Também conhecido como exame de glicose, a glicemia em jejum é o exame responsável por medir o nível de glicose no sangue. É ele quem detecta a presença de diabetes ou irregularidades sanguíneas referentes aos controles glicêmicos (açúcar do sangue) do paciente. 
Neste artigo, você entenderá como funciona o exame de glicemia em jejum, para que serve e como se preparar. Confira!

O que é glicemia?


Glicemia é o termo referente à quantidade de glicose presente em nosso sangue. Essa glicose é o açúcar gerado em nosso organismo por meio da alimentação feita por carboidratos e/ou açúcares provenientes de doces e essa ingestão em excesso pode gerar problemas sérios de saúde.
um médico de luvas verdes segurando 2 tubos de ensaio com amostras de sangue. - glicemia em jejum

E o exame de glicemia, o que é?


O exame de glicemia em jejum permite identificar os níveis de glicose na corrente sanguínea, essencial para o diagnóstico de casos de diabetes, além de servir para controlar a doença.
O exame permite avaliar as taxas de açúcar no sangue, podendo identificar possível quadro de diabetes no qual aumentam-se os níveis de glicose ou hipoglicemia indicada por baixa taxa de glicose no sangue. Pode acontecer, também, hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue) sem ser necessariamente diabetes.

Como é feito o exame de glicemia e como se preparar?


O exame é feito por meio de uma coleta de amostra de sangue venoso e algumas orientações são recomendadas. São elas:
  • Evitar esforço físico antes da coleta de sangue;
  • Jejum para crianças de até 3 anos é, em geral, de 3 horas;
  • Para os demais pacientes, o jejum deve ser de, no mínimo, 8 horas e de 12 horas, no máximo. Não se deve ultrapassar o total de 14 horas.
Para não haver alterações no resultado, é recomendado que o paciente evite o consumo de álcool, fast-food, cafeína e exercícios físicos de alta intensidade por 3 dias antes da coleta de sangue.

+ Veja também: como fazer exame de sangue e quais são os tipos


Valores de referência


O valor pode variar de acordo com cada laboratório, contudo o valor normal é inferior a 99 mg/dL. Quando, coletado em jejum, a média estiver igual ou superior a 126 mg/dL, sugere-se investigar diabetes. Neste caso, é necessário realizar outros exames para confirmar o diagnóstico.
Em casos de gestantes, o exame de glicemia costuma ser presente durante o pré-natal e quando o valor está superior a 92 mg/dL, é sinal de um possível quadro de diabetes gestacional.

Outras maneiras de medir a glicose


Além da glicemia em jejum, existem outras maneiras de medir o nível da glicose no sangue. São elas:

Glicemia capilar


Neste exame é realizada uma picada na ponta do dedo para se obter uma pequena quantidade de sangue. Em seguida, é feita uma análise dessa amostra em um equipamento conhecido como glicosímetro.
O glicosímetro é muito utilizado por pessoas diabéticas, pois permite um maior controle dos seus níveis glicêmicos e ajuda no acompanhamento da doença, prevenindo grandes alterações nos valores.

Hemoglobina glicada


Conhecida também como HbA1c, a hemoglobina glicada é um exame de sangue realizado para investigar o nível de glicose presente no organismo relacionado à hemoglobina. Este exame demonstra como tem se comportado o nível de glicose por mais de uma semana, assim indica valores mais estáveis de como está o controle glicêmico do paciente.
Costuma ser um dos exames mais comuns para diagnosticar a diabetes, além de servir para controlar a dibetes. O valor normal de referência deve ser inferior a 5,7%; quando o nível indica estar superior a 6,5%, significa a existência de diabetes. 

Curva glicêmica


Também conhecido como teste de tolerância à glicose, a curva glicêmica é realizada por exame de sangue para verificar a glicemia em jejum e 2 horas após ingerir 75g de glicose. É necessário que nos 3 dias antecedentes ao exame seja feito uma dieta rica em carboidratos e, então, fazer um jejum de 12 horas.

Glicemia pós-prandial


Este exame é realizado para verificar os níveis de glicose no sangue e investigar os picos de hiperglicemia relacionado a risco cardiovascular ou liberação de insulina. Ele é realizado entre 1 a 2 horas após ser feito uma refeição e o valor de referência normal deve ser inferior a 140 mg/dL.

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Tipos de diabetes e seus sintomas


Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem mais de 16 milhões de pessoas no Brasil vivendo com a doença. A melhor maneira de prevenir é praticando exercícios regularmente e mantendo uma alimentação saudável e equilibrada.

Diabetes tipo 1


No caso da diabetes tipo 1, o organismo ataca as células dos pâncreas eliminando a insulina produzida pelo órgão. Com isso, ocorre a falta de produção de insulina e o corpo começa a acumular glicose no sangue. Mais frequente ocorrer na infância e é ocasionado por alterações imunológicas, mas a causa específica ainda não se sabe ao certo.
De acordo com o Ministério da Saúde, alguns dos sinais e sintomas da diabetes tipo 1 são:
  • Fome e sede constante;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • E pode iniciar de forma aguda com desidratação grave e alterações metabólicas chamadas: cetoacidose diabética.

Diabetes tipo 2


Esse costuma ser o tipo de diabetes diagnosticado com mais frequência e está ligado aos maus hábitos ao longo da vida, como o consumo excessivo de açúcar, gorduras, sedentarismo etc., provocando a deficiência na produção e ação da insulina no corpo.
Já os sinais e sintomas da diabetes tipo 2 são:
  • Fome e sede constante;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar várias vezes ao dia;
  • Infecções frequentes na bexiga, rins e pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Diabetes gestacional


Este quadro de diabetes geralmente é diagnosticado após a 22º semana de gestação, causada por dificuldade na produção e ação da insulina no corpo. Costuma aparecer em mulheres que já apresentam sinais de maus hábitos ou já têm predisposição genética. 
Os sintomas costumam ser semelhantes aos casos de diabetes tipo 1 e 2, e tendem a desaparecer após o nascimento do bebê.

Hiperglicemia x hipoglicemia


A hiperglicemia é quando ocorre o excesso de açúcar no sangue e pode ocasionar:
  • Cansaço;
  • Visão turva;
  • Sede frequente;
  • Vontade de urinar constante.
Já a hipoglicemia é quando falta açúcar no sangue e pode ocasionar:
  • Taquicardia;
  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Palidez.

Alimentos que ajudam a diminuir a glicose


Existem alguns alimentos que ajudam na redução dos níveis de glicose. São eles:
  • Abacate;
  • Ovos;
  • Espinafre;
  • Brócolis;
  • Amêndoas;
  • Lentilha.

Tratamento


O tratamento dos distúrbios das alterações da glicose no sangue devem ser discutidos com o médico assistente e vão desde o controle alimentar, aplicação de insulina e remédios orais.

Importante:


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Fontes:
Abbot Brasil | Sociedade Brasileira de Nefrologia | Ministério da Saúde | Sociedade Brasileira de Diabetes