Estratégia Cocoon: O que é e tudo que você precisa saber

Quando há a espera de um bebê, diversas providências são tomadas no núcleo familiar para preparar a sua chegada, dentre elas a Estratégia Cocoon.


Além das roupinhas lavadas, o quarto arrumado e o enxoval completo, entre outras, devemos nos atentar, principalmente, à saúde da gestante e do bebê. E é por isso que vamos falar sobre a Tríplice Bacteriana.


A vacina Tríplice Bacteriana dTp é utilizada para crianças acima de 4 anos de idade e protege contra três doenças: difteria, tétano e coqueluche. Para os adultos, ela é recomendada como reforço da tríplice tomada quando crianças, com dose recomendada de 10 em 10 anos.


A Tríplice Bacteriana dTp ou Acelular, "tomou o lugar" da dupla tipo adulto, que só contemplava difteria e tétano.


Como funciona a Estratégia Cocoon?


Esta vacina tem enorme importância para a Estratégia Cocoon, nome dado ao bloqueio vacinal em proteção ao recém-nascido contra a coqueluche, cocoon significa "casulo", em inglês. Como funciona?


Como os bebês recebem a vacina com doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, sendo que a melhor proteção só vinga duas semanas após a última dose, é preciso que os parentes mais próximos, assim como cuidadores dos recém-nascidos, estejam protegidos, evitando a transmissão da doença.


Portanto, pais, irmãos, avós, tios, padrinhos, babás, enfim, todos que tiverem contato mais próximo, deverão se vacinar com objetivo de proteger o bebê.


Ela é indicada para gestantes?


Sim, altamente indicada à gestante porque, ao tomá-la, ela passa proteção ao bebê via placenta. A gestante deve tomar a vacina na 20ª semana de gestação.


A ação desses anticorpos após o nascimento não é duradoura, mas ajudará a proteger o bebê nos seus primeiros meses de vida. Elas podem se vacinar nas redes pública ou privada, mas os pais e demais parentes só encontrarão a vacina nas redes privadas.


Essa estratégia é importante porque a coqueluche é a quinta causa de morte no mundo em crianças menores de cinco anos.


Entre os principais transmissores da Bordetella pertussis, bactéria que causa a doença, estão: a mãe (32%), os irmãos (20%), o pai (15%) e os avós (8%).


Portanto, a vacinação dos adultos que cuidam do bebê é de grande importância para prevenir a transmissão da coqueluche para os mesmos, que só estarão totalmente protegidos quando completarem as três doses da vacina Tríplice Bacteriana (que também protege contra difteria e tétano). Como já falamos, isso só vai acontecer entre o sexto e o sétimo mês de vida da criança.


Contra quais doenças a dTp protege?


Coqueluche, Difteria e Tétano.


Conclusão


Fica aqui o nosso alerta! Se você é mãe e/ou pai, não se intimide de impor a vacina àqueles que estarão em contato frequente com o seu bebê.


Quem ama cuida e essas pessoas certamente querem o melhor para esse serzinho que está vindo ao mundo!


A Beep facilita essa demonstração de cuidado e amor com o serviço de vacinação domiciliar de domingo a domingo! Que tal unir a família em casa para um dia de vacinação? Vira um nobre motivo para um delicioso encontro.




Vacinas indicadas:


Vacina Tríplice Bacteriana (DTPa) | Protege contra Difteria, Tétano e Coqueluche.


Vacina Tríplice Bacteriana + Poliomielite (DTPa-VIP) | Protege contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Poliomielite.


Fontes | SBIM


Dia da Infância, vamos falar sobre vacinação?

Sábado, dia 24, foi o Dia da Infância, e o nosso recado é para os pais. Vacinar o seu filho é o principal passaporte para que ele cresça feliz, saudável e livre de graves doenças erradicadas graças ao calendário vacinal adotado ao longo dos anos.


Em tempos de redes sociais, mitos sem fundamentos - que vão desde efeitos colaterais, passando por ideologias e religião até teorias contrárias à vacinação, têm contribuído para uma relevante queda de pessoas vacinadas no Brasil e no mundo, inclusive crianças.


No entanto, a realidade comprova que vacinar é o caminho mais seguro para manter distância das doenças. Você sabia, por exemplo, que o Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990? Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem, juntamente com os demais países das Américas, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).


