator Antinuclear). É importante informar que esse exame pode dar resultado positivo em várias doenças autoimunes, mas não em todas. 


Caso o FAN seja positivo, o médico pode pedir a pesquisa de autoanticorpos específicos para descobrir qual é o tipo de enfermidade presente.


Esqueça a ideia de sair de casa para fazer exames 


O exame FAN pode ser realizado no conforto da sua casa e sem pagar nada a mais por isso. E sabe qual é a melhor parte? O nosso atendimento é feito de domingo a domingo, inclusive nos feriados. 


Assim, você pode achar o melhor dia e horário para cuidar da sua saúde. Baixe agora mesmo o nosso aplicativo e agende uma visita! 



Imagem ilustrativa mostrando duas mães segurando seus filhos para amamentar com leite materno

#BeepExplica: Agosto Dourado - 5 curiosidades sobre o leite materno

No primeiro texto da nossa série, falamos sobre a importância da amamentação, principalmente em longo prazo. Agora, ainda em celebração ao Dia das Mães, vamos contar alguns fatos curiosos sobre o “líquido de ouro”: o leite materno!


1) O leite materno é o único leite “vivo”


Considerado o melhor alimento do mundo, o leite materno está em constante mudança na sua composição e nos fatores ativos para o bebê. Ele se adapta e  sempre tem os nutrientes na quantidade e na qualidade adequadas que a criança precisa, em cada idade e em cada momento da vida.


Uma imagem mostrando um bebê deitado no colo da mãe se amamentando de leite materno


O colostro é o líquido produzido em pequeno volume entre o nascimento até, em média, os primeiros 5 dias de lactação. Ele é extremamente importante para o recém-nascido por ser rico em células de defesa - anticorpos, como a IgA, responsáveis por proteger a criança contra doenças -, além de proteínas e oligossacarídeos.


Banner com a seguinte frase: Avaliação gratuita. A caderneta de vacinação do seu filho(a) está em dia? No botão laranja está escrito: Quero verificar.


Já o leite de transição, produzido entre o 5° dia e as duas semanas após o parto, é rico em lactose, gordura e vitaminas hidrossolúveis. Por fim, o “leite maduro”, mais espesso, geralmente é produzido cerca de 2 semanas após o parto, permanecendo o mesmo até o restante do período de lactação. A quantidade de anticorpos vai diminuindo à medida que o sistema imunológico da criança amadurece, enquanto enzimas antimicrobianas e substâncias antioxidantes são mais frequentes na composição desse leite. Possui um equilíbrio entre macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas e minerais).



A imagem mostra alguém preenchendo uma mamadeira com leite materno


Também conhecido como “sangue branco”, o leite materno tem a surpreendente capacidade de variar sua composição no decorrer de uma mamada, ao longo de um dia, de meses e até mesmo de anos, em ajuste com as necessidades do lactente.



2) A cor do leite muda


Por conta dessa transformação constante do leite materno, a sua coloração também muda. No início da mamada, ele tem uma cor parecida com a da água de coco, pois sua composição tem mais água que gorduras, além de ser  rico em anticorpos. Conforme o bebê mama, o leite do meio desce, que é branco e opaco devido ao aumento da quantidade de uma proteína chamada caseína. Próximo ao  final, o leite contém mais gorduras e, por isso, a cor é mais amarelada. Também tem mais calorias e dá saciedade para a criança.


 

A cor do leite materno também pode variar com a alimentação da mulher, com o uso de alguns medicamentos ou em caso de rachaduras no bico do seio, que causam sangramento. Se o seu leite estiver com a cor esverdeada, vermelho tijolo ou marrom, procure um profissional de saúde imediatamente ou um Banco de Leite Humano.


3) Acreditava-se que o leite materno era estéril


Até pouco tempo, havia essa crença, mas hoje sabemos que ele tem sua microbiota própria, sendo composto por diversos microrganismos. Esses micróbios funcionam como prebióticos e probióticos, habitando o trato gastrointestinal do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias, diarreias e outras infecções bacterianas.


O leite materno é rico em substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes, protegendo a criança contra efeitos nocivos da inflamação. Além disso, diversas proteínas presentes nesse leite protegem os bebês contra infecções na mucosa e na pele. Há, ainda, a presença de microrganismos no leite materno que estimulam e desenvolvem o amadurecimento do sistema imunológico infantil.


