Vacina da gripe 2021: saiba tudo sobre a campanha!

Todos os anos, entre o outono e o inverno, o Brasil se prepara para enfrentar uma das doenças mais comuns da época: a gripe. Estima-se que, anualmente, 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças em todo o mundo são infectados.
Em casos mais críticos, a gripe pode resultar em hospitalização e morte, principalmente entre os grupos de maior risco (crianças com até 2 anos; adultos com mais de 60 anos; gestantes; pessoas com doenças crônicas e com baixa imunidade).
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, as epidemias anuais de gripe sazonal resultam em aproximadamente 3 a 5 milhões de quadros graves e na morte de cerca de 250 mil a 500 mil pessoas. Por isso todos os anos a campanha de vacinação contra a gripe é estimulada, porque ainda é a melhor forma de prevenção.

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vacina da gripe 2021
Em 2021, o Ministério da Saúde prevê que a vacina da gripe deva estar disponível a partir da segunda quinzena de abril em toda a rede nacional de saúde pública. Por conta da pandemia do novo Coronavírus, o ministério diz que “não será recomendada a administração simultânea” das vacinas contra Covid-19 e da gripe.
O Butantan divulgou que vai entregar 80 milhões de doses da vacina, ao longo do ano, para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Na rede privada, é necessário consultar a disponibilidade da vacina. Na Beep já é possível agendar a sua vacinação, é só baixar o app aqui!
Para estimular a prevenção desta doença altamente contagiosa, vamos esclarecer algumas questões e dúvidas que surgem com frequência. Confira!

Como funciona a vacina contra a gripe

O que é e para o que serve?


Em geral, as vacinas são uma forma de imunização ativa, ou seja, quando o próprio corpo produz os anticorpos necessários para combater o ataque ao organismo causado por vírus e/ou bactérias. O mecanismo funciona assim: o agente causador da doença (atenuado ou inativo) é introduzido no corpo de uma pessoa para estimular o sistema imunológico.
Graças a produção de anticorpos e células de memória, a vacina garante que, quando o agente causador infectar o seu corpo, você já esteja preparado para responder de maneira rápida, antes mesmo do surgimento dos sintomas. Por isso a vacina é uma das mais importantes formas de prevenção contra doenças, com eficácia de até 95%, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Veja também: Coriza, entenda um dos sinais mais comuns em doenças respiratórias 


Como é feita?


A vacina contra a gripe é do tipo inativada, ou seja, com vírus inativo (morto), e portanto não existe possibilidade de causar gripe e ou resfriado. No Brasil, existem dois tipos de vacina da gripe: trivalente e tetravalente (ou quadrivalente).
A primeira, oferecida pelo Ministério da Saúde de forma gratuita aos grupos de risco, é composta por antígenos purificados de duas cepas de vírus A (AH1N1, AH3N2) e uma cepa de vírus B, garantindo a proteção contra três variantes do Influenza. Já a vacina tetravalente, disponível pela rede privada, protegerá, além dos tipos descritos anteriormente, de outra linhagem B, ampliando a chance de proteção.
As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação não têm adição de adjuvantes e sua formulação é determinada pela OMS ano a ano, para o hemisfério sul, de acordo com as informações da vigilância epidemiológica.
influenza

Quem pode tomar a vacina da gripe?


Qualquer pessoa a partir dos 6 meses de idade pode tomar a vacina da gripe – inclusive, é recomendada pela Sociedade Brasileira de Imunizações.
Porém, na rede pública existe uma ordem de prioridade para vacinação, levando em consideração os grupos com maior risco de complicações e óbito. No SUS (Sistema Único de Saúde) a vacina está disponível para pessoas com 55 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias, profissionais da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais, adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos que estão sob medidas socioeducativas, população carcerária, funcionários do sistema prisional, profissionais de forças de segurança e salvamento (como policiais e bombeiros).

E quem não deve tomar a vacina da gripe?


A contraindicação da vacina é para bebês com menos de 6 meses de vida, pessoas com alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou com histórico de reação grave à dose anterior. Pessoas com quadro febril também devem adiar a vacinação. Se você se vacinou recentemente contra Covid, é recomendável aguardar, no mínimo, 15 dias para tomar a vacina da gripe.

