Dra. Cris Explica

Dra. Cris Meirelles fala sobre vacinação no bebê prematuro!

"A imunização é um dos meios mais eficazes de combate à doenças infecciosas e não deve ser negligenciada quando se trata de um bebê prematuro.

São denominados pretermos (bebês prematuros) os recém-nascidos com idade gestacional ao nascimento inferior a 37 semanas. Esses bebês apresentam um sistema imunológico mais imaturo, menos desenvolvido, o que os torna mais vulneráveis a infecções.

Por terem nascido antes do momento adequado, os bebês prematuros receberam menos anticorpos maternos transferidos através da placenta, o que seria um fator de proteção importante contra várias doenças. No entanto, apesar disso, não há motivos para não vacinar ou adiar o procedimento nos prematuros. As vacinas do Calendário de Imunização devem ser administradas no bebê de acordo com a sua idade cronológica, da mesma forma que nos bebês a termo (doses habituais e intervalos iguais), havendo poucas exceções.

A vacinação deve ser realizada inclusive em bebês prematuros hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e só deve ser adiada se houver condições de saúde instáveis, sepse (infecção generalizada), distúrbios infecciosos ou metabólicos.

Vamos a algumas particularidades…

Em relação à BCG, o Programa Nacional de Imunizações recomenda a aplicação da vacina intradérmica contra a tuberculose (BCG-ID) somente em recém-nascido com peso superior a 2 kg. Portanto, devemos aguardar até que o bebê atinja esse peso para que seja vacinado.

As vacinas que contêm vírus vivos (pólio oral e Rotavírus) são contraindicadas em ambiente hospitalar pelo risco teórico de transmissão do vírus vacinal para imunodeprimidos. Porém, não há contraindicação em pretermos que já estão em casa.

Em relação à vacina tríplice bacteriana que protege contra difteria, tétano e coqueluche, devemos dar preferência à vacina do tipo acelular, já que o risco do bebê apresentar reações é menor. Já a vacina contra hepatite B deve ser aplicada em 4 doses, ao invés de 3, em todo recém-nascido com menos de 2 kg ao nascer.

Estratégia Cocoon

Além da vacinação adequada desses bebês, também é fundamental que os
pais, avós, irmãos e cuidadores em geral mantenham suas vacinas atualizadas para evitar a transmissão de doenças como Influenza, Coqueluche e Varicela ao recém-nascido. É ideal que a mulher, antes de engravidar, esteja em dia com o calendário de vacinação do adulto e, durante a gestação, receba as vacinas indicadas à gestante.

Vacina da Febre Amarela X Amamentação

A única exceção que se constitui em contraindicação para mulheres lactantes (que estão amamentando) de bebês menores de seis meses é a vacina contra febre amarela, pelo risco de transmissão do vírus vacinal à criança através do leite materno."

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Fonte | Guia Prático de Atualização do Departamento Científico de Imunizações e Neonatologia - Vacinação em pretermos - Nº 8, Junho de 2018.


Doação de Sangue

Seja um doador de sangue

No dia 25 de novembro comemora-se o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data tem o objetivo de mostrar a importância do papel dos doadores e busca sensibilizar e incentivar a população para a ação. O procedimento todo (cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta do sangue e lanche) dura cerca de 40 minutos. Após a coleta, a bolsa de sangue é separada em componentes sanguíneos que são enviados para exames laboratoriais obrigatórios para posterior liberação ou descarte. Os componentes obtidos em uma única doação de sangue podem beneficiar até quatro pessoas.

Por que a data é celebrada em novembro?

O mês foi escolhido por preceder um período de estoques baixos nos bancos de sangue. A proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros períodos de feriados prolongados torna esse dia especialmente importante para promover o ato solidário e regular da doação de sangue.

O interessado em doar sangue precisa preencher os seguintes requisitos básicos: portar documento oficial de identidade com foto; estar bem de saúde; ter entre 16 (com autorização dos pais ou responsáveis legais) e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos); pesar no mínimo 50 kg e não estar em jejum.

