Caxumba: sintomas, tratamento, vacinas, prevenção

Sendo uma virose mais comum durante a  infância, a caxumba é uma doença infecciosa conhecida como papeira. Seu sintoma mais característico, frequente em 65% dos casos, é o inchaço nas bochechas, pescoço e mandíbula, que ocorre devido ao aumento das glândulas salivares.

É uma enfermidade de evolução benigna, mas alguns indivíduos podem desenvolver complicações como inflamação dos testículos e dos ovários, tendo a esterilidade como consequência, além de meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença - o vírus tem menor circulação na proporção que aumenta a cobertura vacinal, pois a vacinação em massa promove o bloqueio, protegendo uma minoria que não tenha se vacinado por questões específicas. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • Como saber se estou com caxumba ou não?
  • De que maneira se faz o diagnóstico da caxumba?
  • Como é a transmissão da doença?
  • Caxumba é perigosa na gravidez?
  • Qual o tratamento da caxumba?
  • Quais vacinas previnem caxumba?
  • Grávidas podem se vacinar contra caxumba?
  • A caxumba pode descer?
  • É possível pegar caxumba mais de uma vez?
  • Algumas recomendações.
  • Receitas caseiras para o tratamento da caxumba.

Como saber se estou com caxumba ou não?

Fique atento aos sinais e sintomas, que são mais intensos nos adultos do que nas crianças.

  • Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (aquelas que ficam embaixo da mandíbula);
  • Dor muscular e ao engolir;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Inapetência;
  • Fadiga.

Quando há complicação da doença, os sinais são diferentes e exigem assistência médica imediata: 

  • Dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
  • Náuseas; vômitos, dor no abdome superior (pancreatite);
  • Rigidez na nuca; dor de cabeça, prostração (meningite)

De que maneira se faz o diagnóstico de caxumba?

O diagnóstico é principalmente clínico, no entanto, há exames de sangue que identificam a presença de anticorpos contra o vírus no organismo da pessoa infectada.

Como é a transmissão da doença?

A doença apresenta período de incubação de 14 a 25 dias, portanto, muitas pessoas infectadas podem transmitir a doenças sem ao menos saber que está com caxumba. A transmissão acontece após o contato direto com secreções das vias aéreas superiores (nariz e boca) da pessoa infectada, desde antes do surgimento dos sintomas até nove dias após.

Caxumba é perigosa na gravidez?

É perigosa quando a mãe adoece no início da gestação e pode induzir ao aborto espontâneo, principalmente nas 12 primeiras semanas de gestação, porém, não há comprovações de que a doença possa ocasionar malformações ou
prejudicar, de alguma forma, o bebê.

Qual o tratamento indicado?

Não há remédios específicos para tratar a doença, portanto, são recomendados analgésicos e antitérmicos, além de repouso enquanto durar a infecção.

Quais vacinas previnem? 

Existem, tanto nos postos de vacinação da rede pública quanto nas clínicas privadas de imunizações, duas vacinas combinadas que protegem contra a caxumba.

Tríplice Viral: que também protege contra sarampo e rubéola.

Tetravalente Viral: que também protege contra sarampo, rubéola e varicela (catapora).

Adultos não infectados e que não receberam a vacina na infância e adolescência, devem tomar a vacina. Portanto, não deixem de buscar a proteção! 

Grávidas podem se vacinar contra caxumba?

Não, as vacinas Tríplice e Tetravalente Viral são contraindicadas para gestantes por serem vacinas de vírus vivos atenuados (enfraquecidos), por isso é tão importante todos se vacinarem, criando o bloqueio vacinal que protegerá pessoas como as gestantes. 

A caxumba pode “descer”?

Sim, conforme já mencionamos acima, uma das complicações da caxumba é atingir órgãos inferiores como os testículos e ovários, tendo a esterilidade como consequência. Portanto, é uma doença que merece cuidado e atenção.

É possível pegar caxumba mais de uma vez?

É bastante raro, mas pode acontecer. 

Algumas recomendações  

  • É recomendado manter o doente em repouso até desaparecerem todos os sintomas;
  • Alimentos líquidos ou pastosos são as melhores opções para os enfermos, já que são mais fáceis  para engolir;
  • Os adultos que não foram vacinados e não tiveram caxumba devem ser vacinados, pois, caso contrário, eles podem ser infectados pelo vírus; 
  • Mulheres que desejam ter filhos e nunca tiveram a doença e não se vacinaram, devem buscar proteção 30 dias antes de tentar engravidar, pois a caxumba pode causar aborto espontâneo durante a gestação. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

SBIm
Drauzio Varella

 

 


Criança com sarampo

Sarampo: O que é? Sintomas, Tratamento e Vacinas

Preparamos esse texto para que você fique por dentro de todas as informações mais relevantes sobre o sarampo - doença altamente contagiosa, cuja circulação do vírus foi considerada eliminada no Brasil em 2016, mas que voltou a apresentar surtos em 2018.

Estar bem informado é a melhor maneira de se prevenir e manter a saúde em dia! Ah, qualquer dúvida, consulte o seu médico ou o serviço de saúde mais próximo. Estar bem informado é o primeiro passo para proteger a sua saúde e de toda a sua família.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que é o sarampo?;
  • Quais são os sintomas do sarampo?;
  • Como é o tratamento do sarampo?;
  • Essa doença pode deixar sequelas?;
  • Adulto deve se vacinar?;
  • Quem já teve a doença fica imune?;
  • Grávidas podem se vacinar?;
  • Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?;
  • Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar?;
  • Sarampo no Brasil;
  • Campanhas recentes;
  • Quais são as vacinas contra sarampo?

