Mulher aparentemente com coinfecção

Coinfecção: o que é esse problema que devemos evitar?

O outono chegou no país. Além das temperaturas mais amenas, a estação também traz uma maior circulação dos vírus que causam infecção respiratória, como Influenza, Rinovírus, Adenovírus e Metapneumovírus. Com o cenário de pandemia, devemos estar atentos para nos protegermos de uma possível coinfecção.

Infecções respiratórias

É importante que toda a população, principalmente as crianças, se proteja contra essas infecções respiratórias da mesma forma que temos feito com a prevenção do novo Coronavírus.

Quais cuidados devemos adotar?

Os cuidados são iguais: evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes, lavar as mãos com água e sabão frequentemente — se não tiver na hora, usar o álcool em gel —, não compartilhar objetos pessoais, colocar um lenço descartável no rosto ou cobrir com a dobra do cotovelo quando tossir ou espirrar.

O que é coinfecção?

Neste momento de pandemia de Coronavírus, precisamos nos cuidar contra as outras doenças para que não aconteça a coinfecção, que é a infecção simultânea com o vírus da gripe ou pneumococo, o que certamente agravaria o caso.

Contra quais doenças devemos nos imunizar e evitar a coinfecção?

Todos devem estar imunizados contra as doenças imunopreveníveis que são mais comuns no outono e já têm vacina disponível, como a Influenza (Gripe), coqueluche (Tríplice Bacteriana, Pentavalente e Hexavalente) e pneumonia causada pela bactéria pneumococo (Pneumocócica). A prevenção é sempre a melhor alternativa.

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Dra. Cristiana Meirelles

Infectologista Pediátrica e Coordenadora Médica da Beep Saúde


Médica examinando paciente com rubéola

Rubéola: sintomas, tratamento, o que é rubéola congênita

Causada por um vírus da família Togavírus, a rubéola é uma doença infectocontagiosa cuja principal característica são as manchas vermelhas que surgem primeiro na face, e atrás da orelha, e depois se espalham por todo o corpo. As manchas são semelhantes às do sarampo, portanto, é importante consultar o médico - ele é o profissional mais indicado para diagnosticar a doença e prescrever o tratamento mais adequado. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • Quais são os sintomas da doença?
  • Como saber se está com rubéola?
  • De que forma a rubéola é transmitida?
  • Como prevenir a rubéola?
  • O que é rubéola na gravidez?
  • Como é o tratamento?
  • Viajantes precisam se vacinar contra rubéola?
  • Algumas recomendações. 

Quais são os sintomas da doença?

O vírus da rubéola passa por um período de incubação que pode variar de 14 a 18 dias. Os sintomas são similares aos da gripe, como dor de cabeça, dor ao engolir, dores no corpo (articulações e músculos), coriza, surgimento de gânglios, febre e exantema (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto e atrás da orelha que depois se espalham pelo corpo todo, portanto, consultar o médico e saber o diagnóstico é fundamental. 

Como saber se está com rubéola?

Muitas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola., portanto, destacamos para você as mais importantes: sarampo, dengue, exantema súbito (roséola infantum) e enteroviroses. Exames laboratoriais, disponíveis na rede pública em todos os estados, são realizados para a confirmação ou descarte de casos. Por isso, ao detectar os primeiros sintomas, não exite em procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. 

De que forma a rubéola é transmitida?

A transmissão acontece diretamente de pessoa para pessoa, por aspiração de gotículas de saliva e/ou secreção nasal, por meio da tosse, respiração e fala.

O período de transmissão se dá 1 a 2 semanas antes da manifestação dos sintomas até um pouco depois do início da erupção cutânea (da pele), o exantema. Vale destacar que a maior chance de transmissão ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Como prevenir a rubéola? 

A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da rubéola, portanto, não deixe de se vacinar. 

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada gradativamente na rotina infantil entre 1992 e 2000. Desde 1998, são realizadas campanhas públicas de vacinação para mulheres em idade fértil e homens. Com essa estratégia, desde 2010, o Brasil não teve mais casos de rubéola confirmados. Em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) declarou a erradicação da doença e da SRC (Síndrome da Rubéola Congênita) nas Américas. 

A vacina é eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 12  meses de vida, com um reforço aos 15 meses. Mulheres que nunca tiveram a doença e pretendem ter filhos devem ser vacinadas 30 dias antes de tentar engravidar, então, se está pretendendo engravidar, converse com o seu médico e se previna. Atualmente, devido ao surto de sarampo, há indicação de uma dose extra (dose zero) da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses de idade.