4) A amamentação em longo prazo pode ajudar no desenvolvimento da inteligência infantil


De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), vários estudos científicos apontam uma relação entre a amamentação e o Quociente de Inteligência (QI). Os bebês que mamam têm maiores chances de se tornarem adultos menos doentes e mais inteligentes. 


Isso acontece porque, nos primeiros 2 anos, o desenvolvimento do cérebro é intenso e o leite materno é composto por substâncias essenciais para que a criança atinja o seu potencial de inteligência. Em geral, a criança em aleitamento materno também tende a ser mais estimulada.


 

Até os 9 meses, aproximadamente, quanto mais tempo durar a amamentação, maior pode ser o aumento no QI. O mesmo acontece com bebês de até 6 meses que seguem alimentados exclusivamente com leite materno, sem outros alimentos ou tipos de leite. Ao analisar crianças amamentadas em comparação com as não amamentadas, ou amamentadas por pouco tempo, o primeiro grupo tem uma média de 3,4 pontos a mais de QI.



No entanto, é importante ressaltar que nem toda criança amamentada será mais inteligente que a não amamentada. A amamentação não é fator único e determinante nesses casos. Outros fatores contribuintes são: a saúde, genética, os cuidados que ela recebe, o estímulo, estilo de vida, as experiências às quais é exposta, além do ambiente em que vive.


5) O leite materno é econômico


Amamentar um bebê no seio materno é de graça, já que o leite é produzido pelo próprio corpo da mãe ou pode ser adquirido em um Banco de Leite Humano. O custo de amamentar com fórmula ou de alimentar o bebê com outros alimentos é altíssimo em curto e longo prazo.


Uma pesquisa publicada em 2019, intitulada “O Custo de Não Amamentar”, mostrou que a amamentação previne a morte de 595.379 crianças por ano, causadas por diarreia e pneumonia, e evita cerca de 974.956 casos de obesidade infantil. Já para as mães, os pesquisadores apontam que a amamentação tem o potencial de prevenir 98.243 mortes por câncer de mama e de ovário e por diabetes tipo 2.



Com base nesses dados, o estudo concluiu que, economicamente, o aleitamento materno evita o gasto de aproximadamente 341.3 bilhões de dólares (ou 0,70% da renda nacional bruta mundial) por ano. Ou seja, os benefícios vão além da saúde.


Com todas essas informações, dá para entender o porquê de o  incentivo à amamentação ser tão importante. Por isso, devemos reforçar essa ideia constantemente.



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+ Leia os outros textos da série

  1. #BeepExplica: Agosto Dourado – A importância da amamentação

  2. #BeeExplica: Exames de rotina – Colesterol e triglicerídeos

  3. #BeepExplica: Exames de rotina – Hemograma

  4. #BeepExplica: Exames de rotina - As vitaminas

  5. #BeepExplica: Exames de rotina - Os minerais


 

Fontes: Palmeira P, Carneiro-Sampaio M. Review Article: Immunology of breast milk. Rev Assoc Med Bras. 2016;62(6):584-593. |  Cacho NT, Lawrence RM. Review Article: Innate Immunity and Breast Milk. Front Immunol. 2017;8(584):1-10. | Walters D, Phan LTH, Mathisen R. The cost of not breastfeeding: global results from a new tool. Health Policy Plan. 2019;34(6):407-417.


*Este texto contou com a participação de Andrea Vieira Colombo, Pós-doutora em Microbiologia Oral pelo Forsyth Institute e pela USP, Doutora em Microbiologia pela UFRJ e Professora Adjunta e Pesquisadora da Univasf.

Essa imagem mostra a parte inferior do corpo de uma mulher, que está vestindo calça jeans preta. Ela está cruzando as duas mãos em frente à sua parte íntima, sinalizando algum sintoma de candídiase

O que é candidíase e quais são os sintomas dessa infecção

Normalmente, a candidíase é uma infecção que causa muito incômodo e constrangimento. Essa doença pode acometer pessoas do sexo masculino e do sexo feminino, sendo mais frequente nas mulheres. Neste artigo, você entenderá o que é candidíase, quais são os sinais e sintomas, como é o tratamento, quais os tipos e muito mais. Confira!


Essa imagem mostra a parte inferior do corpo de uma mulher, que está vestindo calça jeans preta. Ela está cruzando as duas mãos em frente à sua parte íntima, sinalizando algum sintoma dessa infecção. O que é candidíase?


O que é a candidíase?