Se você é pai, mãe ou responsável por crianças entre 1 e menores de 5 anos de idade, fique atento ao calendário e confira se a caderneta de vacinação está atualizada. Ficou na dúvida se está em dia com todas as vacinas? A Beep tem o serviço GRATUITO de avaliação da caderneta.


A Beep realiza vacinação domiciliar de domingo a domingo, no conforto da sua casa. Basta baixar o app e agendar o melhor dia e horário para você e sua família.


Dia da Infância. Se há infância, tem que haver vacinação!


Fonte | R7


Gestação

Celebrando o Dia da Gestante, comemorado em 15 de agosto, destacamos o tema gestação nesse Mitos e Verdades para tirar algumas dúvidas frequentes! Veja se elas se encaixam à sua realidade.


Grávida tem que ficar longe de gatos


MEIA VERDADE: O medo aqui está relacionado à toxoplasmose, doença causada por um protozoário que tem nos felinos seu hospedeiro definitivo: gatos contaminados transmitem o parasita por meio de suas fezes. A toxoplasmose costuma passar despercebida em pessoas não grávidas. No feto, porém, ela pode causar problemas graves, incluindo malformações. No entanto, para se contaminarem, os gatos precisam comer ratos ou pássaros que tenham cistos do toxoplasma em seus músculos. Ou seja, um animal que vive dentro de casa e só come ração dificilmente será contaminado. Mas, na dúvida, melhor passar a limpeza da caixinha de areia para outra pessoa.


O primeiro trimestre da gravidez é o mais delicado


VERDADE: É nesse período que ocorre a formação dos órgãos do feto. Ou seja, é quando há maior risco de ocorrerem doenças ligadas a alterações genéticas. Por isso, há um especial cuidado em se evitar medicações, bebidas, alguns exames de imagem e afins. De 10 a 15% das mulheres sofrem aborto espontâneo até a 12ª semana de gestação – decorrente, justamente, de malformações do embrião. Mas não confunda: esses eventos nada têm a ver com hábitos como excesso de esforço ou atividade física, que está liberada também nessa fase da gestação.


Gestantes não devem usar cremes no rosto.


MEIA VERDADE: Gestantes são desaconselhadas a usar cremes anti-idade simplesmente porque, uma vez que não se fazem testes com grávidas, não se sabe o efeito que determinados ativos podem ter sobre o feto. Como na gestação há um aumento da vasodilatação periférica, ou seja, os vasos ficam mais dilatados que o normal, há uma tendência de que a pele absorva mais qualquer tipo de produto. E há ainda outro agravante: produtos cosméticos não seguem as determinações da Anvisa, tornando difícil o acesso à sua fórmulação completa. Não existe nada comprovado contra os creminhos, mas, na dúvida, os médicos acham por bem evitar.


Grávida deve evitar adoçante


MITO: Algumas pesquisas têm mostrado que, em grandes quantidades, o ciclamato de sódio, adoçante feito a partir de um derivado de petróleo, poderia causar danos ao feto. Mas, para isso, a gestante deveria ingerir o equivalente a dez latinhas de refrigerante diet por dia. Ou seja, uma quantidade difícil de ser alcançada. A maior parte dos estudos não vê problemas no consumo de edulcorantes, mesmo o ciclamato, em doses moderadas. Se você gosta de se preocupar e preza a silhueta, prefira todas as outras possibilidades de adoçante, que vão de aspartame a estévia.


Fonte | Revista Superinteressante


Gostaria de tirar alguma dúvida? Mande a sua pergunta pra gente. A Dra. Cris vai te responder!


Dia da Gestante

Antes de tudo, queremos parabenizar todas as mulheres gestantes! E apresentar a leitura a seguir, que te deixará por dentro das leis que asseguram uma série de garantias às grávidas - não apenas ligadas à saúde, mas também ao trabalho, estudo e à vida em sociedade.


Em 2020 teremos o novo Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que provavelmente vai apresentar dados similares ao de 2010, o qual revelou que mais de 68% das mulheres brasileiras com idade a partir de 15 anos têm, no mínimo, um filho. Esse resultado mostra a importância das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das gestantes no país.


