Menina com Síndrome de Down sorrindo

Síndrome de Down e o Coronavírus. Leia aqui!

Hoje, dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down. A Dra. Cristiana Meirelles, Pediatra,  Infectologista Pediátrica e Especialista em Síndrome de Down - além de Coordenadora Médica da Beep Saúde - passou algumas dicas e informações importantes voltadas para proteger este público, infelizmente mais vulnerável neste cenário de pandemia da Covid-19.

Um resumão do que você vai encontrar por aqui:

  • Por que essa infecção assusta tanto?
  • Crianças com Síndrome de Down são mais suscetíveis aos quadros mais graves da Covid-19?  
  • Existe tratamento?
  • O que fazer para proteger quem tem Síndrome de Down?
  • Quando devemos procurar a emergência? 
  • Existe alguma vitamina ou complexo contra o Coronavírus?

Por que essa infecção assusta tanto?

Ela assusta toda a população, mas principalmente quem tem familiares com Síndrome de Down, porque uma das maiores causas de morte nas crianças com SD é a pneumonia. Na Covid-19, os quadros mais graves evoluem, justamente, com a pneumonia. 

Crianças com SD são mais suscetíveis aos quadros mais graves da Covid-19?

Sim, por alguns motivos. Um deles é o sistema imunológico. As pessoas com SD têm uma deficiência imunológica, ou seja, suas defesas são mais baixas.

Outra questão é a braquicefalia. O formato da cabeça menor, assim com o estreitamento de nasofaringe e redução na cavidade oral, o palato ogival (céu da boca) mais profundo que atrapalha o fluxo de ar, hipertrofia de tonsilas palatinas (amígdalas) e adenóide também atrapalham esse fluxo.

Muitas crianças com SD são obesas e a obesidade também é um fator que dificulta a respiração.

A cardiopatia congênita, que se apresenta na metade das pessoas com SD, também é um fator de vulnerabilidade. Assim como a hipotonia muscular, que inclusive se apresenta também no diafragma, músculo embaixo do pulmão, a musculatura intercostal que expande o tórax para respirar também é hipotônica. 

Por todas essas razões, as pessoas com Síndrome de Down estão mais sujeitas a evoluir com pneumonia quando houver uma infecção respiratória. Não só com o Coronavírus, mas como qualquer outro vírus como a Influenza, por exemplo. 

Existe tratamento? 

Por se tratar de um novo vírus, que ainda está sob estudos, não conhecemos ainda um tratamento para esta infecção, e é por isso que ela assusta. Ainda não há uma medicação específica, muito menos uma vacina capaz de prevenir, portanto, é muito importante façamos a nossa parte seguindo as orientações de higiene e isolamento social. 

O que fazer para proteger quem tem Síndrome de Down?

Seguir à risca todas as medidas de prevenção geral recomendadas pelo Ministério da Saúde. Ou seja, a constante lavagem das mãos com água e sabão, o uso do álcool em gel quando estiver na rua e não houver oportunidade de lavar as mãos, evitar o compartilhamento de objetos (cada um em casa ter o seu talher, prato, copo), assim como a toalha de banho. E, o mais importante de tudo nesse momento: evitar aglomeração! Sair de casa só quando não houver outra forma e, ao voltar, tomar todas as medidas de higienização necessárias. 

É importante ressaltar que pessoas que apresentem sintomas de gripe devem ficar afastadas, principalmente, daqueles que têm Síndrome de Down. 

Quando devemos procurar a emergência? 

Quem é familiar de pessoas com Síndrome de Down deve ficar muito atento aos mínimos sinais de sintomas de gravidade. Se a criança está com coriza, tosse e febre baixa, mas bem disposta, comendo e brincando, não há motivo para pânico. Porém, converse com o pediatra e trate em casa sob suas orientações, inclusive em relação às medicações indicadas (principalmente os analgésicos e antitérmicos).

Havendo dificuldade respiratória, sinais de esforço respiratório, é preciso buscar uma avaliação médica. A prostração e perda de apetite também são sinais de que a criança precisa de uma avaliação médica urgente., portanto, nesses casos, busque sim uma emergência.

Existe alguma vitamina ou complexo contra o Coronavírus?

Não. Não existe nenhuma vitamina ou complexo capaz de aumentar a imunidade especificamente contra o Coronavírus. O indicado é ter uma boa alimentação, boa hidratação e não deixar de tomar as medicações de uso contínuo. Essas dicas servem para todos. 

Vai ficar tudo bem! Agora é a hora de nos unirmos, seguirmos as orientações do Ministério da Saúde e do Governo e protegermos as pessoas mais vulneráveis dos quadros mais graves da Covid-19. Mantenha-se bem informado, mantenha a calma e faça a sua parte!

Acompanhe o Instagram da Dra. Cristiana Meirelles, que está orientando os seus seguidores com informações diárias sobre a Covid-19.


Médica examinando paciente com rubéola

Rubéola: sintomas, tratamento, o que é rubéola congênita

Causada por um vírus da família Togavírus, a rubéola é uma doença infectocontagiosa cuja principal característica são as manchas vermelhas que surgem primeiro na face, e atrás da orelha, e depois se espalham por todo o corpo. As manchas são semelhantes às do sarampo, portanto, é importante consultar o médico - ele é o profissional mais indicado para diagnosticar a doença e prescrever o tratamento mais adequado. 

