Família no Aeroporto indo viajar nas férias

A Pneumonia pode atacar no verão?

Sim! Apesar da Pneumonia ser uma doença com maior incidência no inverno, você sabia que ela também pode contagiar um número considerável de pessoas durante o verão?

Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, destacamos algumas informações importantes para você manter a sua família protegida contra a doença neste verão! 

Fatores como poluição, desidratação e má alimentação, nesta época do ano, afetam partes das defesas naturais do sistema respiratório, facilitando o acesso de agentes causadores da doença ao organismo. 

Por exemplo, ao ingerir uma baixa quantidade de líquido, no calor, ou ficar muito tempo exposto à poluição - como no trânsito - ocorre um ressecamento da mucosa presente em nossas barreiras mecânicas respiratórias. Isso faz com que ela perca grande capacidade de bloquear tanto as bactérias causadoras da doença que pairam no ar, quanto microrganismos que podem já estar presentes no corpo, mas que ainda não chegaram aos pulmões.

Mas, afinal, o que é a pneumonia? 

É uma reação inflamatória do pulmão causada por vários micro-organismos, como, bactérias, vírus, fungos, substâncias inorgânicas e também, por reações alérgicas. 

Gripe pode causar pneumonia? 

Sim, e por isso mesmo, a gripe deve ser tratada, e mais ainda, prevenida! A melhor maneira de evitar a pneumonia é através da vacinação. Também é aconselhável evitar o contato com quem estiver gripado. Alimentação e hidratação adequadas, somadas à prática regular de atividade física, também são recomendações médicas para precaução da doença! 

Como a alimentação ajuda na prevenção? 

Quando nos alimentamos corretamente, o sistema imunológico se mantém eficiente e o organismo mais apto a reter micróbios nocivos à saúde, ao longo da estação. Para que o pulmão esteja saudável, a região alveolar - responsável pela troca gasosa necessária ao processo de respiração - precisa estar sempre livre de microorganismos ou substâncias nocivas. 

Quais as demais formas de prevenir a pneumonia?

O cigarro baixa a imunidade dos pulmões, portanto, deixar de fumar é uma medida essencial para evitar a doença! Hábitos higiênicos, como lavar as mãos sempre que assoar o nariz, ir ao banheiro, andar em transportes públicos, entre outros, são muito importantes. Lembrando que estes cuidados devem ser maiores no caso de pessoas que apresentam imunidade mais baixa do que o normal, como portadores de doenças cardíacas ou respiratórias. 

Como tratar a doença? 

O tratamento costuma ser feito por meio de antibióticos. Porém, é imprescindível que seja realizado com acompanhamento médico, principalmente quando se trata de um paciente idoso e o quadro tende a ser mais grave e, muitas vezes, necessita de internação. 

Existe vacina contra a pneumonia?

Sim! A melhor forma de prevenir contra a pneumonia é a vacinação!

_________________________

Para mais informações, clique aqui!

 


Crianças na cama com febre - vacina ACWY - beep

Febre Amarela: tudo o que você precisa saber!

Estamos às vésperas do verão, período em que as epidemias como a Febre Amarela são mais comuns - de dezembro a maio. Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, preparamos uma matéria especial sobre o tema para que você entenda tudo sobre esta doença.

Quais são os sintomas, complicações, transmissões, diagnóstico, mosquito transmissor, certificado para viajantes, a diferença entre a febre amarela silvestre e urbana e, claro, a prevenção - que se dá através da vacina.

Portanto, leia tudo com calma, pois estar bem informado é um passo para se prevenir e manter a sua saúde em dia!

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda. Ela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.   

++ Quer saber mais sobre a vacina contra a Febre Amarela? Clique aqui!

Como ela é transmitida?

O vírus da Febre Amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, porém, o vírus tem enorme potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

É fundamental a cobertura vacinal da população em todo o território nacional, independentemente de idade ou sexo, esta é a principal forma de prevenir a febre amarela.

Quais são os sintomas?

  • início súbito de febre;
  • calafrios;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores nas costas;
  • dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos;
  • fadiga e fraqueza.