A candidíase é uma infecção fúngica ocasionando alguns sinais, como coceira, ardência e vermelhidão. Essa doença costuma estar ligada à queda de imunidade, ao uso de certos medicamentos –  corticoides, anticoncepcionais e imunossupressores, por exemplo – à gestação, ao diabetes, a alergias e ao HPV.


Tal patologia, na verdade, consiste em qualquer tipo de infecção ocasionada pelas variadas formas do fungo Candida, sendo a mais frequente causada pelo Candida albicans. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), esse fungo é responsável por, aproximadamente, 80% a 92% dos casos. E se engana quem acha que a candidíase atinge somente mulheres:  apesar de os casos serem menores, homens também podem ser afetados por alguns tipos específicos.


o que é candidíase


Quais são os tipos de candidíase?


A candidíase pode ser definida por determinados tipos, que sãos:


  • Candidíase vaginal: esse é o tipo mais comum e atinge, em sua maioria, mulheres em idade fértil; 
  • Candidíase peniana: geralmente, os casos acontecem devido à má higienização da região íntima masculina;
  • Candidíase oral: pode aparecer quando o sistema imunológico está fraco e são formadas placas esbranquiçadas na região interna da boca;
  • Candidíase de esôfago: esse é um dos tipos mais raros, porém, quando ocorre, é sinal de problemas no sistema imunológico;
  • Candidíase de pele (intertrigo): esse caso acontece devido ao atrito entre as peles e cria uma lesão em certas regiões, como: axila, virilha, nádegas, pescoço, entre os dedos e embaixo dos seios;
  • Candidíase sistêmica, disseminada ou invasiva: esse tipo é mais grave, pois o fungo se manifesta de forma descontrolada e o invade a corrente sanguínea e os órgãos vitais.

Quais são os sinais e sintomas da candidíase?


Os sinais e sintomas da candidíase podem surgir de maneiras diferentes em mulheres e homens.


Sintomas de candidíase nas mulheres:


  • Coceira na região vaginal;
  • Corrimento esbranquiçado;
  • Ardência na região e na hora de urinar;
  • Ardência durante a relação sexual.

Sintomas de candidíase nos homens:


  • Manchas vermelhas no pênis;
  • Inchaço;
  • Lesões em forma de pontos;
  • Coceira na região peniana;
  • Ardência ao urinar;
  • Ardência durante a relação sexual.

Como se pega candidíase? Quais são as causas?


A candidíase costuma se manifestar quando o sistema imunológico está mais enfraquecido ou quando há alguma alteração hormonal. Além disso, existem alguns fatores que podem facilitar a infecção:


  • Relações sexuais sem uso de preservativo;
  • Uso recorrente de antibióticos e de corticoides;
  • Roupa íntima muito apertada e/ou de material sintético;
  • Maus hábitos de higiene íntima;
  • Permanecer por muito tempo com roupa de praia molhada no corpo;
  • Diabetes;
  • AIDS;
  • HPV;
  • Lúpus;
  • Obesidade;
  • Gravidez.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da candidíase vai depender do tipo da infecção. Por isso, é importante se consultar com um médico especialista na área para avaliar corretamente. Exames de sangue e exame de urina podem ser solicitados, principalmente, para investigar se não houve invasão do fungo em outras regiões do organismo. O exame de Papanicolau também é importante para auxiliar no diagnóstico.



Qual é o tratamento para a candidíase?


O tratamento da candidíase é feito, geralmente, com remédios e pomadas próprias para tratar infecções causadas por fungos. Além disso, é importante manter a região afetada sempre bem higienizada. Algumas recomendações para prevenir:


  • Evite roupas muito apertadas e de material sintético;
  • Sempre use preservativo durante a relação sexual;
  • Evite absorvente interno;
  • Lave a área genital apenas com água e sabonete neutro ou sabonete próprio para a região.

Acompanhamento médico


Agora que você já sabe sobre a candidíase, lembre-se de que é essencial o acompanhamento de um médico de confiança para dar início ao tratamento. Ele irá verificar a evolução e a melhora do quadro, caso o diagnóstico seja confirmado.


Importante:


Aqui na Beep, você pode fazer o agendamento dos seus exames laboratoriais e vacinas diretamente no aplicativo da Beep Saúde. Faça tudo no conforto da sua casa, de domingo a domingo e sem pagar taxa domiciliar!