Há ainda situações que impedem, provisoriamente, a doação de sangue. São eles: febre acima de 37°C; gripe ou resfriado; gravidez atual (90 dias após o parto normal e 180 dias no caso de cesariana); amamentação (1 ano após o parto); uso de alguns medicamentos; anemia; cirurgias; extração dentária (7 dias); tatuagem ou piercing (1 ano); vacinação da febre amarela ou sarampo (4 semana) e transfusão de sangue (1 ano).

Para mais informações, procure o hemocentro mais próximo. Existe sempre alguém precisando da sua ajuda. Doe sangue e compartilhe essa ideia!


Novas medidas adotadas pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde apresentou ontem, em Brasília, balanço de sarampo e anunciou ações de prevenção. Replicamos na íntegra para que você fique bem informado. A partir de amanhã, dia 22 de agosto, procure as redes pública ou privada e vacine os seus filhos!


"A partir desta quinta-feira (22), todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A ação é uma resposta imediata do Ministério da Saúde em decorrência do aumento de casos da doença em alguns estados.


Há um planejamento de compra da vacina, tendo como base o número de pessoas que devem ser vacinadas, considerando as ações de rotina (média de 2,5 milhões de doses/mês); as ações de bloqueio para interromper a cadeia de transmissão; além das doses adicionais para crianças de seis meses a menores de um ano. O Ministério da Saúde já reiterou junto aos estados e municípios a orientação para que as estratégias sejam restritas a essas situações, evitando que ocorra possível desabastecimento da vacina.


É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.


Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba. Neste ano, o Ministério, já enviou para os estados 10,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Esse quantitativo é para atender a vacinação de rotina, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, em todos os estados do país, bloqueio vacinal e para intensificar a vacinação de crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias de idade. Desse total de vacinas, 71% foi enviado para o estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos de sarampo no país. A vacina é a principal forma de tratamento do sarampo."


Dia Nacional da Saúde

Hoje é comemorado o Dia Nacional da Saúde. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Oswaldo Cruz - pioneiro no estudo de moléstias tropicais no Brasil. Sanitarista, bacteriologista e epidemiologista, ele que erradicou a Febre Amarela no país. Enquanto todos acreditavam que a doença era transmitida pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes, ele lançava a sua teoria: o transmissor da Febre Amarela era um mosquito. Suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular. Mas, no final, ele estava certo, a doença foi erradicada!


Porém, uma doença erradicada pode reincidir e chegar ao nível de surto caso a população não esteja devidamente bloqueada, ou seja, vacinada, protegida. E é justamente o que vimos acontecer com a Febre Amarela, no Brasil, em maio, embora o número de casos não tenha sido alarmante, a doença se espalhou em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional. Não à toa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou alerta pedindo para o país reforçar as medidas de prevenção.


Situações como essa ratificam a importância de nos mantermos protegidos, através do bloqueio vacinal, impedindo que uma doença como a Febre Amarela tome proporções de surto nas regiões nas quais vivemos. Surtos que podem ser evitados geram custos desnecessários à nossa saúde pública.


Vamos fazer a nossa parte em prol da nossa saúde, sociedade e do legado deixado por Oswaldo Cruz?


Baixe o app da Beep Saúde e agende! Uma das nossas enfermeiras "Mãos de Fadas" fará uma aplicação tão leve que você vai se perguntar se elas usou agulha. Sua grande chande de ajudar o bloqueio vacinal e viver uma experiência transformadora em vacinação!


Quer entender o momento no qual o Brasil passava quando Oswaldo Cruz foi nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para assumir a missão de erradicar a Febre Amarela? Leitura imprescindível para você entender como a vacina está ligada à política e economia de um país.


Fonte | Saúde Abril


USP Inaugura laboratório!

Adoramos a notícia e compartilhamos, na íntegra, com vocês!


Com investimento do governo francês, USP inaugura laboratório para pesquisar epidemias.


Plataforma com 17 laboratórios vai ser lançada nesta quinta-feira (4) em SP. Projeto de R$ 40 milhões é fruto de parceria da universidade com Fiocruz e Instituto Pasteur.


