Médica examinando paciente com rubéola

Rubéola: sintomas, tratamento, o que é rubéola congênita

Causada por um vírus da família Togavírus, a rubéola é uma doença infectocontagiosa cuja principal característica são as manchas vermelhas que surgem primeiro na face, e atrás da orelha, e depois se espalham por todo o corpo. As manchas são semelhantes às do sarampo, portanto, é importante consultar o médico - ele é o profissional mais indicado para diagnosticar a doença e prescrever o tratamento mais adequado. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • Quais são os sintomas da doença?
  • Como saber se está com rubéola?
  • De que forma a rubéola é transmitida?
  • Como prevenir a rubéola?
  • O que é rubéola na gravidez?
  • Como é o tratamento?
  • Viajantes precisam se vacinar contra rubéola?
  • Algumas recomendações. 

Quais são os sintomas da doença?

O vírus da rubéola passa por um período de incubação que pode variar de 14 a 18 dias. Os sintomas são similares aos da gripe, como dor de cabeça, dor ao engolir, dores no corpo (articulações e músculos), coriza, surgimento de gânglios, febre e exantema (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto e atrás da orelha que depois se espalham pelo corpo todo, portanto, consultar o médico e saber o diagnóstico é fundamental. 

Como saber se está com rubéola?

Muitas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola., portanto, destacamos para você as mais importantes: sarampo, dengue, exantema súbito (roséola infantum) e enteroviroses. Exames laboratoriais, disponíveis na rede pública em todos os estados, são realizados para a confirmação ou descarte de casos. Por isso, ao detectar os primeiros sintomas, não exite em procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. 

De que forma a rubéola é transmitida?

A transmissão acontece diretamente de pessoa para pessoa, por aspiração de gotículas de saliva e/ou secreção nasal, por meio da tosse, respiração e fala.

O período de transmissão se dá 1 a 2 semanas antes da manifestação dos sintomas até um pouco depois do início da erupção cutânea (da pele), o exantema. Vale destacar que a maior chance de transmissão ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Como prevenir a rubéola? 

A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da rubéola, portanto, não deixe de se vacinar. 

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada gradativamente na rotina infantil entre 1992 e 2000. Desde 1998, são realizadas campanhas públicas de vacinação para mulheres em idade fértil e homens. Com essa estratégia, desde 2010, o Brasil não teve mais casos de rubéola confirmados. Em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) declarou a erradicação da doença e da SRC (Síndrome da Rubéola Congênita) nas Américas. 

A vacina é eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 12  meses de vida, com um reforço aos 15 meses. Mulheres que nunca tiveram a doença e pretendem ter filhos devem ser vacinadas 30 dias antes de tentar engravidar, então, se está pretendendo engravidar, converse com o seu médico e se previna. Atualmente, devido ao surto de sarampo, há indicação de uma dose extra (dose zero) da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses de idade.

A rede pública disponibiliza a vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a rede privada, além da tríplice viral, disponibiliza a vacina Tetra Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). 

O que é síndrome da rubéola congênita?

Síndrome da rubéola congênita é quando a doença é transmitida da mãe para o feto, sendo esta a forma mais grave de rubéola. Quando a mãe se infecta nos três primeiros meses de gestação, há maior risco para o bebê.  O vírus pode provocar aborto ou malformações congênitas como surdez, problemas visuais, lesão no coração, entre outras. Por isso, a vacinação das mulheres férteis é uma recomendação constante. Então, se você é mulher e pretende engravidar, converse com o seu médico e não deixe de se vacinar. 

Como é o tratamento? 

O tratamento é sintomático, ou seja, utilizam-se medicamentos que aliviam os sintomas. São eles: antitérmicos e analgésicos -  que ajudam a diminuir o desconforto, dores de cabeça e do corpo, além de baixar a febre.

O repouso durante o período crítico da doença é uma recomendação frequente ao paciente infectado.

Viajantes precisam se vacinar? 