Identificando algum desses sintomas, você deve procurar seu médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima. Algumas pessoas têm melhora após estes sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

No contato com o profissional da saúde, você deve informar sobre qualquer viagem realizada para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Um detalhe que você deve se atentar é: observou mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou? É bom lembrar também sobre picadas de mosquitos. Não deixe de informar se tomou a vacina contra a febre amarela, se lembrar a data é melhor ainda! 

Macacos transmitem a febre amarela?

Não! Inclusive, eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar a causa da morte e, se for de febre amarela, fica o sinal de alerta para a população. Portanto, se você identificar mortandade de macacos na região onde vive ou está visitando, é muito importante que informe as autoridades sanitárias do município ou estado, de preferência, diretamente para vigilância ou controle de zoonoses. 

As complicações da febre amarela:

Em casos mais graves, a doença pode apresentar algumas complicações, como:

  • febre alta;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal);
  • eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

É importante destacar que cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Portanto, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata! 

Como é a transmissão da febre amarela? 

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados - não é passada de pessoa a pessoa. No Brasil, ela tem demonstrado maior frequência de ocorrência de casos humanos nos meses de dezembro a maio, apresentando, então, um padrão sazonal. 

A temperatura média aumenta na estação das chuvas, assim, favorecendo a proliferação de mosquitos, os vetores, como já mencionamos acima. Por consequência, aumenta o potencial de circulação do vírus durante o verão. 

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão:

  • Silvestre;
  • Urbano.

No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores dos gêneros Haemagogus e Sabethes, são mosquitos com hábitos estritamente silvestres - diurno, ou seja, mais ativo entre as 9h e 16h da tarde. 

No ciclo urbano, o hospedeiro e amplificador do vírus é o homem e a transmissão acontece a partir de vetores urbanos, os Aedes aegypti infectados. A pessoa apresenta os sintomas iniciais da doença de 3 a 6 dias após ter sido infectada. 

Vale destacar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor - mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.   

Tratamento da febre amarela: 

Ele é apenas sintomático. O paciente deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.  

Nas formas mais graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. 

O médico deve estar em alerta para indicações de um agravamento do quadro clínico.

Confira o diagnóstico da febre amarela:  

Esta doença só pode ser diagnosticada e tratada corretamente por um médico. O profissional vai realizar os exames necessários para diagnosticar a doença e a sua gravidade. A partir do resultado é escolhida a forma de tratamento.  Portanto, procure um médico assim que detectar algum dos sintomas citados acima.

Prevenção: 

Vacinação! Esta é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. Sendo assim, há oferta da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para a população durante o ano todo. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são de uma dose durante toda a vida. O Brasil adotou essas medidas desde 2017. Portanto, não deixe de se vacinar!

Pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra a febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas devem se imunizar - a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez. 

Nas áreas consideradas de maior risco - matas, cachoeiras, florestas, trilhas, rios, parques e meio rural - é recomendado o uso de repelente, roupas que cubram a maior extensão possível de pele, como calças e blusas de mangas compridas e, de preferência, mais largas, meias e sapatos fechados. Essas precauções são indicadas principalmente às pessoas com contraindicação à vacina. No Brasil, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade conforme orientações para vacinação e que residem ou se descolam para os municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacina. 

Além da vacina, é nossa obrigação evitar a proliferação dos mosquitos, portanto, é essencial manter as casas e ruas limpas - sem acúmulo de água parada, habitat ideal para a reprodução dos vetores. 

Importante! 

Ao tomar a vacina, existe uma pequena chance de desenvolver a doença, pois ela é feita a partir do vírus atenuado, no entanto ela existe na proporção de 1 reação adversa para cada 400 mil doses de vacinas aplicadas segundo as referências científicas existentes. 

Eventos adversos pós-vacinação

É possível haver reação após a vacinação da febre amarela. As mais comuns são hipersensibilidade e as manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. A investigação de morte em até 30 dias após a vacinação deve ser investigada para confirmação se foi ou não relacionada ao uso da vacina. 