A Universidade de São Paulo (USP) inaugura nesta quinta-feira (4) um conjunto de laboratórios de alta tecnologia para pesquisar doenças contagiosas e prevenir epidemias de doenças como zika, dengue, febre amarela e gripe.


Localizada dentro do Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo, a Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) será composta por 17 laboratórios em uma área de 1.700 m². O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões.


Parcialmente financiado pelo governo francês, o projeto é fruto de uma parceria firmada em 2015 entre a universidade paulista, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição de pesquisa do Rio de Janeiro, e o Instituto Pasteur, fundação francesa com 23 mil pesquisadores associados e vencedora de 10 Prêmios Nobel.


O foco inicial da unidade é desenvolver métodos de prevenção para epidemias de vírus que podem provocar danos no sistema nervoso central, como zika, dengue, febre amarela e gripe. Também serão objeto de pesquisa do laboratório protozoários como os tripanosomas que causam a Doença do Sono. No total, espera-se que a plataforma abrigue de 80 a 100 pesquisadores, entre técnicos, estudantes e funcionários.


Instalações de alta tecnologia
Segundo os pesquisadores que comandam o projeto, as instalações da nova unidade serão únicas em todo o país e podem ajudar no desenvolvimento de pesquisas internacionais.


Paola Minoprio, diretora de pesquisa do Instituto Pasteur, sediado em Paris, voltou ao Brasil depois de mais de 30 anos morando no exterior para coordenar o projeto ao lado de Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.


"As linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica Minoprio. As instituições têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.


“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, comemora Ferreira.


A nova unidade vai abrigar os primeiros laboratórios de pesquisa brasileiros com nível de segurança equiparável aos mais elevados parâmetros internacionais. Quatro dos 17 laboratórios são de biossegurança nível 3 (NB3) e voltados para a análise de patógenos de alto risco, que transmitem e causam doenças potencialmente letais.


Essas salas de acesso controlado têm cerca de 200 m² cada e são equipadas com três câmaras pressurizadas para garantir a contenção dos patógenos ali analisados. Para atuar nas instalações de alto risco, os pesquisadores passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.


Pesquisadores residentes
Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelas entidades que administram a plataforma.


Além de Minoprio, do Pasteur, foram selecionados Paolo Zanotto, Edison Durigon e Jean Pierre Peron, do ICB, Patrícia Beltrão Braga, da USP Leste, Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, Helder Nakaya, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e Pedro Teixeira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz.


A partir de 2020, serão selecionados anualmente grupos de jovens pesquisadores, do Brasil e do exterior, para integrar a equipe junto com os cientistas residentes.


Fonte | G1


Precisamos falar sobre o Sarampo

Essa velha e conhecida doença está fazendo vítimas fatais em diferentes regiões do mundo. Em Nova Iorque, um recente surto obrigou o governador a tomar medidas mais radicais em relação às pessoas que não se vacinam. No Congo, uma epidemia já matou mais do que a temida Ebola. No Brasil, o Ministério da Saúde chegou a cogitar campanha de vacinação, mas voltou atrás, porém se mantendo atento ao cenário e garantindo a entrega imediata de vacinas aos estados que solicitarem a mesma.
O estado de Nova Iorque eliminou, no último dia 13, a isenção religiosa que permitia aos nova-iorquinos não se vacinarem por motivos religiosos. A medida foi assinada pelo governador Andrew Cuomo, após aprovação no Congresso local, em resposta ao atual surto de sarampo no estado, que afeta principalmente uma comunidade de judeus ortodoxos. A lei entrou em vigor imediatamente, e estudantes não vacinados terão 30 dias para provar que receberam cada vacina requerida.
Enquanto isso, no Congo, o governo declarou, no último dia 10, uma epidemia de sarampo, que, segundo as cifras mais recentes do Ministério da Saúde mostram, já matou ao menos 1.500 pessoas - mais de uma centena além daquelas mortas pelo Ebola.
Enquanto as autoridades de saúde se concentravam na muito mais fatal febre hemorrágica viral do Ebola, que se concentrou no leste sem lei da República Democrática do Congo, cerca de 65 mil casos possíveis de sarampo foram relatados no vasto país do centro africano.
No Brasil, a cidade de São Paulo tem surto de sarampo com registro de 32 casos confirmados da doença, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Já no Rio de Janeiro, a notificação de casos de sarampo alcançou a marca de 36 casos, sendo somente 7 confirmados. No caso do Pará, o estado recebeu a notificação de 132 casos suspeitos de sarampo e confirmou 53 deles até 5 de junho.
Em março, o Ministério da Saúde confirmou que o Brasil perderá o status de país livre do sarampo, após registrar um caso no Pará e não conseguir interromper a transmissão da doença.
Leia a matéria com a Amanda Reis, gerente de imunização da Beep Saúde, e assista ao seu vídeo falando sobre a importância da vacina.
Aproveite e agende a sua vacina contra o Sarampo, nossa equipe ‘mãos de fadas’ vai até a sua casa, de domingo a domingo!
Fontes:
Folha de São Paulo
G1 Ciência e Saúde
G1 Bem Estar


