Febre, cansaço, palidez e presença de placas acinzentadas na garganta são alguns dos sintomas dessa doença. Você ou algum conhecido está apresentando esses sinais? Entenda, neste artigo, o que é difteria, quais são as formas de prevenção e tratamento dessa enfermidade. Continue conosco! 

Mulher doente em cima da cama coloca a mão no pescoço como se estivesse com dor de garganta, representando a imagem principal do post sobre o que é difteria.


O que é difteria? 


A difteria, também chamada de crupe, é uma doença transmissível grave que pode levar a pessoa à morte. Causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, esse agente causador pode atingir as amígdalas, faringe, laringe, nariz e ocasionalmente — as mucosas e a pele. 
Alguns dos sintomas que as pessoas contaminadas com a difteria podem apresentar são: febre, cansaço, palidez e dor de garganta discreta. 

Como ocorre a transmissão da difteria?


A pessoa contaminada com a doença pode passá-la para outras (que não estão vacinadas) por meio de gotículas de saliva expelidas durante a fala, espirro ou tosse. Essa transmissão pode ocorrer mesmo quando o portador da bactéria não apresenta sintomas. 
Além disso, também é possível transmitir a difteria por meio de lesões na pele e, em casos raros, por meio de objetos capazes de absorver e transportar microrganismos, como a bactéria causadora da difteria.

Quais são os sintomas da difteria? 


Os sintomas da difteria podem surgir, em média, entre 1 a 6 dias depois do contágio. Conheça alguns dos sinais mais comuns: 
  • Cansaço;
  • Dor de garganta sutil;
  • Febre baixa;
  • Mal-estar geral;
  • Palidez;
  • Placas acinzentadas nas amígdalas.

É importante ressaltar que algumas pessoas com a difteria podem ser assintomáticas (não apresentar sintomas) ou apresentar sinais leves da doença. 
A recomendação é que, em qualquer caso de sintoma, um médico seja consultado para início do tratamento. 

Quais são as possíveis complicações da difteria?


A pessoa infectada com a difteria pode apresentar insuficiência respiratória e renal, problemas cardíacos e neurológicos, levando à morte. Raramente, nos casos mais graves, podem surgir inchaços no pescoço e gânglios linfáticos. 

Quem pode desenvolver a doença? 


Todas as pessoas de qualquer idade, raça ou sexo que não tomaram a vacina podem pegar a difteria. 

Existe algum fator de risco?


Sim. Estão mais sujeitas a contrair a doença:
  • Pessoas que não foram vacinadas;
  • Moradores de locais com condições de insalubridade e/ou superlotação;
  • Viajantes para um local onde a difteria é endêmica (frequente nos habitantes de uma determinada região ou localidade).

Por quanto tempo a pessoa pode transmitir o vírus da difteria?


Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBim), a pessoa com a difteria pode transmitir o vírus por mais de 6 meses após ter sido infectada, caso não seja tratada. 

Como diagnosticar a doença?


O médico vai fazer o diagnóstico com base nos sintomas apresentados pelo paciente. O profissional da saúde pode pedir uma coleta de secreção de nasofaringe e, caso haja suspeita de difteria na pele (cutânea), pode ser coletada amostras das lesões da pele.

Como tratar? 


O tratamento da difteria é feito com o soro antidiftérico (SAD) e com o auxílio de antibiótico. 

Como prevenir a difteria? 


A principal forma de prevenção é por meio da vacina. A primeira vacinação do bebê contra a Difteria é a Pentavalente (disponível na rede pública e privada) ou a Hexavalente (disponível apenas na rede privada de saúde) que deve ser aplicada aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses. 
A vacina dTpa pode ser utilizada como dose de reforço para crianças com idade entre 4 e 5 anos. O esquema vacinal também recomenda essa vacina para o reforço em adolescentes, adultos e idosos a cada 10 anos. 

Onde aplicar as vacinas? 


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Fontes: 


FioCruz | SBIm |