Mulher jovem, visivelmente com gripe (influenza). assoando o nariz.

Gripe: O que é? Sintomas, Vacinas, gripe H1N1

Você sabia que a gripe fez governos do mundo inteiro gastarem milhões de dólares na preparação de uma potencial pandemia da gripe aviária H5N1, no final da década de 90? Compras de fármacos e vacinas, desenvolvimento de medidas para controlar fronteiras, entre outras, foram os principais gastos. 

Isso é um pequeno exemplo do que uma epidemia ou pandemia da gripe pode causar em termos globais. Doenças relacionadas à gripe causam até 650 mil mortes por ano no mundo! 

Mas, afinal, o que é exatamente essa doença, como prevenir, tratar e saber os seus sintomas?

Preparamos um texto completo para você!

Aquele resumão do que você vai ver por aqui: 

  • O que é a gripe?
  • Como é a transmissão da gripe?
  • Qual a diferença entre gripe e resfriado?
  • Quais são os estágios da gripe?
  • Qual é o diagnóstico da gripe?
  • Qual é o tratamento da gripe?
  • Quais as melhores formas de prevenção?
  • Se eu tomar a vacina vou ficar gripado?
  • Por que eu devo tomar a vacina contra gripe todo ano?  
  • Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

O que é a gripe?

A Influenza, mais conhecida como gripe, é uma das viroses mais comuns no mundo, e que costuma gerar complicações, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com a saúde comprometida (portadores de doenças respiratória ou cardíaca, obesidade, diabetes, trissomias, deficiência de imunidade, entre outras).

Mais frequente no outono e no inverno ou em períodos mais frios, mas pode haver surtos ao longo do ano. No Brasil, entre abril e outubro ocorre a temporada da doença, principalmente nas regiões nas quais as condições climáticas são mais definidas.

Como é a transmissão da gripe (Influenza)?

Quando estamos com gripe, é importante tomarmos cuidados como cobrir a boca ao tossir ou espirrar, pois é a inalação de partículas de secreção infectada suspensas no ar a principal responsável pela transmissão da doença. Portanto, a transmissão se dá pela via  respiratória.

É possível que o contato com superfícies infectadas facilite a transmissão.

Quando o vírus vence as defesas respiratórias e consegue entrar nas células para sobreviver, começa a se replicar. A partir daí, o indivíduo leva de 1  a 4 dias para manifestar os sintomas provocados pela multiplicação dos vírus e pela resposta inflamatória que induzem.

Qual é a diferença entre gripe e resfriado?

São algumas as diferenças. Listamos aqui para que você tenha uma fácil comparação:

Gripe

  • Inicia subitamente;
  • Sintomas generalizados;
  • Febre, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta, mal-estar geral e perda de apetite;
  • Dura entre uma e duas semanas;
  • Causada pelo vírus Influenza;
  • Pode evoluir com complicações graves. 

Resfriado

  • Inicia gradualmente;
  • Sintomas localizados (nariz e garganta);
  • Coriza, congestão nasal e tosse;
  • Recuperação rápida (em geral, menos de 4 dias);
  • Causada por outros vírus, como o Rinovírus, por exemplo;
  • Pode evoluir com complicações leves/moderadas.

Quais são os estágios da gripe (Influenza)?

Geralmente, a gripe inicia abruptamente, provocando febre alta, acima de 38ºC, dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Tosse seca (no início), dor de garganta e coriza são outros sintomas que podem aparecer inicialmente.

Quando o quadro não é complicado, a gripe pode melhorar em até cinco dias, contando a partir do início dos sintomas. Em alguns casos, porém, ela pode durar mais de uma semana, sendo que algumas pessoas podem levar semanas para uma recuperação total. 

Às pessoas vulneráveis, a doença pode ser mais perigosa, sendo, inclusive, chamada de gripe complicada desencadeando em:

  • Pneumonia causada diretamente pelo vírus influenza (pneumonia viral);
  • Pneumonia bacteriana (quando as bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);
  • Acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite).

Maior risco de complicações

Apresentam maior risco de complicações as crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas, adultos acima de 65 anos, quem vive em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos como diabéticos e pneumopatas e obesos.

Qual é o diagnóstico da gripe (Influenza)?

Principalmente quando há epidemia, o diagnóstico é clínico, sem a necessidade de realização de exames laboratoriais. Geralmente, indivíduos com febre e sintomas respiratórios que se manifestaram há menos de 48 horas recebem o diagnóstico da doença.

Idosos, gestantes e indivíduos que precisam ser hospitalizados por terem uma rápida evolução da doença ou a mesma se manifestar de forma mais grave, podem realizar exames para confirmação do diagnóstico com o objetivo de uma melhor condução do tratamento.

Qual é o tratamento da gripe (Influenza)?