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • Quais são os sintomas da doença?
  • Como saber se está com rubéola?
  • De que forma a rubéola é transmitida?
  • Como prevenir a rubéola?
  • O que é rubéola na gravidez?
  • Como é o tratamento?
  • Viajantes precisam se vacinar contra rubéola?
  • Algumas recomendações. 

Quais são os sintomas da doença?

O vírus da rubéola passa por um período de incubação que pode variar de 14 a 18 dias. Os sintomas são similares aos da gripe, como dor de cabeça, dor ao engolir, dores no corpo (articulações e músculos), coriza, surgimento de gânglios, febre e exantema (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto e atrás da orelha que depois se espalham pelo corpo todo, portanto, consultar o médico e saber o diagnóstico é fundamental. 

Como saber se está com rubéola?

Muitas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola., portanto, destacamos para você as mais importantes: sarampo, dengue, exantema súbito (roséola infantum) e enteroviroses. Exames laboratoriais, disponíveis na rede pública em todos os estados, são realizados para a confirmação ou descarte de casos. Por isso, ao detectar os primeiros sintomas, não exite em procurar um médico ou posto de saúde mais próximo. 

De que forma a rubéola é transmitida?

A transmissão acontece diretamente de pessoa para pessoa, por aspiração de gotículas de saliva e/ou secreção nasal, por meio da tosse, respiração e fala.

O período de transmissão se dá 1 a 2 semanas antes da manifestação dos sintomas até um pouco depois do início da erupção cutânea (da pele), o exantema. Vale destacar que a maior chance de transmissão ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Como prevenir a rubéola? 

A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção da rubéola, portanto, não deixe de se vacinar. 

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada gradativamente na rotina infantil entre 1992 e 2000. Desde 1998, são realizadas campanhas públicas de vacinação para mulheres em idade fértil e homens. Com essa estratégia, desde 2010, o Brasil não teve mais casos de rubéola confirmados. Em 2015, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) declarou a erradicação da doença e da SRC (Síndrome da Rubéola Congênita) nas Américas. 

A vacina é eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 12  meses de vida, com um reforço aos 15 meses. Mulheres que nunca tiveram a doença e pretendem ter filhos devem ser vacinadas 30 dias antes de tentar engravidar, então, se está pretendendo engravidar, converse com o seu médico e se previna. Atualmente, devido ao surto de sarampo, há indicação de uma dose extra (dose zero) da vacina tríplice viral para bebês entre 6 e 11 meses de idade.

A rede pública disponibiliza a vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), e a rede privada, além da tríplice viral, disponibiliza a vacina Tetra Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). 

O que é síndrome da rubéola congênita?

Síndrome da rubéola congênita é quando a doença é transmitida da mãe para o feto, sendo esta a forma mais grave de rubéola. Quando a mãe se infecta nos três primeiros meses de gestação, há maior risco para o bebê.  O vírus pode provocar aborto ou malformações congênitas como surdez, problemas visuais, lesão no coração, entre outras. Por isso, a vacinação das mulheres férteis é uma recomendação constante. Então, se você é mulher e pretende engravidar, converse com o seu médico e não deixe de se vacinar. 

Como é o tratamento? 

O tratamento é sintomático, ou seja, utilizam-se medicamentos que aliviam os sintomas. São eles: antitérmicos e analgésicos -  que ajudam a diminuir o desconforto, dores de cabeça e do corpo, além de baixar a febre.

O repouso durante o período crítico da doença é uma recomendação frequente ao paciente infectado.

Viajantes precisam se vacinar? 

É recomendada pelo menos uma dose da vacina contra a rubéola em situação de viagem para o exterior. Portanto, se você pretende viajar para o exterior, vacine-se. 

Algumas recomendações

  • Quem nunca teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas;

  • Tenha total atenção às datas de vacinação do seu filho;

  • Se você é mulher e pretende ter filhos, então, deve se vacinar antes de engravidar;

  • Se você é gestante, tenha cuidado redobrado, principalmente nos três primeiros meses de gravidez. 

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Acompanhe o nosso blog e fique por dentro de muitas outras matérias. E tenha sempre em mente que, surgindo alguns dos sintomas citados, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo a sua casa. 

Ah, e lembre-se de que pode contar com a Beep! 

________________________________________

Fontes:
SBIm
Drauzio Varella
Saúde Governo


Médico avaliando exame de meningite pelo ipad

Meningite: vacinas, sintomas, tratamento, causas

Os brasileiros tiveram os holofotes voltados para a doença recentemente, quando o caso do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro de 2019, comoveu a todos. A doença foi desmentida mais tarde, porém, a meningite voltou a ganhar destaque.

A meningite é uma doença considerada endêmica, no Brasil. São esperados casos ao longo de todo o ano, com ocorrências de surtos e epidemias ocasionais - sendo as meningites bacterianas mais comuns no outono-inverno e as virais na primavera-verão.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é meningite?
  • O que pode causar meningite?
  • Como é a transmissão?
  • Quais são os principais sintomas?
  • A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?
  • Como é feito o diagnóstico da meningite?
  • Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?
  • Como é o tratamento da meningite?
  • De que forma se prevenir da meningite?
  • Algumas recomendações. 

O que é meningite?

Causada por vírus ou bactéria, na maior parte dos casos, (sendo a última a forma mais grave), a meningite é uma inflamação das meninges - membranas que envolvem/revestem o cérebro e a medula espinhal, afetando, portanto, toda a região. 

O que pode causar meningite? 

