Criança com deficiência. Precisamos falar sobre inclusão!

O dia 9 de dezembro serve para enfatizarmos, principalmente, a importância da inclusão da criança com deficiência em todas as camadas da sociedade.

Criança com deficiência é aquela que tem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Essas deficiências podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Neste grupo, estão incluídas, por exemplo, as crianças com autismo, comprometimento intelectual, perda auditiva e visual, síndromes genéticas como a síndrome de Down e paralisia cerebral.

Saúde da criança com deficiência

Antes de mais nada, é preciso enxergar a criança à frente da deficiência. Assim como todas as outras, é fundamental amar, respeitar, educar e brincar com elas.

Além disso, os cuidados com a saúde destas crianças são essenciais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência. São eles:

  • Acompanhamento regular com pediatra.
  • Terapias de estimulação e reabilitação com profissionais como fisioterapeutas.
  • Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
  • Uso de órteses e outros dispositivos tecnológicos são fundamentais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência.

Inclusão Social

Ela deve se iniciar dentro da própria família, na igreja, nas festas, no clube, e se expandir para a escola que deve ser capaz de receber e integrar a criança com deficiência da melhor forma possível.

Por conta de necessidades especiais de aprendizagem, deve haver adaptação do currículo escolar, professores de apoio e materiais didáticos adequados a cada tipo de deficiência.

Ter uma criança com deficiência na sala de aula ajuda não só a esta criança, mas também as outras que aprendem a ser menos competitivas e mais colaborativas, lidar melhor com seus limites, respeitar as diversidades e esperar o tempo dos outros.

A construção de uma sociedade mais justa, humana e inclusiva é responsabilidade de cada um de nós. Depende do que pensamos, falamos e como agimos frente à diversidade.


Se interessou pela tema? Leia mais em Toda criança é especial!


Dra. Cris Explica

Dra. Cris Meirelles fala sobre vacinação no bebê prematuro!

"A imunização é um dos meios mais eficazes de combate à doenças infecciosas e não deve ser negligenciada quando se trata de um bebê prematuro.

São denominados pretermos (bebês prematuros) os recém-nascidos com idade gestacional ao nascimento inferior a 37 semanas. Esses bebês apresentam um sistema imunológico mais imaturo, menos desenvolvido, o que os torna mais vulneráveis a infecções.

Por terem nascido antes do momento adequado, os bebês prematuros receberam menos anticorpos maternos transferidos através da placenta, o que seria um fator de proteção importante contra várias doenças. No entanto, apesar disso, não há motivos para não vacinar ou adiar o procedimento nos prematuros. As vacinas do Calendário de Imunização devem ser administradas no bebê de acordo com a sua idade cronológica, da mesma forma que nos bebês a termo (doses habituais e intervalos iguais), havendo poucas exceções.

A vacinação deve ser realizada inclusive em bebês prematuros hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e só deve ser adiada se houver condições de saúde instáveis, sepse (infecção generalizada), distúrbios infecciosos ou metabólicos.

Vamos a algumas particularidades…

Em relação à BCG, o Programa Nacional de Imunizações recomenda a aplicação da vacina intradérmica contra a tuberculose (BCG-ID) somente em recém-nascido com peso superior a 2 kg. Portanto, devemos aguardar até que o bebê atinja esse peso para que seja vacinado.

As vacinas que contêm vírus vivos (pólio oral e Rotavírus) são contraindicadas em ambiente hospitalar pelo risco teórico de transmissão do vírus vacinal para imunodeprimidos. Porém, não há contraindicação em pretermos que já estão em casa.

Em relação à vacina tríplice bacteriana que protege contra difteria, tétano e coqueluche, devemos dar preferência à vacina do tipo acelular, já que o risco do bebê apresentar reações é menor. Já a vacina contra hepatite B deve ser aplicada em 4 doses, ao invés de 3, em todo recém-nascido com menos de 2 kg ao nascer.

