A gravidez é um momento de muitas dúvidas e descobertas. Quando uma mulher grávida começa o pré-natal, ela aprende que precisa ter uma série de cuidados e preparativos fundamentais para a chegada de seus filhos ou filhas. São meses de alimentação regrada, consultas, exames, ultrassons, consumo de vitaminas… e vacinas! Sim, existe uma lista de vacinas indicadas para gestantes. Todas são comprovadamente seguras e eficazes para a mãe e para o bebê. Inclusive, a imunização de grávidas é considerada prioritária pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Manter a vacinação em dia durante a gravidez é essencial para a proteção da mãe e do bebê, já que tanto o feto quanto o recém-nascido têm um sistema imunológico muito imaturo, que segue se desenvolvendo até os seus 12 primeiros meses de vida. A mulher pode (e deve) se vacinar, principalmente a partir da 20ª semana de gestação, pois passa anticorpos para o seu filho via placenta. Depois do parto, essa proteção mãe-bebê continua por meio do aleitamento materno.

Estratégia Cocoon


A imunização é fundamental para evitar a transmissão de doenças graves como a coqueluche, por exemplo. Por isso, é indicado que outros membros da família também se vacinem para criar uma rede de proteção, sejam pais, irmão(a)s, avós, tio(a)s, padrinhos e madrinhas, qualquer pessoa que fará o papel de cuidador ou que terá contato frequente com o recém-nascido. Essa ação coletiva é chamada de “Estratégia Cocoon”, que vem do inglês e significa “casulo”. Aqui no blog temos um texto completo sobre o assunto: vale a leitura!

Por que se vacinar?


A vacinação na gestante é importante por, basicamente, duas razões: a primeira, é para proteger a mulher, que fica com a imunidade um pouco mais baixa nesse período e, por isso, sujeita a infecções mais graves. A segunda, é para proteger o bebê, já que infecções em grávidas podem ter como consequências o nascimento prematuro, malformações fetais ou, até mesmo, causar uma perda. Como já explicamos acima, os agentes de defesa da mãe passam para o filho por meio da placenta e, após o nascimento, pelo leite materno. Por isso, é indicado que, caso a mulher esteja pretendendo engravidar, já se antecipe e tome as vacinas do Calendário de Vacinação do adulto.

E, afinal, quais são as vacinas essenciais para as gestantes?


Para entender melhor quais são as principais vacinas recomendadas para as gestantes, explicamos um pouco sobre elas aqui no blog. Em alguns casos específicos, outras vacinas podem ser necessárias, mas é preciso ter orientação médica. Aliás, lembre-se sempre de consultar um médico para qualquer dúvida ou indicação.
O Ministério da Saúde oferece, de forma gratuita, quatro vacinas para gestantes: a dTpa (difteria, tétano e coqueluche); a dT (difteria e tétano); a hepatite B e, durante o período de campanha de vacinação, a vacina contra gripe (Influenza). Elas também estão disponíveis na rede privada e, para agendar a sua vacinação em casa com a Beep, é só baixar o app.

dTpa ou dT


A vacina dTpa (tríplice bacteriana) previne contra difteria, tétano e coqueluche, uma doença grave, principalmente em recém-nascidos com até três meses de vida. Tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto o Ministério da Saúde recomendam que a gestante receba, a partir da 20ª semana de gestação, uma dose dessa vacina para reduzir, em cerca de 90%, o risco de infecção no bebê. A dTpa também protege o feto contra o tétano neonatal e a difteria. 
O recomendado são 3 doses contendo o componente tetânico. Para gestantes que já possuem histórico vacinal completo, fazer apenas a dTpa. Para aquelas com o histórico desconhecido ou incompleto, realizar 1 dose da dTpa a partir da 20ª semana, seguida de 2 doses da dT (difteria e tétano), respeitando o intervalo mínimo de 1 mês entre as doses. Mulheres que não tomaram a dTpa na gravidez devem ser imunizadas no período pós-parto, o mais cedo possível.

Hepatite B


A vacina contra hepatite B protege a mãe e o bebê contra a hepatite causada pelo vírus B (HBV), doença que atinge o fígado e pode evoluir para cirrose ou câncer. Se a gestante não foi vacinada antes de engravidar, ou se não completou todo o esquema de vacinação, precisará tomar a vacina contra hepatite B o quanto antes. Ao total, são três doses, podendo ser iniciadas já no primeiro trimestre, com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e 6 meses entre a primeira e a terceira dose. Gestantes que já possuem a vacinação contra Hepatite B comprovadamente em dia não precisam se vacinar novamente.

Influenza (gripe)


A vacina contra gripe previne o contágio pelo vírus Influenza, que em mulheres grávidas pode ter consequências muito graves, levando até mesmo a óbito. Anualmente, um número significativo é vítima da doença e de suas complicações. Por isso, elas são consideradas um grupo de risco.
Além disso, uma infecção por Influenza pode acarretar hospitalizações e quadros respiratórios graves nos primeiros meses de vida de um bebê. Como a vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses, é fundamental manter a mãe com anticorpos contra gripe para serem passados para o filho, em caso de aleitamento materno. Nos casos de mães que não amamentam, a família vacinada cria a rede de proteção.

A dose é anual e a composição da vacina é mutável, por isso é fundamental que seja tomada todo ano. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria, a vacinação pode ser feita em qualquer momento da gestação, mas os níveis de anticorpos caem gradativamente após 6 meses de aplicação.
A vacina contra gripe é oferecida pelo sistema público de saúde (SUS), sazonalmente, para grupos prioritários, em campanhas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Na rede privada, a vacina é liberada para todas as faixas etárias, a partir dos 6 meses de vida, além de possuir uma cobertura maior contra as cepas, já que é quadrivalente (1 cepa a mais que na rede pública). É só baixar o app da Beep e agendar.

Alguma vacina é contraindicada para gestantes?


Sim. Vacinas vivas e atenuadas não são recomendadas para as grávidas, como por exemplo, a tríplice viral e varicela. Idealmente essas vacinas devem ser administradas antes da gestação. Quando isso não for possível, elas poderão ser feitas logo após o parto, ou durante a amamentação, sem nenhum risco.
Mesmo que seja inativada e não tenha componentes vivos, a vacina contra HPV também não é recomendada durante a gestação. Por precaução, também não é indicada a vacinação contra a febre amarela para gestantes, exceto em casos de surtos da doença. Nessas situações, o serviço de saúde avalia o risco x benefício. Se uma mulher tomou essas vacinas durante a gravidez, sem saber que estava grávida, não é necessário nenhuma conduta especial. Mas é aconselhável sempre ter um  acompanhamento médico.
Quer saber garantir sua vacinação? Então, navegue por nossa categoria de vacinas em casa disponíveis aqui na Beep Saúde. Ah, e aproveite para seguir a gente nas nossas redes sociais: Twitter, Instagram e Facebook. 🙂
Fontes:
Ministério da Saúde | SBIm | Calendário de Vacinas para Grávidas da SBIm | SBP | Calendário de Vacinação