Toda a reação deve ser investigada e tratada da mesma forma que os casos suspeitos de Febre Amarela. Toda pessoa vacinada que desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 15 dias após a vacinação, deve rapidamente entrar em contato com o seu médico ou se dirigir ao serviço de saúde mais próximo para pronto atendimento. 

Posso doar sangue após a vacinação? 

Pode, após completar 28 dias da vacina. Que tal fazer a doação antes da vacinação para garantir o abastecimento dos estoques de bolsas de sangue. 

Qual a diferença entre a dose fracionada e a dose padrão da vacina?

Na dose padrão, de 0,5ml, a proteção é para a vida toda. Já, na dose fracionada, de 0,1ml, ela tem duração de pelo menos 8 anos.

Quem não deve tomar a vacina contra a Febre Amarela? 

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Quem convive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Aqueles que estão em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Portadores de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Como saber se tenho alergia ao ovo?

É previsto da política nacional de alimentação e nutrição do SUS, os profissionais da atenção básica devem fazer avaliação clínica e orientação nutricional das crianças e adultos para identificar alergias alimentares e/ou problemas relacionados à alimentação e nutrição. 

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde devem fazer a orientação sobre a dieta alimentar mais adequada caso a caso (incluindo a recomendação de não vacinação quando há componentes alergênicos) e caso haja necessidade, os usuários poderão ser encaminhados para um serviço especializado para a realização de avaliação complementar e o melhor encaminhamento. 

Vou viajar, como saber se preciso tomar a vacina contra a febre amarela?

Estamos entrando no período de férias! Por isso, os viajantes precisam ficar atentos aos seus destinos, pois se pertencerem às Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV), vão precisar se precaver. Como já falamos acima, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, para garantir o desenvolvimento da imunidade. 

Viagens Nacionais

A vacina (atenuada) é recomendada para toda a população a partir do 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para área com a recomendação da vacina (ACVR). Portanto, vale a pena conferir a tabela completa da SBIM.

Viagens Internacionais

Alguns países podem exigir a comprovação da vacinação contra a febre amarela para a entrada em seu território. Sendo assim, confira no portal da Anvisa assim que decidir o destino da sua viagem.

Fonte | Ministério da Saúde


Criança com deficiência. Precisamos falar sobre inclusão!

O dia 9 de dezembro serve para enfatizarmos, principalmente, a importância da inclusão da criança com deficiência em todas as camadas da sociedade.

Criança com deficiência é aquela que tem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Essas deficiências podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Neste grupo, estão incluídas, por exemplo, as crianças com autismo, comprometimento intelectual, perda auditiva e visual, síndromes genéticas como a síndrome de Down e paralisia cerebral.

Saúde da criança com deficiência

Antes de mais nada, é preciso enxergar a criança à frente da deficiência. Assim como todas as outras, é fundamental amar, respeitar, educar e brincar com elas.

Além disso, os cuidados com a saúde destas crianças são essenciais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência. São eles:

  • Acompanhamento regular com pediatra.
  • Terapias de estimulação e reabilitação com profissionais como fisioterapeutas.
  • Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
  • Uso de órteses e outros dispositivos tecnológicos são fundamentais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência.

Inclusão Social

Ela deve se iniciar dentro da própria família, na igreja, nas festas, no clube, e se expandir para a escola que deve ser capaz de receber e integrar a criança com deficiência da melhor forma possível.

Por conta de necessidades especiais de aprendizagem, deve haver adaptação do currículo escolar, professores de apoio e materiais didáticos adequados a cada tipo de deficiência.

Ter uma criança com deficiência na sala de aula ajuda não só a esta criança, mas também as outras que aprendem a ser menos competitivas e mais colaborativas, lidar melhor com seus limites, respeitar as diversidades e esperar o tempo dos outros.

A construção de uma sociedade mais justa, humana e inclusiva é responsabilidade de cada um de nós. Depende do que pensamos, falamos e como agimos frente à diversidade.


Se interessou pela tema? Leia mais em Toda criança é especial!