Estratégia Cocoon

Além da vacinação adequada desses bebês, também é fundamental que os
pais, avós, irmãos e cuidadores em geral mantenham suas vacinas atualizadas para evitar a transmissão de doenças como Influenza, Coqueluche e Varicela ao recém-nascido. É ideal que a mulher, antes de engravidar, esteja em dia com o calendário de vacinação do adulto e, durante a gestação, receba as vacinas indicadas à gestante.

Vacina da Febre Amarela X Amamentação

A única exceção que se constitui em contraindicação para mulheres lactantes (que estão amamentando) de bebês menores de seis meses é a vacina contra febre amarela, pelo risco de transmissão do vírus vacinal à criança através do leite materno."

Esta matéria esclareceu as suas dúvidas? Envie para outra pessoa para que ela também saiba mais sobre a vacinação nos bebês prematuros. Compartilhe!

Fonte | Guia Prático de Atualização do Departamento Científico de Imunizações e Neonatologia - Vacinação em pretermos - Nº 8, Junho de 2018.


Dia Mundial do Diabetes - o que você precisa saber!

No dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, que tem como objetivo colocar este importante tema in voga, já que, hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações. O Novembro Azul também se refere a este doença.


Mas o que é exatamente o Diabetes? É uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa dele para utilizar a glicose, que obtemos por meio de alimentos, como fonte de energia.


Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.


A Dra. Cristiana Meirelles fala, neste vídeo, com a propriedade de médica e também como paciente! Assista e fique mais informado sobre esta doença crônica, silenciosa e perigosa.


Se você gostou desse conteúdo e acha que outras pessoas precisam ler, compartilhe. Se preocupar com a saúde de quem amamos é uma das melhores
formas de demonstrarmos amor!


Fontes | SBD E OMS


Câncer Infantil | Tipos mais comuns e sintomas

Aproveitando a onda de conscientização do Outubro Rosa, focado no Câncer de Mama, vamos falar sobre o Câncer Infantil? Aqui, a Dra. Cristiana Meirelles destaca os tipos mais comuns que acometem crianças e adolescentes e faz um alerta citando os principais sintomas.


Quanto antes o Câncer Infantil for detectado, maiores são as chances de sucesso no tratamento!


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Setembro Amarelo | Prevenção ao suicídio

Depressão na infância no Setembro Amarelo

Estamos no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio - tema que deve ser debatido com frequência. Então, pegando carona no tema, a Dra. Cristiana Meirelles, pediatra, fala sobre esse mal que também habita, muito mais do que imaginamos, os universos da infância e adolescência - são muitos os casos de depressão na infância.


"Nos últimos anos, estamos vivenciando um aumento do número de crianças e adolescentes com depressão.


Pesquisas demonstraram que uma em cada 37 crianças foram diagnosticadas com depressão entre 2011-2012 nos EUA. O suicídio foi a segunda causa de morte entre crianças de 12 a 17 anos em 2010, segundo dados da OMS - portanto, a situação é realmente preocupante! Precisamos falar sobre a depressão na infância.


Quais são as causas desses transtornos depressivos? Não há uma isolada e sim vários fatores que podem interagir levando à depressão, como questões genéticas, fisiológicas, ambientais e temperamentais.


Como muitos pais têm dificuldade em identificar a depressão nos filhos, listei os principais fatores que representam um risco maior de depressão na infância e adolescência. São eles:


  • Problemas emocionais graves durante a gestação.
  • História familiar de depressão ou transtornos psiquiátricos.
  • Tentativa de suicídio em parente próximo.
  • Depressão materna.
  • Estresse tóxico na infância, incluindo agressões físicas, morais e verbais, excesso de cobrança, abuso sexual, falta de afeto e de presença qualitativa dos pais, exposição precoce ao trabalho infantil, perda recente da figura de referência (devido à morte ou separação), agenda “mini executivo”.
  • Cyberbullying.
  • Exposição excessiva às telas, como TV, tablets e celulares.
  • Exposição a conteúdos inadequados ou violentos (por games, vídeos, filmes, desenhos e mensagens de texto).
  • Quadro de ansiedade excessiva.
  • Privação crônica de sono devido a horários inadequados de dormir e despertar e quantidade insuficiente de horas de sono pela faixa etária.
  • Terceirização da infância com redução do tempo de presença dos pais.
  • Oportunidades de brincadeiras restritas.
  • Pouca convivência com os pares.
  • Tempo ao ar livre e brincadeiras na natureza limitadas.


Como a criança não é capaz de compreender e expressar bem seus sentimentos, os adultos muitas vezes interpretam os sinais de depressão como crises da idade e essa prática também se replica, muitas vezes, ao adolescente. Por isso, a doença é mais difícil de ser diagnosticada.


Você sabe quais são os principais sinais e sintomas da depressão para os quais devemos estar atentos? Também listei alguns. São eles:


  • Sentimento de culpa ou baixa autoestima; dificuldade de tomar decisões.
  • Distúrbios do sono, como sonolência excessiva, insônia, despertar precoce.
  • Apatia.
  • Desinteresse pelas atividades habituais e por brincadeiras.
  • Redução da energia ou irritabilidade/agitação.
  • Dificuldade de concentração.
  • Alterações do apetite, desde comer em excesso à anorexia e alterações do peso.
  • Agitação psicomotora ou lentidão.
  • Pensamentos suicidas, comportamento de auto injúria.


Se estes sintomas estiverem presentes por mais de duas semanas e acarretarem prejuízo nas atividades da criança ou adolescente na escola e no seu meio social, há forte suspeita de depressão.


Além desses, existem outros sinais inespecíficos que podem
estar presentes nas crianças menores de 12 anos, como:


  • Dor na barriga, dor de cabeça, enjoo, dores nas pernas (sem causas aparentes).
  • Choro fácil.
  • Comportamento de roer unhas ou morder lápis, mutismo seletivo abrupto (recusa em falar) e tiques.
  • Distúrbios do sono, como insônia, medo de dormir sozinho, pesadelos frequentes, terror noturno, sonolência excessiva.
  • Enurese noturna (voltar a fazer xixi na cama).
  • Recusa em ir à escola.
  • Dificuldades escolares e queda do rendimento escolar.
  • Agitação, irritabilidade, agressividade.
  • Comportamento opositor.


Essas queixas não devem ser minimizadas pelos pais, familiares e professores e as crianças devem sempre ser levadas às consultas com o pediatra assistente.


O que podemos fazer quando há risco de depressão na
infância?


Organizar a rotina de sono, com horário e tempo satisfatórios por idade, é essencial. Também devemos nos atentar ao tempo e conteúdo de tela, sempre seguindo as recomendações por idade. Brincadeiras e atividades de lazer, principalmente com a participação dos pais, é imprescindível - aliás, é recomendada atividade física de 60 minutos ao dia. Praticar técnicas de relaxamento ou "mindfulness" também é um estímulo indicado. É de extrema importância que a escola esteja continuamente orientada para saber lidar e guiar a criança da forma mais adequada.


E qual o tratamento da depressão? Além das medidas acima, a criança e a família devem ser encaminhadas para psicoterapia. Técnicas de meditação e atenção plena podem ajudar. Além disso, medicações ansiolíticas e antidepressivas devem ser usadas nos casos de depressão moderada a grave, prescritas por profissional experiente.


Proporcionar um ambiente afetuoso, harmonioso e estimulante torna o processo de cura mais rápido e efetivo."


Fonte | Departamento Científico Pediatria do
Desenvolvimento e Comportamento (2016-2018) • Sociedade Brasileira de Pediatria
(agosto/2019).