Onde tomar a vacina da gripe?


Como já falado anteriormente, quem faz parte dos grupos priorizados pelo Governo pode se vacinar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), mais conhecida como “posto de saúde”. Quem não faz, pode se vacinar em clínicas privadas ou empresas como a Beep, que oferece a vacina da gripe com atendimento domiciliar de excelência, de domingo a domingo, sem cobrar taxa por isso. Se preferir, baixe nosso aplicativo e agende a sua vacina!

Campanhas em empresas


A possibilidade de compra da vacina é muito positiva para as companhias, já que a gripe afeta milhões de pessoas todo ano, prejudicando a qualidade de vida dos cidadãos e gerando impactos socioeconômicos. Afinal, quando há um grande número de trabalhadores gripados, a produtividade e andamento de projetos diminuem. Dentro do ambiente corporativo, ter funcionários imunizados contra Influenza reduz os índices de absenteísmo e presenteísmo, além de facilitar o diagnóstico diferencial entre gripe e Covid-19, já que os sintomas são semelhantes. A Beep tem um programa especial de imunização em empresas, confira.
vacina da gripe em empresas

Quais as possíveis reações da vacina?


As reações mais comuns são: dor de pequena intensidade, vermelhidão e inchaço no local da injeção; febre e mal estar; cansaço e sonolência; irritabilidade e agitação; dor muscular e perda de apetite. Em geral, são efeitos leves e desaparecem em cerca de dois dias. Os mais afetados são pessoas que não tiveram exposição anterior aos antígenos da vacina, como crianças. Podem acontecer também casos de tontura, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, dor nas articulações e/ou suor excessivo.
Em casos mais incomuns, há chance de surgir hematomas e coceira no local da injeção, além de erupção cutânea semelhante à urticária. Pode-se experienciar ainda reações raras, tais como: aumento ou surgimento de gânglios próximos ao local de aplicação da vacina (linfadenopatia); reações alérgicas (incluindo reações anafiláticas); paralisia; inflamação do cérebro; síndrome de Guillain-Barré – caracterizada por fraqueza muscular de aparecimento súbito causada pelo ataque do sistema imunitário ao sistema nervoso periférico.

É necessário tomar a vacina contra a gripe em 2021 mesmo se já tomei nos outros anos?


Sim. Por conta das mutações do vírus Influenza, os subtipos circulantes surgem com frequência e são muito variados. Por isso, é necessário se vacinar anualmente contra a gripe. Caso você nunca tenha tomado a vacina da gripe, também pode se vacinar. Veja na tabela abaixo o que mudou na vacina contra Influenza 2020 e 2021:
diferença entre as cepas
Além disso, a proteção conferida pela vacina cai progressivamente a partir de seis meses depois da aplicação.

Mas, afinal, o que é a gripe?


No nosso blog tem um post completo sobre o assunto, mas por aqui vamos fazer um resumo. A gripe é uma infecção causada pelo vírus Influenza que atinge as vias respiratórias (nariz, garganta, brônquios e, ocasionalmente, os pulmões). Os sintomas mais comuns são: febre alta (mais de 38ºC), dor de cabeça, dores no corpo, mal estar, tosse (inicialmente seca), dor de garganta e coriza. Surtos da doença podem acontecer ao longo do ano, sendo mais frequentes no inverno ou em períodos mais frios – no Brasil, a temporada de gripe costuma ser entre abril e outubro.

Qual a diferença entre gripe, resfriado e Covid-19?