O que é sarampo?

É uma doença infecciosa causada por vírus altamente contagioso. Ela é transmitida por secreções - gotículas eliminadas pela fala, espirro ou tosse.  Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas algumas apresentam sinais bem característicos, como o mais conhecido de todos: manchas vermelhas pelo corpo e rosto.  

A vacina é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, mas, infelizmente, ainda tem muita gente que deixa de se vacinar. 

Quais são os sintomas do Sarampo?

Eles se manifestam no período de 6 a 21 dias (em média, 13 dias) após a exposição ao vírus. Começam com coriza, tosse, infecção nos olhos e febre alta. Três a cinco dias após os primeiros sintomas, há uma erupção cutânea - geralmente, começando com manchas vermelhas no rosto, na linha do cabelo, que se espalham para o pescoço, tronco, braços e pernas.

Confira a lista completa dos sintomas que podem se manifestar: 

  • Manchas avermelhadas pelo corpo, começando no rosto e progredindo em direção aos pés;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda de apetite;
  • Manchas brancas na parte interna das bochechas.

Complicações do sarampo: 

  • Otite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite.

Como é o tratamento do sarampo?

O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, porque não há uma medicação antiviral específica contra o sarampo. 

Como o vírus do sarampo causa uma redução das células de defesa e da produção de anticorpos, a pessoa fica mais vulnerável a ter outras infecções.

Outros cuidados são necessários, como fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre quando a mesma está causando muito mal-estar.

Essa doença pode deixar sequelas?

Otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas - algumas complicações do sarampo - podem ocasionar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da capacidade intelectual.

Adulto deve se vacinar?

Qualquer pessoa que foi vacinada a partir do primeiro ano de vida, no esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, não precisa se vacinar novamente. Mas, é preciso certeza do histórico vacinal. Na dúvida, recomenda-se a vacinação. 

Porém, nem todos foram imunizados desta forma no passado. A vacina contra sarampo está disponível na rede pública brasileira desde a década de 70 e era aplicada aos 9 meses de idade. Atualmente, essa dose não entra na conta por ser menos efetiva. Portanto, exceto quem possui comprovação de proteção adequada (na caderneta), é indicado retornar ao posto de saúde para um reforço da dose. 

Quem já teve a doença fica imune?

Quem já teve a doença fica imune por toda a vida. O problema é que os sintomas do sarampo se assemelham aos de outras doenças, como rubéola, por exemplo, podendo haver confusão de diagnóstico e a pessoa achar que teve sarampo, quando na verdade não teve.

Grávidas podem se vacinar?

Gestantes não devem se vacinar. O ideal é receber a vacina logo após o parto. Portanto, quem está planejando uma gestação, deve se vacinar pelo menos um mês antes de engravidar.  

Quem não deve se vacinar?

Além das mulheres grávidas, que citamos acima, não devem se vacinar aqueles com suspeita do sarampo, bebês com menos de seis meses de idade e indivíduos imunodeprimidos, ou seja, com sistema imunológico enfraquecido.

Como saber se está com sarampo?

Surgindo algum sintoma que levante a suspeita, o seu médico deve ser procurado imediatamente. Certamente, será realizado exame clínico e, quando necessário, a doença será confirmada por exame de sangue ou de secreções respiratórias. 

Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?

O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, chamado período de incubação, varia de 6 a 21 dias (em média 13 dias), mas a transmissão pode ocorrer antes do surgimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia após o surgimento das placas avermelhadas. 

Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar? 

O Ministério da Saúde destaca a importância de estar com a situação vacinal em dia antes de visitar outro país. Vale, ainda, pesquisar as orientações emitidas especificamente para o seu país de destino. Sempre que for viajar, pesquise A aplicação da vacina contra sarampo deve ser realizada com a antecedência de, pelo menos, 15 dias antes da viagem.  

Sarampo no Brasil

A doença já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, principalmente antes da década de 60, quando ainda não havia vacina contra o sarampo no país. As políticas de vacinação ao longo dos anos - como o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992 - foram, pouco a pouco, controlando o sarampo no Brasil. Até que, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença, por parte da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Porém, essa conquista foi fragilizada por conta da queda nas coberturas vacinais. Em 2018, pessoas não vacinadas, no Brasil, pegaram a doença ao manter contato com aqueles que pegaram a doença no exterior e retornaram ao país contaminados. Isso resultou em surtos de grandes proporções em Roraima e, especialmente, no Amazonas - que chegou a ter cerca de 10 mil casos de sarampo confirmados. 

Campanhas recentes

Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação, porque viveu uma nova onda de surtos. São Paulo foi a região mais afetada, mas Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe também tiveram registros da doença.

Nos estados e municípios

Estados e municípios ativaram campanhas e vacinaram pessoas de todas as idades que porventura tiveram contato com cidadãos com suspeita de sarampo. O Ministério da Saúde recomendou uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a menores de 1 ano, chamada de dose zero, e a administração de vitamina A em crianças menores de 6 meses com suspeita da doença - providência para diminuir as chances de agravamento. Porém, vale destacar que essa dose extra não conta para o esquema de rotina! Continuam sendo necessárias as duas doses após os 12 meses de vida.

Quais são as vacinas contra sarampo?

As redes pública e privada disponibilizam a Tríplice Viral e a Tetravalente Viral. A Tríplice Viral é uma vacina atenuada que combate sarampo, caxumba e rubéola. A Tetravalente Viral é adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI para a aplicação da segunda dose da vacina Tríplice Viral e a primeira dose da vacina varicela/catapora).

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

SBIm

Médicos Sem Fronteiras

Saúde Abril

Drauzio Varela