Nas esferas trabalhistas, sociais ou relacionadas à saúde, a atual legislação brasileira assegura às mulheres grávidas uma série de direitos antes, durante e após o parto. Confira:

Direito a atendimento médico

Os direitos ligados à saúde da gestante envolvem uma série de garantias, que vão desde a atenção obstétrica e o cuidado hospitalar básico à prerrogativa de realizar, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), o teste para detecção de sífilis e/ou HIV. Veja abaixo os direitos garantidos pela legislação brasileira voltados à saúde das mulheres grávidas:

• Ser atendida com respeito e dignidade pelas equipes de saúde, sem discriminação de cor, raça, orientação sexual, religião, idade ou condição social.
• Aguardar o atendimento sentada, em lugar arejado, tendo à sua disposição água para beber e banheiros limpos.
• A gestante tem o direito, assegurado pela Lei nº 11.634 de 2007, de ser informada anteriormente, pela equipe do pré-natal, sobre qual a maternidade de referência para seu parto e de visitar o serviço antes do parto.
• Direito a vaga em hospitais: para o parto, a mulher gestante deve ser atendida no primeiro serviço de saúde que procurar. Em caso de necessidade de transferência para outro local, o transporte deverá ser garantido de maneira segura.
• Acompanhamento especializado durante a gravidez, o que inclui exames, consultas e orientações gratuitas.
• No Sistema Único de Saúde (SUS), a mulher grávida tem direito a um acompanhante (homem ou mulher), de sua indicação, durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto.
• A mulher internada para dar à luz em qualquer estabelecimento hospitalar integrante do SUS tem o direito de realizar o teste rápido para detecção de sífilis e/ou HIV.
• A gestante tem direito a receber do pai do bebê valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez, e que sejam dela decorrentes, até o parto.
• A mãe que for portadora do vírus HIV ou HTLV não deve amamentar o bebê. Por conta disso, ela tem o direito de receber leite em pó, gratuitamente, pelo SUS, até o a criança completar seis meses ou mais.

Direitos trabalhistas

A legislação do País possui uma série de mecanismos para assegurar que as gestantes ou mães não sejam prejudicadas no mercado de trabalho em razão de sua condição. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) busca garantir que a mudança de rotina gerada pela gravidez e, posteriormente, pelo período pós-parto, não seja um empecilho para o desempenho normal da atividade laboral. Além disso, uma das prioridades das leis do País é certificar que a saúde das gestantes e dos bebês em formação não seja afetada pelo trabalho. Confira a seguir as principais medidas:

• Licença-maternidade de 120 dias para gestantes que tiverem carteira de trabalho assinada.
• Não ser demitida durante o período em que estiver grávida e até cinco meses após o parto, a não ser por justa causa.
• Receber uma declaração de comparecimento todas as vezes em que for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando esta declaração à sua chefia, as faltas ao trabalho serão justificadas.
• Até o bebê completar seis meses, há o direito de ser dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia hora ou um período de uma hora, para amamentação.
• O empregador não pode exigir atestados de gravidez ou quaisquer outros que tenham objetivo discriminatório para fins de admissão ou manutenção do emprego de mulheres.

Direitos sociais

Além dos direitos ligados à saúde e ao trabalho, as gestantes também têm acesso a privilégios voltados à esfera social, como atendimento prioritário não apenas em espaços públicos, mas também em locais como bancos e supermercados, além de preferência no transporte público. Novamente, o objetivo dessas leis é garantir, sobretudo, o menor número de danos possível à saúde da mãe e do filho em desenvolvimento. Veja os principais direitos abaixo:
• Acesso a guichês e caixas especiais ou prioridade nas filas para atendimento em instituições públicas e privadas.
• Assento prioritário para gestantes e mulheres com crianças de colo em ônibus e metrô.
• Se a família da mãe for beneficiária do Programa Bolsa Família, há direito ao benefício variável extra na gravidez e após o nascimento do bebê - para ter acesso ao auxílio, é preciso comparecer ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do município.


Direitos estudantis

Além de buscar que o ambiente profissional afete o mínimo possível a vida da futura mãe, as leis do Brasil buscam trazer garantias similares ao ambiente estudantil e acadêmico. Por isso, as gestantes, tanto menores quanto maiores de idade, podem, por exemplo, cumprir compromissos escolares em suas casas e ter direito à licença-maternidade sem qualquer tipo de prejuízo. Confira as principais medidas:
• A Lei nº 6.202/1975 garante à estudante grávida o direito à licença-maternidade sem prejuízo do período escolar.
• O Decreto-Lei nº 1.044/1969 determina que a estudante que estiver grávida poderá cumprir, a partir do oitavo mês de gestação, os compromissos escolares em casa.
• O início e o fim do período de afastamento serão determinados por atestado médico, que deve ser apresentado à direção da escola.
• Em qualquer caso, o direito à prestação dos exames finais é assegurado às estudantes grávidas.
• Se a mãe for adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito ao atendimento com sigilo, privacidade e autonomia, além do recebimento de informações sobre saúde sexual e reprodutiva. A mãe adolescente também pode ser atendida sozinha, se preferir.