Na maior parte dos casos, o tratamento de suporte com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação é suficiente.

Em outros casos, a introdução de medicamentos antivirais se faz necessária, atuando especificamente sobre o vírus - porém, eles fazem um melhor efeito quando administrados nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas. Nesses casos, o médico é a pessoa mais indicada para decidir sobre a medicação.  

Somente nos casos de infecções bacterianas, que podem ocorrer como  complicações da infecção por Influenza, são prescritos antibióticos.

Quais são as melhores formas de prevenção?

Sem dúvida, a vacinação contra a gripe é a forma mais eficaz de prevenção. Logo em seguida, os cuidados básicos de higiene.

Na rede privada, a vacina está disponível a partir dos 6 meses e é liberada para todas as faixas etárias. Na rede pública, há o grupo prioritário, que engloba crianças de 6 meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 55 anos de idade ou mais, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais.

Se eu tomar a vacina vou ficar gripado? 

Não, pois trata-se de uma vacina inativada, portanto não causa a doença. O que acontece é que, em alguns casos, a pessoa recebe a vacina já tendo o vírus incubado no organismo, e por isso, acaba desenvolvendo a doença mesmo após a vacinação.

Normalmente, os  eventos adversos da vacina contra a gripe são locais, como dor e inchaço no local da aplicação durante algumas horas. Pode ocorrer um quadro similar ao de um resfriado comum.

Por que eu devo tomar a vacina contra gripe (Influenza) todo ano?  

O vírus sofre alterações, portanto, é produzida uma nova vacina contra gripe anualmente. Algumas  cepas podem se repetir, mas esse ano, por exemplo, todas as três cepas da vacina do SUS, a Trivalente, mudaram.

Na rede privada, a vacina disponível é a Tetravalente que possui uma cepa B adicional e, por isso, maior proteção. 

Vale ressaltar que a pessoa leva duas semanas para desenvolver a proteção (anticorpos) adequada após a vacinação.

Todos devem tomar a vacina ano a ano, especialmente, crianças (principalmente menores de 5 anos), adultos acima de 50 anos, gestantes, puérperas, pessoas privadas de liberdade, imunossuprimidos (pacientes com HIV, transplantados), doentes crônicos e profissionais da saúde.

Cobrir a boca ao tossir ou espirrar e manter as mãos limpas (lavar, principalmente sempre após utilizar banheiros e transportes públicos) ajudam a evitar a possível transmissão por contato. 

Gripes H1N1 e H5N1 (suína e aviária)

A maior parte dos casos de gripe é causados por cepas dos vírus Influenza A e B. Dentro destes grupos, há cepas que podem causar epidemias como as que ocorreram em 1998 com a gripe aviária (H5N1) e em 2009 com a gripe suína (H1N1)


Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se que você pode contar com a Beep!

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Fontes:
Drauzio Varella
Albert Einstein
SBIm

 


Criança com sarampo

Sarampo: O que é? Sintomas, Tratamento e Vacinas

Preparamos esse texto para que você fique por dentro de todas as informações mais relevantes sobre o sarampo - doença altamente contagiosa, cuja circulação do vírus foi considerada eliminada no Brasil em 2016, mas que voltou a apresentar surtos em 2018.

Estar bem informado é a melhor maneira de se prevenir e manter a saúde em dia! Ah, qualquer dúvida, consulte o seu médico ou o serviço de saúde mais próximo. Estar bem informado é o primeiro passo para proteger a sua saúde e de toda a sua família.

Aquele resumão do que você vai ver por aqui:

  • O que é o sarampo?;
  • Quais são os sintomas do sarampo?;
  • Como é o tratamento do sarampo?;
  • Essa doença pode deixar sequelas?;
  • Adulto deve se vacinar?;
  • Quem já teve a doença fica imune?;
  • Grávidas podem se vacinar?;
  • Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?;
  • Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar?;
  • Sarampo no Brasil;
  • Campanhas recentes;
  • Quais são as vacinas contra sarampo?

O que é sarampo?

É uma doença infecciosa causada por vírus altamente contagioso. Ela é transmitida por secreções - gotículas eliminadas pela fala, espirro ou tosse.  Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas algumas apresentam sinais bem característicos, como o mais conhecido de todos: manchas vermelhas pelo corpo e rosto.  

A vacina é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, mas, infelizmente, ainda tem muita gente que deixa de se vacinar. 

Quais são os sintomas do Sarampo?

Eles se manifestam no período de 6 a 21 dias (em média, 13 dias) após a exposição ao vírus. Começam com coriza, tosse, infecção nos olhos e febre alta. Três a cinco dias após os primeiros sintomas, há uma erupção cutânea - geralmente, começando com manchas vermelhas no rosto, na linha do cabelo, que se espalham para o pescoço, tronco, braços e pernas.