A rede pública disponibiliza a vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a rede privada, além da tríplice viral, disponibiliza a vacina Tetra Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). 

O que é síndrome da rubéola congênita?

Síndrome da rubéola congênita é quando a doença é transmitida da mãe para o feto, sendo esta a forma mais grave de rubéola. Quando a mãe se infecta nos três primeiros meses de gestação, há maior risco para o bebê.  O vírus pode provocar aborto ou malformações congênitas como surdez, problemas visuais, lesão no coração, entre outras. Por isso, a vacinação das mulheres férteis é uma recomendação constante. Então, se você é mulher e pretende engravidar, converse com o seu médico e não deixe de se vacinar. 

Como é o tratamento? 

O tratamento é sintomático, ou seja, utilizam-se medicamentos que aliviam os sintomas. São eles: antitérmicos e analgésicos -  que ajudam a diminuir o desconforto, dores de cabeça e do corpo, além de baixar a febre.

O repouso durante o período crítico da doença é uma recomendação frequente ao paciente infectado.

Viajantes precisam se vacinar? 

É recomendada pelo menos uma dose da vacina contra a rubéola em situação de viagem para o exterior. Portanto, se você pretende viajar para o exterior, vacine-se. 

Algumas recomendações

  • Quem nunca teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas;

  • Tenha total atenção às datas de vacinação do seu filho;

  • Se você é mulher e pretende ter filhos, então, deve se vacinar antes de engravidar;

  • Se você é gestante, tenha cuidado redobrado, principalmente nos três primeiros meses de gravidez. 

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de muitas outras matérias. E tenha sempre em mente que, surgindo alguns dos sintomas citados, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo a sua casa. 

Ah, e lembre-se de que pode contar com a Beep! 

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Fontes:
SBIm
Drauzio Varella
Saúde Governo


Imagem da chapa do pulmão para diagnóstico de tuberculose

Tuberculose: transmissão, sintomas, prevenção

Saiba tudo sobre uma das doenças que mais causa mortes no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento. Infecciosa e transmissível, a tuberculose é uma doença que afeta sobretudo os pulmões, mas pode acometer também outros órgãos e/ou sistemas. 

No Brasil, a tuberculose é um sério problema de saúde pública diretamente ligado às questões sociais que o país enfrenta. O cenário é ainda mais complexo com a existência da epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes.  

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que causa a tuberculose?
  • Quais são os sintomas?
  • Como saber se a pessoa está com tuberculose?
  • De que forma se dá a transmissão da tuberculose?
  • Quais são os tipos de tuberculose? 
  • Como se faz o diagnóstico da tuberculose? 
  • Como se  trata a tuberculose?
  • Existe prevenção? 
  • Quais são as populações vulneráveis?
  • Há determinantes sociais da doença?

O que causa a tuberculose?

A doença é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, mais conhecido como bacilo de Koch.

Estima-se que mais ou menos 30% da população mundial esteja infectada, mas isso não significa que todas essas pessoas desenvolverão a doença.

Os indivíduos convivem com o bacilo, pois não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo. Uma vez reativado o foco, passam a ser infectantes.

A doença evolui quando o bacilo não é bloqueado e se divide, rompendo a célula e provocando uma reação inflamatória intensa em vários tecidos a sua volta. O pulmão reage produzindo muco, surgindo, então, a tosse produtiva.

Quais são os sintomas? 

A tosse, na forma seca ou produtiva, é o sintoma mais característico da doença. Por isso, se a pessoa apresentar tosse por duas semanas ou mais, deve ser imediatamente investigada. Destacamos aqui outros sinais e sintomas:

  • Tosse por mais de duas semanas;
  • Produção de catarro;
  • Febre vespertina;
  • Sudorese noturna;
  • Cansaço/fadiga;
  • Dor no peito;
  • Falta de apetite;
  • Emagrecimento;
  • Escarro com sangue em casos mais graves.

Como saber se uma pessoa está com tuberculose?

Se a pessoa apresentar sinais e sintomas listados acima, associados ou isoladamente, deve ser encaminhada imediatamente  ao médico ou Posto de Saúde mais próximo. O tratamento é gratuito e deve ser iniciado logo após o diagnóstico. 

De que forma se dá a transmissão da doença?

A transmissão é aérea e ocorre a partir da inalação de partículas sólidas ou líquidas que se encontram suspensas no ar, meio gasoso (aerossóis). A transmissão pode se dar durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com a tuberculose ativa que lançam no ar partículas que contêm bacilos.

