AMAMENTAÇÃO

A primeira semana de agosto é a Semana Mundial da Amamentação, de alta relevância já que muitas mães levantam dúvidas e inseguranças frequentes sobre o tema. Amamentar vai muito além de nutrir o bebê, mas também contribuir para o seu desenvolvimento cognitivo e emocional.


Destacamos aqui alguns mitos e verdades para esclarecer as dúvidas mais frequentes.


1 - O leite materno pode ser congelado?


Verdade. O leite materno pode ser congelado por até 15 dias, sem a perda de suas características e qualidade nutricional. A mãe pode ordenhar o leite na sua casa – tomando os devidos cuidados para manter a qualidade –, deixá-lo na geladeira e dar ao bebê enquanto estiver fora de casa. Caso o leite não seja consumido, pode doá-lo para um BLH. Além disso, o mesmo processo pode ser feito em um Banco de Leite Humano, onde o leite será coletado congelado para então ser processado e distribuído às crianças.


2 - A alimentação da mãe reflete no leite?


Verdade. O recomendado é que a mãe tenha uma alimentação saudável e equilibrada. Ela não deve ingerir bebida alcoólica, café em excesso e alimentos muito gordurosos, como o chocolate. No caso do café e do chocolate, a questão não é comer, mas a quantidade que se consome. Um café, pela manhã, faz parte do nosso hábito alimentar e isso não faz diferença ao bebê; porém, pode afetá-lo caso o consumo seja feito em maior quantidade.


3 - Quando a mãe produz muito leite, a doação pode interferir na amamentação do filho?


Mito. Pelo contrário, quanto mais a mãe estimular o peito a produzir leite, mais ela o terá e não faltará para o bebê. O leite é produzido na hora em que o bebê está sugando, mas se a mãe demorar muito tempo para ordenhar, ela vai sentir a mama mais cheia. O leite para de ser produzido, quando não há estímulo, quando o bebê não mama.


4 - Algumas mães produzem leite mais fraco.


Mito. Nenhum leite materno é fraco, nem de uma mulher desnutrida. A qualidade do leite da mulher desnutrida é tão boa quanto a de uma mulher nutrida. Há também a concepção de que o leite industrializado é mais forte porque o bebê dorme e engorda mais. O bebê acorda mais rápido quando toma o leite materno porque a sua digestão é mais rápida do que a do leite de vaca, mas isso não quer dizer que o leite materno é mais fraco.


5 – Se a mãe não estiver com muito leite, pode deixar outra mulher amamentar o seu filho.


Mito. Cada mãe tem que amamentar o seu bebê. O melhor leite para o filho é o da sua mãe. O leite carrega as características de quem amamenta. Assim a criança cria os anticorpos necessários para a sua saúde tomando o leite da mãe. Na amamentação cruzada há o risco de uma doença infecciosa ser transmitida pelo leite. A saída para a mãe que não consegue amamentar é procurar orientação no banco de leite humano.


6 - As fórmulas atuais são quase como o leite materno.


Mito. Leite materno é singular. O colostro que sai na primeira mamada pode considerado a primeira vacina do bebê. A fórmula atual tem suas qualidades, mas é feita com leite de vaca, que não traz os benefícios do leite materno, como o aumento da imunidade.


7 - Mamadeira e chupeta interferem no aleitamento.


Verdade. Mamadeira e chupeta interferem na amamentação pelo posicionamento da língua do bebê. A sucção do leite no peito requer um esforço maior do que a da mamadeira e da chupeta. Com isso, quando a mãe oferece o peito e os dois apetrechos, o bebê rapidamente descobre que a mamadeira é mais fácil do que o peito. Isso pode implicar na diminuição do estímulo da produção do leite e, consequentemente, a mãe pode não ter a quantidade necessária de leite para a nutrição do bebê.


8 - Estresse e nervosismo podem atrapalhar a produção do leite.


Verdade. O estresse e o nervosismo podem diminuir a quantidade de leite. Em momentos como este, a mãe modifica o seu sistema endócrino-imunológico e, com isso, a quantidade de leite pode diminuir. O recomendado é que a mãe descanse sempre que possível. Em caso extremo, para dormir bem uma noite, ela pode deixar que outro responsável dê o leite materno ao bebê em um copinho. Algumas pessoas acreditam que o estresse pode empedrar o leite, mas não é verdade. Isso acontece quando a quantidade de leite é maior do que o bebê necessita ou consegue sugar e se não for ordenhado, o leite fica alojado na mama e acaba empedrando ou até originando uma mastite.


9 - A compressa de água quente ajuda na situação do leite empedrado.