Confira a lista completa dos sintomas que podem se manifestar: 

  • Manchas avermelhadas pelo corpo, começando no rosto e progredindo em direção aos pés;
  • Febre;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda de apetite;
  • Manchas brancas na parte interna das bochechas.

Complicações do sarampo: 

  • Otite;
  • Pneumonia;
  • Encefalite.

Como é o tratamento do sarampo?

O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, porque não há uma medicação antiviral específica contra o sarampo. 

Como o vírus do sarampo causa uma redução das células de defesa e da produção de anticorpos, a pessoa fica mais vulnerável a ter outras infecções.

Outros cuidados são necessários, como fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre quando a mesma está causando muito mal-estar.

Essa doença pode deixar sequelas?

Otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas - algumas complicações do sarampo - podem ocasionar sequelas como surdez, cegueira, retardo do crescimento e redução da capacidade intelectual.

Adulto deve se vacinar?

Qualquer pessoa que foi vacinada a partir do primeiro ano de vida, no esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, não precisa se vacinar novamente. Mas, é preciso certeza do histórico vacinal. Na dúvida, recomenda-se a vacinação. 

Porém, nem todos foram imunizados desta forma no passado. A vacina contra sarampo está disponível na rede pública brasileira desde a década de 70 e era aplicada aos 9 meses de idade. Atualmente, essa dose não entra na conta por ser menos efetiva. Portanto, exceto quem possui comprovação de proteção adequada (na caderneta), é indicado retornar ao posto de saúde para um reforço da dose. 

Quem já teve a doença fica imune?

Quem já teve a doença fica imune por toda a vida. O problema é que os sintomas do sarampo se assemelham aos de outras doenças, como rubéola, por exemplo, podendo haver confusão de diagnóstico e a pessoa achar que teve sarampo, quando na verdade não teve.

Grávidas podem se vacinar?

Gestantes não devem se vacinar. O ideal é receber a vacina logo após o parto. Portanto, quem está planejando uma gestação, deve se vacinar pelo menos um mês antes de engravidar.  

Quem não deve se vacinar?

Além das mulheres grávidas, que citamos acima, não devem se vacinar aqueles com suspeita do sarampo, bebês com menos de seis meses de idade e indivíduos imunodeprimidos, ou seja, com sistema imunológico enfraquecido.

Como saber se está com sarampo?

Surgindo algum sintoma que levante a suspeita, o seu médico deve ser procurado imediatamente. Certamente, será realizado exame clínico e, quando necessário, a doença será confirmada por exame de sangue ou de secreções respiratórias. 

Quanto tempo a pessoa fica com sarampo?

O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, chamado período de incubação, varia de 6 a 21 dias (em média 13 dias), mas a transmissão pode ocorrer antes do surgimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia após o surgimento das placas avermelhadas. 

Vou viajar para o exterior, preciso me vacinar? 

O Ministério da Saúde destaca a importância de estar com a situação vacinal em dia antes de visitar outro país. Vale, ainda, pesquisar as orientações emitidas especificamente para o seu país de destino. Sempre que for viajar, pesquise A aplicação da vacina contra sarampo deve ser realizada com a antecedência de, pelo menos, 15 dias antes da viagem.  

Sarampo no Brasil

A doença já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, principalmente antes da década de 60, quando ainda não havia vacina contra o sarampo no país. As políticas de vacinação ao longo dos anos - como o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, em 1992 - foram, pouco a pouco, controlando o sarampo no Brasil. Até que, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença, por parte da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Porém, essa conquista foi fragilizada por conta da queda nas coberturas vacinais. Em 2018, pessoas não vacinadas, no Brasil, pegaram a doença ao manter contato com aqueles que pegaram a doença no exterior e retornaram ao país contaminados. Isso resultou em surtos de grandes proporções em Roraima e, especialmente, no Amazonas - que chegou a ter cerca de 10 mil casos de sarampo confirmados. 

Campanhas recentes

Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação, porque viveu uma nova onda de surtos. São Paulo foi a região mais afetada, mas Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe também tiveram registros da doença.

Nos estados e municípios

Estados e municípios ativaram campanhas e vacinaram pessoas de todas as idades que porventura tiveram contato com cidadãos com suspeita de sarampo. O Ministério da Saúde recomendou uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a menores de 1 ano, chamada de dose zero, e a administração de vitamina A em crianças menores de 6 meses com suspeita da doença - providência para diminuir as chances de agravamento. Porém, vale destacar que essa dose extra não conta para o esquema de rotina! Continuam sendo necessárias as duas doses após os 12 meses de vida.

Quais são as vacinas contra sarampo?

As redes pública e privada disponibilizam a Tríplice Viral e a Tetravalente Viral. A Tríplice Viral é uma vacina atenuada que combate sarampo, caxumba e rubéola. A Tetravalente Viral é adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI para a aplicação da segunda dose da vacina Tríplice Viral e a primeira dose da vacina varicela/catapora).