Médico vacinando criança

Médico de Família e Comunidade | Mitos e Verdades

Você já ouviu falar no Médico da Família e Comunidade? Amanhã, dia 5 de dezembro, é celebrado o dia deste importante profissional da saúde. Ter um médico que possa nos acompanhar durante toda a vida é, sem dúvidas, um dos maiores benefícios de ter um médico de família.

Porém, esse conceito ainda não é totalmente difundido no Brasil e, por isso, muita gente ainda tem dúvidas sobre atenção primária à saúde. Destacamos alguns mitos e verdades sobre o tema para que você esclareça as suas dúvidas.

Vamos conhecer esses mitos?

Médico de Família pode lidar com quase todos os problemas de saúde dos pacientes?

Verdade! Capacitados para atender pacientes nos diferentes ciclos de vida, os médicos de família podem lidar com até 90% dos problemas de saúde. Eles acompanham desde o desenvolvimento da criança às prevenções ginecológicas e urológicas e, caso haja necessidade, encaminham o paciente para um especialista.

O modelo de saúde de Médicos de Família não existe no Brasil?

Mito! A estratégia tradicional de atenção primária à saúde, ou seja, com atendimentos de médico de família, faz muito sucesso em alguns sistemas estrangeiros e tem começado a ganhar espaço no Brasil, não só para evitar gastos desnecessários, mas também para oferecer uma assistência mais centrada no paciente.

As consultas com um Médico de Família são diferenciadas?

Verdade! Geralmente, estas consultas são realizadas com mais calma, possibilitando uma conversa mais profunda entre médico e paciente, indo a fundo no seu histórico, estilo de vida atual, criando, inclusive, uma relação de maior segurança. Esta consulta vai além de tratar uma doença, mas promover a saúde, eliminando alguns hábitos prejudiciais que o paciente possa ter adquirido ao longo da vida.

O Médico de Família ajuda a promover a saúde?

Verdade! Como mencionamos acima, o objetivo dessa especialidade é conhecer e acompanhar os pacientes por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas peculiaridades. Portanto, o médico não foca somente na doença, mas no cuidado geral, analisando o contexto familiar bem como o local onde vive, e assim ajudando a prevenir as doenças e promovendo a saúde.

Se você curtiu este conteúdo, compartilhe com amigos e familiares. Afinal, queremos cuidar da saúde daqueles que amamos.


A Beep te ajuda a manter a saúde em dia.


Dra. Cris Explica

Dra. Cris Meirelles fala sobre vacinação no bebê prematuro!

"A imunização é um dos meios mais eficazes de combate à doenças infecciosas e não deve ser negligenciada quando se trata de um bebê prematuro.

São denominados pretermos (bebês prematuros) os recém-nascidos com idade gestacional ao nascimento inferior a 37 semanas. Esses bebês apresentam um sistema imunológico mais imaturo, menos desenvolvido, o que os torna mais vulneráveis a infecções.

Por terem nascido antes do momento adequado, os bebês prematuros receberam menos anticorpos maternos transferidos através da placenta, o que seria um fator de proteção importante contra várias doenças. No entanto, apesar disso, não há motivos para não vacinar ou adiar o procedimento nos prematuros. As vacinas do Calendário de Imunização devem ser administradas no bebê de acordo com a sua idade cronológica, da mesma forma que nos bebês a termo (doses habituais e intervalos iguais), havendo poucas exceções.

A vacinação deve ser realizada inclusive em bebês prematuros hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e só deve ser adiada se houver condições de saúde instáveis, sepse (infecção generalizada), distúrbios infecciosos ou metabólicos.

Vamos a algumas particularidades…

Em relação à BCG, o Programa Nacional de Imunizações recomenda a aplicação da vacina intradérmica contra a tuberculose (BCG-ID) somente em recém-nascido com peso superior a 2 kg. Portanto, devemos aguardar até que o bebê atinja esse peso para que seja vacinado.

As vacinas que contêm vírus vivos (pólio oral e Rotavírus) são contraindicadas em ambiente hospitalar pelo risco teórico de transmissão do vírus vacinal para imunodeprimidos. Porém, não há contraindicação em pretermos que já estão em casa.