Alguns agentes são responsáveis por causar a meningite, entretanto, os vírus são os mais comuns e, em geral, com menos gravidade - e contra esse tipo não há vacina para prevenir. No entanto, os principais tipos de meningite bacteriana podem ser prevenidos pela vacinação que é, especialmente, recomendada para crianças e adolescentes.

A meningite meningocócica é um dos principais subtipos dessa inflamação. Ela é causada por diferentes sorotipos da bactéria meningococo, como A, B, C, W e Y - que, atualmente, podem ser prevenidos através da vacinação.

Micro-organismos como Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenzae tipo B são outras bactérias que também provocam meningite, mas, a boa notícia é que também são prevenidas por meio da vacinação.

Alguns vírus podem invadir o cérebro e atacar as meninges, no entanto, são casos com menos gravidade. Os fungos que causam a doença são tão perigosos quanto as bactérias, porém, esse tipo de quadro é raro.

Parasitas 

Os parasitas causadores de meningite não são transmitidos de pessoa para pessoa e, normalmente, infectam somente animais. Portanto, as pessoas que adquirem a doença, geralmente o fazem pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados com a forma ou a fase infecciosa do parasita. 

Como é a transmissão?

Cada tipo de meningite apresenta diferentes formas de transmissão, por isso, listamos estacamos abaixo para que você fique bem informado: 

Meningite Bacteriana

Normalmente, as bactérias que causam meningite passam de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Porém, outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos.

É essencial saber que alguns indivíduos podem carregar essas bactérias dentro ou sobre os seus corpos sem estarem doentes - estes são conhecidos como “portadores”. A maioria deles não adoece, mas ainda assim propaga as bactérias para outros indivíduos.

Meningite Viral

Dependendo do vírus causador da doença, as meningites podem ser transmitidas de diversas formas.

No caso do Enterovírus, por exemplo, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser passados através do tocar ou aperto de mãos com uma pessoa infectada, portanto, manter a higienização das mãos é muito importante; assim como tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca em seguida, antes de lavar as mãos. Ou então, beber água ou comer alimentos crus que tenham o vírus. 

Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

Meningite fúngica (causada por fungos)


Normalmente, os fungos são adquiridos por meio da inalação de pequenos pedaços de fungos, conhecidos como esporos, que penetram nos pulmões podendo chegar até as meninges (as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal). Portanto, esse tipo não é transmitido de pessoa para pessoa. 

Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos. 

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas listados abaixo nunca devem ser desconsiderados, principalmente nos primeiros anos de vida ou após os 60 anos de idade, pois são duas faixas etárias que merecem atenção especial quando se trata dessa doença. 

Na presença de sinais que possam indicar a doença, a pessoa deve ser atendida por um médico com urgência. São eles:

  • Dor de cabeça e na nuca; 
  • Rigidez no pescoço;
  • Febre;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Fotofobia (sensibilidade à luz);
  • Confusão mental;
  • Manchas vermelhas ou roxas pelo corpo;
  • Paralisia;
  • Surdez. 

A meningite fúngica tem os mesmos sintomas?

Não há muita diferença entre os sinais e sintomas da meningite fúngica para os demais tipos de agentes etiológicos, como febre, dor de cabeça, rigidez no pescoço, náusea, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e confusão mental. Porém, a meningite fúngica é mais comum em pessoas com comprometimento da imunidade.

Como é feito o diagnóstico da meningite?

Havendo uma suspeita da doença, procure um médico imediatamente. Se ele confirmar o seu receio, consequentemente, solicitará coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). Esse material é enviado a um laboratório, que vai detectar o agente que está causando a infecção. Saber exatamente qual é o agente é de extrema importância para o tratamento da infecção, portanto, consultar um médico é essencial.

Vale destacar que todos os exames de laboratório são realizados pelo SUS, e são solicitados pela equipe médica ou de vigilância epidemiológica ao longo do acompanhamento do caso. 

Existe vacina contra a meningite? Quais são? Quem deve tomar as vacinas?

A vacinação é a principal forma de evitar a doença e, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas contra os tipos A, B, C, W e Y de meningococo são seguras e eficazes, portanto, não deixe de se vacinar e vacinar a sua família.

ACWY

Tanto a SBIm quando a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomendam a aplicação da vacina meningocócica conjugada ACWY para crianças aos 3 e 5 meses de idade. Há ainda as doses de reforço aos 12 meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Portanto, fique sempre atento à caderneta de vacinação, prazos e datas! 

Quem não foi imunizado nesses períodos/idades, deve buscar a proteção. Por isso, conversar com um médico é a melhor forma de se orientar corretamente.

A rede pública disponibiliza vacina contra meningite C, a mais comum no nosso país, no mesmo esquema de doses da meningocócica ACWY da clínica privada.

Meningocócica B

A meningocócica B, que também é indicada pela SBIm, é uma outra vacina, portanto, outra injeção. As três doses devem ser aplicadas, preferencialmente, aos 3, 5 e 12 meses e ela NÃO está disponível na rede pública, somente na rede privada. Sendo assim, se informe sobre as clínicas, valores e estoque. 

Na rede privada, portanto, há possibilidade de encontrar vacinas com proteção mais ampla. A Beep, por exemplo, disponibiliza um pacote completo de meningite: são duas vacinas num mesmo atendimento, garantindo proteção completa, pois abrange os tipos ACWY e B.

Como é o tratamento da meningite?