Que bom que chegou até aqui!

Viu quantas informações importantes uma única doença pode ter? Percebeu como a prevenção é o primeiro passo de uma vida saudável para você e sua família? Lembre-se sempre de que, surgindo alguns dos sintomas citados acima, a primeira medida a tomar é entrar em contato com o seu médico ou ir ao posto de saúde mais próximo.

Ah, e lembre-se que você pode contar com a Beep!

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Fontes:

SBIm

Médicos Sem Fronteiras

Saúde Abril

Drauzio Varela

 


Família no Aeroporto indo viajar nas férias

A Pneumonia pode atacar no verão?

Sim! Apesar da Pneumonia ser uma doença com maior incidência no inverno, você sabia que ela também pode contagiar um número considerável de pessoas durante o verão?

Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, destacamos algumas informações importantes para você manter a sua família protegida contra a doença neste verão! 

Fatores como poluição, desidratação e má alimentação, nesta época do ano, afetam partes das defesas naturais do sistema respiratório, facilitando o acesso de agentes causadores da doença ao organismo. 

Por exemplo, ao ingerir uma baixa quantidade de líquido, no calor, ou ficar muito tempo exposto à poluição - como no trânsito - ocorre um ressecamento da mucosa presente em nossas barreiras mecânicas respiratórias. Isso faz com que ela perca grande capacidade de bloquear tanto as bactérias causadoras da doença que pairam no ar, quanto microrganismos que podem já estar presentes no corpo, mas que ainda não chegaram aos pulmões.

Mas, afinal, o que é a pneumonia? 

É uma reação inflamatória do pulmão causada por vários micro-organismos, como, bactérias, vírus, fungos, substâncias inorgânicas e também, por reações alérgicas. 

Gripe pode causar pneumonia? 

Sim, e por isso mesmo, a gripe deve ser tratada, e mais ainda, prevenida! A melhor maneira de evitar a pneumonia é através da vacinação. Também é aconselhável evitar o contato com quem estiver gripado. Alimentação e hidratação adequadas, somadas à prática regular de atividade física, também são recomendações médicas para precaução da doença! 

Como a alimentação ajuda na prevenção? 

Quando nos alimentamos corretamente, o sistema imunológico se mantém eficiente e o organismo mais apto a reter micróbios nocivos à saúde, ao longo da estação. Para que o pulmão esteja saudável, a região alveolar - responsável pela troca gasosa necessária ao processo de respiração - precisa estar sempre livre de microorganismos ou substâncias nocivas. 

Quais as demais formas de prevenir a pneumonia?

O cigarro baixa a imunidade dos pulmões, portanto, deixar de fumar é uma medida essencial para evitar a doença! Hábitos higiênicos, como lavar as mãos sempre que assoar o nariz, ir ao banheiro, andar em transportes públicos, entre outros, são muito importantes. Lembrando que estes cuidados devem ser maiores no caso de pessoas que apresentam imunidade mais baixa do que o normal, como portadores de doenças cardíacas ou respiratórias. 

Como tratar a doença? 

O tratamento costuma ser feito por meio de antibióticos. Porém, é imprescindível que seja realizado com acompanhamento médico, principalmente quando se trata de um paciente idoso e o quadro tende a ser mais grave e, muitas vezes, necessita de internação. 

Existe vacina contra a pneumonia?

Sim! A melhor forma de prevenir contra a pneumonia é a vacinação!

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Para mais informações, clique aqui!

 


Crianças na cama com febre - vacina ACWY - beep

Febre Amarela: tudo o que você precisa saber!

Estamos às vésperas do verão, período em que as epidemias como a Febre Amarela são mais comuns - de dezembro a maio. Por isso, além do vídeo do Dr. Edimilson Migowski, preparamos uma matéria especial sobre o tema para que você entenda tudo sobre esta doença.

Quais são os sintomas, complicações, transmissões, diagnóstico, mosquito transmissor, certificado para viajantes, a diferença entre a febre amarela silvestre e urbana e, claro, a prevenção - que se dá através da vacina.

Portanto, leia tudo com calma, pois estar bem informado é um passo para se prevenir e manter a sua saúde em dia!

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda. Ela é causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.   

++ Quer saber mais sobre a vacina contra a Febre Amarela? Clique aqui!

Como ela é transmitida?

O vírus da Febre Amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, porém, o vírus tem enorme potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

É fundamental a cobertura vacinal da população em todo o território nacional, independentemente de idade ou sexo, esta é a principal forma de prevenir a febre amarela.

Quais são os sintomas?

  • início súbito de febre;
  • calafrios;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores nas costas;
  • dores no corpo em geral;
  • náuseas e vômitos;
  • fadiga e fraqueza.