Um indivíduo que tenha baciloscopia positiva (presença de bactérias da tuberculose no escarro) pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas durante um ano de convívio em uma comunidade.

Vale destacar que os bacilos que se fixam em roupas, lençóis, copos, entre outros objetos, dificilmente se dispersam em aerossóis, sendo assim, não têm papel importante na transmissão da tuberculose.

Quais são os tipos de tuberculose?

Além dos pulmões, a tuberculose pode afetar órgãos como rins, ossos, meninges, etc. Listamos alguns tipos:

  • Pleural (na película que reveste os pulmões);
  • Cutânea;
  • Cerebral;
  • Ganglionar (afeta os linfonodos/gânglios linfáticos);
  • Óssea;
  • Urinária.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico desta doença leva em consideração os sintomas, entretanto, a sua confirmação se dá pela radiografia do pulmão e análise do escarro . O teste de Mantoux, que consiste  na aplicação de tuberculina (extraída da própria bactéria) debaixo da pele, a broncoscopia e a biópsia pulmonar também podem ajudar na confirmação diagnóstica. 

Como se trata a tuberculose?

O tratamento é feito com a administração de antibióticos. No esquema básico, quatro medicamentos diferentes são utilizados no tratamento da tuberculose: pirazinamida, isoniazida, rifampicina e etambutol, nos dois primeiros meses. Nos 4 próximos meses, o paciente só toma isoniazida e rifampicina.

Esses remédios servem para impedir o crescimento do bacilo da tuberculose.

O tratamento tem a duração de seis meses, no mínimo. Ele é disponibilizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser realizado em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO) - ação de apoio e monitoramento do tratamento dos pacientes com tuberculose. Implica uma atuação comprometida e humanizada dos profissionais de saúde. Portanto, consulte um médico ou o posto de saúde mais próximo assim que perceber sinais da doença. 

É fundamental que o paciente tome as medicações regularmente pelo período recomendado para que não crie resistência bacteriana e torne a recuperação ainda mais difícil.

Existe prevenção?

A vacina BCG é a principal forma de prevenção da tuberculose nas suas formas graves (tuberculose miliar e meningite tuberculosa) em crianças, que recebem ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Ela está disponível nas redes pública e privada. Portanto, não deixe de vacinar o seu filho.

Outra forma de prevenção é a avaliação de contatos de pessoas com tuberculose, que permite identificar a Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis, possibilitando prevenir o desenvolvimento de tuberculose ativa.

Pessoas diagnosticadas com a infecção latente da tuberculose têm indicação de receber o tratamento para prevenir o adoecimento. Neste caso, é essencial procurar um médico ou uma unidade de saúde para avaliação. 

Além disso, uma medida simples de prevenção é manter ambientes bem ventilados e com entrada da luz do sol.

Quais são as populações vulneráveis?

Lembra que lá em cima citamos que esta doença está diretamente relacionada às questões sociais que o país apresenta? Aqui você vai entender melhor.

Muitas vezes, principalmente nos países em desenvolvimento, que é o caso do Brasil, o adoecimento por tuberculose está associado às condições precárias de vida. Mas, isso não quer dizer que pessoas de classes sociais mais altas não podem desenvolver a doença.

Alguns grupos específicos da população podem apresentar situações de maior vulnerabilidade. Listamos alguns aqui: 

  • Indígenas: risco de adoecimento por tuberculose 3 vezes maior;
  • Privados de liberdade: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas que vivem com HIV/aids: risco de adoecimento por tuberculose 28 vezes maior;
  • Pessoas em situação de rua: risco de adoecimento por tuberculose 56 vezes maior*.

Fonte: SES/MS/SINAN, IBGE

*Fonte: TBWEB, SP, 2015 e Pessoa em Situação de Rua: Censo São Paulo, capital (FIPE, 2015).

Há determinantes sociais da doença?

Como você pode perceber, a tuberculose apresenta uma relação direta com a pobreza e exclusão social.

No caso dessa doença, especificamente, a ação de políticas públicas e a atuação da assistência social são imprescindíveis no sentido de unir esforços na construção de estratégias intersetoriais que busquem promover proteção social às pessoas adoecidas.  

Cabe aos serviços de saúde, ao identificarem pessoas desses grupos vulneráveis com sinais da doença, orientá-las a procurar os serviços da assistência social, principalmente o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), pois, lá, elas serão avaliadas e cadastradas para o acesso aos benefícios disponíveis.