Testes em Animais? Não!

Você é contra testes nos animais? É a favor de pesquisas mais assertivas sobre a biologia humana? Leia essa matéria que achamos incrível e você certamente também achará!

O mercado de tecidos humanos está crescendo. Um fator é a campanha contra os testes em animais. Outro é que a biologia animal não é biologia humana – um tratamento que funcionou bem no laboratório pode falhar quando administrado a seres humanos.
Uma empresa escocesa, que vale vários milhões de libras esterlinas, ganhou prêmios por seu sucesso de exportação ao fornecer a pesquisadores do mundo inteiro partes de pessoas - e seus resíduos.
A Tissue Solutions, com sede em Glasgow, na Escócia, se define como um "banco biológico". Ela organiza amostras de tecido humano a serem coletadas e entregues em todo o mundo. "Cientistas e laboratórios precisam de tecido humano para desenvolver e testar novos medicamentos", diz o fundador e CEO da empresa, Dr. Morag McFarlane.
Ela disse à revista The Nine, da BBC escocesa: "Eles precisam recorrer a alguém que possa coletar esse material eticamente e gerenciar todo o processo para eles”.
Para ser um sucesso de exportação, uma empresa precisa de cérebros. A Tissue Solutions os possui, ou pelo menos pedaços de cérebros.
Eles também podem fornecer sangue, saliva e muito mais. "Até cabelo", diz Morag.
"E coisas bizarras, como língua, dedos, cocô - amostras de matéria fecal”.
Essa linha de produtos específica começou quando outra empresa de Glasgow estava desenvolvendo um kit de teste caseiro para câncer de intestino.
Eles estavam indo bem simulando o material misturando água com uma certa marca de cereal matinal à base de farelo de trigo. Mas à medida que a pesquisa avançava, a empresa precisava do material real. Então eles ligaram para a Tissue Solutions.
"Nós contratamos um grupo, e eles recrutaram doadores, coletaram as amostras, processaram-nas e depois a empresa obteve os dados", diz McFarlane. Existem outras formas de adquirir as amostras, todas elas certificadas como éticas.
No caso de tumores, pacientes de hospitais na Escócia automaticamente consentem em ter amostras usadas para propósitos de pesquisa. Grupos de voluntários ajudam com outras mercadorias. Alguns concordam que um buraco de 5mm seja feito em sua pele.
Pessoas com psoríase (uma doença de pele) costumam ser doadoras de pele com boa vontade, já que suas amostras podem levar a novos tratamentos. Os tecidos e resíduos podem ser armazenados em qualquer lugar e entregues em qualquer lugar, desde que o fornecimento seja ético. Isso significa que pouco do material realmente passa pela sede da Tissue Solutions, no Parque Científico do Oeste da Escócia.
Entregas fresquinhas
Organizar entregas é o trabalho da gerente de logística e transporte Laura White. "Eu tenho muitos envios acontecendo hoje, principalmente sangue", diz ela. "Eu tenho amostras de urina que vêm da Bulgária e da Romênia, e ambas estão chegando a um cliente no Reino Unido."
"Então, logisticamente, o negócio é manter o controle disso todos os dias, ver o que está sendo enviado, se foi entregue, levar o produto para o cliente."
Esses clientes não estão procurando por qualquer sangue, cuspe ou xixi. Frequentemente, eles querem testar a eficácia dos medicamentos em amostras de pessoas com a doença que estão tentando combater. As amostras podem ser enviadas em temperatura ambiente, como é o caso de tecidos preservados em blocos de cera de parafina.
Elas também podem ser congeladas e mantidas em gelo seco a -80 graus Celsius. Uma utilidade de amostras de tumores recém-retirados é para pesquisas que tentam transformar o sistema imunológico do paciente contra o câncer. "As pessoas querem tumores novos", diz o Dr. McFarlane, "para que possam avaliar, no tumor real, qual o efeito da droga no sistema imunológico, se pode realmente estimular o sistema imunológico a atacar o tumor e começar a matá-lo".
O mercado de tecidos humanos e biomateriais está crescendo. Um fator é a campanha contra os testes em animais. Outro é que a biologia animal não é biologia humana. Um tratamento que funcionou bem no laboratório pode falhar quando administrado a seres humanos. Os negócios internacionais da Tissue Solutions vêm crescendo desde a sua fundação há 12 anos. Agora empregam 25 pessoas.
Sucesso de exportação
O Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido aponta para o setor como um exemplo. No ano passado exportou quase £ 25 bilhões (aproximadamente R$ 125 bi) somente em produtos medicinais e farmacêuticos. Mas é só mencionar a incerteza em torno de Brexit e Dr McFarlane geme.
A empresa ganhou duas vezes o Prêmio de Empreendimento da Rainha pelo sucesso de suas exportações. Suas vendas no exterior cresceram mais de 200% em três anos. Estão determinados a evitar que o Brexit não interrompa isso. "Criamos duas novas empresas, uma em Dublin, na Irlanda, e outra em Lyon, então, se precisarmos, podemos a trabalhar com essas empresas para facilitar as coisas", diz McFarlane.
A taxa de retorno de clientes da empresa está em 80%, uma indicação de alta satisfação. Mas não é possível agradar a todos. Eles receberam um pedido de um material específico. Desculpe, mas estamos falando de cocô de novo. As amostras foram congeladas, seladas, embaladas e enviadas.
Mas o cliente reclamou. O cocô era "muito fedorento". A Dr. McFarlane ri: "Não tivemos resposta para eles". "Nós não poderíamos dizer 'o que você esperava?' Mas foi o que todos pensamos."
Fonte | BBCNews | UOL