Identificando algum desses sintomas, você deve procurar seu médico de confiança ou a unidade de saúde mais próxima. Algumas pessoas têm melhora após estes sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

No contato com o profissional da saúde, você deve informar sobre qualquer viagem realizada para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Um detalhe que você deve se atentar é: observou mortandade de macacos próximo aos lugares que visitou? É bom lembrar também sobre picadas de mosquitos. Não deixe de informar se tomou a vacina contra a febre amarela, se lembrar a data é melhor ainda! 

Macacos transmitem a febre amarela?

Não! Inclusive, eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar a causa da morte e, se for de febre amarela, fica o sinal de alerta para a população. Portanto, se você identificar mortandade de macacos na região onde vive ou está visitando, é muito importante que informe as autoridades sanitárias do município ou estado, de preferência, diretamente para vigilância ou controle de zoonoses. 

As complicações da febre amarela:

Em casos mais graves, a doença pode apresentar algumas complicações, como:

  • febre alta;
  • icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos);
  • hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal);
  • eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

É importante destacar que cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Portanto, assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata! 

Como é a transmissão da febre amarela? 

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados - não é passada de pessoa a pessoa. No Brasil, ela tem demonstrado maior frequência de ocorrência de casos humanos nos meses de dezembro a maio, apresentando, então, um padrão sazonal. 

A temperatura média aumenta na estação das chuvas, assim, favorecendo a proliferação de mosquitos, os vetores, como já mencionamos acima. Por consequência, aumenta o potencial de circulação do vírus durante o verão. 

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão:

  • Silvestre;
  • Urbano.

No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores dos gêneros Haemagogus e Sabethes, são mosquitos com hábitos estritamente silvestres - diurno, ou seja, mais ativo entre as 9h e 16h da tarde. 

No ciclo urbano, o hospedeiro e amplificador do vírus é o homem e a transmissão acontece a partir de vetores urbanos, os Aedes aegypti infectados. A pessoa apresenta os sintomas iniciais da doença de 3 a 6 dias após ter sido infectada. 

Vale destacar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor - mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.   

Tratamento da febre amarela: 

Ele é apenas sintomático. O paciente deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.  

Nas formas mais graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. 

O médico deve estar em alerta para indicações de um agravamento do quadro clínico.

Confira o diagnóstico da febre amarela:  

Esta doença só pode ser diagnosticada e tratada corretamente por um médico. O profissional vai realizar os exames necessários para diagnosticar a doença e a sua gravidade. A partir do resultado é escolhida a forma de tratamento.  Portanto, procure um médico assim que detectar algum dos sintomas citados acima.

Prevenção: 

Vacinação! Esta é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. Sendo assim, há oferta da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para a população durante o ano todo. As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são de uma dose durante toda a vida. O Brasil adotou essas medidas desde 2017. Portanto, não deixe de se vacinar!

Pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra a febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas devem se imunizar - a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez. 

Nas áreas consideradas de maior risco - matas, cachoeiras, florestas, trilhas, rios, parques e meio rural - é recomendado o uso de repelente, roupas que cubram a maior extensão possível de pele, como calças e blusas de mangas compridas e, de preferência, mais largas, meias e sapatos fechados. Essas precauções são indicadas principalmente às pessoas com contraindicação à vacina. No Brasil, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade conforme orientações para vacinação e que residem ou se descolam para os municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacina. 

Além da vacina, é nossa obrigação evitar a proliferação dos mosquitos, portanto, é essencial manter as casas e ruas limpas - sem acúmulo de água parada, habitat ideal para a reprodução dos vetores. 

Importante! 

Ao tomar a vacina, existe uma pequena chance de desenvolver a doença, pois ela é feita a partir do vírus atenuado, no entanto ela existe na proporção de 1 reação adversa para cada 400 mil doses de vacinas aplicadas segundo as referências científicas existentes. 

Eventos adversos pós-vacinação

É possível haver reação após a vacinação da febre amarela. As mais comuns são hipersensibilidade e as manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. A investigação de morte em até 30 dias após a vacinação deve ser investigada para confirmação se foi ou não relacionada ao uso da vacina. 

Toda a reação deve ser investigada e tratada da mesma forma que os casos suspeitos de Febre Amarela. Toda pessoa vacinada que desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 15 dias após a vacinação, deve rapidamente entrar em contato com o seu médico ou se dirigir ao serviço de saúde mais próximo para pronto atendimento. 

Posso doar sangue após a vacinação? 

Pode, após completar 28 dias da vacina. Que tal fazer a doação antes da vacinação para garantir o abastecimento dos estoques de bolsas de sangue. 

Qual a diferença entre a dose fracionada e a dose padrão da vacina?