Em relação à vacina tríplice bacteriana que protege contra difteria, tétano e coqueluche, devemos dar preferência à vacina do tipo acelular, já que o risco do bebê apresentar reações é menor. Já a vacina contra hepatite B deve ser aplicada em 4 doses, ao invés de 3, em todo recém-nascido com menos de 2 kg ao nascer.

Estratégia Cocoon

Além da vacinação adequada desses bebês, também é fundamental que os
pais, avós, irmãos e cuidadores em geral mantenham suas vacinas atualizadas para evitar a transmissão de doenças como Influenza, Coqueluche e Varicela ao recém-nascido. É ideal que a mulher, antes de engravidar, esteja em dia com o calendário de vacinação do adulto e, durante a gestação, receba as vacinas indicadas à gestante.

Vacina da Febre Amarela X Amamentação

A única exceção que se constitui em contraindicação para mulheres lactantes (que estão amamentando) de bebês menores de seis meses é a vacina contra febre amarela, pelo risco de transmissão do vírus vacinal à criança através do leite materno."

Esta matéria esclareceu as suas dúvidas? Envie para outra pessoa para que ela também saiba mais sobre a vacinação nos bebês prematuros. Compartilhe!

Fonte | Guia Prático de Atualização do Departamento Científico de Imunizações e Neonatologia - Vacinação em pretermos - Nº 8, Junho de 2018.


Novembro Roxo | Saiba mais sobre o Câncer de Mama.

O novembro também é um mês de luta pela saúde da mulher!
Celebrado no dia 27, o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama visa incentivar o debate sobre prevenção e tratamento deste tipo de câncer, um dos mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Há vários níveis de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

Por tudo isso, as dúvidas no universo feminino são inúmeras. Mas, calma, este conteúdo vai esclarecer algumas questões! Uma delas é que o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres através do autoexame - por isso é de extrema importância que você faça constantemente. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento seja feita por mulheres a partir dos 50 anos.

Hábitos saudáveis são fundamentais! Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados se você praticar atividades físicas, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar (olha aí, mamães!), evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

E esta última "dica" nunca é demais: mantenha seus exames em dia e observe qualquer alteração no seu corpo. Compartilhe essas informações com suas amigas e familiares.

Fonte: Inca


Doação de Sangue

Seja um doador de sangue

No dia 25 de novembro comemora-se o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data tem o objetivo de mostrar a importância do papel dos doadores e busca sensibilizar e incentivar a população para a ação. O procedimento todo (cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta do sangue e lanche) dura cerca de 40 minutos. Após a coleta, a bolsa de sangue é separada em componentes sanguíneos que são enviados para exames laboratoriais obrigatórios para posterior liberação ou descarte. Os componentes obtidos em uma única doação de sangue podem beneficiar até quatro pessoas.

Por que a data é celebrada em novembro?

O mês foi escolhido por preceder um período de estoques baixos nos bancos de sangue. A proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros períodos de feriados prolongados torna esse dia especialmente importante para promover o ato solidário e regular da doação de sangue.

O interessado em doar sangue precisa preencher os seguintes requisitos básicos: portar documento oficial de identidade com foto; estar bem de saúde; ter entre 16 (com autorização dos pais ou responsáveis legais) e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos); pesar no mínimo 50 kg e não estar em jejum.

Há ainda situações que impedem, provisoriamente, a doação de sangue. São eles: febre acima de 37°C; gripe ou resfriado; gravidez atual (90 dias após o parto normal e 180 dias no caso de cesariana); amamentação (1 ano após o parto); uso de alguns medicamentos; anemia; cirurgias; extração dentária (7 dias); tatuagem ou piercing (1 ano); vacinação da febre amarela ou sarampo (4 semana) e transfusão de sangue (1 ano).

Para mais informações, procure o hemocentro mais próximo. Existe sempre alguém precisando da sua ajuda. Doe sangue e compartilhe essa ideia!


Dia Mundial do Diabetes - o que você precisa saber!

No dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, que tem como objetivo colocar este importante tema in voga, já que, hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações. O Novembro Azul também se refere a este doença.