Os programas sociais podem melhorar as condições de vida do indivíduo e contribuir para adesão ao tratamento da tuberculose. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

 

Fontes:

Drauzio Varella

Saúde/Governo

 

 

 


Médico avaliando exame de meningite pelo ipad

Meningite: vacinas, sintomas, tratamento, causas

Os brasileiros tiveram os holofotes voltados para a doença recentemente, quando o caso do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro de 2019, comoveu a todos. A doença foi desmentida mais tarde, porém, a meningite voltou a ganhar destaque.

A meningite é uma doença considerada endêmica, no Brasil. São esperados casos ao longo de todo o ano, com ocorrências de surtos e epidemias ocasionais - sendo as meningites bacterianas mais comuns no outono-inverno e as virais na primavera-verão.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é meningite?
  • O que pode causar meningite?
  • Como é a transmissão?
  • Quais são os principais sintomas?
  • A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?
  • Como é feito o diagnóstico da meningite?
  • Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?
  • Como é o tratamento da meningite?
  • De que forma se prevenir da meningite?
  • Algumas recomendações. 

O que é meningite?

Causada por vírus ou bactéria, na maior parte dos casos, (sendo a última a forma mais grave), a meningite é uma inflamação das meninges - membranas que envolvem/revestem o cérebro e a medula espinhal, afetando, portanto, toda a região. 

O que pode causar meningite? 

Alguns agentes são responsáveis por causar a meningite, entretanto, os vírus são os mais comuns e, em geral, com menos gravidade - e contra esse tipo não há vacina para prevenir. No entanto, os principais tipos de meningite bacteriana podem ser prevenidos pela vacinação que é, especialmente, recomendada para crianças e adolescentes.

A meningite meningocócica é um dos principais subtipos dessa inflamação. Ela é causada por diferentes sorotipos da bactéria meningococo, como A, B, C, W e Y - que, atualmente, podem ser prevenidos através da vacinação.

Micro-organismos como Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenzae tipo B são outras bactérias que também provocam meningite, mas, a boa notícia é que também são prevenidas por meio da vacinação.

Alguns vírus podem invadir o cérebro e atacar as meninges, no entanto, são casos com menos gravidade. Os fungos que causam a doença são tão perigosos quanto as bactérias, porém, esse tipo de quadro é raro.

Parasitas 

Os parasitas causadores de meningite não são transmitidos de pessoa para pessoa e, normalmente, infectam somente animais. Portanto, as pessoas que adquirem a doença, geralmente o fazem pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados com a forma ou a fase infecciosa do parasita. 

Como é a transmissão?

Cada tipo de meningite apresenta diferentes formas de transmissão, por isso, listamos estacamos abaixo para que você fique bem informado: 

Meningite Bacteriana

Normalmente, as bactérias que causam meningite passam de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Porém, outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos.

É essencial saber que alguns indivíduos podem carregar essas bactérias dentro ou sobre os seus corpos sem estarem doentes - estes são conhecidos como “portadores”. A maioria deles não adoece, mas ainda assim propaga as bactérias para outros indivíduos.

Meningite Viral

Dependendo do vírus causador da doença, as meningites podem ser transmitidas de diversas formas.

No caso do Enterovírus, por exemplo, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser passados através do tocar ou aperto de mãos com uma pessoa infectada, portanto, manter a higienização das mãos é muito importante; assim como tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca em seguida, antes de lavar as mãos. Ou então, beber água ou comer alimentos crus que tenham o vírus. 

Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

Meningite fúngica (causada por fungos)


Normalmente, os fungos são adquiridos por meio da inalação de pequenos pedaços de fungos, conhecidos como esporos, que penetram nos pulmões podendo chegar até as meninges (as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Portanto, esse tipo não é transmitido de pessoa para pessoa. 

Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos. 

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas listados abaixo nunca devem ser desconsiderados, principalmente nos primeiros anos de vida ou após os 60 anos de idade, pois são duas faixas etárias que merecem atenção especial quando se trata dessa doença. 

Na presença de sinais que possam indicar a doença, a pessoa deve ser atendida por um médico com urgência. São eles:

  • Dor de cabeça e na nuca; 
  • Rigidez no pescoço;
  • Febre;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Fotofobia (sensibilidade à luz);
  • Confusão mental;
  • Manchas vermelhas ou roxas pelo corpo;
  • Paralisia;
  • Surdez. 

A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?