Por se tratar de um quadro clínico grave, os casos suspeitos de meningite são internados nos hospitais. Portanto, suspeitando de um caso, é de extrema urgência procurar por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica. 

As meningites bacterianas têm como tratamento o uso da antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos. 

Meningites Virais 

Para as meningites virais, na maior parte dos casos, o tratamento não é realizado com medicamentos antivirais. Geralmente, as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, se recuperando espontaneamente. Vírus como o do herpes e Influenza podem provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico - essa determinação é sempre dada pela equipe médica responsável pelo acompanhamento do caso.  Portanto, mais uma vez destacamos a importância de procurar um médico com urgência assim que detectar os sintomas. 

Meningites Fúngicas

O tratamento para as meningites fúngicas é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica. A medicação é escolhida conforme o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento está diretamente ligada ao quadro de imunidade da pessoa. Por isso, pacientes com histórias de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunossupressoras são tratados com extremo cuidado pela equipe médica responsável.

Meningites causadas por parasitas

As meningites causadas por parasitas têm como tratamento medicação contra a infecção e para alívio dos sintomas e é administrada pela equipe médica responsável. Nestes casos, dor de cabeça e febre são sintomas bem fortes, portanto,  as medicações de alívio são muito importantes. 

De que forma se prevenir da meningite? 

Vacinas e quimioprofilaxia são medidas de prevenção primária para a meningite. Quimioprofilaxia é uma medicação antimicrobiana dada às pessoas que tiveram contato direto, próximo e prolongado com um paciente com determinado tipo de meningite. As vacinas disponíveis previnem as principais causas de meningite bacteriana, portanto, vacine-se. Listamos aqui para você:

Algumas recomendações

Uma prevenção que devemos adotar diariamente, não só em função das meningites como também de outras doenças, são cuidados com a higiene. Lavar as mãos com frequência é fundamental, acima de tudo, manter este hábito antes das refeições. Mas, não se esqueça, a vacinação é a prevenção mais segura e eficaz. 

Outro cuidado que devemos tomar é não confundir os sintomas das meningites com os de outras infecções por vírus e bactérias, portanto, saber o diagnóstico é muito importante. Portanto, ao perceber a criança chorosa, prostrada, se queixando de dor de cabeça - leve-a o mais rapidamente possível para uma avaliação médica de urgência. 

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se de que você pode contar com a Beep!

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fontes:

Saúde.gov
Saúde Abril
SBIm
Drauzio Varella

 

 

 


Corona Virus

Coronavírus: Transmissão, Sintomas, Tratamento, Mitos

Atualização (18/03/2020)

Estamos copilando fontes seguras para que você fique atualizado dos últimos acontecimentos e informações relevantes sobre a Covid-19.

Casos do Coronavírus no Brasil | G1

Atualização constante dos serviços em cada estado | Bem-Estar

_____________________________________

A Dra. Cristiana Meirelles, Infectologista Pediátrica consultora da Beep, está incansavelmente em diversos canais esclarecendo a população sobre o novo Coronavírus, certamente você já viu algum dos programas. Mas, caso não tenha visto, não se preocupe, ela preparou este conteúdo  especialmente para o nosso Blog. Além do texto, ela destaca mitos com as principais dúvidas que têm sido levantadas.

Coronavírus: o que fazer então agora?

Devemos lembrar das medidas de prevenção, constantemente noticiadas, e evitar o pânico. Embora haja risco de morte, a maioria das pessoas infectadas apresenta sintomas leves ou até nenhum sintoma e evolui muito bem, sem complicações graves e sequelas.

Idosos e pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, diabetes e outros problemas crônicos de saúde devem ficar ainda mais atentas e precavidas, evitando locais de aglomeração e contato com indivíduos doentes.

Informação é a melhor solução!

Em 29 de fevereiro, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo (App) Coronavírus-SUS com o objetivo de conscientizar a população sobre a Covid-19. Lá, você encontra informações com sintomas, como se prevenir, o que fazer em caso de suspeita etc. Além disso, há um mapa indicando unidades de saúde próximas e uma seção de notícias oficiais do governo com foco no Coronavírus, O aplicativo está disponível para celulares Android e iOS.

Em resumo... Seja cauteloso, não assustado! Esteja alerta, não ansioso! Seja analítico, não histérico!

Por quê a preocupação?

Por se tratar de um vírus novo, não sabemos exatamente qual o seu comportamento, se sofre mutações facilmente e se gera imunidade para toda a vida após infectar uma pessoa.

Além disso, todos estão susceptíveis à infecção, ou seja, a população não tem imunidade contra a doença. E, por enquanto, não temos uma vacina disponível.

No entanto, não há razão para pânico. O Brasil já vem se preparando para um possível surto de Covid-19 há mais de 1 mês e existe uma experiência prévia com outros surtos como de H1N1 em 2009 e Zika em 2015. Além disso, é provável que o vírus se comporte de forma mais “branda” em locais de clima tropical, mais quentes.

Vamos entender um pouquinho mais sobre o novo Coronavírus?

O SARS-CoV2 é um vírus que foi identificado como a causa de um surto de pneumonia ocorrido em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Ele faz parte de uma família de Coronavírus que infecta animais, incluindo camelos, gado e morcegos, e humanos. Na maioria das vezes, as infecções em pessoas são leves, semelhantes a um resfriado comum. No entanto, algumas espécies, como o SARS-CoV e o MERS-CoV, podem causar doenças graves.

Quais os sintomas do Coronavírus?