Mas o que é exatamente o Diabetes? É uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa dele para utilizar a glicose, que obtemos por meio de alimentos, como fonte de energia.


Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.


A Dra. Cristiana Meirelles fala, neste vídeo, com a propriedade de médica e também como paciente! Assista e fique mais informado sobre esta doença crônica, silenciosa e perigosa.


Se você gostou desse conteúdo e acha que outras pessoas precisam ler, compartilhe. Se preocupar com a saúde de quem amamos é uma das melhores
formas de demonstrarmos amor!


Fontes | SBD E OMS


Dia Nacional da Vacinação, saiba a importância desta data!

Neste Dia Nacional da Vacinação, além das esclarecidas palavras da nossa Gerente de Imunizações, Amanda Junqueira, destacamos as principais informações sobre a importância da vacinação para que você tenha em mãos em um formato claro e de fácil leitura. 


Vacinar, acima de tudo, é um ato de cidadania. Precisamos esclarecer isso a todos que estiverem ao nosso alcance. 


Vacinação


“Melhor prevenir do que remediar”.


Esse ditado popular é perfeitamente aplicável à vacinação. Foi ela a grande responsável por fazer com que doenças comuns no Brasil deixassem de ser um problema de saúde pública após vacinação massiva da população. 


Se as novas gerações não são familiarizadas com doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche - algumas doenças comuns do passado - devemos ao esquema vacinal implantado pela Saúde Pública. O resultado da vacinação não se resume a evitar doenças, vacinas salvam vidas! 


Imunidade


A principal função da vacina é gerar imunidade. Com os mesmos antígenos que causam a doença, porém enfraquecidos ou mortos, a vacina ensina e estimula o sistema imunológico a produzir os anticorpos que levam à imunidade. Portanto, a vacina faz as pessoas desenvolverem imunidade sem ficar doente.


Muitas doenças infecciosas estão cada vez mais raras. Pessoas nascidas a partir de 1990 podem nunca ter tido contato com pessoas com sarampo ou rubéola e, definitivamente, com poliomielite. Isso porque as constantes ações de vacinação foram capazes de controlar e eliminar essas doenças do Brasil.


Então, não preciso vacinar contra essas doenças? Precisa! Essas doenças ainda fazem vítimas em outros lugares do mundo. Com a globalização, as pessoas passam por vários continentes em uma única semana - se não estiverem vacinadas, elas podem trazer as doenças para o Brasil e transmitir para alguém que não esteja imunizado.


Pessoas não vacinadas são a porta de entrada de doenças eliminadas no Brasil.


Serviço de Saúde 


Pessoas não vacinadas, quando doentes, sobrecarregam os serviços de saúde, que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que poderiam ser evitadas por meio da vacinação. 


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 e 3 milhões de mortes por ano. Como explicar à sociedade que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Como fazer com que todas as pessoas entendam que quando a cobertura vacinal cai, aumentam as chances de surgirem epidemias?


Impacto Econômico e Social 


A vacinação evita doenças, salva vidas e está diretamente ligada às áreas econômica e social. No ponto de vista econômico, quando há surtos, o turismo diminui refletindo nas redes hoteleiras, restaurantes e afins, diminuindo a circulação de dinheiro na cidade, estado, país. Vale ressaltar que quando uma pessoa fica doente, precisa parar de trabalhar. Se ela tem carteira assinada, vai ficar no INSS, se ela não tem, vai deixar de ter remuneração no período em que está doente. 


Na questão social, quando a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E assim, não só quem deixou de se vacinar fica comprometido, mas também aqueles que não podem ser imunizados - seja porque ainda não tem idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja por sofrer algum comprometimento imunológico.


Conclusão


Esperamos que o conteúdo tenha esclarecido os pontos mais importantes que precisamos destacar sobre o tema. Se você gostou e conhece alguém que precisa se elucidar sobre a importância da vacinação, compartilhe! Essa é a intenção do Dia Nacional da Vacinação! Como cidadãos, temos a missão de difundir as informações corretas, ajudando a desmistificar o tema e a derrubar o movimento antivacinas que existe, não só no Brasil, mas em diversas regiões do mundo inteiro - afinal, esse movimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma das dez ameaças para a saúde mundial. 


