Inspirados no Dia das Mães, preparamos uma série chamada #BeepExplica especialmente voltada para a compreensão sobre o que é saúde mental e qual é sua importância. 
Ter cuidado com a saúde psicológica e emocional ajuda a prevenir quadros de depressão e outros transtornos mentais, em diversas fases, desde a infância até as idades mais avançadas. Não por acaso, um dos momentos em que mais devemos estar atentos aos cuidados com a mente é quando a mulher passa por uma das mais intensas transformações da vida humana: a maternidade.
Para ter essa conversa complexa e profunda, convidamos duas médicas parceiras da Beep, especialistas em saúde feminina. Antes, vamos explicar um pouco sobre o que é a saúde mental, qual é a importância dela e os distúrbios psicológicos que costumam atingir a mulher ao se tornar mãe. Nesse post, você vai ver:

O que é saúde mental? 


Mulher com um bebê no colo coloca a mão na cabeça aparentando estar preocupada com a sua própria saúde mental durante a maternidade.
A saúde mental está diretamente relacionada à mente. Ela envolve as maneiras que as pessoas reagem e lidam com as diversas situações cotidianas. Engloba também o modo como o indivíduo equilibra as suas próprias ambições, capacidades, desejos, emoções e ideias.

Qual é a importância de manter a saúde mental em dia? 


É importante manter a saúde mental em dia para evitar o surgimento de transtornos mentais, como: ansiedade, depressão etc.

Quais transtornos mentais podem surgir nas mães? 


Em geral, transtornos mentais perinatais podem incluir ansiedade, psicose pós-parto, transtorno de pânico, fobias e transtorno de estresse pós-traumático, sendo os mais comuns o baby blues (também chamado de “tristeza puerperal”) e a depressão pós-parto, que, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acomete de 10% a 20% das mulheres.

O que é Baby Blues? 


O baby blues é uma alteração psíquica leve, em geral, de transição, bem mais frequente entre as puérperas. Atinge cerca de 50% a 80% das mulheres, normalmente por volta do 3º e do 4º dia do pós-parto. Seus sintomas incluem choro, flutuação de humor, irritabilidade, fadiga, tristeza, insônia, dificuldade de concentração e ansiedade relacionada ao bebê.
Esses sentimentos são intercalados com momentos de muita alegria e satisfação, devido a mudanças hormonais que acontecem nessa fase. Por ser uma condição menos “grave”, não é indicado o uso de nenhum medicamento específico. A tristeza puerperal costuma desaparecer até o final da segunda semana de vida do bebê, principalmente se a mãe tiver o apoio familiar e/ou de pessoas de sua convivência.

O que é a depressão pós-parto?


O Ministério da Saúde explica a depressão pós-parto como “uma condição de profunda tristeza, desespero e falta de esperança que acontece logo após o parto”. Não existe um motivo específico para esse diagnóstico, pois a condição está normalmente associada a diversos fatores, tais como: 
  • Estilo e qualidade de vida;
  • Histórico familiar de outros transtornos mentais;
  • Privação de sono;
  • Isolamento;
  • Alimentação inadequada;
  • Sedentarismo;
  • Falta de apoio do(a) parceiro(a);
  • Falta de apoio da família;
  • Ansiedade;
  • Estresse e vícios;
  • Entre outros.

Qual é a principal causa da depressão pós-parto?


A principal causa da depressão pós-parto é o desequilíbrio hormonal, que costuma acontecer ao término da gravidez.

O que acontece se não for feito o tratamento?


Se não tratada, a depressão pós-parto da mãe pode criar efeitos nocivos no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, além de sequelas prolongadas na infância e na adolescência.

O pai da criança também pode sofrer com transtornos mentais? 


Há alguns estudos que alegam existir esse quadro também em homens, que surge como uma manifestação de preocupação excessiva com sua própria capacidade de educar um recém-nascido, ansiedade em prover uma boa vida para a criança, aumento das responsabilidades e o suporte que se deve dar à(o) parceira(o).

Como tratar a depressão pós-parto? 


Caso você esteja com um desses sintomas, é recomendável que procure ajuda psicológica ou consulte um médico de sua confiança.

Confira 2 dicas das médicas para manter a saúde mental das mães em dia!


Agora que você já sabe o que é saúde mental, veja as dicas de duas médicas parceiras da Beep: a Dra. Fernanda Pedroni (ginecologista e obstetra) e a Dra. Samara Maeda (ginecologista e especialista em medicina fetal). 

Dica 1: mães também precisam de cuidados!


Segundo a Dra. Fernanda Pedroni, ginecologista e obstetra, é absolutamente comum que as mulheres, durante a gestação e após o parto, fiquem com o psicológico comprometido. “Praticamente 100% das mulheres, em algum momento, ficam com o psicológico alterado”, diz. Ela explica que a depressão é o distúrbio que mais atinge a gestante e puérpera.
“Acredito que a responsabilidade extrema de uma hora para outra, a sensação de impotência diante de certas situações, privação de coisas que fazia antes e a  sobrecarga por unir múltiplas tarefas contribuem para esse mal-estar materno”, comenta a médica.
Uma mãe que apresenta perfeitas condições de saúde física e mental já enfrenta desafios imensos na criação de um filho, portanto, é fundamental que ela tenha auxílio para cuidar do seu bem-estar. “Se uma mulher está com a saúde física ou mental comprometida, a missão da criação se torna ainda mais confusa e difícil”, finaliza.

Dica 2: orientação e muita conversa!


A ginecologista e especialista em medicina fetal, Dra. Samara Maeda, apontou outras questões que podem causar o mal-estar materno, como a perda da identidade feminina e a dificuldade em se reconhecer na nova “função” de mãe.
“O medo de não saber cuidar do recém-nascido, as noites maldormidas, uma possível dor nos seios e no abdômen, somadas ao bebê chorando e ao estresse da privação de sono, também contribuem pro quadro”, explica.
A médica defende que a orientação no pré-natal e na consulta de retorno pós-parto, aliados a uma conversa constante e atenção aos sinais da paciente, são atitudes simples que podem ser feitas para prevenir, ou diminuir, as chances de desenvolvimento de transtornos psicológicos após o nascimento do bebê.
“Conversa, psicoterapia e pedir auxílio da família para a divisão de funções também são ferramentas que podem auxiliar as mães que passam por momentos difíceis”, complementa Dra. Samara.
Por fim, ela esclarece que é importante estar atenta para garantir que não haja uma evolução do “blues puerperal” (ou baby blues) para um quadro depressivo grave. “Uma mãe calma e tranquila terá maior produção de leite materno, transmitirá essa calma para o recém-nascido, se sentirá mais segura nessa nova fase e confiante que dará conta de tudo!”, estimula a médica.

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