Os Sintomas da Pneumonia

Após assistir ao vídeo, você já sabe detectar os principais sintomas da pneumonia em crianças e idosos. Agora, complementaremos as informações da Dra. Cristiana Meirelles destacando as principais diferenças entre a VPC10 e a VPC13.


A VPC 10 está disponível na rede pública e é composta de dez sorotipos de pneumococo. Ela previne cerca de 70% das doenças graves em crianças.


Já, a VPC13 é composta de 13 sorotipos de pneumococo e previne até 90% dos casos de doença grave nessa faixa etária. Ela é encontrada exclusivamente na rede privada.


As crianças que já completaram o esquema de vacinação com a VPC10 nos postos de saúde, podem se beneficiar com uma dose extra da VPC13, na rede privada, ampliando a sua proteção contra o pneumococo.


Para maiores de 50 anos e, sobretudo, os idosos a partir de 60, recomenda-se esquema com as vacinas VPC13 e VPC23. Lembrando que a VPC23 deve ser aplicada com espaço de seis meses após a aplicação da VPC13.


Agora que você já sabe os principais sintomas da pneumonia em crianças e idosos, e sabe também as principais diferenças entre as vacinas, está mais fácil cuidar da saúde de quem você ama.


E lembre-se sempre de que a vacina é a melhor forma de se prevenir contra a pneumonia.


Baixe o aplicativo da Beep, agende as suas vacinas Pneumocócica 13 e Pneumocócica 23 e fique em dia com a sua saúde.


Fonte | Sbim


Semana Mundial do Aleitamento Materno | Dra. Cristiana Meirelles

"Toda mãe, mesmo que de primeira viagem, sabe da importância do aleitamento materno para o bebê e para a mulher. Esse é um assunto bastante discutido entre pediatra e família e nas mídias sociais.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e continuado até os 2 anos ou mais. Dentre outras, essas são algumas das inúmeras vantagens da amamentação:


  • O leite materno é um alimento completo para o bebê;


  • Amamentar previne depressão pós-parto e alguns tipos de câncer na mulher e ainda ajuda na perda de peso da mamãe;


  • Intensifica o apego entre mãe e filho e favorece a comunicação por meio de sorrisos, olhares e carícias;


  • Se o aleitamento for realmente exclusivo até os 6 meses de vida, funciona como um método contraceptivo com uma eficácia de até 98%, semelhante à pílula anticoncepcional;


  • É prático e econômico, já que o leite está sempre à mão, pronto e na temperatura ideal;


  • E ainda protege o bebê contra infecções, alergias, diabetes, desnutrição e obesidade.


No entanto, sempre que o tema é levantado, surge a velha dúvida das mamães: “Será que tenho leite suficiente? O que influencia a produção do meu leite?”.


Uma vez a amamentação iniciada com sucesso, é a demanda do bebê que controlará a produção de leite. Será que é sempre assim? Nos últimos anos, a ciência tem demonstrado através de estudos experimentais, em animais de produção e em mulheres amamentando, que são muitas as variáveis maternas que influenciam na produção de leite. Essas variáveis vão desde alterações anatômicas das mamas, fatores sociais, psicológicos e comportamentais, até fatores hormonais, ambientais e genéticos. Realmente, já foram identificadas muitas variantes genéticas que impactam na produção de leite. Dentre elas, estão mutações nos genes da prolactina, que é o principal hormônio que regula a produção de leite.


A história de que “só não produz leite quem não quer”, portanto, não é real. Estima-se que de 10 a 15% das mulheres de fato não conseguem produzir leite suficiente para seu bebê. Por outro lado, o percentual de mulheres que acredita não estar produzindo leite suficiente varia de 40 a 90%.


Para essas mamães que somente acreditam não estar produzindo leite suficiente, há alguns fatores que precisamos avaliar.