É recomendada pelo menos uma dose da vacina contra a rubéola em situação de viagem para o exterior. Portanto, se você pretende viajar para o exterior, vacine-se. 

Algumas recomendações

  • Quem nunca teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas;

  • Tenha total atenção às datas de vacinação do seu filho;

  • Se você é mulher e pretende ter filhos, então, deve se vacinar antes de engravidar;

  • Se você é gestante, tenha cuidado redobrado, principalmente nos três primeiros meses de gravidez. 

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de muitas outras matérias. E tenha sempre em mente que, surgindo alguns dos sintomas citados, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo a sua casa. 

Ah, e lembre-se de que pode contar com a Beep! 

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Fontes:
SBIm
Drauzio Varella
Saúde Governo


Imagem da chapa do pulmão para diagnóstico de tuberculose

Tuberculose: transmissão, sintomas, prevenção

Saiba tudo sobre uma das doenças que mais causa mortes no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. Infecciosa e transmissível, a tuberculose é uma doença que afeta sobretudo os pulmões, mas pode acometer também outros órgãos e/ou sistemas. 

No Brasil, a tuberculose é um sério problema de saúde pública diretamente ligado às questões sociais que o país enfrenta. O cenário é ainda mais complexo com a existência da epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes.  

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que causa a tuberculose?
  • Quais são os sintomas?
  • Como saber se a pessoa está com tuberculose?
  • De que forma se dá a transmissão da tuberculose?
  • Quais são os tipos de tuberculose? 
  • Como se faz o diagnóstico da tuberculose? 
  • Como se  trata a tuberculose?
  • Existe prevenção? 
  • Quais são as populações vulneráveis?
  • Há determinantes sociais da doença?

O que causa a tuberculose?

A doença é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, mais conhecido como bacilo de Koch.

Estima-se que mais ou menos 30% da população mundial esteja infectada, mas isso não significa que todas essas pessoas desenvolverão a doença.

Os indivíduos convivem com o bacilo, pois não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo. Uma vez reativado o foco, passam a ser infectantes.

A doença evolui quando o bacilo não é bloqueado e se divide, rompendo a célula e provocando uma reação inflamatória intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage produzindo muco, surgindo, então, a tosse produtiva.

Quais são os sintomas? 

A tosse, na forma seca ou produtiva, é o sintoma mais característico da doença. Por isso, se a pessoa apresentar tosse por duas semanas ou mais, deve ser imediatamente investigada. Destacamos aqui outros sinais e sintomas:

  • Tosse por mais de duas semanas;
  • Produção de catarro;
  • Febre vespertina;
  • Sudorese noturna;
  • Cansaço/fadiga;
  • Dor no peito;
  • Falta de apetite;
  • Emagrecimento;
  • Escarro com sangue em casos mais graves.

Como saber se uma pessoa está com tuberculose?

Se a pessoa apresentar sinais e sintomas listados acima, associados ou isoladamente, deve ser encaminhada imediatamente  ao médico ou Posto de Saúde mais próximo. O tratamento é gratuito e deve ser iniciado logo após o diagnóstico. 

De que forma se dá a transmissão da doença?

A transmissão é aérea e ocorre a partir da inalação de partículas sólidas ou líquidas que se encontram suspensas no ar, meio gasoso (aerossóis). A transmissão pode se dar durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com a tuberculose ativa que lançam no ar partículas que contêm bacilos.

Um indivíduo que tenha baciloscopia positiva (presença de bactérias da tuberculose no escarro) pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas durante um ano de convívio em uma comunidade.

Vale destacar que os bacilos que se fixam em roupas, lençóis, copos, entre outros objetos, dificilmente se dispersam em aerossóis, sendo assim, não têm papel importante na transmissão da tuberculose.

Quais são os tipos de tuberculose?