Adoção

Para o caso das mães que desejarem, precisarem ou decidirem entregar a criança em adoção, a Lei nº 12.010/2009 garante o direito de receber atendimento psicossocial gratuito.

Programa Rede Cegonha

Trata-se de uma estratégia do Ministério da Saúde que tem o objetivo de implementar uma rede de cuidados que garanta às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, além de assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.


Fonte | Governo com informações do Ministério da Saúde, da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres e do IBGE.


Semana Mundial do Aleitamento Materno | Dra. Cristiana Meirelles

"Toda mãe, mesmo que de primeira viagem, sabe da importância do aleitamento materno para o bebê e para a mulher. Esse é um assunto bastante discutido entre pediatra e família e nas mídias sociais.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida e continuado até os 2 anos ou mais. Dentre outras, essas são algumas das inúmeras vantagens da amamentação:


  • O leite materno é um alimento completo para o bebê;


  • Amamentar previne depressão pós-parto e alguns tipos de câncer na mulher e ainda ajuda na perda de peso da mamãe;


  • Intensifica o apego entre mãe e filho e favorece a comunicação por meio de sorrisos, olhares e carícias;


  • Se o aleitamento for realmente exclusivo até os 6 meses de vida, funciona como um método contraceptivo com uma eficácia de até 98%, semelhante à pílula anticoncepcional;


  • É prático e econômico, já que o leite está sempre à mão, pronto e na temperatura ideal;


  • E ainda protege o bebê contra infecções, alergias, diabetes, desnutrição e obesidade.


No entanto, sempre que o tema é levantado, surge a velha dúvida das mamães: “Será que tenho leite suficiente? O que influencia a produção do meu leite?”.


Uma vez a amamentação iniciada com sucesso, é a demanda do bebê que controlará a produção de leite. Será que é sempre assim? Nos últimos anos, a ciência tem demonstrado através de estudos experimentais, em animais de produção e em mulheres amamentando, que são muitas as variáveis maternas que influenciam na produção de leite. Essas variáveis vão desde alterações anatômicas das mamas, fatores sociais, psicológicos e comportamentais, até fatores hormonais, ambientais e genéticos. Realmente, já foram identificadas muitas variantes genéticas que impactam na produção de leite. Dentre elas, estão mutações nos genes da prolactina, que é o principal hormônio que regula a produção de leite.


A história de que “só não produz leite quem não quer”, portanto, não é real. Estima-se que de 10 a 15% das mulheres de fato não conseguem produzir leite suficiente para seu bebê. Por outro lado, o percentual de mulheres que acredita não estar produzindo leite suficiente varia de 40 a 90%.


Para essas mamães que somente acreditam não estar produzindo leite suficiente, há alguns fatores que precisamos avaliar.


  • Em 1º lugar, a pega do bebê pode estar incorreta no momento da sucção do leite materno. Na pega adequada, o bebê está com a boca bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora, com o queixo tocando ou quase tocando a mama e abocanhando a aréola de modo que ela esteja com a parte de cima mais visível que a de baixo.


  • Em 2º lugar, o posicionamento do bebê ou a posição da mãe podem estar desconfortáveis.


  • Em 3º lugar, o ambiente pode estar muito barulhento, com interrupções a todo momento.


  • Outro fator importante: a mãe pode estar cansada, ansiosa ou estressada. Descansar enquanto o filho dorme, ingerir bastante líquido, ter uma alimentação saudável e fazer relaxamento podem ajudar neste caso.


  • Outro erro comum é estabelecer duração e horário para as mamadas. A amamentação deve seguir o ritmo de fome de seu bebê, ou seja, o regime de livre demanda. Quanto maior o número de mamadas, maior liberação do hormônio prolactina e maior será o volume de leite produzido.


  • Fumar e ingerir álcool podem inibir o reflexo da descida do leite.