  • Em 1º lugar, a pega do bebê pode estar incorreta no momento da sucção do leite materno. Na pega adequada, o bebê está com a boca bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora, com o queixo tocando ou quase tocando a mama e abocanhando a aréola de modo que ela esteja com a parte de cima mais visível que a de baixo.


  • Em 2º lugar, o posicionamento do bebê ou a posição da mãe podem estar desconfortáveis.


  • Em 3º lugar, o ambiente pode estar muito barulhento, com interrupções a todo momento.


  • Outro fator importante: a mãe pode estar cansada, ansiosa ou estressada. Descansar enquanto o filho dorme, ingerir bastante líquido, ter uma alimentação saudável e fazer relaxamento podem ajudar neste caso.


  • Outro erro comum é estabelecer duração e horário para as mamadas. A amamentação deve seguir o ritmo de fome de seu bebê, ou seja, o regime de livre demanda. Quanto maior o número de mamadas, maior liberação do hormônio prolactina e maior será o volume de leite produzido.


  • Fumar e ingerir álcool podem inibir o reflexo da descida do leite.


  • Oferecer chupetas e bicos artificiais pode confundir a sucção do bebê, atrapalhando a produção do leite.


  • Problemas nas mamas, como empedramento do leite e rachaduras nos mamilos, dificultam bastante a amamentação. Preparar as mamas e tratar precocemente essas alterações evitam a interrupção desnecessária do aleitamento;


  • A mama muito cheia ou tensa dificulta a pega. Logo, deve-se extrair manualmente um pouco de leite antes de cada mamada para que a aréola fique mais macia e o bebê consiga abocanhar o peito mais facilmente;


  • Por último e não menos importante, o bebê pode apresentar refluxo gastroesofágico ou cólica, devendo ser avaliado pelo pediatra que irá orientar medidas de controle dessas alterações.


Portanto, o que podemos perceber, é que, para grande parte das mamães, informação e apoio podem ser a chave para manter a amamentação. Frente a qualquer dificuldade, a mulher deve procurar ajuda especializada de seu ginecologista/obstetra e de seu pediatra. Rede de apoio de amigos e familiares também é fundamental!"


Sarampo: Vacina de Reforço e Bloqueio Vacinal

“O Sarampo é uma doença viral prevenível pela vacina, que já está presente no calendário de vacinação do SUS, no Brasil, há vários anos. Chegamos a receber certificado de erradicação da doença, no país, pela Organização Pan Americana de Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em 2016. No entanto, o vírus está de volta! Até o início de junho, o Ministério da Saúde confirmou 123 casos, sendo que, destes, 31 foram reportados. A reintrodução do vírus no país é consequência da grande migração de venezuelanos. Mas, a responsabilidade não é deles, se houvesse uma cobertura vacinal acima de 95% isso não teria ocorrido. Ou seja, muitas pessoas não estão se vacinando.

Na maioria dos casos, o sarampo é de baixa gravidade, mas pode levar a complicações que oferecem risco de vida, como pneumonia e meningite, e deixar sequelas neurológicas graves. Além disso, é uma doença altamente contagiosa e não há tratamento específico contra ela, ou seja, não existe um remédio que combata diretamente o vírus. Por isso é tão importante a prevenção através da vacina, que é extremamente eficaz.

Com o aumento do número de casos da doença, muitas dúvidas são levantadas. Uma delas é a diferença entre a “vacina de reforço” e a “vacina de bloqueio”.

A “vacina de reforço” é indicada para crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação das duas doses aplicadas – ela potencializa a dose anteriormente recebida. Já, a “vacina de bloqueio” é comum quando há surtos e uma pessoa da comunidade contrai o vírus, todos no seu entorno devem se vacinar para impedir que a doença se espalhe na região. Chamamos também “vacina de reforço” às aplicadas em crianças entre 1 ano e 3 meses e dois anos – faz parte do calendário de vacinação.

Entenda mais sobre o sarampo, as vacinas e suas doses:

Para ser considerada protegida, a pessoa deve ter tomado duas doses da vacina na vida, aplicadas a partir de 1 ano de idade.