Na dose padrão, de 0,5ml, a proteção é para a vida toda. Já, na dose fracionada, de 0,1ml, ela tem duração de pelo menos 8 anos.

Quem não deve tomar a vacina contra a Febre Amarela? 

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Quem convive com HIV e tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Aqueles que estão em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Portadores de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Como saber se tenho alergia ao ovo?

É previsto da política nacional de alimentação e nutrição do SUS, os profissionais da atenção básica devem fazer avaliação clínica e orientação nutricional das crianças e adultos para identificar alergias alimentares e/ou problemas relacionados à alimentação e nutrição. 

Os profissionais das Unidades Básicas de Saúde devem fazer a orientação sobre a dieta alimentar mais adequada caso a caso (incluindo a recomendação de não vacinação quando há componentes alergênicos) e caso haja necessidade, os usuários poderão ser encaminhados para um serviço especializado para a realização de avaliação complementar e o melhor encaminhamento. 

Vou viajar, como saber se preciso tomar a vacina contra a febre amarela?

Estamos entrando no período de férias! Por isso, os viajantes precisam ficar atentos aos seus destinos, pois se pertencerem às Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV), vão precisar se precaver. Como já falamos acima, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, para garantir o desenvolvimento da imunidade. 

Viagens Nacionais

A vacina (atenuada) é recomendada para toda a população a partir do 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para área com a recomendação da vacina (ACVR). Portanto, vale a pena conferir a tabela completa da SBIM.

Viagens Internacionais

Alguns países podem exigir a comprovação da vacinação contra a febre amarela para a entrada em seu território. Sendo assim, confira no portal da Anvisa assim que decidir o destino da sua viagem.

Fonte | Ministério da Saúde


Novembro Roxo | Saiba mais sobre o Câncer de Mama.

O novembro também é um mês de luta pela saúde da mulher!
Celebrado no dia 27, o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama visa incentivar o debate sobre prevenção e tratamento deste tipo de câncer, um dos mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Há vários níveis de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

Por tudo isso, as dúvidas no universo feminino são inúmeras. Mas, calma, este conteúdo vai esclarecer algumas questões! Uma delas é que o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres através do autoexame - por isso é de extrema importância que você faça constantemente. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento seja feita por mulheres a partir dos 50 anos.

Hábitos saudáveis são fundamentais! Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados se você praticar atividades físicas, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar (olha aí, mamães!), evitar o uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

E esta última "dica" nunca é demais: mantenha seus exames em dia e observe qualquer alteração no seu corpo. Compartilhe essas informações com suas amigas e familiares.

Fonte: Inca


Dia Mundial do Diabetes - o que você precisa saber!

No dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, que tem como objetivo colocar este importante tema in voga, já que, hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações. O Novembro Azul também se refere a este doença.


Mas o que é exatamente o Diabetes? É uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa dele para utilizar a glicose, que obtemos por meio de alimentos, como fonte de energia.


Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.


A Dra. Cristiana Meirelles fala, neste vídeo, com a propriedade de médica e também como paciente! Assista e fique mais informado sobre esta doença crônica, silenciosa e perigosa.


Se você gostou desse conteúdo e acha que outras pessoas precisam ler, compartilhe. Se preocupar com a saúde de quem amamos é uma das melhores
formas de demonstrarmos amor!


Fontes | SBD E OMS


Campanha Nacional contra o Sarampo

O Brasil está em Campanha Nacional contra o sarampo. O país vive um surto de casos desde maio - somando mais de 5 mil casos confirmados, sendo 97% deles em São Paulo. O Ministério da Saúde dividiu a campanha em duas etapas.

1ª Etapa: de 7 a 25 de outubro o foco é: crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. O chamado "Dia D" da campanha nacional será no dia 19 de outubro.

2ª Etapa: entre 18 e 30 de novembro o foco será na população de 20 a 29 anos. O "Dia D" será no dia 30 de novembro.

Além da campanha nacional, o Ministério da Saúde alerta que mantém a vacinação contra o sarampo regular nos postos de saúde. Veja as situações em que a vacina é considerada prioridade:

Dose zero: todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Elas devem receber uma dose extra, que não elimina a necessidade de cumprir o calendário regular.

Primeira dose: crianças que completaram 12 meses (1 ano) ou após 30 dias das doses zero (quando a dose zero for após 11 meses)

Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.
Bloqueio vacinal seletivo: em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito.

Menor de 5 anos não vacinados ou incompletos
Profissionais de saúde, não vacinados ou com cartão incompleto, que atuam em atendimento direto de pacientes com sintomas respiratórios.

De 5 a 29 anos não vacinados
De 5 a 29 anos com cartão incompleto
De 30 a 49 anos não vacinados

Os adultos com mais de 60 anos não precisam se vacinar contra o Sarampo, por já terem tido contato com a doença no passado.