Além dos pulmões, a tuberculose pode afetar órgãos como rins, ossos, meninges, etc. Listamos alguns tipos:

  • Pleural (na película que reveste os pulmões);
  • Cutânea;
  • Cerebral;
  • Ganglionar (afeta os linfonodos/gânglios linfáticos);
  • Óssea;
  • Urinária.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico desta doença leva em consideração os sintomas, entretanto, a sua confirmação se dá pela radiografia do pulmão e análise do escarro . O teste de Mantoux, que consiste  na aplicação de tuberculina (extraída da própria bactéria) debaixo da pele, a broncoscopia e a biópsia pulmonar também podem ajudar na confirmação diagnóstica. 

Como se trata a tuberculose?

O tratamento é feito com a administração de antibióticos. No esquema básico, quatro medicamentos diferentes são utilizados no tratamento da tuberculose: pirazinamida, isoniazida, rifampicina e etambutol, nos dois primeiros meses. Nos 4 próximos meses, o paciente só toma isoniazida e rifampicina.

Esses remédios servem para impedir o crescimento do bacilo da tuberculose.

O tratamento tem a duração de seis meses, no mínimo. Ele é disponibilizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser realizado em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO) - ação de apoio e monitoramento do tratamento dos pacientes com tuberculose. Implica uma atuação comprometida e humanizada dos profissionais de saúde. Portanto, consulte um médico ou o posto de saúde mais próximo assim que perceber sinais da doença. 

É fundamental que o paciente tome as medicações regularmente pelo período recomendado para que não crie resistência bacteriana e torne a recuperação ainda mais difícil.

Existe prevenção?

A vacina BCG é a principal forma de prevenção da tuberculose nas suas formas graves (tuberculose miliar e meningite tuberculosa) em crianças, que recebem ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Ela está disponível nas redes pública e privada. Portanto, não deixe de vacinar o seu filho.

Outra forma de prevenção é a avaliação de contatos de pessoas com tuberculose, que permite identificar a Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis, possibilitando prevenir o desenvolvimento de tuberculose ativa.

Pessoas diagnosticadas com a infecção latente da tuberculose têm indicação de receber o tratamento para prevenir o adoecimento. Neste caso, é essencial procurar um médico ou uma unidade de saúde para avaliação. 

Além disso, uma medida simples de prevenção é manter ambientes bem ventilados e com entrada da luz do sol.

Quais são as populações vulneráveis?

Lembra que lá em cima citamos que esta doença está diretamente relacionada às questões sociais que o país apresenta? Aqui você vai entender melhor.

Muitas vezes, principalmente nos países em desenvolvimento, que é o caso do Brasil, o adoecimento por tuberculose está associado às condições precárias de vida. Mas, isso não quer dizer que pessoas de classes sociais mais altas não podem desenvolver a doença.

Alguns grupos específicos da população podem apresentar situações de maior vulnerabilidade. Listamos alguns aqui: 

  • Indígenas: risco de adoecimento por tuberculose 3 vezes maior;
  • Privados de liberdade: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas que vivem com HIV/aids: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas em situação de rua: risco de adoecimento por tuberculose 56 vezes maior*.

Fonte: SES/MS/SINAN, IBGE

*Fonte: TBWEB, SP, 2015 e Pessoa em Situação de Rua: Censo São Paulo, capital (FIPE, 2015).

Há determinantes sociais da doença?

Como você pode perceber, a tuberculose apresenta uma relação direta com a pobreza e exclusão social.

No caso dessa doença, especificamente, a ação de políticas públicas e a atuação da assistência social são imprescindíveis no sentido de unir esforços na construção de estratégias intersetoriais que busquem promover proteção social às pessoas adoecidas.  

Cabe aos serviços de saúde, ao identificarem pessoas desses grupos vulneráveis com sinais da doença, orientá-las a procurar os serviços da assistência social, principalmente o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), pois, lá, elas serão avaliadas e cadastradas para o acesso aos benefícios disponíveis.

Os programas sociais podem melhorar as condições de vida do indivíduo e contribuir para adesão ao tratamento da tuberculose. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

 

Fontes:

Drauzio Varella

Saúde/Governo