  • Oferecer chupetas e bicos artificiais pode confundir a sucção do bebê, atrapalhando a produção do leite.


  • Problemas nas mamas, como empedramento do leite e rachaduras nos mamilos, dificultam bastante a amamentação. Preparar as mamas e tratar precocemente essas alterações evitam a interrupção desnecessária do aleitamento;


  • A mama muito cheia ou tensa dificulta a pega. Logo, deve-se extrair manualmente um pouco de leite antes de cada mamada para que a aréola fique mais macia e o bebê consiga abocanhar o peito mais facilmente;


  • Por último e não menos importante, o bebê pode apresentar refluxo gastroesofágico ou cólica, devendo ser avaliado pelo pediatra que irá orientar medidas de controle dessas alterações.


Portanto, o que podemos perceber, é que, para grande parte das mamães, informação e apoio podem ser a chave para manter a amamentação. Frente a qualquer dificuldade, a mulher deve procurar ajuda especializada de seu ginecologista/obstetra e de seu pediatra. Rede de apoio de amigos e familiares também é fundamental!"


AMAMENTAÇÃO

A primeira semana de agosto é a Semana Mundial da Amamentação, de alta relevância já que muitas mães levantam dúvidas e inseguranças frequentes sobre o tema. Amamentar vai muito além de nutrir o bebê, mas também contribuir para o seu desenvolvimento cognitivo e emocional.


Destacamos aqui alguns mitos e verdades para esclarecer as dúvidas mais frequentes.


1 - O leite materno pode ser congelado?


Verdade. O leite materno pode ser congelado por até 15 dias, sem a perda de suas características e qualidade nutricional. A mãe pode ordenhar o leite na sua casa – tomando os devidos cuidados para manter a qualidade –, deixá-lo na geladeira e dar ao bebê enquanto estiver fora de casa. Caso o leite não seja consumido, pode doá-lo para um BLH. Além disso, o mesmo processo pode ser feito em um Banco de Leite Humano, onde o leite será coletado congelado para então ser processado e distribuído às crianças.


2 - A alimentação da mãe reflete no leite?


Verdade. O recomendado é que a mãe tenha uma alimentação saudável e equilibrada. Ela não deve ingerir bebida alcoólica, café em excesso e alimentos muito gordurosos, como o chocolate. No caso do café e do chocolate, a questão não é comer, mas a quantidade que se consome. Um café, pela manhã, faz parte do nosso hábito alimentar e isso não faz diferença ao bebê; porém, pode afetá-lo caso o consumo seja feito em maior quantidade.


3 - Quando a mãe produz muito leite, a doação pode interferir na amamentação do filho?


Mito. Pelo contrário, quanto mais a mãe estimular o peito a produzir leite, mais ela o terá e não faltará para o bebê. O leite é produzido na hora em que o bebê está sugando, mas se a mãe demorar muito tempo para ordenhar, ela vai sentir a mama mais cheia. O leite para de ser produzido, quando não há estímulo, quando o bebê não mama.


4 - Algumas mães produzem leite mais fraco.


Mito. Nenhum leite materno é fraco, nem de uma mulher desnutrida. A qualidade do leite da mulher desnutrida é tão boa quanto a de uma mulher nutrida. Há também a concepção de que o leite industrializado é mais forte porque o bebê dorme e engorda mais. O bebê acorda mais rápido quando toma o leite materno porque a sua digestão é mais rápida do que a do leite de vaca, mas isso não quer dizer que o leite materno é mais fraco.


5 – Se a mãe não estiver com muito leite, pode deixar outra mulher amamentar o seu filho.


Mito. Cada mãe tem que amamentar o seu bebê. O melhor leite para o filho é o da sua mãe. O leite carrega as características de quem amamenta. Assim a criança cria os anticorpos necessários para a sua saúde tomando o leite da mãe. Na amamentação cruzada há o risco de uma doença infecciosa ser transmitida pelo leite. A saída para a mãe que não consegue amamentar é procurar orientação no banco de leite humano.


6 - As fórmulas atuais são quase como o leite materno.


Mito. Leite materno é singular. O colostro que sai na primeira mamada pode considerado a primeira vacina do bebê. A fórmula atual tem suas qualidades, mas é feita com leite de vaca, que não traz os benefícios do leite materno, como o aumento da imunidade.


7 - Mamadeira e chupeta interferem no aleitamento.