De acordo com a OMS, todas essas infecções atingem o sistema respiratório, mas a evolução e duração de cada uma é diferente. Os resfriados são causados por rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (que geralmente acomete crianças), entre outros. Os sintomas, apesar de parecidos, são mais brandos, e destacam-se: coriza, obstrução nasal e tosse aguda. A recuperação é mais rápida e complicações não são comuns.
Já a gripe comum é causada pelo vírus Influenza, normalmente tem início abrupto e tende a melhorar em até 5 dias, a partir do início dos sintomas (febre, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, tosse, fadiga, mal-estar e calafrios). Os grupos considerados de risco, aqueles priorizados pelo Governo na fila de vacinação, são os mais vulneráveis a apresentar complicações. Quando o quadro se agrava pode resultar em pneumonia.
O contágio pode acontecer de forma direta, por partículas de secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada, ao espirrar, tossir ou falar. Ou por meio indireto, pelas mãos, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado.
A Covid-19, por sua vez, trata-se de uma doença infecciosa causada pelo novo Coronavírus, SARS-CoV-2. O período entre o contágio e o surgimento dos sintomas é de 2 a 14 dias. Os sintomas também são semelhantes aos da gripe, mas chegam com maior intensidade, destacando-se a febre, tosse seca e dificuldade respiratória. Outros efeitos são: diarreia, perda de paladar ou olfato, dor de cabeça e erupção cutânea na pele, dentre outros.

A vacina da gripe protege contra a Covid-19?


Não. São vacinas que protegem contra a infecção de vírus diferentes. Como já explicado, a gripe comum é causada pelo vírus Influenza e seus tipos e subtipos. A Covid-19 é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Porém, é aconselhável se imunizar contra a Influenza para evitar complicações e agravamento dos sintomas e fortalecer o sistema imunológico. 
Além disso, estar imunizado contra o vírus Influenza ajuda no diagnóstico de Covid, já que ambas as doenças se manifestam de forma parecida. Pessoas vacinadas têm menos chances de desenvolver os sintomas clássicos da gripe, portanto, em caso de febre, tosse, dor no corpo e dificuldade respiratória, é necessário ficar alerta quanto a um possível contágio pelo SARS-Cov-2.

Confira as orientações sobre a Vacina Influenza para o ano de 2021 (SBIm, SBP e PNI):

  1. Deve ser obedecido um intervalo de 14 dias entre as vacinas Influenza e Covid, independente da ordem entre elas;
  2. Para pessoas que tiveram Covid, o intervalo para tomar a vacina Influenza deve ser de 30 dias a contar do primeiro dia dos sintomas. Para pessoas que não tiveram sintomas, a contagem deve começar a partir do dia que tiveram o RT-PCR positivo (teste de antígeno ou Swab de nasofaringe);
  3. Neste ano, a princípio, o PNI não fornecerá vacina Influenza para as pessoas entre 55 e 60 anos, como aconteceu no ano passado;
  4.  A Alergia ao ovo não é uma contraindicação para tomar a vacina Influenza;
  5. Crianças menores de 9 anos que irão receber a vacina Influenza pela primeira vez, devem tomar 2 doses com intervalo de 30 dias;
  6. Crianças acima de nove anos ou crianças que já tomaram vacina Influenza nos anos anteriores devem tomar apenas 1 dose; 
  7. A SBIm e a SBP recomendam que as crianças que deveriam ter tomado 2 doses na primovacinação e tomaram apenas uma dose, devem tomar duas doses este ano, com o intervalo normal de 30 dias. O PNI, nesses casos, recomenda apenas 1 dose;
  8. Pacientes que tomaram vacina Influenza trivalente nos anos anteriores e querem intercambializar para a vacina quadrivalente este ano, podem fazê-lo sem problemas, tomando apenas 1 dose da quadrivalente;
  9. Pessoas que têm as vacinas Covid e Influenza agendadas para datas próximas ou coincidentes, devem dar preferência à vacina de Covid e agendar a Influenza para tomar após 14 dias;
  10. Os candidatos elegíveis à doação de sangue devem ser considerados inaptos temporários à doação por um período de apenas 48 horas após receber a vacina Influenza.

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Fontes: SBIm | Drauzio Varella | Ministério da Saúde | OMS | Butantan | Fiocruz | Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia | Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro | Departamento de Microbiologia da Universidade de São Paulo | Organização Pan-Americana de Saúde | Hospital Albert Einstein | Rede D’or São Luiz | Biologia.Net | Minha vida | Tua Saúde | Wikipedia