Vacine-se no conforto da sua casa, de domingo a domingo! Agende na Beep a sua vacina contra o Sarampo!

Fonte: G1


Câncer Infantil | Tipos mais comuns e sintomas

Aproveitando a onda de conscientização do Outubro Rosa, focado no Câncer de Mama, vamos falar sobre o Câncer Infantil? Aqui, a Dra. Cristiana Meirelles destaca os tipos mais comuns que acometem crianças e adolescentes e faz um alerta citando os principais sintomas.


Quanto antes o Câncer Infantil for detectado, maiores são as chances de sucesso no tratamento!


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Setembro Amarelo | Prevenção ao suicídio

Depressão na infância no Setembro Amarelo

Estamos no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio - tema que deve ser debatido com frequência. Então, pegando carona no tema, a Dra. Cristiana Meirelles, pediatra, fala sobre esse mal que também habita, muito mais do que imaginamos, os universos da infância e adolescência - são muitos os casos de depressão na infância.


"Nos últimos anos, estamos vivenciando um aumento do número de crianças e adolescentes com depressão.


Pesquisas demonstraram que uma em cada 37 crianças foram diagnosticadas com depressão entre 2011-2012 nos EUA. O suicídio foi a segunda causa de morte entre crianças de 12 a 17 anos em 2010, segundo dados da OMS - portanto, a situação é realmente preocupante! Precisamos falar sobre a depressão na infância.


Quais são as causas desses transtornos depressivos? Não há uma isolada e sim vários fatores que podem interagir levando à depressão, como questões genéticas, fisiológicas, ambientais e temperamentais.


Como muitos pais têm dificuldade em identificar a depressão nos filhos, listei os principais fatores que representam um risco maior de depressão na infância e adolescência. São eles:


  • Problemas emocionais graves durante a gestação.
  • História familiar de depressão ou transtornos psiquiátricos.
  • Tentativa de suicídio em parente próximo.
  • Depressão materna.
  • Estresse tóxico na infância, incluindo agressões físicas, morais e verbais, excesso de cobrança, abuso sexual, falta de afeto e de presença qualitativa dos pais, exposição precoce ao trabalho infantil, perda recente da figura de referência (devido à morte ou separação), agenda “mini executivo”.
  • Cyberbullying.
  • Exposição excessiva às telas, como TV, tablets e celulares.
  • Exposição a conteúdos inadequados ou violentos (por games, vídeos, filmes, desenhos e mensagens de texto).
  • Quadro de ansiedade excessiva.
  • Privação crônica de sono devido a horários inadequados de dormir e despertar e quantidade insuficiente de horas de sono pela faixa etária.
  • Terceirização da infância com redução do tempo de presença dos pais.
  • Oportunidades de brincadeiras restritas.
  • Pouca convivência com os pares.
  • Tempo ao ar livre e brincadeiras na natureza limitadas.


Como a criança não é capaz de compreender e expressar bem seus sentimentos, os adultos muitas vezes interpretam os sinais de depressão como crises da idade e essa prática também se replica, muitas vezes, ao adolescente. Por isso, a doença é mais difícil de ser diagnosticada.


Você sabe quais são os principais sinais e sintomas da depressão para os quais devemos estar atentos? Também listei alguns. São eles:


  • Sentimento de culpa ou baixa autoestima; dificuldade de tomar decisões.
  • Distúrbios do sono, como sonolência excessiva, insônia, despertar precoce.
  • Apatia.
  • Desinteresse pelas atividades habituais e por brincadeiras.
  • Redução da energia ou irritabilidade/agitação.
  • Dificuldade de concentração.
  • Alterações do apetite, desde comer em excesso à anorexia e alterações do peso.
  • Agitação psicomotora ou lentidão.
  • Pensamentos suicidas, comportamento de auto injúria.


Se estes sintomas estiverem presentes por mais de duas semanas e acarretarem prejuízo nas atividades da criança ou adolescente na escola e no seu meio social, há forte suspeita de depressão.


Além desses, existem outros sinais inespecíficos que podem
estar presentes nas crianças menores de 12 anos, como:


  • Dor na barriga, dor de cabeça, enjoo, dores nas pernas (sem causas aparentes).
  • Choro fácil.
  • Comportamento de roer unhas ou morder lápis, mutismo seletivo abrupto (recusa em falar) e tiques.
  • Distúrbios do sono, como insônia, medo de dormir sozinho, pesadelos frequentes, terror noturno, sonolência excessiva.
  • Enurese noturna (voltar a fazer xixi na cama).
  • Recusa em ir à escola.
  • Dificuldades escolares e queda do rendimento escolar.
  • Agitação, irritabilidade, agressividade.
  • Comportamento opositor.