A pessoa contaminada pode apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar, entre outras queixas (espirros e coriza são menos frequentes). A doença pode evoluir com complicações severas como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre pessoas mais velhas e com doenças pré-existentes como asma, diabetes e doença cardíaca. Até o momento, a taxa de letalidade da doença está em torno de 2%.

A pessoa infectada pode ter o vírus no seu organismo e só manifestar sinais e sintomas após 2 a 14 dias do contágio (o chamado período de incubação). Estudos demonstram que ela é capaz de transmitir o vírus ainda nesta fase assintomática (sem sintomas).

Como se transmite o Coronavírus?

O vírus pode ser transmitido de uma pessoa doente a outra pelo ar, por meio de tosse ou espirro, pelo toque ou aperto de mão ou pelo contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido então de contato com a boca, nariz ou olhos.

O que fazer em caso de suspeita?

A pessoa só é considerada suspeita de infecção por SARS-CoV2 se apresentar febre e/ou sintomas respiratórios e tiver viajado até um local com transmissão sustentada do vírus (China, Itália, Irã etc) ou entrado em contato próximo com um caso suspeito ou confirmado da doença nos últimos 14 dias.

Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Como os sintomas não são específicos de infecção por SARS-CoV2, ou seja, são semelhantes a outras infecções como as causadas pelo vírus da gripe (Influenza), serão necessários exames para o correto diagnóstico.

Como é feito o tratamento do Coronavírus?

Ainda não existe um tratamento específico contra a Covid-19, mas, dependendo da gravidade, são indicados repouso, hidratação e medicações para alívio dos sintomas até hospitalização nos casos severos.

Até o momento, não há medicamento, óleo essencial, substância, vitamina, infusão ou alimento específico que possa prevenir ou tratar infecção pelo SARS-CoV2.

Como se prevenir?

As medidas de prevenção são importantíssimas não só contra a infecção por SARS-CoV2, mas também para evitar doenças contagiosas como sarampo, gripe e gastroenterite aguda.

Seguem algumas orientações:

  • Evitar contato próximo com pessoas com sintomas de infecções respiratórias;
  • Lavar frequentemente as mãos por pelo menos 20 segundos, especialmente após contato direto com pessoas doentes e antes de se alimentar;
  • Se não tiver água e sabão, usar álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal e cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos e colocar as mãos na boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Limpar objetos de uso pessoal frequente como celular e teclado de computador;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

É muito importante que se busque informação de qualidade e de fontes seguras! Há dezenas de fake news espalhadas na Internet e não podemos nos influenciar por elas."

__________________________________________________________________________________________________________________________________________

MITOS E VERDADES: Oito mitos sobre prevenção da infecção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV2)

 

  1. Tomar chás quentes mata o vírus?
    Não há nenhuma evidência científica de que chás ou qualquer outra bebida quente destruam o vírus.
  2. Encomendas vindas da China podem transmitir o novo coronavírus?
    Não há qualquer evidência de transmissão do vírus por objetos vindos da China ou qualquer outro país com circulação do vírus.
  3. Uma pessoa pode cair na rua se estiver infectada pelo novo coronavírus?
    Há vídeos circulando na internet com esta informação, mas trata-se de informação falsa.
  4. Posso tomar um antibiótico para prevenir infecção por SARS-CoV2?
    Não. Antibióticos não estão indicados nem para prevenir nem para tratar, pois não agem contra vírus, somente bactérias.
  5. Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o SARS-CoV2?
    Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.
  6. Há produtos naturais que podem ajudar a nos protegermos contra o novo coronavírus?
    Não. Estão circulando nas redes sociais várias informações sobre higienizar a boca ou lavar o nariz com água e sal, comer alho, passar óleo de gergelim no corpo, tomar vitamina C e D, mas nenhuma tem evidência científica.
  7. É importante todos nós usarmos máscara para nos protegermos contra o novo coronavírus no dia-a-dia, mesmo não tendo sintomas?
    Não. Até o momento, as máscaras são indicadas para aqueles com suspeita de infecção por SARS-CoV2, seus contatos próximos e profissionais de saúde em hospitais e clínicas.
  8. O SARS-CoV2 afeta apenas pessoas idosas?
    Pessoas de todas as idades podem ser afetadas pelo novo Coronavírus. Entretanto, pessoas mais velhas e com comorbidades (diabetes, asma e doença cardíaca, por exemplo) estão mais vulneráveis a evoluírem com sintomas mais graves da doença.

_______________________

Fonte: Dra. Cristiana Meirelles


Crianças na cama com febre - vacina ACWY - beep

Febre Amarela: tudo o que você precisa saber!

Estamos às vésperas do verão, período em que as epidemias como a Febre Amarela são mais comuns - de dezembro a maio. Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, preparamos uma matéria especial sobre o tema para que você entenda tudo sobre esta doença.

Quais são os sintomas, complicações, transmissões, diagnóstico, mosquito transmissor, certificado para viajantes, a diferença entre a febre amarela silvestre e urbana e, claro, a prevenção - que se dá através da vacina.

Portanto, leia tudo com calma, pois estar bem informado é um passo para se prevenir e manter a sua saúde em dia!

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda. Ela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.   

++ Quer saber mais sobre a vacina contra a Febre Amarela? Clique aqui!

Como ela é transmitida?

O vírus da Febre Amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, porém, o vírus tem enorme potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

É fundamental a cobertura vacinal da população em todo o território nacional, independentemente de idade ou sexo, esta é a principal forma de prevenir a febre amarela.