Fonte | Blog da Saúde/Ministério da Saúde


Vacinação | Mitos que precisam ser derrubados.

Amanhã, dia 17 de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Vacinação. A data foi promovida para conscientizar a população sobre a importância das vacinas, afinal, elas salvam vidas e ajudam a eliminar doenças que já causaram muitas vítimas no passado, como varíola e poliomielite. Campanhas de imunização impedem a ocorrência de epidemias. Mas ainda há muitos mitos sobre a vacinação que precisam ser derrubados, pois cria-se um movimento antivacina prejudicial para toda a sociedade. Destacamos 10 mitos que precisam ser esclarecidos.


Uma melhor higiene e saneamento farão as doenças desaparecerem – vacinas não são necessárias.


MITO. As doenças que podem ser prevenidas por vacinas retornarão caso os programas de imunização sejam interrompidos. Uma melhor higiene, lavagem das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas de doenças infecciosas. Entretanto, muitas dessas infecções podem se espalhar, independente de quão limpos estamos. Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que se tornaram raras, como a poliomielite e o sarampo, reaparecerão rapidamente.


As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que ainda são desconhecidos. A vacinação pode ser até fatal.


MITO. As vacinas são muito seguras. A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte. Embora qualquer lesão grave ou morte causada por vacinas seja muito relevante, os benefícios da imunização superam em muito o risco, considerando que muitas outras lesões e mortes ocorreriam sem ela.


A vacina combinada contra a difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra a poliomielite causam a síndrome da morte súbita infantil.


MITO. Não há relação causal entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), também conhecida como síndrome da morte súbita do lactente. No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer com essa síndrome. Em outras palavras, as mortes por SMSI são coincidentes à vacinação e teriam ocorrido mesmo se nenhuma vacina tivesse sido aplicada. É importante lembrar que essas quatro doenças são fatais e que os bebês não vacinados contra elas estão em sério risco de morte ou incapacidade grave.


As doenças evitáveis por vacinas estão quase erradicadas em meu país, por isso não há razão para me vacinar.


MITO. Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Desde 2005, por exemplo, na Europa Ocidental ocorrem focos de sarampo em populações não vacinadas (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido). Dessa forma, as duas principais razões para a vacinação são proteger a nós mesmos e também as pessoas que estão à nossa volta. Programas de vacinação bem-sucedidos, assim como as sociedades bem-sucedidas, dependem da cooperação de cada indivíduo para assegurar o bem de todos. Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação da doença; nós também devemos fazer tudo o que pudermos.


Doenças infantis evitáveis por vacinas são apenas infelizes fatos da vida.


MITO. As doenças evitáveis por vacinas não têm que ser "fatos da vida". Enfermidades como sarampo, caxumba e rubéola são graves e podem levar a complicações graves em crianças e adultos, incluindo pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, síndrome da rubéola congênita (caso uma mulher seja infectada com rubéola no início da gravidez) e, por fim, à morte. Todas essas doenças e o sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com vacinas. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desnecessariamente vulneráveis.


Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma criança pode aumentar o risco de eventos adversos prejudiciais, que podem sobrecarregar seu sistema imunológico.


MITO. Evidências científicas mostram que aplicar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos sobre o sistema imunológico das crianças. Elas são expostas a centenas de substâncias estranhas, que desencadeiam uma resposta imune todos os dias. O simples ato de comer introduz novos antígenos no corpo e numerosas bactérias vivem na boca e no nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou dor de garganta do que de vacinas. As principais vantagens de aplicar várias vacinas ao mesmo tempo são: menos visitas ao posto de saúde ou hospital, o que economiza tempo e dinheiro; e uma maior probabilidade de que o calendário vacinal seja completado. Além disso, quando é possível ter uma vacinação combinada – como para sarampo, caxumba e rubéola – menos injeções são aplicadas.


Gostou das informações levantadas nesse texto? Compartilhe com a família e amigos! E todos que você deseja uma vida saudável e protegida!


Fonte | Ministério da Saúde