Em outros posts, já explicamos a importância da amamentação e desvendamos alguns fatos curiosos sobre o leite materno, o “líquido de ouro”. Agora, vamos falar sobre uma especialista importante no processo de aleitamento materno: a consultora de amamentação.

Conversamos com Suellen Rei, que é enfermeira, pós-graduanda em Obstetrícia, doula, educadora perinatal e consultora de amamentação, para entender melhor esse ofício, que está ganhando notoriedade no país. Ela tirou dúvidas e deu algumas dicas que podem ajudar a transformar a amamentação em uma experiência mais fácil, tranquila e positiva para todos os envolvidos.
Neste post, você vai ver:

O que faz uma Consultora de Amamentação?


Consultora de amamentação segurando um objeto no formato de seios femininos, explicando sobre o ato de amamentar.
A consultora de amamentação tem o dever de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno. Ela presta serviços às clientes, fornecendo cuidados no momento da amamentação, por meio de estudos de história clínica, avaliação da mãe/lactante, do bebê e da dupla.
Segundo Suellen: “A consultora ajuda no desenvolvimento de um plano de ação a partir das metas de amamentação da família, aconselhamento sobre o uso de dispositivos e técnicas de apoio à nutrição do bebê. Tudo isso pode ser feito em todas as etapas da lactação: durante a gestação, no pós-parto, na volta ao trabalho e até mesmo no processo de desmame.”
A nossa entrevistada esclarece que, no Brasil, ainda não há regulamentação do ofício de consultora de amamentação, mas que a formação pode ser obtida por cursos livres. “Existem, também, os consultores de lactação com certificação internacional pelo IBCLC (International Board Certified Lactation Consultant)”, completa a enfermeira.

As vantagens de contratar um(a) profissional de amamentação


Suellen defende que a maior vantagem de ter um(a) conselheiro(a) em aleitamento materno por perto é permitir que a gestante, ou nutriz, tenha uma assistência direta de um profissional capacitado para esse objetivo.
Consultores de amamentação costumam elaborar um plano de ação geral e outro individualizado para a solução das demandas. A enfermeira explica que ter o suporte desses profissionais pode auxiliar na resolução de desafios de forma mais incisiva, respeitando a particularidade do escopo de atuação de cada profissão – e encaminhando para outros profissionais, se necessário.
“O cuidado multiprofissional é sempre benéfico e, no aleitamento materno, a consultora de amamentação acompanha de perto o que nem sempre os pediatras, odontopediatras, fonoaudiólogos, osteopatas veem.”
À esquerda está a consultora de amamentação Suellen Reis e ao lado dela os clientes que são a mãe do bebê, o bebê e o pai da criança.
Na foto acima, você vê a consultora Suellen Rei e seus clientes, a mãe (Bruna) e o pai (Leonardo), em casa, com o bebê (Bernardo). Muita parceria e amor!

Quando devemos procurar a consultoria: antes do parto, depois do parto ou só quando surge uma dificuldade?


De acordo com Suellen, o mais indicado é que a procura pela consultora de amamentação seja antes do parto, porque essa consultoria pré-natal previne e/ou ajuda a mãe e a sua rede de apoio a identificarem os principais desafios do pós-parto.
“Eu recomendo que, uma vez que identifiquem algum tipo de dificuldade, busquem ajuda o quanto antes. Quanto mais tardia for a intervenção, mais difícil de resolver os obstáculos.”

Entenda as opções para quem não consegue ter uma consultora de amamentação


Caso não seja possível arcar com os custos de uma consultoria de amamentação, Suellen esclarece que o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma rede de Bancos de Leite Humano, que é referência mundial, além do apoio das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, temos a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), que busca implementar os chamados ‘Dez Passos para o Sucesso da Amamentação’ nas UBS, incentivar o aleitamento materno e construir saberes entre gestantes, nutrizes e profissionais de saúde.”

Veja 3 dicas para tornar a amamentação mais positiva


Para finalizar, pedimos que a nossa entrevistada desse algumas sugestões para quem deseja tornar a amamentação uma experiência mais tranquila. Confira:
Dica 1: “Esquecer o que dizem sobre a amamentação ser intuitiva. Não é. É só parar para pensar por quanto tempo fomos amamentadas ou se vimos as mulheres da nossa família amamentando e qual foi a duração desse momento. Sem falar em quando brincávamos de bonecas: elas eram amamentadas ou alimentadas com mamadeiras?”
Dica 2: “Justamente por conta do primeiro ponto, estudar e obter informações para a amamentação é tão importante quanto para o parto, especialmente se pensarmos que o aleitamento materno é recomendado de forma exclusiva por 6 meses e prolongado até 2 anos – ou mais. Uma consultoria pré-natal ou um curso na gestação podem te ajudar a não passar ‘perrengue’ nos primeiros dias.”
Dica 3: “Evite os bicos. Por mais que alguns profissionais discordem, chupeta e mamadeira podem, sim, atrapalhar o estabelecimento da amamentação por causarem confusão de bicos e fluxo. Se quiser investir em um enxoval de amamentação, troque os bicos, conchas e pomadas por uma boa almofada de amamentação, coletor de silicone e uma colher dosadora, ou copinho, para a oferta de leite (se for necessário).”
Mulher com o bebê no colo amamentando. As mãos da consultora de amamentação ajudam a segurar a cabeça da criança enquanto o bebê toma o leite materno.
Caso queira conhecer mais o trabalho da nossa entrevistada, Suellen Rei, sigam seu perfil no Instagram: @suellen.rei.

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