Quais são os sintomas?

  • início súbito de febre;
  • calafrios;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores nas costas;
  • dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos;
  • fadiga e fraqueza.

Identificando algum desses sintomas, você deve procurar seu médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima. Algumas pessoas têm melhora após estes sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

No contato com o profissional da saúde, você deve informar sobre qualquer viagem realizada para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Um detalhe que você deve se atentar é: observou mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou? É bom lembrar também sobre picadas de mosquitos. Não deixe de informar se tomou a vacina contra a febre amarela, se lembrar a data é melhor ainda! 

Macacos transmitem a febre amarela?

Não! Inclusive, eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar a causa da morte e, se for de febre amarela, fica o sinal de alerta para a população. Portanto, se você identificar mortandade de macacos na região onde vive ou está visitando, é muito importante que informe as autoridades sanitárias do município ou estado, de preferência, diretamente para vigilância ou controle de zoonoses. 

As complicações da febre amarela:

Em casos mais graves, a doença pode apresentar algumas complicações, como:

  • febre alta;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal);
  • eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

É importante destacar que cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Portanto, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata! 

Como é a transmissão da febre amarela? 

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados - não é passada de pessoa a pessoa. No Brasil, ela tem demonstrado maior frequência de ocorrência de casos humanos nos meses de dezembro a maio, apresentando, então, um padrão sazonal. 

A temperatura média aumenta na estação das chuvas, assim, favorecendo a proliferação de mosquitos, os vetores, como já mencionamos acima. Por consequência, aumenta o potencial de circulação do vírus durante o verão. 

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão:

  • Silvestre;
  • Urbano.

No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores dos gêneros Haemagogus e Sabethes, são mosquitos com hábitos estritamente silvestres - diurno, ou seja, mais ativo entre as 9h e 16h da tarde. 

No ciclo urbano, o hospedeiro e amplificador do vírus é o homem e a transmissão acontece a partir de vetores urbanos, os Aedes aegypti infectados. A pessoa apresenta os sintomas iniciais da doença de 3 a 6 dias após ter sido infectada. 

Vale destacar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor - mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.   

Tratamento da febre amarela: 

Ele é apenas sintomático. O paciente deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.  

Nas formas mais graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. 

O médico deve estar em alerta para indicações de um agravamento do quadro clínico.

Confira o diagnóstico da febre amarela:  

Esta doença só pode ser diagnosticada e tratada corretamente por um médico. O profissional vai realizar os exames necessários para diagnosticar a doença e a sua gravidade. A partir do resultado é escolhida a forma de tratamento.  Portanto, procure um médico assim que detectar algum dos sintomas citados acima.

Prevenção: 

Vacinação! Esta é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. Sendo assim, há oferta da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para a população durante o ano todo. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são de uma dose durante toda a vida. O Brasil adotou essas medidas desde 2017. Portanto, não deixe de se vacinar!

Pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra a febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas devem se imunizar - a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez. 

Nas áreas consideradas de maior risco - matas, cachoeiras, florestas, trilhas, rios, parques e meio rural - é recomendado o uso de repelente, roupas que cubram a maior extensão possível de pele, como calças e blusas de mangas compridas e, de preferência, mais largas, meias e sapatos fechados. Essas precauções são indicadas principalmente às pessoas com contraindicação à vacina. No Brasil, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade conforme orientações para vacinação e que residem ou se descolam para os municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacina. 

Além da vacina, é nossa obrigação evitar a proliferação dos mosquitos, portanto, é essencial manter as casas e ruas limpas - sem acúmulo de água parada, habitat ideal para a reprodução dos vetores. 

Importante! 

Ao tomar a vacina, existe uma pequena chance de desenvolver a doença, pois ela é feita a partir do vírus atenuado, no entanto ela existe na proporção de 1 reação adversa para cada 400 mil doses de vacinas aplicadas segundo as referências científicas existentes. 

Eventos adversos pós-vacinação

É possível haver reação após a vacinação da febre amarela. As mais comuns são hipersensibilidade e as manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. A investigação de morte em até 30 dias após a vacinação deve ser investigada para confirmação se foi ou não relacionada ao uso da vacina. 

Toda a reação deve ser investigada e tratada da mesma forma que os casos suspeitos de Febre Amarela. Toda pessoa vacinada que desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 15 dias após a vacinação, deve rapidamente entrar em contato com o seu médico ou se dirigir ao serviço de saúde mais próximo para pronto atendimento. 

Posso doar sangue após a vacinação? 

Pode, após completar 28 dias da vacina. Que tal fazer a doação antes da vacinação para garantir o abastecimento dos estoques de bolsas de sangue. 

Qual a diferença entre a dose fracionada e a dose padrão da vacina?

Na dose padrão, de 0,5ml, a proteção é para a vida toda. Já, na dose fracionada, de 0,1ml, ela tem duração de pelo menos 8 anos.

Quem não deve tomar a vacina contra a Febre Amarela? 

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Quem convive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Aqueles que estão em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Portadores de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Como saber se tenho alergia ao ovo?

É previsto da política nacional de alimentação e nutrição do SUS, os profissionais da atenção básica devem fazer avaliação clínica e orientação nutricional das crianças e adultos para identificar alergias alimentares e/ou problemas relacionados à alimentação e nutrição. 