Essas queixas não devem ser minimizadas pelos pais, familiares e professores e as crianças devem sempre ser levadas às consultas com o pediatra assistente.


O que podemos fazer quando há risco de depressão na
infância?


Organizar a rotina de sono, com horário e tempo satisfatórios por idade, é essencial. Também devemos nos atentar ao tempo e conteúdo de tela, sempre seguindo as recomendações por idade. Brincadeiras e atividades de lazer, principalmente com a participação dos pais, é imprescindível - aliás, é recomendada atividade física de 60 minutos ao dia. Praticar técnicas de relaxamento ou "mindfulness" também é um estímulo indicado. É de extrema importância que a escola esteja continuamente orientada para saber lidar e guiar a criança da forma mais adequada.


E qual o tratamento da depressão? Além das medidas acima, a criança e a família devem ser encaminhadas para psicoterapia. Técnicas de meditação e atenção plena podem ajudar. Além disso, medicações ansiolíticas e antidepressivas devem ser usadas nos casos de depressão moderada a grave, prescritas por profissional experiente.


Proporcionar um ambiente afetuoso, harmonioso e estimulante torna o processo de cura mais rápido e efetivo."


Fonte | Departamento Científico Pediatria do
Desenvolvimento e Comportamento (2016-2018) • Sociedade Brasileira de Pediatria
(agosto/2019).


Mitos e Verdades sobre o Alzheimer

Alzheimer

Preparamos o Mitos e Verdades obre o Alzheimer, já que estamos em Setembro, o mês da doença, que tem o dia 21 de setembro como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer (MMDA). A doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, afeta hoje 35,6 milhões de pessoas — 1,2 milhão delas no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número vai subir para assustadores 65 milhões em 2030 e para 115 milhões em 2050.


Infelizmente, ainda não há uma vacina de prevenção contra a doença. Estamos aqui para esclarecer algumas dúvidas constantes sobre o tema.


Listamos algumas informações que podem nos confundir devido a alguns mitos da 'sabedoria' popular. A Euroimmun, laboratório especializado no diagnóstico de doenças autoimunes, infecciosas, alergias e genéticas, listou oito mitos e verdades sobre o Alzheimer e replicamos na íntegra para você.


Alzheimer é uma doença genética


MITO. Apenas 2 a 5% dos casos de Alzheimer são causados por mutação genética, e mesmo assim sem correlação de hereditariedade. A maioria das desordens mentais, como o Alzheimer, são aleatórias e o fator de risco mais importante é a idade.


O primeiro sintoma da doença de Alzheimer é a perda de memória.


MITO. A perda de memória é um sinal comum do Alzheimer mas nem sempre é o sintoma inicial. A dificuldade de linguagem, desorientação no tempo e espaço, alterações de comportamento e humor e dificuldade de planejamento são em muitos casos os primeiros sintomas da doença.


Nem todos os problemas de memória são devido ao Alzheimer


VERDADEIRO. O Alzheimer é apenas uma das doenças que podem afetar a memória. O estresse, depressão, diabetes, doença da tireóide e outras demências como Doença de Parkinson e esclerose múltipla, podem afetar a memória.


Mulheres têm mais chance de desenvolver Alzheimer


VERDADEIRO. A doença de Alzheimer afeta duas vezes mais mulheres que os homens! O fato é que as mulheres vivem mais que os homens e um dos principais fatores de risco da doença é a idade.


Demências são consequências do envelhecimento


MITO. Primeiro devemos explicar que demência não significa loucura. Demência é um quadro diagnóstico cujo paciente apresenta perda cognitiva progressiva. As demências não são consequência do envelhecimento, apesar de comum, as demências não fazem parte do envelhecimento normal.


O diagnóstico do Alzheimer é muito difícil


MITO. Não existe um único critério específico e confiável para o diagnóstico de Alzheimer, mas uma combinação de testes, e todos disponíveis na medicina laboratorial. A combinação de anamnese, perfil neuropsicológico, imagens cerebrais e biomarcadores de líquor (proteína total tau, tau fosforilada, Beta-amilóides 1-40 e 1-42) diferenciam o Alzheimer de outras demências ainda no estágio inicial da doença. Esses testes estão todos disponíveis no Brasil atualmente, converse com seu médico.


A doença de Alzheimer não tem cura.


VERDADEIRO. Apesar de não ter cura, alguns tratamentos podem retardar a evolução da doença e minimizar os sintomas. Por isso o diagnóstico precoce é um importante aliado para retardar a progressão da doença.


É possível evitar o Alzheimer.


PARCIALMENTE VERDADEIRO. Atividades cognitivas, alimentação saudável e exercícios físicos apesar de não impedirem o desenvolvimento da doença, contribuem para retardar o início e o aparecimento dos sintomas.


Fontes | Exame e Saúde Abril