Mito. A indicação nesses casos é massagem e ordenha do leite. A compressa de água quente piora a situação, pois aumenta a quantidade de leite retido na mama. Consequentemente, a mãe terá mais leite empedrado.


A mãe que deseja doar leite humano deve entrar em contato pelo telefone gratuito 08000-268877 ou procurar o Banco de Leite Humano mais próximo da sua casa. A partir desse contato, é feito um cadastro e uma inscrição no BLH do IFF. Uma vez cadastrada como doadora, não há necessidade de ir ao Banco de Leite periodicamente. A coleta pode ser feita em casa, uma vez por semana. O leite, nesse caso, deve ficar armazenado no recipiente fornecido pelo próprio banco: pote de vidro com tampa de plástico. O leite materno coletado e processado é destinado a alimentar bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em UTIs Neonatais durante seis meses.


Fonte | Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira


USP Inaugura laboratório!

Adoramos a notícia e compartilhamos, na íntegra, com vocês!


Com investimento do governo francês, USP inaugura laboratório para pesquisar epidemias.


Plataforma com 17 laboratórios vai ser lançada nesta quinta-feira (4) em SP. Projeto de R$ 40 milhões é fruto de parceria da universidade com Fiocruz e Instituto Pasteur.


A Universidade de São Paulo (USP) inaugura nesta quinta-feira (4) um conjunto de laboratórios de alta tecnologia para pesquisar doenças contagiosas e prevenir epidemias de doenças como zika, dengue, febre amarela e gripe.


Localizada dentro do Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo, a Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) será composta por 17 laboratórios em uma área de 1.700 m². O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões.


Parcialmente financiado pelo governo francês, o projeto é fruto de uma parceria firmada em 2015 entre a universidade paulista, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição de pesquisa do Rio de Janeiro, e o Instituto Pasteur, fundação francesa com 23 mil pesquisadores associados e vencedora de 10 Prêmios Nobel.


O foco inicial da unidade é desenvolver métodos de prevenção para epidemias de vírus que podem provocar danos no sistema nervoso central, como zika, dengue, febre amarela e gripe. Também serão objeto de pesquisa do laboratório protozoários como os tripanosomas que causam a Doença do Sono. No total, espera-se que a plataforma abrigue de 80 a 100 pesquisadores, entre técnicos, estudantes e funcionários.


Instalações de alta tecnologia
Segundo os pesquisadores que comandam o projeto, as instalações da nova unidade serão únicas em todo o país e podem ajudar no desenvolvimento de pesquisas internacionais.


Paola Minoprio, diretora de pesquisa do Instituto Pasteur, sediado em Paris, voltou ao Brasil depois de mais de 30 anos morando no exterior para coordenar o projeto ao lado de Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.


"As linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica Minoprio. As instituições têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.


“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, comemora Ferreira.


A nova unidade vai abrigar os primeiros laboratórios de pesquisa brasileiros com nível de segurança equiparável aos mais elevados parâmetros internacionais. Quatro dos 17 laboratórios são de biossegurança nível 3 (NB3) e voltados para a análise de patógenos de alto risco, que transmitem e causam doenças potencialmente letais.


Essas salas de acesso controlado têm cerca de 200 m² cada e são equipadas com três câmaras pressurizadas para garantir a contenção dos patógenos ali analisados. Para atuar nas instalações de alto risco, os pesquisadores passarão por um treinamento de procedimentos de segurança.


Pesquisadores residentes
Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelas entidades que administram a plataforma.


Além de Minoprio, do Pasteur, foram selecionados Paolo Zanotto, Edison Durigon e Jean Pierre Peron, do ICB, Patrícia Beltrão Braga, da USP Leste, Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, Helder Nakaya, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e Pedro Teixeira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz.


A partir de 2020, serão selecionados anualmente grupos de jovens pesquisadores, do Brasil e do exterior, para integrar a equipe junto com os cientistas residentes.


Fonte | G1


MITOS E VERDADES | Hepatites Virais

Estamos no Julho Amarelo, mês batizado pelo Ministério da Saúde como o da prevenção e do controle das hepatites virais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em todo o planeta 400 milhões de pessoas estão infectadas pelos vírus da hepatite B e C, número dez vezes maior que o de contaminadas pelo HIV. Porém, apenas 5% sabem que são portadoras da doença. Esses dados são de 2016 e certamente estão maiores atualmente.


Os tipos mais comuns de hepatites virais são A, B, C, D e E e podem causar infecção e inflamação aguda e/ou crônica do fígado, desenvolvendo graves problemas de saúde, como a cirrose e câncer. A hepatite pode ser causada por vírus (via contágio fecal-oral ou transmissão sanguínea), como também pelo uso de alguns remédios, ingestão de álcool e drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.