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde devem fazer a orientação sobre a dieta alimentar mais adequada caso a caso (incluindo a recomendação de não vacinação quando há componentes alergênicos) e caso haja necessidade, os usuários poderão ser encaminhados para um serviço especializado para a realização de avaliação complementar e o melhor encaminhamento. 

Vou viajar, como saber se preciso tomar a vacina contra a febre amarela?

Estamos entrando no período de férias! Por isso, os viajantes precisam ficar atentos aos seus destinos, pois se pertencerem às Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV), vão precisar se precaver. Como já falamos acima, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, para garantir o desenvolvimento da imunidade. 

Viagens Nacionais

A vacina (atenuada) é recomendada para toda a população a partir do 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para área com a recomendação da vacina (ACVR). Portanto, vale a pena conferir a tabela completa da SBIM.

Viagens Internacionais

Alguns países podem exigir a comprovação da vacinação contra a febre amarela para a entrada em seu território. Sendo assim, confira no portal da Anvisa assim que decidir o destino da sua viagem.

Fonte | Ministério da Saúde


Criança com deficiência. Precisamos falar sobre inclusão!

O dia 9 de dezembro serve para enfatizarmos, principalmente, a importância da inclusão da criança com deficiência em todas as camadas da sociedade.

Criança com deficiência é aquela que tem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Essas deficiências podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Neste grupo, estão incluídas, por exemplo, as crianças com autismo, comprometimento intelectual, perda auditiva e visual, síndromes genéticas como a síndrome de Down e paralisia cerebral.

Saúde da criança com deficiência

Antes de mais nada, é preciso enxergar a criança à frente da deficiência. Assim como todas as outras, é fundamental amar, respeitar, educar e brincar com elas.

Além disso, os cuidados com a saúde destas crianças são essenciais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência. São eles:

  • Acompanhamento regular com pediatra.
  • Terapias de estimulação e reabilitação com profissionais como fisioterapeutas.
  • Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
  • Uso de órteses e outros dispositivos tecnológicos são fundamentais para a melhor qualidade de vida e autonomia das crianças com deficiência.

Inclusão Social

Ela deve se iniciar dentro da própria família, na igreja, nas festas, no clube, e se expandir para a escola que deve ser capaz de receber e integrar a criança com deficiência da melhor forma possível.

Por conta de necessidades especiais de aprendizagem, deve haver adaptação do currículo escolar, professores de apoio e materiais didáticos adequados a cada tipo de deficiência.

Ter uma criança com deficiência na sala de aula ajuda não só a esta criança, mas também as outras que aprendem a ser menos competitivas e mais colaborativas, lidar melhor com seus limites, respeitar as diversidades e esperar o tempo dos outros.

A construção de uma sociedade mais justa, humana e inclusiva é responsabilidade de cada um de nós. Depende do que pensamos, falamos e como agimos frente à diversidade.


Se interessou pela tema? Leia mais em Toda criança é especial!


Médico vacinando criança

Médico de Família e Comunidade | Mitos e Verdades

Você já ouviu falar no Médico da Família e Comunidade? Amanhã, dia 5 de dezembro, é celebrado o dia deste importante profissional da saúde. Ter um médico que possa nos acompanhar durante toda a vida é, sem dúvidas, um dos maiores benefícios de ter um médico de família.

Porém, esse conceito ainda não é totalmente difundido no Brasil e, por isso, muita gente ainda tem dúvidas sobre atenção primária à saúde. Destacamos alguns mitos e verdades sobre o tema para que você esclareça as suas dúvidas.

Vamos conhecer esses mitos?

Médico de Família pode lidar com quase todos os problemas de saúde dos pacientes?

Verdade! Capacitados para atender pacientes nos diferentes ciclos de vida, os médicos de família podem lidar com até 90% dos problemas de saúde. Eles acompanham desde o desenvolvimento da criança às prevenções ginecológicas e urológicas e, caso haja necessidade, encaminham o paciente para um especialista.

O modelo de saúde de Médicos de Família não existe no Brasil?

Mito! A estratégia tradicional de atenção primária à saúde, ou seja, com atendimentos de médico de família, faz muito sucesso em alguns sistemas estrangeiros e tem começado a ganhar espaço no Brasil, não só para evitar gastos desnecessários, mas também para oferecer uma assistência mais centrada no paciente.

As consultas com um Médico de Família são diferenciadas?

Verdade! Geralmente, estas consultas são realizadas com mais calma, possibilitando uma conversa mais profunda entre médico e paciente, indo a fundo no seu histórico, estilo de vida atual, criando, inclusive, uma relação de maior segurança. Esta consulta vai além de tratar uma doença, mas promover a saúde, eliminando alguns hábitos prejudiciais que o paciente possa ter adquirido ao longo da vida.

O Médico de Família ajuda a promover a saúde?

Verdade! Como mencionamos acima, o objetivo dessa especialidade é conhecer e acompanhar os pacientes por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas peculiaridades. Portanto, o médico não foca somente na doença, mas no cuidado geral, analisando o contexto familiar bem como o local onde vive, e assim ajudando a prevenir as doenças e promovendo a saúde.

Se você curtiu este conteúdo, compartilhe com amigos e familiares. Afinal, queremos cuidar da saúde daqueles que amamos.


A Beep te ajuda a manter a saúde em dia.


Dra. Cris Explica

Dra. Cris Meirelles fala sobre vacinação no bebê prematuro!

"A imunização é um dos meios mais eficazes de combate à doenças infecciosas e não deve ser negligenciada quando se trata de um bebê prematuro.