Para as crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomendam como rotina duas doses da vacina tríplice viral (SCR - sarampo, caxumba e rubéola): uma aos 12 meses e a segunda (dose de reforço) quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade, junto com a vacina varicela (catapora), podendo ser usadas vacinas separadas (SCR e Varicela) ou a combinada (tetraviral: SCR-V).

Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas também devem receber duas doses da vacina. Nos postos de saúde, crianças e adultos com até 29 anos, podem se vacinar gratuitamente com duas doses. Já, os indivíduos entre 30 e 49 anos só recebem uma dose da vacina. Quem já teve sarampo é considerado imunizado contra a doença, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Muitas pessoas, principalmente adolescentes e adultos, perderam o cartão de vacinas e não sabem se receberam as duas doses que protegem contra o sarampo. E é justamente essa faixa etária (em torno de 20 anos) que está sendo mais acometida, possivelmente porque tomaram apenas uma dose da vacina após 1 ano de idade, já que o esquema vacinal, na época em que eram pequenos, era diferente do atual.

Por isso, vale olhar a carteira e quem não tiver duas doses deve fazer uma dose de reforço. Está é a chamada "vacina de reforço", que potencializa uma dose anteriormente recebida.

Devemos salientar que a vacina SCR ou SCRV NÃO SÃO RECOMENDADAS para crianças com menos de 6 meses, gestantes e pessoas imunocomprometidas. As mulheres de idade fértil que tomarem a vacina devem aguardar pelo menos 1 mês para engravidar.

Em épocas de surtos, quando se identifica um caso de sarampo em uma comunidade, a Vigilância Epidemológica orienta para que todos do entorno da pessoa contaminada recebam a "vacina de bloqueio" (tríplice viral - SCR) dentro de 72 horas após o contato com o doente. Essa dose deve ser aplicada nas pessoas que moram na mesma casa de quem está com sarampo, crianças da mesma creche/escola e adultos do mesmo ambiente de trabalho. Tudo isso para tentar "bloquear" o vírus, aumentando a imunidade de todos que possam ter tido contato com a pessoa doente, impedindo que novos casos apareçam e, consequentemente, impedindo que o vírus de espalhe ainda mais. Por isso, é essencial seguir corretamente as orientações do pessoal da Vigilância Epidemológica.

No caso do sarampo, a vacina é a nossa maior aliada contra a doença!”


DENGUE | Saiba mais sobre os riscos!

A Chegada do verão aumenta o sinal de alerta contra a dengue.

Por esse ser um período quente e com frequentes pancadas de chuva, a velocidade de reprodução do mosquito Aedes aegypti é ampliada. Além da dengue, existe o temor pela zika e chikungunya.

Já existe a vacina contra a dengue, licenciada para utilização entre 9 e 45 anos, em 3 doses semestrais de 0,5 ml para injeção por via subcutânea.
Contraindicações: por tratar-se vacina de vírus vivo atenuado, não deve ser administrada durante a gestação, lactantes, portadores de HIV, imunodeficiência congênita ou adquirida e em vigência de quadros febris ou doença aguda , moderada ou grave.
Consulte sempre um médico nos casos de suspeita de dengue.


FEBRE AMARELA | Saiba quais são os riscos da doença

Os primeiros sintomas da doença aparecem de forma repentina, como a febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

Se o caso se agravar, outros indícios vão aparecer, como a icterícia (coloração amarela nos olhos e na pele) e a insuficiência renal e hepática.

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, em 2018 já foram notificados em 7.718 casos suspeitos e 1.376 casos confirmados de febre amarela no Brasil, a maioria na Região Sudeste. Diante do quadro, há necessidade de as pessoas se imunizarem contra a doença.
A vacina é indicada para crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.
Acesse nosso site para mais informações sobre a vacina!