Verdade. Mamadeira e chupeta interferem na amamentação pelo posicionamento da língua do bebê. A sucção do leite no peito requer um esforço maior do que a da mamadeira e da chupeta. Com isso, quando a mãe oferece o peito e os dois apetrechos, o bebê rapidamente descobre que a mamadeira é mais fácil do que o peito. Isso pode implicar na diminuição do estímulo da produção do leite e, consequentemente, a mãe pode não ter a quantidade necessária de leite para a nutrição do bebê.


8 - Estresse e nervosismo podem atrapalhar a produção do leite.


Verdade. O estresse e o nervosismo podem diminuir a quantidade de leite. Em momentos como este, a mãe modifica o seu sistema endócrino-imunológico e, com isso, a quantidade de leite pode diminuir. O recomendado é que a mãe descanse sempre que possível. Em caso extremo, para dormir bem uma noite, ela pode deixar que outro responsável dê o leite materno ao bebê em um copinho. Algumas pessoas acreditam que o estresse pode empedrar o leite, mas não é verdade. Isso acontece quando a quantidade de leite é maior do que o bebê necessita ou consegue sugar e se não for ordenhado, o leite fica alojado na mama e acaba empedrando ou até originando uma mastite.


9 - A compressa de água quente ajuda na situação do leite empedrado.


Mito. A indicação nesses casos é massagem e ordenha do leite. A compressa de água quente piora a situação, pois aumenta a quantidade de leite retido na mama. Consequentemente, a mãe terá mais leite empedrado.


A mãe que deseja doar leite humano deve entrar em contato pelo telefone gratuito 08000-268877 ou procurar o Banco de Leite Humano mais próximo da sua casa. A partir desse contato, é feito um cadastro e uma inscrição no BLH do IFF. Uma vez cadastrada como doadora, não há necessidade de ir ao Banco de Leite periodicamente. A coleta pode ser feita em casa, uma vez por semana. O leite, nesse caso, deve ficar armazenado no recipiente fornecido pelo próprio banco: pote de vidro com tampa de plástico. O leite materno coletado e processado é destinado a alimentar bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em UTIs Neonatais durante seis meses.


Fonte | Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira


1º de julho | Dia da Vacina BCG

Hoje, 1º de julho, é dia da Vacina BCG, que combate a tuberculose, principalmente as formas graves, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (espalhada pelo corpo). Destacamos as características mais relevantes para que você tire as suas dúvidas!


Composição:


A BCG é composta pelo bacilo de Calmette-Guérin – origem do nome BCG – obtido pelo enfraquecimento de uma das bactérias que causam a tuberculose. Completam sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%).


Indicação:


Ela é indicada de rotina a partir do nascimento até os 5 anos de idade. Pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra); estrangeiros ainda não vacinados e que estejam de mudança para o Brasil.


Contraindicação:


Pessoas imunodeprimidas e recém-nascidos de mães que usaram medicamentos que possam causar imunodepressão do feto durante a gestação. Prematuros, até que atinjam 2 kg de peso.


Esquema de doses:

Dose única.


Local de aplicação:


Intradérmica.


Cuidados antes, durante e após a vacinação:


A vacinação não requer qualquer cuidado prévio.


Na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.


A revacinação de crianças que não desenvolveram cicatriz deixou de ser recomendada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2019.


Efeitos e eventos adversos:


A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no braço direito. Essa reação é esperada! A resposta à vacina demora cerca de três meses (12 semanas), podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas), e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera, que produz secreção até que vai cicatrizando.


Eventos adversos possíveis: úlceras com mais de 1 cm ou que demoram muito a cicatrizar; gânglios ou abscessos na pele e nas axilas; disseminação do bacilo da vacina pelo corpo, causando lesões em diferentes órgãos.


Segundo o Ministério da Saúde (MS), os gânglios surgem em cerca de 10% dos vacinados.


Qualquer que seja o evento, o serviço de vacinação deve notificá-lo ao órgão de vigilância em Saúde e encaminhar o paciente ao posto de saúde para acompanhamento e tratamento adequados.


Onde pode ser encontrada:


Nas Unidades Básicas de Saúde, clínicas privadas de vacinação e, claro, na Beep!


Resultados da prevenção no Brasil e no mundo:


A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).


No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas as formas graves da doença. Outro exemplo da importância da vacinação foi o aumento do número de casos de tuberculose em crianças, registrado quando a Suécia suspendeu a vacinação de rotina.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.