São denominados pretermos (bebês prematuros) os recém-nascidos com idade gestacional ao nascimento inferior a 37 semanas. Esses bebês apresentam um sistema imunológico mais imaturo, menos desenvolvido, o que os torna mais vulneráveis a infecções.

Por terem nascido antes do momento adequado, os bebês prematuros receberam menos anticorpos maternos transferidos através da placenta, o que seria um fator de proteção importante contra várias doenças. No entanto, apesar disso, não há motivos para não vacinar ou adiar o procedimento nos prematuros. As vacinas do Calendário de Imunização devem ser administradas no bebê de acordo com a sua idade cronológica, da mesma forma que nos bebês a termo (doses habituais e intervalos iguais), havendo poucas exceções.

A vacinação deve ser realizada inclusive em bebês prematuros hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e só deve ser adiada se houver condições de saúde instáveis, sepse (infecção generalizada), distúrbios infecciosos ou metabólicos.

Vamos a algumas particularidades…

Em relação à BCG, o Programa Nacional de Imunizações recomenda a aplicação da vacina intradérmica contra a tuberculose (BCG-ID) somente em recém-nascido com peso superior a 2 kg. Portanto, devemos aguardar até que o bebê atinja esse peso para que seja vacinado.

As vacinas que contêm vírus vivos (pólio oral e Rotavírus) são contraindicadas em ambiente hospitalar pelo risco teórico de transmissão do vírus vacinal para imunodeprimidos. Porém, não há contraindicação em pretermos que já estão em casa.

Em relação à vacina tríplice bacteriana que protege contra difteria, tétano e coqueluche, devemos dar preferência à vacina do tipo acelular, já que o risco do bebê apresentar reações é menor. Já a vacina contra hepatite B deve ser aplicada em 4 doses, ao invés de 3, em todo recém-nascido com menos de 2 kg ao nascer.

Estratégia Cocoon

Além da vacinação adequada desses bebês, também é fundamental que os
pais, avós, irmãos e cuidadores em geral mantenham suas vacinas atualizadas para evitar a transmissão de doenças como Influenza, Coqueluche e Varicela ao recém-nascido. É ideal que a mulher, antes de engravidar, esteja em dia com o calendário de vacinação do adulto e, durante a gestação, receba as vacinas indicadas à gestante.

Vacina da Febre Amarela X Amamentação

A única exceção que se constitui em contraindicação para mulheres lactantes (que estão amamentando) de bebês menores de seis meses é a vacina contra febre amarela, pelo risco de transmissão do vírus vacinal à criança através do leite materno."

Esta matéria esclareceu as suas dúvidas? Envie para outra pessoa para que ela também saiba mais sobre a vacinação nos bebês prematuros. Compartilhe!

Fonte | Guia Prático de Atualização do Departamento Científico de Imunizações e Neonatologia - Vacinação em pretermos - Nº 8, Junho de 2018.


Novembro Roxo | Saiba mais sobre o Câncer de Mama.

O novembro também é um mês de luta pela saúde da mulher!
Celebrado no dia 27, o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama visa incentivar o debate sobre prevenção e tratamento deste tipo de câncer, um dos mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Há vários níveis de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

Por tudo isso, as dúvidas no universo feminino são inúmeras. Mas, calma, este conteúdo vai esclarecer algumas questões! Uma delas é que o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres através do autoexame - por isso é de extrema importância que você faça constantemente. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento seja feita por mulheres a partir dos 50 anos.

Hábitos saudáveis são fundamentais! Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados se você praticar atividades físicas, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar (olha aí, mamães!), evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

E esta última "dica" nunca é demais: mantenha seus exames em dia e observe qualquer alteração no seu corpo. Compartilhe essas informações com suas amigas e familiares.

Fonte: Inca


Doação de Sangue

Seja um doador de sangue

No dia 25 de novembro comemora-se o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data tem o objetivo de mostrar a importância do papel dos doadores e busca sensibilizar e incentivar a população para a ação. O procedimento todo (cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta do sangue e lanche) dura cerca de 40 minutos. Após a coleta, a bolsa de sangue é separada em componentes sanguíneos que são enviados para exames laboratoriais obrigatórios para posterior liberação ou descarte. Os componentes obtidos em uma única doação de sangue podem beneficiar até quatro pessoas.

Por que a data é celebrada em novembro?

O mês foi escolhido por preceder um período de estoques baixos nos bancos de sangue. A proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros períodos de feriados prolongados torna esse dia especialmente importante para promover o ato solidário e regular da doação de sangue.

O interessado em doar sangue precisa preencher os seguintes requisitos básicos: portar documento oficial de identidade com foto; estar bem de saúde; ter entre 16 (com autorização dos pais ou responsáveis legais) e 69 anos (desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos); pesar no mínimo 50 kg e não estar em jejum.

Há ainda situações que impedem, provisoriamente, a doação de sangue. São eles: febre acima de 37°C; gripe ou resfriado; gravidez atual (90 dias após o parto normal e 180 dias no caso de cesariana); amamentação (1 ano após o parto); uso de alguns medicamentos; anemia; cirurgias; extração dentária (7 dias); tatuagem ou piercing (1 ano); vacinação da febre amarela ou sarampo (4 semana) e transfusão de sangue (1 ano).

Para mais informações, procure o hemocentro mais próximo. Existe sempre alguém precisando da sua ajuda. Doe sangue e compartilhe essa ideia!