Slime

Slime: Tudo que os pais precisam saber

O slime virou febre entre as crianças. Entenda porque essa divertida brincadeira, aparentemente inofensiva, pode prejudicar o seu filho.

Na década de 80, as gelecas viraram febre entre as crianças. Hoje, com novo nome, SLIME, a graça da brincadeira é cada criança produzir o seu.
Várias, inclusive, estão postando tutoriais com as suas receitas - mas a base delas é igual para todas: bórax (borato de sódio), água boricada e cola branca. E é aí que está o perigo, nos ingredientes.
O bórax é matéria-prima de alguns produtos de limpeza, sabão em pó para máquina de lavar, inseticidas e outros. A ANVISA avalia o bórax como classe toxicológica II, ou seja, altamente tóxico.
Por ser uma substância alcalina (com pH alto), tende a danificar a camada de gordura protetora da pele, o que pode causar o surgimento de lesões que parecem feridas vermelhas, coçam e ardem, e até dermatite de contato, que é uma reação que se assemelha a uma queimadura de pele e causa descamação.
O contato com o bórax em quantidades acima do recomendado pode causar problemas como cólicas estomacais, vômitos, diarreia e irritação nos olhos.
A Água Boricada, apesar de meno ofensiva, é uma solução composta de ácido bórico - produto que contém o mesmo elemento presente no bórax, porém, por ser diluída em água, seu risco é menor.
Já estão surgindo casos, inclusive, de internação. Fica aqui a dica da Beep para que as nossas crianças possam brincar e se divertir de forma saudável, divertida e segura.
Fonte: Minha Saúde Org