Fonte | Sbim


Slime

Slime: Tudo que os pais precisam saber

O slime virou febre entre as crianças. Entenda porque essa divertida brincadeira, aparentemente inofensiva, pode prejudicar o seu filho.

Na década de 80, as gelecas viraram febre entre as crianças. Hoje, com novo nome, SLIME, a graça da brincadeira é cada criança produzir o seu.
Várias, inclusive, estão postando tutoriais com as suas receitas - mas a base delas é igual para todas: bórax (borato de sódio), água boricada e cola branca. E é aí que está o perigo, nos ingredientes.
O bórax é matéria-prima de alguns produtos de limpeza, sabão em pó para máquina de lavar, inseticidas e outros. A ANVISA avalia o bórax como classe toxicológica II, ou seja, altamente tóxico.
Por ser uma substância alcalina (com pH alto), tende a danificar a camada de gordura protetora da pele, o que pode causar o surgimento de lesões que parecem feridas vermelhas, coçam e ardem, e até dermatite de contato, que é uma reação que se assemelha a uma queimadura de pele e causa descamação.
O contato com o bórax em quantidades acima do recomendado pode causar problemas como cólicas estomacais, vômitos, diarreia e irritação nos olhos.
A Água Boricada, apesar de meno ofensiva, é uma solução composta de ácido bórico - produto que contém o mesmo elemento presente no bórax, porém, por ser diluída em água, seu risco é menor.
Já estão surgindo casos, inclusive, de internação. Fica aqui a dica da Beep para que as nossas crianças possam brincar e se divertir de forma saudável, divertida e segura.
Fonte: Minha Saúde Org


Alimentação da mãe lactante

Ainda no clima do Dia das Mães, preparamos esse MITOS e VERDADES para as mães, que sempre levantam muitas dúvidas em relação ao tema, principalmente as de primeira viagem.

Tire as suas dúvidas e curta essa conexão entre mãe e filho com a calma e a leveza que esse momento especial merece.
Existe alimento que aumente a produção de leite?
MITO! Não existe comprovação que alguma comida ou bebida aumente ou reduza a produção de leite materno. O que determina a produção de leite é a quantidade de vezes que o bebê mama no peito ou quanto mais a mãe esvazia suas mamas. Ou seja, quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe terá.
A cerveja preta estimula o aumento da produção de leite?
MITO! Além de não haver evidências de que a bebida promova aumento da produção de leite, pode ser arriscado o consumo de qualquer tipo de álcool, pois ele passa para o leite materno. Portanto, cervejas não devem ser consumidas.
Tomar chá é uma boa opção na amamentação
VERDADE! O chá de Capim-limão, inclusive,é ótimo para a mãe relaxar. Somente os chás estimulantes não são recomendados nesse período.
Devemos aumentar o consumo de água na amamentação?
VERDADE! Nesse período a mãe sente mais sede, devido ao esforço que o organismo dedica à produção de leite. Portanto, beber mais água do que o habitual é uma dica reforçada pelos médicos, até porque muitas mães esquecem de incluir esse hábito no dia a dia.
Se me alimentar mal, meu leite sai fraco?
MITO! Não existe leite fraco! O leite materno tem todas as substâncias e vitaminas na quantidade certa para o bebê crescer e se desenvolver sadio. Toda mãe produz o melhor leite para o seu filho, independentemente da origem e classe social. A mãe deve sempre optar por alimentos mais saudáveis, consumindo o máximo possível de alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, carnes, e preparações ou receitas caseiras. Alimentos ultra processados, feitos pela indústria, que vêm nas caixinhas ou embalagens, prontos para aquecer, em geral têm muito sódio e devem ser evitados, pois favorecem doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer, além de contribuírem para o risco de deficiências nutricionais.


INTRODUÇÃO ALIMENTAR INFANTIL | DRA. LUIZA BREDER

Você conhece o conceito ‘1000 dias’?

Nesse vídeo a Dra. Cris, pediatra e infectologista, tem um bate papo com a pediatra Luiza Breder - pós graduada em pediatria infantil na universidade de Boston. Você vai entender tudo sobre esse conceito e os benefícios da boa alimentação nos períodos de gestação da mãe até os dois primeiros anos de vida do bebê.
A Beep Saúde está com você em todos os momentos.