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Uma imagem mostrando um médico segurando uma pasta preta escrito na frente o que é chikungunya

O que é chikungunya e como a doença é transmitida

Febre alta, olhos e pele avermelhados, dor no corpo, náuseas e, principalmente, dor nas articulações são alguns dos principais sintomas de chikungunya. Sempre bate aquela dúvida: “será que estou com chikungunya, dengue ou zika vírus?”. Para ajudar a esclarecer essa questão, trouxemos um artigo completo para você entender mais sobre o que é chikungunya, qual a diferença entre ela e essas outras doenças, quais são os  sinais e sintomas, como ocorre a transmissão, qual é o tratamento e mais. Confira!


Uma imagem mostrando um médico segurando uma pasta preta escrito na frente o que é chikungunya


O que é chikungunya?


Causada pelo vírus Chikungunya e transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (mosquito da dengue) e Aedes albopictus (mosquito da febre amarela), a chikungunya é uma doença infecciosa febril, por isso também é conhecida como “febre chikungunya”. Após ser picada pelo mosquito, a pessoa pode levar, em média, de 4 a 7 dias para começar a apresentar os sintomas.


Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), não é possível ter essa doença mais de uma vez, pois, após a infecção, a pessoa fica imune para sempre. No Brasil, a circulação desse vírus foi identificada pela primeira vez em 2014 e aproximadamente 30% dos casos não manifestam sintomas.



A chikungunya pode se desenvolver em 3 fases:


  • Aguda: quando ela dura entre 5 a 14 dias;
  • Pós-aguda: quando ela dura até 3 meses;
  • Crônica: quando permanece por mais de 3 meses.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em janeiro de 2022, informa que ocorreram mais de 96 mil casos prováveis no país no ano de 2021. Esse número corresponde a um aumento de 32,7% comparado com o ano anterior.


Quais são os sinais e sintomas da chikungunya?


Os principais sinais e sintomas da chikungunya são:

  • Febre alta, acima de 38,5°;
  • Pele e olhos avermelhados;
  • Erupções na pele que causam coceira;
  • Conjuntivite;
  • Dor no corpo;
  • Enjoo;
  • Fraqueza.

Outro sintoma é a dor nas articulações, que pode durar meses e ser intensa. Por isso, o paciente pode apresentar dificuldade em movimentar os membros, sendo essa uma sequela quando o quadro se agrava.


Como a chikungunya é transmitida?


A transmissão da chikungunya acontece por meio da picada dos mosquitos Aedes, sendo os principais transmissores o aegypti e o albopictus. Esses mosquitos costumam se proliferar em água parada, por isso, a transmissão tende a ser maior em épocas chuvosas. Não é possível ocorrer transmissão de pessoa para pessoa. Apesar de raros, há de se considerar outros dois outros tipos de transmissão: da gestante para o bebê e por transfusão de sangue.


Como é o tratamento da chikungunya?


Ainda não existe um tratamento específico para a chikungunya. Entretanto, é recomendado o uso de medicamentos na fase aguda para melhorar a febre e as dores, além de repouso e muita ingestão de líquido. Caso os sinais e sintomas permaneçam e não haja uma melhora, é recomendado procurar um profissional de saúde para investigar.


Diagnóstico da chikungunya


O médico pode solicitar alguns exames de sangue para confirmar a presença da doença, como: anticorpos anti chikungunya (sorologia IgG/IgM).



Medidas recomendadas para prevenção


  • Proteger-se  em áreas sujeitas à proliferação de mosquito usando roupas de manga longa;
  • Utilizar repelente de insetos;
  • Evitar água parada em vasos de planta, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso etc.

Médico responde


Quais as principais diferenças entre o zika vírus, a dengue e a chikungunya?


Todas as três doenças são arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. Tanto a dengue quanto a chikungunya podem apresentar febre alta, diferentemente do zika vírus, que costuma se manifestar com temperaturas mais baixas ou até mesmo com ausência de febre.


Além disso, todas as três doenças podem desenvolver o aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo, porém, o zika vírus e a chikungunya são capazes de apresentar coceira intensa. As dores articulares também estão presentes nas três doenças, sendo muito intensas na chikungunya e menos acentuadas no zika vírus.


Acompanhamento médico


Agora que você já sabe o que é a chikungunya, lembre-se de que é essencial o acompanhamento com um médico de confiança. Ele vai dar início ao tratamento e verificar a evolução e a melhora do quadro, caso seja confirmado o diagnóstico.


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