Ninguém quer receber um diagnóstico de câncer de colo de útero ou saber que alguém próximo está com essa doença. Apesar do impacto da notícia, há grandes chances de cura quando ele é descoberto precocemente. Leia o nosso post completo para saber mais. 

Médica mostra uma ilustração do aparelho reprodutor feminino na tela do computador para a paciente. Essa imagem ilustra o post sobre o câncer de colo de útero.


Neste post, você vai ver:



O que é o câncer de colo de útero? 


O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical/colo uterino ou cérvix uterino, é caracterizado pela presença de um ou mais tumores malignos no colo do útero das mulheres. É uma doença perigosa porque pode levar a pessoa à morte, mas possui 100% de chance de cura se for descoberta em sua fase inicial.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o 3º tipo de tumor mais comum em mulheres no Brasil (tirando o câncer de pele não melanoma). Além disso, é o 4º que mais causa óbitos por câncer no público feminino do país. 

O que causa o câncer de colo de útero?


Uma das principais causas do câncer de colo de útero é a existência de uma infecção persistente ocasionada por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), como o 16 e o 18. Esses dois são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos dessa doença.

O câncer de útero aparece em qual idade?


A maioria dos casos de câncer de colo de útero surge em mulheres com idade entre 45 e 50 anos. Pode acontecer, mas é mais raro ele aparecer em pessoas com menos de 30 anos.

Quais são os sintomas do câncer de colo de útero?


Quando está na fase inicial, o câncer de colo de útero é silencioso, ou seja, a pessoa não apresenta nenhum tipo de sinal ou sintoma. Quando ele evolui para o estágio mais avançado, a mulher pode ter:
  • Dor no abdômen, que pode estar relacionada às queixas intestinais ou urinárias;
  • Sangramento vaginal que cessa e depois volta ou que ocorre após as relações sexuais;
  • Secreção vaginal anormal.

Caso surja algum dos sintomas listados acima, procure um(a) ginecologista para um diagnóstico mais detalhado. 

Quais são os fatores de risco dessa doença?


O fator de risco mais significativo para o aparecimento do câncer de colo de útero é a infecção por tipos oncogênicos do HPV, com ênfase para o HPV-16 e o HPV-18. 
Outros fatores que podem contribuir são: histórico de presença de verrugas nos genitais, muitos parceiros sexuais durante a vida, relações sexuais antes dos 16 anos, utilizar drogas imunossupressoras, tomar anticoncepcionais durante muito tempo e fumar.

Quais exames podem ajudar na detecção do câncer de colo de útero?


O ginecologista pode pedir para a paciente fazer alguns exames para mulheres que indicam a presença de câncer, como: exame pélvico, colposcopia (utilizado para verificar a presença de lesões anormais na vagina e/ou no colo do útero) e papanicolau. 
Também pode ser solicitada uma biópsia. Nesse exame, será retirada uma amostra de tecido para ser analisada em um microscópio.


Como tratar a doença? 


O médico vai avaliar individualmente qual é o melhor tipo de tratamento para o câncer de colo de útero. A escolha vai depender de diversos fatores, como: estágio de evolução da doença, tamanho do nódulo, idade, vontade de ter filhos, entre outros. 
O médico pode indicar:
  • Cirurgia: realiza-se a retirada de parte do tecido do local com o câncer e ao seu redor;
  • Quimioterapia: utiliza medicação para fazer a destruição das células cancerígenas; 
  • Radioterapia: destrói as células cancerígenas com radiação.

Como detectar a doença de forma precoce? 


No caso de mulheres com sintomas e/ou sinais que podem indicar a presença do câncer de colo de útero, é comum que o médico solicite exames clínicos, radiológicos e laboratoriais. Ele também pode realizar exames periódicos em quem não está com esses sinais, mas pertence ao grupo com maiores chances de desenvolvimento da doença.
O papanicolau é muito utilizado para detectar a presença de lesões que antecedem o aparecimento do câncer de colo de útero. Esse exame é indicado para quem já teve relações sexuais e tem idade entre 25 a 64 anos. 

Como prevenir a doença?


Uma das formas de prevenir essa doença é diminuir a possibilidade de ser infectado com o HPV. Como essa doença é transmitida principalmente por meio das relações sexuais, usar camisinha é fundamental. 
Entretanto, esse preservativo pode ajudar a proteger parcialmente a pessoa contra essa Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Isso acontece porque o contágio com o papilomavírus humano (HPV) também pode ocorrer ao entrar em contato com a pele da: 
  • Bolsa escrotal;
  • Perianal;
  • Região perineal; 
  • Vulva.

Por esse motivo, uma das principais formas de prevenção do câncer do colo do útero é aplicar a vacina quadrivalente HPV, que protege contra 4 tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18. 
Essa vacina geralmente é indicada para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Saiba mais informações sobre as doses e outras dúvidas no post completo sobre a vacina HPV. 

O médico responde


O que é um pré-câncer no útero?


Ocorre quando as células normais do colo do útero sofrem gradualmente alterações anormais e desenvolvem as lesões pré-cancerígenas, podendo ser mais ou menos graves. Todo câncer do colo do útero se origina nas células pré-cancerígenas, porém não significa que todas as mulheres que apresentarem lesões pré-cancerígenas desenvolvem o câncer. 

Como tratar um pré-câncer no útero?


De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo Uterino, após diagnosticar uma lesão pré-cancerígena de alto grau, ou seja, com maior chance de evoluir para câncer, deve-se fazer a remoção da lesão.

Como é o sangramento do câncer do colo do útero?


O sangramento do câncer de colo uterino geralmente aparece em estágios mais avançados da doença, podendo surgir quando ela se torna invasiva e acomete tecidos próximos ao local infectado. O sangramento vaginal anormal acontece especialmente depois das relações sexuais, no intervalo das menstruações ou após a menopausa. Além disso, pode ocorrer sangramento menstrual mais prolongado que o normal. 

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