Sintomas do sarampo: quais são e como tratar

Sarampo. O que é?

O Sarampo é uma infecção viral, provocada por um vírus do tipo RNA (da família Paramixoviridae, gênero Morbillivirus), altamente contagiosa e potencialmente grave, principalmente para crianças menores de 1 ano e desnutridas. A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva, tosse ou espirro. A melhor maneira de se prevenir e se cuidar é tomando a vacina. Caso você tenha se contaminado, procure ajuda para iniciar o tratamento o mais breve possível. Confira abaixo quais são os sintomas do sarampo e os tratamentos possíveis! um bebê com sintomas do sarampo sendo examinado por um médico

Quais são os sintomas mais comuns do Sarampo?

  • Manchas avermelhadas pelo corpo (começando pelo rosto e depois acometendo tronco e membros);
  • Febre alta;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Conjuntivite;
  • Coriza;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Mancha branca na parte interna das bochechas. 
Após o aparecimento das manchas avermelhadas, um indicativo para gravidade do caso é a persistência do quadro febril, principalmente em crianças menores de 5 anos.  imagem ilustrativa de uma criança com os sintomas do sarampo

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Como ocorre a transmissão? 

O vírus do Sarampo se instala e se reproduz na cavidade nasal e nos seios da face para, então, entrar na corrente sanguínea. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio de tosse, espirro e gotículas de saliva. Além disso, é possível que a transmissão ocorra, também, por partículas virais no ar (aerossóis). O nível de contágio é tão alto que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% dos indivíduos que estiverem ao seu redor, sem imunização.  Geralmente, a transmissão ocorre entre 4 dias antes até 4 dias depois do surgimento das manchas avermelhadas. Após esse contato, o novo infectado costuma apresentar os sintomas entre 7 e 18 dias após contrair o vírus.

Como tratar e prevenir?

A doença havia sido considerada controlada no Brasil, mas, desde 2019, voltou a preocupar os profissionais de saúde do país: foram confirmados 13.489 novos casos e mais 7.939 em 2020, de acordo com o Boletim Epidemiológico. Apesar de ter uma vacina que previne o sarampo, a incidência da infecção vem aumentando, principalmente pela queda nas taxas de vacinação infantil.   Apesar de não haver um tratamento específico para o Sarampo, alguns medicamentos são indicados, sob prescrição médica, para aliviar os sintomas, como as dores. A única maneira de prevenir o Sarampo é por meio de vacinação, sendo disponibilizada aqui na Beep Saúde e em postos de saúde do SUS. Hoje, existem duas vacinas que previnem contra a doença. São elas:

Vacina Tetravalente Viral

  • Esta vacina é mais conhecida como tetra viral e é feita de vírus vivos e enfraquecidos. Protege contra Sarampo, Rubéola, Caxumba e Varicela (catapora). A aplicação é realizada por via subcutânea.
  • Recomendada como rotina para crianças a partir dos 12 meses, pode ser indicada para bebês a partir de 9 meses, em caso de surto de uma das 4 doenças. É aconselhável que todas as crianças, adolescentes e adultos que ainda não tiveram essas doenças recebam a vacina para se protegerem.
  • As Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBim) recomendam 2 doses da vacina tetra viral (ou vacinas separadas: tríplice viral e varicela) para crianças, com intervalo de 3 meses: a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose entre 15 e 24 meses. Crianças mais velhas, adolescentes e adultos devem tomar 2 doses com intervalo de 1 a 2 meses.
  • A vacina tetra viral é contraindicada para: – mulheres gestantes; – pessoas com histórico de anafilaxia após dose anterior ou alguma reação alérgica a algum dos componentes da vacina; – pessoas com alteração do sistema imunológico devido a alguma doença ou tratamento imunossupressor. 
Na dúvida, é aconselhável consultar um médico para verificar se é indicado ou não tomar a vacina.

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criança sendo vacinada no braço por uma médica

Vacina Tríplice Viral

  • Também conhecida como “Triviral“, essa vacina é feita com vírus vivos, porém enfraquecidos, do Sarampo, da Rubéola e da Caxumba. Além disso, no processo de fabricação da vacina, também são utilizados componentes da proteína do ovo da galinha. Uma das vacinas disponíveis nos postos de saúde apresenta traços da proteína do leite da vaca em sua fabricação. A aplicação é realizada por via subcutânea.
  • É recomendada para crianças, adolescentes e adultos, sendo indicada como vacina de rotina em alguns estados do Brasil em crianças a partir dos 6 meses (dose zero). Idosos devem receber a vacina somente em caso de risco epidemiológico aumentado da doença, devendo ser prescrito por um médico.
  • As Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBim) recomendam às crianças como rotina: uma dose aos 12 meses e a segunda dose entre 1 ano e 3 meses a 2 anos, junto com a vacina Varicela.
  • A vacina triviral é contraindicada para: – mulheres gestantes; – pessoas que tenham baixa imunidade, devido a alguma doença ou medicamento; – histórico de anafilaxia após a primeira dose ou alguma reação alérgica grave a algum dos componentes da vacina. 

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Na Beep, você consegue tomar ambas as vacinas e no conforto da sua casa. É só baixar o nosso aplicativo e agendar o seu horário!

Maiores complicações

Segundo o Ministério da Saúde, dependendo da gravidade da doença e da idade do indivíduo, o sarampo pode causar algumas complicações. As principais são:
  • Crianças: Pneumonia, otite, encefalite aguda e doenças neurológicas;
  • Adultos: Pneumonia;
  • Gestantes: pode ocorrer parto prematuro e o bebê nascer com baixo peso.

Importante:

Você pode tirar suas dúvidas e fazer os agendamentos dos exames e vacinas desejados diretamente no aplicativo da Beep Saúde. É só clicar aqui para baixar! Ah, aproveite para seguir a gente nas nossas redes sociais: Twitter, Instagram e Facebook. Também temos vagas para entrar na Onda Verde em nosso LinkedIn. Vai lá! 🙂 Se você já teve sarampo, conta aqui pra gente como foi sua recuperação e tratamento! Assim você vai contribuir para ajudar outras pessoas que procuram mais informações.  Fontes: Ministério da Saúde | Drauzio Varella | Fiocruz