Não há muita diferença entre os sinais e sintomas da meningite fúngica para os demais tipos de agentes etiológicos, como febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e confusão mental. Porém, a meningite fúngica é mais comum em pessoas com comprometimento da imunidade.

Como é feito o diagnóstico da meningite?

Havendo uma suspeita da doença, procure um médico imediatamente. Se ele confirmar o seu receio, consequentemente, solicitará coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). Esse material é enviado a um laboratório, que vai detectar o agente que está causando a infecção. Saber exatamente qual é o agente é de extrema importância para o tratamento da infecção, portanto, consultar um médico é essencial.

Vale destacar que todos os exames de laboratório são realizados pelo SUS, e são solicitados pela equipe médica ou de vigilância epidemiológica ao longo do acompanhamento do caso. 

Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?

A vacinação é a principal forma de evitar a doença e, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas contra os tipos A, B, C, W e Y de meningococo são seguras e eficazes, portanto, não deixe de se vacinar e vacinar a sua família.

ACWY

Tanto a SBIm quando a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomendam a aplicação da vacina meningocócica conjugada ACWY para crianças aos 3 e 5 meses de idade. Há ainda as doses de reforço aos 12 meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Portanto, fique sempre atento à caderneta de vacinação, prazos e datas! 

Quem não foi imunizado nesses períodos/idades, deve buscar a proteção. Por isso, conversar com um médico é a melhor forma de se orientar corretamente.

A rede pública disponibiliza vacina contra meningite C, a mais comum no nosso país, no mesmo esquema de doses da meningocócica ACWY da clínica privada.

Meningocócica B

A meningocócica B, que também é indicada pela SBIm, é uma outra vacina, portanto, outra injeção. As três doses devem ser aplicadas, preferencialmente, aos 3, 5 e 12 meses e ela NÃO está disponível na rede pública, somente na rede privada. Sendo assim, se informe sobre as clínicas, valores e estoque. 

Na rede privada, portanto, há possibilidade de encontrar vacinas com proteção mais ampla. A Beep, por exemplo, disponibiliza um pacote completo de meningite: são duas vacinas num mesmo atendimento, garantindo proteção completa, pois abrange os tipos ACWY e B.

Como é o tratamento da meningite?

Por se tratar de um quadro clínico grave, os casos suspeitos de meningite são internados nos hospitais. Portanto, suspeitando de um caso, é de extrema urgência procurar por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica. 

As meningites bacterianas têm como tratamento o uso da antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos. 

Meningites Virais 

Para as meningites virais, na maior parte dos casos, o tratamento não é realizado com medicamentos antivirais. Geralmente, as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, se recuperando espontaneamente. Vírus como o do herpes e Influenza podem provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico - essa determinação é sempre dada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do caso.  Portanto, mais uma vez destacamos a importância de procurar um médico com urgência assim que detectar os sintomas. 

Meningites Fúngicas

O tratamento para as meningites fúngicas é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica. A medicação é escolhida conforme o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento está diretamente ligada ao quadro de imunidade da pessoa. Por isso, pacientes com histórias de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunossupressoras são tratados com extremo cuidado pela equipe médica responsável.

Meningites causadas por parasitas

As meningites causadas por parasitas têm como tratamento medicação contra a infecção e para alívio dos sintomas e é administrada pela equipe médica responsável. Nestes casos, dor de cabeça e febre são sintomas bem fortes, portanto,  as medicações de alívio são muito importantes. 

De que forma se prevenir da meningite? 

Vacinas e quimioprofilaxia são medidas de prevenção primária para a meningite. Quimioprofilaxia é uma medicação antimicrobiana dada às pessoas que tiveram contato direto, próximo e prolongado com um paciente com determinado tipo de meningite. As vacinas disponíveis previnem as principais causas de meningite bacteriana, portanto, vacine-se. Listamos aqui para você:

Algumas recomendações

Uma prevenção que devemos adotar diariamente, não só em função das meningites como também de outras doenças, são cuidados com a higiene. Lavar as mãos com frequência é fundamental, acima de tudo, manter este hábito antes das refeições. Mas, não se esqueça, a vacinação é a prevenção mais segura e eficaz. 

Outro cuidado que devemos tomar é não confundir os sintomas das meningites com os de outras infecções por vírus e bactérias, portanto, saber o diagnóstico é muito importante. Portanto, ao perceber a criança chorosa, prostrada, se queixando de dor de cabeça - leve-a o mais rapidamente possível para uma avaliação médica de urgência. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

Saúde.gov
Saúde Abril
SBIm
Drauzio Varella