Destacamos alguns mitos e verdades sobre a doença destacando dúvidas frequentes.


Hepatite só afeta o fígado
MITO. O vírus da hepatite C está no sangue, sendo assim, não se aloja apenas no fígado. Com isso, pode aumentar o risco de outras doenças sistêmicas podendo afetar pâncreas, rins e coração.


É possível contrair hepatite ao consumir bebidas em latas de alumínio infectadas
VERDADE. Se as latas de bebidas não forem higienizadas antes do consumo é possível se contrair as hepatites A e E, pois a transmissão acontece via oral-fecal, por meio de água e alimentos contaminados.


Hepatite C pode gerar câncer
VERDADE. Se não diagnosticada precocemente e tratada, a Hepatite C pode lesionar o fígado e se tornar um câncer.


Beijo pode transmitir o vírus da hepatite
Meio MITO Meio VERDADE. O beijo na boca não transmite o vírus da hepatite, contanto que não haja nenhuma lesão ou ferimento na boca, facilitando o contato de secreções e de sangue, assim, favorecendo a contaminação.


É possível contrair hepatite na depilação
VERDADE. A depilação é um fator de risco, pois pode haver contaminação por meio do contato com sangue. Para evitar, é necessário o uso de espátulas descartáveis, ceras não reaproveitáveis e para a retirada de pelos encravados, a utilização de pinças esterilizadas. Depile em locais de confiança.


Quer saber mais sobre o assunto? Confira a nossa matéria!


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Hepatite A
Hepatite B
Hepatite A + B


Fonte | Guia-me


Julho Amarelo | Hepatites Virais

Em janeiro de 2019, lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, instituiu que julho é o mês de combate às hepatites virais, sendo intitulado de Julho Amarelo. A campanha será realizada anualmente em todo o território nacional.


Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é uma inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus ou pelo uso de remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.


O Ministério da Saúde alerta que as hepatites virais são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas. Quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.


No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E, sendo que o último é mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil, segundo a pasta, são portadoras do vírus B ou C e não sabem.


“Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite”, destaca o ministério.


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Hepatite A
Hepatite B
Hepatite A + B


Fonte | Agencia Brasil


1º de julho | Dia da Vacina BCG

Hoje, 1º de julho, é dia da Vacina BCG, que combate a tuberculose, principalmente as formas graves, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (espalhada pelo corpo). Destacamos as características mais relevantes para que você tire as suas dúvidas!


Composição:


A BCG é composta pelo bacilo de Calmette-Guérin – origem do nome BCG – obtido pelo enfraquecimento de uma das bactérias que causam a tuberculose. Completam sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%).


Indicação:


Ela é indicada de rotina a partir do nascimento até os 5 anos de idade. Pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra); estrangeiros ainda não vacinados e que estejam de mudança para o Brasil.


Contraindicação:


Pessoas imunodeprimidas e recém-nascidos de mães que usaram medicamentos que possam causar imunodepressão do feto durante a gestação. Prematuros, até que atinjam 2 kg de peso.


Esquema de doses:

Dose única.


Local de aplicação:


Intradérmica.


Cuidados antes, durante e após a vacinação:


A vacinação não requer qualquer cuidado prévio.


Na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.


A revacinação de crianças que não desenvolveram cicatriz deixou de ser recomendada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2019.


Efeitos e eventos adversos:


A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no braço direito. Essa reação é esperada! A resposta à vacina demora cerca de três meses (12 semanas), podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas), e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera, que produz secreção até que vai cicatrizando.


Eventos adversos possíveis: úlceras com mais de 1 cm ou que demoram muito a cicatrizar; gânglios ou abscessos na pele e nas axilas; disseminação do bacilo da vacina pelo corpo, causando lesões em diferentes órgãos.


Segundo o Ministério da Saúde (MS), os gânglios surgem em cerca de 10% dos vacinados.


Qualquer que seja o evento, o serviço de vacinação deve notificá-lo ao órgão de vigilância em Saúde e encaminhar o paciente ao posto de saúde para acompanhamento e tratamento adequados.


Onde pode ser encontrada:


Nas Unidades Básicas de Saúde, clínicas privadas de vacinação e, claro, na Beep!


Resultados da prevenção no Brasil e no mundo:


A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).


No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas as formas graves da doença. Outro exemplo da importância da vacinação foi o aumento do número de casos de tuberculose em crianças, registrado quando a Suécia suspendeu a vacinação de rotina.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.


Fonte | Sbim